Loira do bem ∞ : Janeiro 2014

quarta-feira, janeiro 29, 2014

— Pitaco sobre o equívoco e o perigo da Vaidade.


“Deve-se deixar a vaidade aos que não têm outra coisa para exibir" — dizia Balzac, — Oh isso me faz pensar.....
— Que Às vezes, eu compreendo, mas eu não tento e não entendo, a necessidade que algumas pessoas têm em afirmar, que é amigo do fulano, ciclano ou beltrano, estufando o peito..... — mesmo porque nem sempre o que vemos ou ouvimos é o que de fato é...sic...
 

— a mim não me causa nenhum vislumbre, aliás um dos motivos, que ganhei o respeito e admiração do Almir Sater, por tantos anos, o resto é, "tudo o mais é "vaidade" —
— "Não dou à mínima", que o beltrano, ciclano ou fulano, é amigo do beltrano, ciclano ou fulano que se destaca em alguma coisa!.
— Se quer me impressionar, comece pelo óbvio, demonstrando, os seus melhores sentimentos, visões e ideias, nem só pela embalagem vive o homem, mas de conteúdo e emoção, assim como Belchior, ao invés de "sonhar, prefiro Viver"!...
— Demonstra, um sentimento equivocado, da qual cabe o benefício da dúvida, sobre autoestima, se a possui de fato...
Quando começamos a depender destes artifícios, é porque o amor próprio e conceito sobre nós mesmos estão bem rasos e precisando urgente, de mudanças em nosso interior .."Vaidosos somos todos nós. A questão está em saber se há alguma razão para o ser ou se se é vaidoso sem razão nenhuma.” ―José Saramago.
— Segundo Jane Austen, "“A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. A primeira é "a opinião que temos de nós mesmos", e a segunda "o que desejaríamos que os outros pensassem de nós.” — Na dúvida, escolho a primeira!.
Oh isso me faz pensar, que há vaidade, pois a frase também é atribuída ao William Hazlitt, escritor que viveu na mesma época e para piorar, fui ver com Ele, Friedrich Nietzsche", e seu pragmatismo, o que pensa a respeito e "detona comigo mesma":" ―A vaidade dos outros só vai contra o nosso gosto quando vai contra a nossa vaidade.”― toin....e, se Nietzsche diz, quem sou eu, para contrariar, a não ser enfiar a viola no saco, como se diz o dito popular e repensar sobre a minha vaidade também.
Fotografia: Google Helio Arts.

segunda-feira, janeiro 27, 2014

Mario Persona: "Empresas na plenitude"


 Quando a empresa atinge sua fase de plenitude, ela está no melhor dos mundos. Ela realiza todo o seu potencial e pode se gabar de possuir todos aqueles adjetivos que consultores e palestrantes gostam de repetir em seus discursos, como sinergia, empatia e desenvolvimento sustentável.
O temperamento da plenitude de uma empresa pode ser comparado ao da fase adulta, quando deixamos de correr atrás de apagar incêndios, de atropelar as pessoas ou de se deixar envolver por modismos passageiros. É uma fase de pé-no-chão e também de planejamento consciente do futuro, criação de desafios palpáveis para garantir esse mesmo futuro, e principalmente, de usufruir do resultado de anos de trabalho. A diferença do comportamento humano é que a empresa em sua plenitude não pensa na aposentadoria.

O fato de uma empresa ser grande e lucrativa não significa que seja madura se o seu clima organizacional ainda refletir inquietação interna e incapacidade para lidar com desafios e ameaças.

Toda vaca sagrada deve ficar atenta para não virar hambúrguer. Aliás, é esse o título de um best seller da década de noventa: "Vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres". Uma empresa na plenitude tem a tendência de Narciso, de ficar se admirando e deixar as oportunidades passarem. Afinal, quem precisa de oportunidades quando atingiu o pico do Everest? O problema é que no alpinismo depois do pico as chances de queda aumentam.

O maior desafio de uma organização plena é manter em dia sua lipoaspiração e resistir ao deslumbramento dos números, principalmente, como eu já disse, se eles forem o resultado apenas de ventos propícios. Tirar o olho do umbigo para observar atentamente o mercado é um desafio enorme nessa hora. Acreditar que o mercado não vive sem seus produtos ou serviços é o grande engano no qual grandes empresas sucumbiram. Até quando morre o Papa eles arrumam outro.

