30 de outubro de 2026

Zeca Baleiro é a atração principal do Fejacan 2026 em Jacarezinho

Compositor e cantor Zeca Baleiro leva seu show imperdível para o Fejacan em Jacarezinho-PR.
Foto: Glauker Bernardes.
Um dos artistas mais versáteis da música brasileira, Zeca Baleiro, é a atração principal do Festival Jacarezinhense da Canção (Fejacan), e sobe ao palco do Cine Teatro Iguaçu, em 7 de novembro de 2026, às 21h30, no sábado.

A entrada para os shows será mediante a doação de um brinquedo novo, destinado à Campanha do Brinquedo do Sesc Paraná.

A retirada dos ingressos começa em 29 de outubro, na Biblioteca Cidadã, na Rua Dois de Abril, 655, em Jacarezinho, das 9h às 11h30 e das 13h30 às 16h30. A partir de 3 de novembro, também será possível retirar os ingressos no Cine Teatro Iguaçu, nos mesmos horários.

Além de cantor, compositor e gente boa, Baleiro também é escritor e apresentador. Recentemente, o artista lançou seu livro “A Casca no Caibro — Memórias, Impressões e Confissões”.“A obra, publicada em 2026, é uma autobiografia na qual o músico maranhense trata abertamente de sua trajetória, incluindo a infância em família numerosa, a juventude psicodélica no Maranhão e os caminhos que o levaram ao sucesso”, conforme o site DM publicou durante a entrevista 4º Circuito Literário, no Sesc Centro, em Goiânia, realizada em 18 de setembro passado. 

Em seu show, acompanhado de uma banda fenomenal, além de cantar e tocar, o músico costuma prosear com o público, em uma perfeita sinergia.

E ele, como nunca, sabe cantar em prosa e verso os sentimentos e vivências do nosso tempo. No repertório, canções como “Lenha”, “Telegrama”, “Heavy Metal do Senhor”, “Babylon”, “Disritmia”, entre tantas outras melodias deliciosas e sucessos consagrados, ao longo de sua carreira brilhante. 

Além da presença icônica deste artista, o Festival, segundo dados do próprio SESC, recebeu 776 músicas inscritas de 16 estados; as apresentações da Mostra Oficial serão realizadas de 5 a 7 de novembro, no Cine Teatro Iguaçu, tendo Zeca Baleiro no sábado, como atração nacional.

No dia 8 de novembro (domingo), haverá a Fejacan Rock na Praça Rui Barbosa, com diversas atrações musicais incríveis, a partir das 12h, e encerramento com a banda Rancore, às 20h.

Para mais informações sobre a programação musical, acesse o site do Sesc Paraná, pelo link sescpr.com.br/Jacarezinho.

Mais sobre Zeca Baleiro, acesse seu site oficial: https://zecabaleiro.com.br.

Bora lá, que a emoção está garantida do começo ao fim, com direito a lazer, cultura, música e tudo aquilo que um festival de peso e bem estruturado oferece para a população de Jacarezinho e região.

O Fejacan é realizado pelo Sesc Paraná e pela Prefeitura de Jacarezinho.

29 de outubro de 2026

Modernizar Não Significa Excluir: O Isolamento Tecnológico dos 60+

Dias destes, estava a pensar como as pessoas acima dos 50, 60 anos ou mais estão sendo excluídas das inovações tecnológicas e da vida social. Mesmo para aqueles que dominam as técnicas do computador.

                                          Imagem de congerdeign por Pixabay

Estamos ficando invisíveis para esse mundo moderno, cheio de ruídos e futilidades. Facilitam para eles, dificultam para nós.

Na metade dos anos 2000, quando me formei em Administração com habilitação em marketing, o meu TCC foi sobre esse assunto: o país estava envelhecendo e o mercado precisava adequar os produtos e serviços a essa nova realidade.

Fiz até uma comparação na minha dissertação: os jovens que votaram no Collor nos anos 90 seriam os da terceira idade (como eram chamados na época) nos anos 2050. Colegas da sala de aula ficaram surpresos com o choque de realidade.
 
