Compositor e cantor Zeca Baleiro leva seu show imperdível para o Fejacan em Jacarezinho-PR.
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| Foto: Glauker Bernardes. |
Pitacos sobre Cultura e Humanidades
Compositor e cantor Zeca Baleiro leva seu show imperdível para o Fejacan em Jacarezinho-PR.
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| Foto: Glauker Bernardes. |
Dias destes, estava a pensar como as pessoas acima dos 50, 60 anos ou mais estão sendo excluídas das inovações tecnológicas e da vida social. Mesmo para aqueles que dominam as técnicas do computador.

Na metade dos anos 2000, quando me formei em Administração com habilitação em marketing, o meu TCC foi sobre esse assunto: o país estava envelhecendo e o mercado precisava adequar os produtos e serviços a essa nova realidade.
Fiz até uma comparação na minha dissertação: os jovens que votaram no Collor nos anos 90 seriam os da terceira idade (como eram chamados na época) nos anos 2050. Colegas da sala de aula ficaram surpresos com o choque de realidade.Tratar essa parcela do mercado com descaso é, além de uma falta de sensibilidade, um péssimo negócio e uma falta de visão mercadológica.
Para mim, isso não é evolução ou segurança digital, mas exclusão e etarismo digital. Se as empresas optam por esse isolamento tecnológico, o caminho mais digno é transferir a conta para instituições que oferecem um atendimento telefônico eficiente, agências físicas acessíveis ou um Internet Banking adequado no computador. Os dados demográficos mais recentes do IBGE apontam que o Brasil possui cerca de 35 a 36 milhões de idosos com 60 anos ou mais. Essa fatia representa 16,6% de toda a população brasileira, mostrando que o envelhecimento da nossa população está ocorrendo de forma extremamente rápida. Não só aqui, mas no mundo.Por isso, é acertado o estudo do governo em planejar um ministério voltado à pessoa idosa. O objetivo central deve ser promover mecanismos para que as pessoas envelheçam com dignidade, aumentando a longevidade e, sobretudo, a saúde mental, física e emocional, por meio do retorno de atividades em praças públicas, eventos e espaços de socialização.Isso passa também por um comércio com roupas e calçados mais adequados, pelo resgate e respeito rigoroso às filas preferenciais para idosos, pessoas com deficiência, gestantes ou com crianças de colo, e por funcionários capacitados para oferecer um atendimento humanizado, acolhedor e menos robótico.O público dos 60+ merece autonomia, respeito e canais de atendimento que acolham seus hábitos, e não barreiras digitais. Modernizar não significa excluir.A tecnologia deveria servir para libertar e incluir, não para criar novas barreiras. Se as empresas não mudarem por empatia, que mudem pela lógica do lucro — afinal, o mercado 60+ move bilhões.
A ponte que
une o Cristianismo, a Justiça Social e as Controvérsias.
Observei outra coisa debaixo do sol numa rede social, parafraseando Eclesiastes, que me deixou confusa. Um perfil com a capa de Nossa Senhora, se dizendo católico fervoroso e curtindo como “Amei” (coração vermelho), numa alusão ao fim do Bolsa Família
Muito contraditório entre o ser e a atitude desse perfil para quem se declara publicamente, um devoto fervoroso.
Por isso que hoje penso como Voltaire: “acredito no Deus do Universo, mas não no Deus que os homens criaram”, ao me deparar com pessoas assim, que confundem o verdadeiro significado do cristianismo. A Igreja Católica Apostólica Romana possui esta vertente: a do amor, da partilha, da divisão entre os irmãos, a fraternidade e a caridade.
Difere da Teologia da Prosperidade, em que, no fim, se você deu certo, foi Deus quem o ajudou; se fracassou, não foi bom para Deus o suficiente. Nunca a responsabilidade é do sistema.
O lado humano e empático que trago comigo — e não estou falando da boca para fora, tenho muitos defeitos, claro, afinal sou humana — sempre levei muito a sério, principalmente as palavras de Jesus Cristo, segundo Mateus 25:45: “Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.”Um feito histórico acontece entre tantas coisas maledicentes e enche o coração dos Zeppelianos de extrema alegria.
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| Imagem: Nárnia: O Sobrinho Do Mago. |
Como os músicos e compositores também são fãs do autor C. S. Lewis (criador da série As Crônicas de Nárnia), eles logo se identificaram com o enredo também.
Aliás, como nós fãs já sabíamos — e eu, como fanzaça que sou, pude sentir toda essa energia de perto quando fui ver o Plant em 24 de maio no Parque Ibirapuera —, várias canções de Led Zeppelin já haviam sido inspiradas na obra literária de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, impulsionadas pelo vocalista Robert Plant que tem uma conexão com temas assim.
Desde agora, fãs já estão roendo as unhas para assistir, e o trailer está dando o que falar na internet.
Mas teremos que esperar até 11 de fevereiro de 2027 nos cinemas e no catálogo da Netflix em 2 de abril de 2027, para assistir. Haja coração para aguentar a espera.
Enquanto isso, sinta o gostinho de assistir ao trailer e à bela canção de Led Zeppelin ao fundo, e relembre os acordes do Page e a voz poderosa de Robert Plant, e o seu rugido. Imbatíveis.
Afinal, como diz a letra dela: Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa estrada, há sempre tempo de mudar o caminho que você segue...
E o melhor caminho que indico é sem dúvida ouvir Led Zeppelin.