O primeiro passo é investir em sua área de marketing, e quando digo isso não estou falando de propaganda. Ficamos tão acostumados a usar a palavra como sinônimo de propaganda que é sempre bom fazer essa ressalva. O problema é que na sua fase plena a empresa provavelmente já terá um departamento de marketing consolidado, com velhos marinheiros de olho na pescaria da aposentadoria, e é aí que mora o perigo.

Às vezes é preciso criar um departamento alternativo de marketing, com carta branca para inovar, mas o difícil é administrar isso ou vencer a resistência dos guardiões do Graal dos velhos paradigmas. Algumas empresas são conhecidas por seus laboratórios terem criado inovações que só foram aproveitadas com sucesso por terceiros.

O maior perigo da empresa se acomodar e ficar estável é perder mercado, algo difícil de se conquistar. Perder algo que gastamos uma vida para conseguir é algo rápido. Encontrar ou voltar ao ponto onde perdemos é um processo demorado. Portanto uma análise contínua de riscos e oportunidades deve estar em todas as páginas da agenda de uma empresa na fase de plenitude. Se ela procurar, vai descobrir que isso estava na agenda dos anos em que começou sua jornada como algo tão natural quanto a adrenalina que move uma criança ou adolescente a crescer, enfrentar riscos e se divertir.

Quando as pessoas que compõem uma empresa começam a considerá-la chata, maçante e rotineira, é hora de soar o alarme. Todo adulto deveria viver o tempo todo com a disposição de um adolescente e a ingenuidade criativa de uma criança.

Em uma empresa estável pode ocorrer outro fenômeno que é típico do ser humano.
Com o mercado conquistado, a bandeira fincada no cume do monte e as muralhas reforçadas contra adversários e intrusos, a luta pelo poder passa a ser interna. Isso porque, como eu disse, é algo inerente ao ser humano essa busca por domínio. Começam as intrigas, as acusações falsas, as traições, os excessos, as execuções - tudo igual à história dos grandes reinos depois que atingiram seu apogeu.

- Uma única dica: nunca seja grande, ou pelo menos nunca se considere como tal. Isto se resume em uma cultura empresarial de atitudes como humildade, simplicidade, reconhecimento das próprias fraquezas e dos pontos fortes da concorrência, desejo de mudar, coragem de diversificar, disposição para empreender e ousadia para inovar. A jactância e o orgulho sempre precedem a queda.
 
Entrevista concedida para a Newsletter SAP em 07/08/2008.
por Mario Persona é consultor, escritor e palestrante. 

"MELHOR ALBUM DE ROCK "— Led Zeppelin desbanca novatos e leva o Grammy

.Alguém lembra do riso?.. ecomo eu esqueceria?..o meu está escancarado, de um lado ao outro \m/..com essa estupenda notícia... de Led Zeppelin, como nos velhos tempos!.   de faturar o Grammy, como melhor album de Rock, gravado em 2007.

  Como se fosse nos anos 1970, o passado marcou presença fortemente na premiação dos Grammys, com a vitória do Led Zeppelin como melhor disco de rock e o Black Sabbath se destacando como a melhor performance de hard rock. O Vampire Weekend levou o prêmio de música alternativa. Já o duo de hip hop Macklemore & Ryan Lewis chegou abafando: ganhou três prêmios de rap, batendo nomes fortes como Kendrick Lamar, Jay Z, Kanye West e Drake.  O Daft Punk confirmou o favoritismo na seara eletrônica. Justin Timberlake ganhou dois prêmios.
  


Lista dos vencedores
Álbum vocal pop tradicionalTo Be Loved, Michael Bublé
Álbum de rapThe Heist, Macklemore & Ryan Lewis apresentando Wanz
Álbum de R&B Girl on Fire, Alicia Keys
Álbum de rock Celebration Day, Led Zeppelin
Álbum de Música AlternativaModern Vampires of the City, Vampire Weekend
Música Eletrônica/DanceRandom Access Memories, Daft Punk
Melhor canção GospelIf He Did It Before ... Same God (Live), Tye Tribbett
Álbum de BluesGet Up!, Ben Harper com Charlie Musselwhite.
Álbum FolkMy Favorite Picture of You, Guy Clark
Álbum de reggaeZiggy Marley in Concert, Ziggy Marley
Álbum de World Music (dupla vitória)Live: Singing for Peace Around the World, de Ladysmith Black Mambazo/e Savor Flamenco, dos Gypsy Kings.
Álbum BluegrassThe Streets of Baltimore, Del McCoury Band
Álbum New ageLove's River, Laura Sullivan
Álbum de Jazz vocalLiquid Spirit, Gregory Porter
Álbum de Jazz instrumentalMoney Jungle: Provocative in Blue, Terri Lyne Carrington
Performance de rockRadioactive, Imagine Dragons
Performance de Hard rock/metalGod is Dead, Black Sabbath
Melhor canção de rapThrift Shop, Macklemore & Ryan Lewis
Melhor performance rapThrift Shop, Macklemore & Ryan Lewis