Lembro que, na época, não havia livros didáticos sobre o assunto; então, focamos em estudos, pesquisas e revistas sobre longevidade como a Brasil Rotário e falávamos da realidade local de uma cidade do sul, o Paulo Cidade, Philip Kotler (Princípios do Marketing), Sylvia Vergara, Secretaria Municipal do Idoso, entras outras referências relevantes.

Segundo dados de Paulo Cidade (1932-2016) — pesquisador de destaque nas áreas de Agronomia e Economia da Agricultura e professor sênior da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) —, a aposentadoria rural sustentava cerca de 40% dos lares no campo, transformando os idosos nos principais mantenedores daquelas famílias em SP. 

E o dinheiro deles movimentava o turismo, o lazer, a alimentação, entre outras necessidades básicas. Fomos a campo em três lugares diferentes (um bailão, um clube para a terceira idade e uma ONG que promovia a inclusão digital), no sul e interior do estado. 

Notamos que o marketing para os idosos — prefiro o termo 60+ — deixava muito a desejar. Desde roupas adequadas e alimentação até facilidades de acesso, como rampas, acessórios e apoios para se segurar, principalmente para aqueles com dificuldade de andar ou outra limitação.

E também na compreensão da dinâmica da inclusão digital. Houve um tempo em que a igreja ocupava um papel social relevante nas comunidades, pois promovia a inclusão, a alfabetização e a socialização. 

Ah, mas qual razão do mercado, sociedade investir nos “velhos?” Porque, além do respeito e dos direitos constitucionais, eles movimentam a economia — muito mais do que o seu preconceito, que deve estar mal informado sobre pesquisas mercadológicas e sociológicas.

Segundo dados, esse segmento de idosos movimenta entre R$1.6 trilhão e R$ 2 trilhões por ano na economia, em diversos setores da sociedade.

Observo ao meu redor que, cada vez mais, empresas, bancos e afins dificultam o acesso tecnológico e digital. Há milhares de pessoas com 60+ que sentem essa dificuldade e nem sempre estão com um celular atualizado para a tecnologia que eles exigem.

Se não tiverem a ajuda de um familiar ou de uma pessoa confiável, como será? Não é só isso. Muitas pessoas até abaixo dessa faixa etária também sentem a mesma dificuldade.

É tanto código disso ou daquilo e tantas funções que as pessoas se confundem com tamanha burocracia. Os mercados começam a substituir funcionários por máquinas e cartões.

Em lojas de alimentação, como as de fast-food (os totens do McDonald's (terminais digitais, por exemplo), a escolha do cardápio com opções, a montagem do lanche, o ato de passar o cartão e depois aguardar na fila para pegar o pedido geram um estresse enorme.

Basta apertar um botão errado ou ocorrer um bug para ser preciso reiniciar tudo para obter o abençoado lanche, no final. As empresas precisam focar em quais serviços desejam oferecer a essa parcela significativa de idosos e como priorizar um atendimento simplificado. 

Além dessas dificuldades, a exclusão digital e financeira dos bancos — entre eles, há aqueles encerraram o acesso pelo computador — principalmente para os não correntistas, ignora esta realidade: as letras miúdas em telas de celular são desconfortáveis e cansativas. Não é à toa que existem óticas em tudo quanto é canto das cidades.

Digitar senhas e números longos de boletos em telas sensíveis ao toque gera erros frequentes. E se o aparelho possui um PIN, num instante a tela pula para o bloqueio ou para outro aplicativo, sem avisar.

Semanas atrás, quando chegou a minha vez de ser atendida pela gerência local, justamente para liberar o acesso virtual, fomos interrompidas por mais de quatro vezes por um senhor idoso, pois ele tinha dúvida como prosseguir para encerrar a sua conta no banco, já que anteriormente, ela havia explicado para ele, de forma oral e não, na prática.

Sou e sempre serei a favor do teclado e do monitor do computador; eles oferecem muito mais confiabilidade e conforto visual. Além de faciltar a alternância de tela. Os aplicativos bancários exigem sistemas operacionais de celular superatualizados por questões de segurança.