* Texto por Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo
Fotografias e vídeo: Domínio público - google.

sábado, janeiro 25, 2014

10 discos para entender os caminhos do folk rock

Uma relação de clássicos do folk rock listada por especialistas no assunto.
Foto: Thadeu Varoni/ MG.
Muitos falam, poucos ouviram e alguns entendem. O pessoal do All Folks Fest lista clássicos do folk rock numa matéria especial para o Showlivre!

"A pergunta vez ou outra vem à tona: por que cargas d’água o folk encontraria espaço (e expressão) em locais como uma grande metrópole? Qual o sentido de se cantar narrativas que surgiram para dar voz a um povo se muitas daquelas queixas aparentemente foram resolvidas? Porque o tempo se encarrega de agregar novos sentidos a sonoridades de que não queremos abrir mão. É por isso que pareceu tão natural e lógico a nós, do All Folks Fest, investirmos em um festival que desse abertura a quem ainda acredita no folk e desconsidera rótulos como “saudosismo” ou “modinha”.
Para exemplificar como o folk chegou aos anos atuais cheio de admiradores, convidamos o Pedro Gama e o Rafael Elfe, membros da banda The Outside Dog, para listar 10 discos que ilustram bem o caminho do folk rock.                                           
Esperamos que gostem e temos um encontro marcado no dia 29 de junho, no Centro Cultural Rio Verde, na 5ª edição do All Folks Fest.

Mississippi John Hurt - 
Avalon Blues (1963)
O “finger picking” jamais seria o que é se não surgisse, oriundo dos campos de algodão, um sujeito chamado John Smith Hurt. Naturalmente poderíamos classificá-lo como um bluesman (sim, não deixa de ser), mas elevou o campo com sua mistura country-folk-blues. De raízes estadunidenses, ganhou a vida trabalhando nos campos das regiões do Mississippi, de quem recebeu, além das imagens de suas canções, o nome que carregou e transformou num estilo, inconfundível e ancestral. O folk de hoje em dia não seria o mesmo sem esse baixo alternado, trançado nessas melodias cantadas pelo violão que seguem a linha melódica da voz.

Bob Dylan
- Bringing It All Back Home (1965)
O primeiro álbum de folk rock da história! O cancioneiro solitário dá lugar a um ícone rebelde, e um tanto arrogante, dos anos 60. Substituindo seu violão por guitarra, distorção e uma banda de apoio, Dylan manteve as letras ácidas e politizadas que com justiça deram a ele o título do grande letrista norte-americano do século XX. Esse álbum rompeu as barreiras da música folk tradicional, irritando uns como Pete Seeger, que quis acertar a aparelhagem do palco (ou mesmo o próprio Dylan!) com um machado no famoso Newport Folk Festival de 1965; ou influenciando outros, como Tom Petty e Neil Young, em tudo que viriam a fazer no futuro. “Bringing It All Back Home” é o responsável pelas guitarras estarem presentes no universo folk.

Bert Jansch - Bert Jansch (1965)


Além de ter sido membro de uma banda pra lá de interessante, o Pentangle - que contava com outro folker respeitado, John Renbourn - , Herbert Jansch (1943/2011) nos deixou no ano retrasado, por conta de um câncer. O feito do senhor Herbert foi conseguir condensar os dedilhados vindos do blues com a música folk tradicional, e rompê-los, com canções que acabaram virando provas de fogo para os que se aventuram nas seis linhas de aço. É conhecido como um dos músicos mais influentes de todos os tempos. Nomes como Neil Young, Nick Drake, Johnny Marr e Jimmy Page, beberam de suas imagens. O disco foi gravado com um violão emprestado. Além disso, pra ir a Londres, onde gravaria o disco, utilizou-se de uma forma bem conhecida pelos amantes das estradas, a carona. E todas essas imagens estão costuradas nas suas melodias que conseguem viajar e traçar um caminho definitivo entre o folk,o blues e o jazz. Inovador e genial, é um artista indispensável pra quem quer conhecer o que seria o “violão folk”. Depois desse disco, tocar violão ficou bem mais complicado.