Isso obriga a pessoa a trocar de aparelho a cada 2 ou 3 anos, o que gera um custo alto e desnecessário para quem tem um celular perfeitamente funcional para o dia a dia, para coisas triviais e simples.

Considero o isolamento tecnológico um desrespeito com as pessoas que sustentam grande parte da economia deste país. Dados comprovam que este é o público com o menor índice de inadimplência e que, historicamente, mantém relacionamentos mais locais e longos com os bancos.

Tratar essa parcela do mercado com descaso é, além de uma falta de sensibilidade, um péssimo negócio e uma falta de visão mercadológica.

Para mim, isso não é evolução ou segurança digital, mas exclusão e etarismo digital. Se as empresas optam por esse isolamento tecnológico, o caminho mais digno é transferir a conta para instituições que oferecem um atendimento telefônico eficiente, agências físicas acessíveis ou um Internet Banking adequado no computador.

Os dados demográficos mais recentes do IBGE apontam que o Brasil possui cerca de 35 a 36 milhões de idosos com 60 anos ou mais.

Essa fatia representa 16,6% de toda a população brasileira, mostrando que o envelhecimento da nossa população está ocorrendo de forma extremamente rápida. Não só aqui, mas no mundo.

Por isso, é acertado o estudo do governo em planejar um ministério voltado à pessoa idosa. O objetivo central deve ser promover mecanismos para que as pessoas envelheçam com dignidade, aumentando a longevidade e, sobretudo, a saúde mental, física e emocional, por meio do retorno de atividades em praças públicas, eventos e espaços de socialização.

Isso passa também por um comércio com roupas e calçados mais adequados, pelo resgate e respeito rigoroso às filas preferenciais para idosos, pessoas com deficiência, gestantes ou com crianças de colo, e por funcionários capacitados para oferecer um atendimento humanizado, acolhedor e menos robótico.

O público dos 60+ merece autonomia, respeito e canais de atendimento que acolham seus hábitos, e não barreiras digitais. Modernizar não significa excluir.

A tecnologia deveria servir para libertar e incluir, não para criar novas barreiras. Se as empresas não mudarem por empatia, que mudem pela lógica do lucro — afinal, o mercado 60+ move bilhões.

24 de outubro de 2026

Entre a fé, as contradições e os invisíveis do sistema

A ponte que une o Cristianismo, a Justiça Social e as Controvérsias.

Observei outra coisa debaixo do sol numa rede social, parafraseando Eclesiastes, que me deixou confusa. Um perfil com a capa de Nossa Senhora, se dizendo católico fervoroso e curtindo como “Amei” (coração vermelho), numa alusão ao fim do Bolsa Família

Muito contraditório entre o ser e a atitude desse perfil para quem se declara publicamente, um devoto fervoroso.

Por isso que hoje penso como Voltaire: “acredito no Deus do Universo, mas não no Deus que os homens criaram”, ao me deparar com pessoas assim, que confundem o verdadeiro significado do cristianismo. A Igreja Católica Apostólica Romana possui esta vertente: a do amor, da partilha, da divisão entre os irmãos, a fraternidade e a caridade.

Difere da Teologia da Prosperidade, em que, no fim, se você deu certo, foi Deus quem o ajudou; se fracassou, não foi bom para Deus o suficiente. Nunca a responsabilidade é do sistema.

O lado humano e empático que trago comigo — e não estou falando da boca para fora, tenho muitos defeitos, claro, afinal sou humana — sempre levei muito a sério, principalmente as palavras de Jesus Cristo, segundo Mateus 25:45: “Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim.”

Pois, imaginava que Jesus podia vir em forma do sem-teto, do maltrapilho, do retirante, do imigrante e migrante, da cor de pele diferente da minha, daqueles que batem à minha porta, para vir me testar e comprovar se tinha um coração bom.

Certa vez li uma frase assim: Não há justiça onde não existe bondade, e não há bondade onde não existe justiça.

Que mérito tem uma pessoa em conquistar algo à custa do sofrimento alheio? Até o déspota do Napoleão Bonaparte, ao conseguir uma bolsa de estudos para ser militar, declarou: “De nada adianta a capacidade, sem oportunidades”.