Led Zeppelin
- Led Zeppelin III (1970)
O terceiro álbum do quarteto britânico veio como um contraponto ao “Led Zeppelin II” que fora um disco essencialmente elétrico e pautado pelo blues rock tão característico da banda. Vilões, bandolins, uma atmosfera folk e pitadas de música celta levaram o guitarrista Jimmy Page a buscar afinações menos tradicionais para compor essa nova sonoridade. Mudança que certamente permitiu que artistas como Mumford & Sons arriscassem e também criassem muitas de suas mais famosas canções nesses moldes.

James Taylor - Sweet Baby James (1970)
O mundo folk dá voltas! James, em seu segundo disco, morava no sofá da casa do guitarrista ou num canto na casa do produtor do “Sweet Baby James”. O álbum foi gravado com orçamento baixo e seguiu o clichê de que tudo que é bom excede às expectativas, inclusive as monetárias. E logo, James Vernon Taylor foi agraciado pelo sucesso estrondoso da faixa ”Fire and Rain”. O disco fez tanto sucesso que é de James o termo “sweet beat folk”, referente a uma batida folk suave, e assim elevando o status da música folk. O álbum traduziu a personalidade introspectiva e branda do cantor. Suas letras, mergulhadas numa simplicidade bem dura, estão sempre falando de problemas profundos e subjetivos. Aliadas ao seu jeito delicado de interpretá-las, definiu um estilo, até hoje inconfundível.

Nick Drake - Pink Moon (1972)
O jovem Nick Drake ficaria feliz pelo trabalho que deixou pro mundo. Sem muito sucesso após seus discos anteriores, uma certa insatisfação baixou e fez com que Nick, cada vez mais recluso e triste, voltasse de Londres para, novamente, morar na casa dos pais. Ele realmente acreditava que faria sucesso com seus discos anteriores. Sim, qualquer um acreditaria, pois os discos dele ultrapassam o tempo em que foram registrados. Em vida, Nick se perguntava a razão de não ser compreendido. Hoje sabemos. Nicholas Roadney Drake é um daqueles anjos que passam brevemente por este mundo anunciando que nem tudo está definitivamente perdido. Pobre Nick, deveria saber que influenciou e continua influenciando quem almeja despejar a alma em canções de melodia simples e letras outonais; além da invejável forma de tocar e das inúmeras afinações abertas que fazem de suas canções mistérios maravilhosos pros que tentam executá-las. Mistério também foi a atmosfera em que o álbum foi gravado. Pink Moon, seu último registro em vida, foi gravado sem conhecimento da gravadora. Reza a lenda que Nick entrou nos estúdios, acompanhado apenas do técnico de som, gravou todas as canções e voltou apenas na enluarada e triste “Pink Moon” para registrar um piano mórbido no refrão. Nada além de gravações secas - voz e violão. Ou, como ele mesmo definiu, “sem enfeites”. O disco foi gravado e deixado num envelope em cima da mesa da secretária da gravadora, e semanas depois foi enviado para o produtor. Aquele envelope tinha o registro que entraria de corpo e espírito para a história da música.

Almir Sater - Estradeiro (1981)
Almir Eduardo Melke Sater, músico sul mato-grossense e um dos únicos artistas brasileiros a cantar em Nashville, merecia nossa condecoração. Não só pela sua história junto ao resgate da cultura regional, mas por ser um belo expoente do folk produzido em terras nacionais. Conseguiu unir o que o folk tem de mais honesto: a cultura raiz de um povo, com o universo pop, melodias e letras. Tendo trafegado, com a velha chalana, pela música paraguaia, o blues, o country, a música sertaneja de raiz e a pantaneira, Almir trouxe todas essas cores na rapidez com que faz da mão esquerda dele um aliado fundamental para a viola caipira, elevando o instrumento, que voa muito além dos ranchos fundos brasileiros. Seu mestre, Tião Carreiro, deixou em boas mãos o futuro da viola de 10 cordas. Almir surgiu acompanhando a amiga e cantora Tetê Espíndola, juntos a outros grandes compositores da região que fizeram parte da Geração Prata da Casa, no Mato Grosso do Sul. Compondo com Paulo Simões, Renato Teixeira, deixou grandes hinos da música sertaneja nacional. Dando uma pitada rock and roll à viola, Almir se diz roqueiro em primeiro lugar, antes do chavão sertanejo. O álbum de estreia, “Estradeiro”, define o estilo de Almir e diz certeiramente a que veio. O músico continua excursionando pelo país, em praças, teatros, revelando o que o interior do mundo tem de melhor, o regionalismo universal!