Em nossa Constituição, a carta magna que rege os ditames do nosso país, veremos que isso está no Artigo 6º: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Portanto, é dever do Estado promover o bem-estar social. A democracia não é seletiva; se governa para todos. Aqueles que estão invisíveis para o sistema, cedo ou tarde, virão cobrar sua parte.

Uma pesquisa muito recente da Fundação Getulio Vargas (FGV) apontou que “os beneficiários do Bolsa Família responderam por mais de 85% do saldo líquido de empregos formais gerados no Brasil.

Dos 5,38 milhões de postos com carteira assinada criados, 4,58 milhões foram ocupados por pessoas que integram o programa, provando que o auxílio funciona exatamente como uma ponte de emancipação para o mercado de trabalho”.

Respeitem as pessoas que não tiveram a mesma oportunidade que nós e que o Estado não faz favor nenhum em ajudá-los.

O que mais impressiona é que muitos destas pessoas se indignam com uma mísera renda básica de até 700 reais, mas não questionam os bilhões de emendas que saem do Congresso, via deputados e senadores, elaboradas a partir de 2019 através de eufemismos como “orçamento secreto”, “emendas parlamentares” ou “Pix”, sem a obrigatoriedade de prestar contas a você.

Dinheiro dos seus impostos que está sendo encaminhado para outras finalidades, menos para investir na saúde, segurança pública ou educação, e os cidadãos forneceram uma procuração em branco através do voto dado nas urnas.

Dizem: “Ah, mas nos outros países não tem Bolsa Família”. Será que não?
No Reino Unido (incluindo a Inglaterra), há o Universal Credit para ajudar com custos de vida, alimentação, aluguel e imposto municipal (council tax).

O valor base para um adulto solteiro com menos de 25 anos é de exatamente £338,58 por mês, subindo para £424,90 se o beneficiário tiver 25 anos ou mais, variando conforme a renda, o tamanho da família e os gastos com moradia. Há também um auxílio pago para quem tem filhos menores de 20 anos que estejam estudando ou em treinamento, administrado pelo governo britânico para ajudar nos custos de criação de crianças, entre outros benefícios.

É possível que as pessoas não saibam disso e, por isso compram um discurso pronto e vazio. É importante pesquisar para não serem manipulados por algoritmos, mas por sua própria conclusão final.

Os Estados Unidos, por exemplo, atendem mais de 42 milhões de americanos por meio de um cartão de débito governamental, o SNAP (semelhante ao cartão do Bolsa Família), usado exclusivamente para a compra de alimentos em supermercados. Enquanto isso, o Brasil atende entre 18 a 19 milhões de pessoas, aproximadamente e não impõe onde gastar, seja com educação, alimentação, pagamentos de contas básicas, etc.

Sendo os Estados Unidos um país extremamente rico, poderoso e com o maior Produto Interno Bruto (PIB), milhares vivem na extrema pobreza.

Basta assistir ao canal no YouTube de Ricardo Molina, que vive lá e trabalha como corretor de imóveis. Como é uma pobreza “envernizada”, e as pessoas mesmo empregadas, não conseguem pagar o aluguel e vivem em trailers, dormem em motéis ou dentro do próprio carro. É uma pobreza que passa despercebida.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que cuida da segurança alimentar, os valores máximos mensais do benefício variam de acordo com as regiões e o custo de vida local, sendo consideravelmente maiores em territórios fora do continente como o Alasca e o Havaí. Tomando a tabela geral como base, o auxílio varia até US$ 306 para uma pessoa, duas (Até US$ 562), aumentando em até 3 ou 4, e até 5 pessoas (US$ 1.215). A partir de 8 pessoas: Até US$ 1.841 (com acréscimo de US$ 230 por pessoa extra).


Independentemente da orientação política — seja ela mais progressista, conservadora ou liberal —, o Brasil, os EUA e a Inglaterra destinam recursos aos mais necessitados, cada um por meio de seus próprios sistemas de assistência social.