Bruce Springsteen - Nebraska (1982)
Depois de lançar em 1980 “The River”, um álbum multipremiado, superproduzido, fundamentalmente elétrico com guitarras, teclados e metais e que o levou ao reconhecimento do grande público, nada mais natural esperar que o Boss daria sequência a esta linha no próximo trabalho. A grande surpresa foi que “Nebraska” apareceu como um álbum acústico, mostrando um Springsteen solitário com sua voz e violão. O mais surpreendente foi que todo o álbum era uma demo gravada numa fita cassete em sua casa, e a crueza e a emoção ali impostas impressionaram os produtores, que decidiram lançar aquelas gravações da maneira como estavam. Hoje, artistas como Tallest Man On Earth e The Felice Brothers fazem processos semelhantes, encantando o público com a simplicidade e a naturalidade de seus registros.

Neil Young
- Harvest Moon (1992)
Em “Harvest Moon”, Neil convida a todos para uma dança sob a luz intensa de um luar apaixonado. Quer coisa mais caipira? O luar do sertão poderia ter sido palco para Neil e sua clássica valsa folk, a homônima “Harvest Moon”, com direito a uma rítmica feita pelo som de uma vassoura passeando pelo chão. O disco vem como uma segunda leva do álbum de 1972, o “Harvest”. Mas essa segunda leva acabou tornando-se o mais bem sucedido álbum desde “Rust Never Sleeps”, de 1979. O country-folk invade o mundo! Neil Percival Young, o pai do grunge, como também é conhecido, fez parte de grupos como Crosby, Stills, Nash & Young e do Buffalo Springfield, além de andar solto pelos campos com o eletrizante Crazy Horse. Fã de Chuck Berry, Young também tinha influências do “homem de preto” - não, não estamos falando do Will Smith, estamos falando de Johnny Cash. Essa parece ter sido a grande combustão no peito desse canadense, que até hoje aquece nossos corações folkers.

The Tallest Man on Earth - Wild Hunt (2010)
O baixinho mais alto do mundo, apesar de pouco tempo de estrada, já surgiu deixando uma grande marca para o mundo da música folk. O disco “Wild Hunt”, o segundo registro solo, define o que seria a voz e o timbre do sueco Kristian Matsson. Revigorante, surge fortalecendo e trazendo novamente em voga o estilo “finger picking”, de grandes nomes como Mississippi J. Hurt, Jackson C. Frank e Dave Graham. Kristian grava e produz os próprios discos em casa, e quase sempre registra juntos, num mesmo take, voz e violão. Com melodias densas e um tom dylanesco, o bardo deixa clássicos como “King of Spain” e "You're Going Back". Sua força em executar as canções o levou a tocar em grandes festivais, desmoronando a idéia de que um sujeito, munido apenas de um violão, não pode subir em palcos maiores sem o amparo de uma banda. The Tallest Man on Earth, como Kristian gosta de se apresentar, veio para trazer de volta uma potência por muitos esquecida quando pensamos em canções intimistas. Com certeza, aprimorou ainda mais a arte nas seis linhas de aço... depois dele muita coisa deixou de estar segura. O sujeito trouxe de volta os dedilhados e as afinações abertas. Já merece um lugar ao sol.

All Folks Fest

O All Folks Fest nasceu em novembro de 2011 com um único pretexto: celebrar as boas bandas que tivessem o folk como ponto de partida para uma sonoridade que se desdobra em emoção. Quem foi nas edições anteriores, realizadas no Centro Cultural Rio Verde e no Sesc Araraquara, se admirou com o talento e o profissionalismo das bandas L’Avventura, Theo, Lestics, The Outside Dog, Phillip Nutt, Caio Corsalette & Dollar Furado, Johnny Fox, Phillip Long, Rafael Elfe, Gilmore Lucassen, Pedro Pastoriz, Monoclub, O Bardo & o Banjo, Leprechaun e Mustache e os Apaches.

Organizadores: Amanda Mont'Alvão, Pedro Gama e Rafael Elfe

Conheça o festival http://allfolksfest.tumblr.com
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por Marcelo Shida 

Almir Sater grava participação no quadro de Michel Teló que irá ao ar em breve no Fantástico.

Almir Sater, abre as portas de sua fazenda, para gravação de quadro para programa do Fantástico, em breve.

Gravação do quadro que deve ir ao ar no Fantástico.





















A participação do cantor Michel Teló no programa Fantástico, com um quadro só dele, deve começar com reportagem no Pantanal sul-mato-grossense. Nesta semana, ele gravou na fazenda de Almir Sater, ao lado do violeiro e também dos músicos Guilherme Rondon, Rodrigo Sater e da dupla Jads e Jadson.
Até agora, pouco foi divulgado sobre o quadro que será apresentado por Michel aos domingos na Rede Globo. Segundo o cantor tem dito em entrevistas sobre o assunto, “é um projeto que fala sobre a música sertaneja, mostrando a nossa história e os grandes nomes do gênero”. Por aqui, a pauta deve ser a contribuição de Almir e a viola pantaneira.
Fonte: Campo Grande News.

quinta-feira, janeiro 23, 2014

Comportamento: Compreendendo os Outros.

 
por  Roberto Assagioli (*) 

Quando procuramos descobrir o que causa os atritos e lutas que tanto perturbam e fazem sofrer indivíduos e grupos, percebemos que uma das principais causas está na falta de compreensão. Muitas palavras e muitos atos maléficos atribuídos à malvadeza e a desejo nocivo são, acima de tudo, devidos à falta de compreensão.

Todos nós, por nossa própria natureza, somos inclinados a desprezar e condenar o que não compreendemos e desta atitude crítica e negativa surgem facilmente preconceitos, presunções, antagonismos. Isto ocorre entre os indivíduos, entre as nações, entre as raças e, também, entre aqueles que, declarando-se religiosos, deveriam, mais do que os outros, dar exemplo de amor e fraternidade.

A falta de compreensão, pois, não é nociva só enquanto torna hostil aquele que não compreende mas, ainda mais, enquanto faz surgir uma mais forte, uma mais aguda hostilidade, um áspero ressentimento naqueles que se sentem incompreendidos. Como diz Keyserling, "nada fere mais profundamente do que a incompreensão, eis que incompreensão significa negação da identidade do outro".

Cria-se, assim, uma longa corrente de recíprocas incompreensões, de animosidades, de lutas, com todos os sofrimentos que daí decorrem.

Sem compreensão, pois, não se pode deixar de produzir danos. Entretanto, não devemos ser demasiadamente severos com aqueles que não compreendemos; devemos, antes, compreendê-los também! A compreensão integral de um outro ser humano está bem longe de ser coisa fácil; na realidade é, muitas vezes, coisa muito difícil. Todo indivíduo é uma complicada mistura de inumeráveis e dessemelhantes elementos que têm origens muito diversas, que existem em diversos níveis interiores e que agem e reagem uns sobre os outros, formando em cada pessoa uma combinação nova e única.

Além disso, nem todos os elementos que constituem os indivíduos que procuramos compreender são visíveis e, por assim dizer, "na superfície"; muitos deles estão profundamente submersos nos níveis subconscientes, e podemos deduzir sua existência somente através de manifestações indiretas e ocasionais. Mas não basta; aquela combinação de elementos não é estática; novos elementos entram continuamente a combinar-se com os preexistentes, e enquanto outros destacam-se e outros, ainda, transformam-se através de um processo orgânico de desenvolvimento e transmutação. Deste modo, aquele ser humano que procuramos compreender com nossa mente, muda-se continuamente qual proteo diante de nosso olhar surpreendido.

Tudo o que dissemos com referência aos outros é verdadeiro, em grande parte, também relativamente a nós mesmos; também neste caso é necessária uma profunda compreensão que se apresenta, do mesmo modo, com dificuldades não menores. Se, quando se trata de nós mesmos, possuímos mais elementos, mais dados, entretanto, somos levados a julgar mais facilmente de maneira apaixonada e parcial. Enquanto somos levados a julgar demasiado desfavoravelmente os outros, temos tendência a ser muito indulgentes para conosco, encontrando toda classe de justificações e desculpas para nossas deficiências e nossas culpas. Há, porém, uma minoria que erra em direção oposta: pessoas atormentadas por um excessivo sentido de inferioridade, de culpa, de desvalorização própria, que as oprime e paralisa.

(*) Roberto Assagioli, Dr.: (Veneza, Itália, 27 de fevereiro de 1888 - Capolona d'Arezzo, 23 de agosto de 1974). Médico, especializou-se em neurologia e psiquiatria. Estudou e manteve contatos pessoais com Sigmund Freud e Carl Jung. Em 1910, em Veneza, apresentou os ensinamentos de Freud à comunidade médica, sendo um dos pioneiros do movimento psicanalítico na Itália e os fundamentos da Psicossíntese. Ele percebeu que havia a necessidade de alguma coisa além da análise.
Trechos Extraídos do Boletim No. 26 - Janeiro e Fevereiro de 2007 do Site : www.psicossintese.org.br

Administração e Marketing: "Culturalização de Negócios"


Há um conceito no mercado, pouco explorado ainda, mas muito usado no exterior, a “culturalização de negócios”, 
(valor agregado a partir de elementos intangíveis e culturais), uma estratégia de Marketing da economia criativa, através da “incorporação de elementos culturais e criativos ao negócio”.