Enquanto o homem comum caminha no asfalto quente da sobrevivência, colhendo as sobras da feira e moldando-se ao comportamento geral de baixar a cabeça e dizer obrigado, as estruturas do topo seguem intocáveis.

No fundo, a pressa em silenciar a dor do necessitado revela o medo de enxergar o óbvio: que a justiça social não é esmola, mas o próprio altar onde a dignidade humana deveria ser santificada, para os verdadeiros heróis e heróinas que contribuem diariamente com o seu suor para a engrenagem da economia girar.

O verdadeiro cristianismo não se veste de ouro, de emendas ocultas ou de curtidas vazias em redes sociais, nem algoritmos.

Ele se manifesta no pão partido, no olhar atento à invisibilidade do outro e na coragem de compreender que, debaixo do mesmo sol, a fome pela justiça social só será saciada quando a mesa for, finalmente, de todos os irmãos.🙏

Quando todos são um e o um é o todo, já dizia Led Zeppelin. E se Led Zeppelin falou tá falado.

Escrever, opinar não para manipular, mas para que pessoas possam fazer suas escolhas conscientemente.

Pesquisa, Fontes e referências:
Dados de Inclusão no Emprego Formal: Estudo FGV/CEEE (2026).
Transparência Pública: Dados orçamentários da Câmara e do Senado Federal.
Parâmetros Internacionais: USDA (SNAP /EUA) e Gov.uk (Universal Credit / Reino Unido).
YouTube: Ricardo Molina.
Imagem: kar3nt via Pixabay.
Checagem by Python (IA) e Google.

18 de outubro de 2026

O Impacto Real de uma Bomba Nuclear no Brasil

O QUE ACONTECE DE VERDADE SE UMA BOMBA NUCLEAR CAIR AQUI?
A ciência e a física explicam por que flertar com o desastre atômico por pura impulsividade política é o maior erro que uma sociedade pode cometer.

“Uma pessoa estúpida é aquela que causa prejuízos a outra pessoa ou a um grupo de pessoas, enquanto não obtém nenhum ganho e até pode incorrer em perdas para si mesma.” Carlo Cipolla, historiador e economista italiano.
                               Imagem de Rosy / Bad Homburg / Germany por Pixabay
Ao me deparar com o vídeo de uma manifestação no Instagram vi quatro pessoas, em um misto de ignorância e subserviência, carregando um cartaz com a frase nebulosa: “Trump, jogue uma bomba no Brasil”.

Imediatamente, lembrei-me do clássico filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. Na obra, um grupo de estúpidos de grau máximo cogita detonar uma carga explosiva nuclear que levará ao fim do mundo por pura frivolidade. Ou seja, um completo tiro no próprio pé.

Como papagaios e totalmente desconectadas do juízo da realidade, as pessoas que levavam aquela faixa compraram uma narrativa absurda. Agem como se estivessem assistindo a um programa de Big Brother, a uma pegadinha de internet ou a um jogo de futebol. Tratam a geopolítica real como ficção. Só que não é. É gravíssimo.

Sair às ruas para pedir que uma potência estrangeira use armas nucleares contra o seu próprio país é algo desumano. Demonstra que o indivíduo não tem a menor noção da realidade física do que está pedindo, tampouco de suas consequências.

Uma explosão nuclear não é apenas uma "bomba grande". Ela é um desastre em etapas que destrói o presente e condena o futuro de absolutamente todos — independentemente de classe social, cor ou espectro político, seja você de direita, centro ou esquerda.

Se uma bomba dessas caísse em nosso país, o impacto seria imediato, devastador e impossível de reverter. De acordo com levantamentos científicos, a destruição aconteceria em três momentos implacáveis:

1. O IMPACTO IMEDIATO (Os primeiros segundos):
• Bola de fogo e calor extremo: No exato milésimo de segundo da explosão, surge uma bola de fogo mais quente que a superfície do Sol. Ela vaporiza instantaneamente tudo o que estiver no raio central e causa queimaduras de terceiro grau a muitos quilômetros de distância.

•Onda de choque: Uma parede invisível de altíssima pressão se espalha em velocidade supersônica. Ela derruba prédios de concreto, estilhaça vidros, esmaga carros e gera ventos muito mais fortes do que qualquer furacão registrado na história.

•Radiação ionizante: Uma carga invisível e mortal de energia gama é liberada instantaneamente. Ela atravessa paredes e destrói o DNA e as células do corpo humano, matando milhares de pessoas nos dias seguintes por falência generalizada dos órgãos.

2. O CAOS OCULTO (Minutos e horas depois):
•Pulso Eletromagnético (EMP): Uma onda de energia invisível queima na hora os circuitos eletrônicos. Toda a região afetada perde internet, celulares, rede elétrica, transformadores, carros modernos, equipamentos hospitalares e sistemas bancários. O país regride ao século XIX num piscar de olhos.

• Chuva radioativa (Fallout): A famosa nuvem em formato de cogumelo suga toneladas de poeira, terra e detritos contaminados para a atmosfera. O vento carrega essa poeira tóxica por centenas de quilômetros, envenenando silenciosamente a água, o solo e o ar de cidades vizinhas que sequer viram o clarão da explosão.

3. A HERANÇA MALDITA (Meses, anos e décadas depois)
•Fome e colapso do abastecimento: Com a terra e os mananciais de água contaminados pela radiação, a produção de alimentos para completamente. As plantações morrem e o gado adoece, gerando um cenário de fome em escala nacional.


•Doenças crônicas: Quem sobreviver aos primeiros meses enfrentará um aumento drástico de casos de câncer, leucemia e mutações genéticas que serão tragicamente passadas para filhos e netos.

•Inverno nuclear: Se o conflito se espalhar, a fumaça das cidades queimadas cobrirá o céu do planeta por anos. Sem a luz do Sol, a temperatura da Terra despenca, destruindo a agricultura global e colapsando a civilização.

Basta usar um mínimo de neurônios para entender uma dinâmica muito simples: em uma guerra nuclear, não existem vencedores.

Quem morre no primeiro segundo deixa de sofrer; quem sobrevive herda um território destruído, sem tecnologia, sem hospitais, faminto e envenenado por um inimigo invisível.

O ódio e a ignorância ideológica cega as pessoas para a realidade concreta. Valorizar a diplomacia, a soberania e a paz não é uma escolha partidária — é uma questão de sobrevivência e de puro bom senso.

14 de outubro de 2026

Um feito histórico em Nárnia: Led Zeppelin libera “Stairway to Heaven” para o novo filme

Um feito histórico acontece entre tantas coisas maledicentes e enche o coração dos Zeppelianos de extrema alegria. 

Imagem: Nárnia: O Sobrinho Do Mago.

A diretora de Nárnia: O Sobrinho Do Mago, Greta Gerwig, conseguiu a liberação da canção icônica de Led Zeppelin, “Stairway to Heaven”, diretamente de Jimmy Page e Robert Plant, para ecoar na trilha sonora do filme.

Como os músicos e compositores também são fãs do autor C. S. Lewis (criador da série As Crônicas de Nárnia), eles logo se identificaram com o enredo também. 

Aliás, como nós fãs já sabíamos — e eu, como fanzaça que sou, pude sentir toda essa energia de perto quando fui ver o Plant em 24 de maio no Parque Ibirapuera —, várias canções de Led Zeppelin já haviam sido inspiradas na obra literária de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, impulsionadas pelo vocalista Robert Plant que tem uma conexão com temas assim. 

Desde agora, fãs já estão roendo as unhas para assistir, e o trailer está dando o que falar na internet. 

Mas teremos que esperar até 11 de fevereiro de 2027 nos cinemas e no catálogo da Netflix em 2 de abril de 2027, para assistir. Haja coração para aguentar a espera.

Enquanto isso, sinta o gostinho de assistir ao trailer e à bela canção de Led Zeppelin ao fundo, e relembre os acordes do Page e a voz poderosa de Robert Plant, e o seu rugido. Imbatíveis. 

Afinal, como diz a letra dela: Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa estrada, há sempre tempo de mudar o caminho que você segue... 

E o melhor caminho que indico é sem dúvida ouvir Led Zeppelin.