Hoje produtos, bens tangíveis e serviços, se assemelham entre si, o que vai os diferenciar?, os bens intangíveis, associar a marca a eventos culturais. Acredito, que quanto mais autêntica seja a  estratégia usada, mais chances de atingir os resultados no processo final.  Dar oportunidade para os novos valores também. As pessoas, já não estão acreditando em tudo que lê, vê ou que é ditado pela mídia alternativa. As pessoas sentem falta de emoção, de originalidade.
Esse tipo de estratégia, tem um apelo mais humanista, eu diria até, sem dúvida, uma forma de inovar produtos e serviços, atraindo a população, como parte do processo, a fim de  sensibilizar e conscientizar.
Ao investir nesse diferencial, estamos, alvancando a economia, a indústria do turismo e do artesanato, serão bastante beneficiadas, pois, contribui para ampliar o mercado.

Segundo a Wikipédia são 13 os setores da economia criativa: Arquitetura - Publicidade - Design - Artes, antiguidades - Artesanato - Moda - Cinema e Vídeo - Televisão - Editoração e Publicações - Artes Cênicas (Performing Arts) - Rádio - Softwares de lazer -Música.

A Música, por exemplo, é um chamariz, independente de raça, credo, cor, dogma, política partidária, ela une pessoas. Das 7 Artes, ela é considerada a mais humana, porque ela penetra no coração, comove até as almas mais blindadas.

Uma empresa agrega mais à sua marca e valor, quando ousa “apostar no futuro”, sem deixar a “tradição” do lado, mas unindo as duas vertentes numa só.Para ter esse "feeling", é preciso que o inovador, esteja atento a dinâmica do mercado. Sensibilidade para ver, questionar e ouvir, através desse feedback, entender as expectativas e as necessidades, que precisam ser atingidas.


Assim como Peter Drucker, definiu "encontrar essas oportunidades e transformá-las em soluções exige uma grande disciplina", eu acrescentaria, energia, determinação e sobretudo, acreditar por inteiro, no que se propõe, e muitas vezes, os resultados são a longo prazo, para os especialistas, na maioria, a curto prazo, dizem 1 ano.

O Marketing e suas estratégias, são ferramentas para que encontramos novas oportunidades, e não para fazer milagres. Requer além da criatividade, ousadia, muito trabalho e persistência.

Finalizando, com o guru da Administração Moderna", Peter Drucker,
Para ser eficaz, uma inovação deve ser simples e centralizada. O maior elogio que uma inovação pode receber  seria alguém dizer: "Isto é óbvio"! Por que motivo não pensei nisso antes?

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Vários "brasis" dentro de um mesmo Brasil.



— Nem só de sonho pela Irlanda, Escócia, Dinamarca, Bretanha ... Dubai... França...vive a Loira por aqui..\0/..ahahahaha ... dos vikings, flautistas e banjos...sonhos... se bem "arreparando" vivemos um caos social, o nosso está mais para os ferozes "Berserkers" (guerreiros nórdico ferozes, que tinham força e violência extrema nos campos de batalha).
....se bem, que ultimamente, temos vistos muitos destes por aqui, matam, roubam, estupram, atraiçoam, sabotam e muitas vezes a si mesmos...
—Ok não podemos generalizar, mas, para viver numa sociedade individualista, não significa que precisamos massacrar o outro,
—Afinal o sonho americano, "não seria a igualdade de oportunidades, para que Todos atinjam seus objetivos e vençando através do esforço e determinação"?...
— mas como ter essa oportunidade, se um sempre almeja o lugar do outro, o que o outro tem, o que outro faz, o que outro constrói?....
Bonaparte, O Napoleão, dizia, " A capacidade pouco vale sem oportunidade".
—Oh isso me faz pensar.. se cada um de nós, soubesse, qual é o nosso papel dentro dessa história, talvez pudessemos, reinventar um novo cenário, onde todos se sentiriam protagonistas e não meros coadjuvantes!.
"Eu não escrevo para salvar a humanidade e sim para salvar a mim mesmo". by Charles Bukowski.

sábado, janeiro 18, 2014

Marketing – O que é e o que não é?

Marketing – O que é e o que não é?

Hoje o marketing entrou em praticamente todas as esferas de nossa vida. Fazer marketing é criar as condições ideais para que nosso produto, serviço ou mensagem alcance seu objetivo, não importa se estamos falando de uma venda ou da simples necessidade de se convencer alguém de algo.
A expressão “marketing” vem sendo amplamente utilizada, não apenas no campo dos negócios, mas também na área social.
Contudo, o exato significado do termo ainda é pouco conhecido, o que justifica algumas conceituações. Para a American Marketing Association, marketing é o desempenho das
atividades que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor. É o processo de planejamento e execução de criação, estabelecimento de preço, promoção e distribuição de ideias, produtos e serviços para criar intercâmbios que irão satisfazer as necessidades do indivíduo e da organização.
Drucker (apud Kotler, 2004) por sua vez, apresenta uma definição mais direta:
marketing é todo o empreendimento do ponto de vista do consumidor.
Para Mc Carthy, que o dividia em duas grandes áreas, marketing é um processo social que dirige o fluxo de bens e serviços dos produtores para os consumidores, de maneira a equilibrar a oferta e a procura, e visando alcançar os objetivos da sociedade.
Finalmente, Kotler (2004), conceitua o marketing como sendo a análise, o planejamento, a implementação e o controle de programas e/ou projetos formulados para propiciar trocas voluntárias de valores com mercado-alvo, com o propósito de atingir objetivos operacionais concretos. Portanto, para execução de um plano de marketing, há que se levar em conta as necessidades e desejos do mercado, além do uso efetivo de técnicas de preço, comunicação e distribuição, para informar, motivar e servir ao respectivo mercado. 
Outras definições poderiam ser transcritas porém, pouco acrescentariam à compreensão do termo.
Considerando, no entanto, a grande e crescente popularização do termo, talvez seja
útil discutir um pouco daquilo que o marketing, efetivamente, não é. De acordo com Schiavo (1999) com freqüência, utilizam-se expressões como: isso é apenas, uma jogada de
marketing; é preciso fazer marketing; ou, até mesmo, isso não passa de marketing. É como
se a situação da qual se fala, de fato, não existisse. Com efeito, usa-se o termo marketing
nos mais diferentes contextos, mas sem muita preocupação com a sua aplicabilidade. Por
isso, convém esclarecer que: 
- Marketing não é promoção
–É muito comum o uso minimizado do conceito de marketing, considerando-o sob a perspectiva de apenas um dos seus principais componentes: a promoção ou publicidade. Nesse caso, “fazer marketing” seria o mesmo que promover um produto, idéia e/ou serviço.
- Marketing não é aparecer na mídia
–Outra confusão é pensar que marketing se restringiria a dar visibilidade a algum produto, serviço, ideia ou uma causa, aumentando a sua exposição quantitativa e/ou qualitativa nos diversos meios de comunicação. Isso é, sim, uma estratégia de marketing. 
- Marketing não é venda
–Quando se lê um anúncio buscando um gerente de marketing, pode-se ter a certeza de que não se requer apenas um profissional de vendas. Mais que isso, a empresa busca alguém capaz de trabalhar seus produtos desde a fase de concepção, passando pela produção, apresentação, definição de preço, estratégia promocional e colocação nos pontos-de-venda, até a etapa de consumo, privilegiando-se o ponto-de-vista do consumidor. 
- Marketing não é mágica –
Ilusionismo não combina com o mercado. Também no marketing, é aplicável a ideia de que “não se pode enganar a todos por todo tempo”. No marketing, não há soluções fáceis, de curto prazo e/ou baixo custo, em si-mesma. A criatividade empresarial e/ou do empreendedor,
sem dúvida, é fator fundamental para o êxito de um plano de marketing, mas não faz
milagres. Fazer o melhor por menos é o que se espera de qualquer profissional em uma organização. Soma-se o fato de que, no mercado globalizado, é cada vez mais imprescindível
dispor de bons produtos e/ou serviços de qualidade a preços acessíveis para os mercados-alvo. O feeling de um profissional pode constituir o diferencial para que se alcancem ou se consolidem vantagens competitivas. No entanto, esse fator não poderá substituir um a boa pesquisa mercadológica, que oferece respostas científicas para as questões concretas.

Por
Marketing Social – A Estratégia De
Mudança Do Comportamento Social
Sônia de Oliveira Morcerf
sonia.oliveira@csn.com.br
Teresa Cristina Seabra
teresacristinaa@uol.com.br
MORCERF, S. O.; ALMEIDA, T. C. S.. Marketing Social – A Estratégia De Mudança Do
Comportamento Social. Cadernos UniFOA , Volta Redonda, ano 1, nº. 1, jul. 2006.
Disponível em: