21 setembro, 2026

Sociedade do Cansaço

Um pitaco em forma de reflexão sobre a obra “Sociedade do Cansaço” de Byung-Chul Han, e a teoria da autoexploração com a realidade dos trabalhadores autônomos e as falsas ilusões do empreendedorismo moderno.

Imagem de John R Perry por Pixabay

Completamente “absurdada” com a teoria do filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, "Sociedade do Cansaço", após assistir a uma análise do psicólogo Fernando Rainho e ler um artigo no portal Razão Inadequada, no início deste ano.

Mediante a curiosidade e deste saber, fui atrás do livro, mas só achei resumido na internet; então, resolvi pedir como presente de aniversário. E assim pude completar o meu raciocínio pautado na visão sociológica e no comportamento da sociedade atual. A obra discorre sobre uma sociedade obstinada pelo desempenho, que se distancia cada vez mais do modelo passado, impreterivelmente.

Hoje, os detentores da mão de obra transformaram-se em empreendedores, “patrão de si mesmo”, como muitos se autointitulam em suas bios em redes sociais ou em cartões.

A controvérsia é que, por trás dessa liberdade que eles enxergam e que o mercado vende como modelo ideal de trabalho, há uma sutil armadilha, disfarçada de autoexploração.

Diante desta subjetividade, o Estado se isenta do dever constitucional de promover o bem-estar social e nos faz crer que somos os únicos responsáveis por nossas vitórias e, consequentemente, por nossos fracassos.

Foi assim que a Dama de Ferro convenceu seus cidadãos de que “não existe sociedade, apenas indivíduos” — ou seja, corremos por conta.

Essa dinâmica se materializa perfeitamente na realidade atual de trabalhadores autônomos, como entregadores de aplicativos, pintores e pedreiros, que pude constatar e observar empiricamente.

Seduzidos pelo discurso de que são "patrões de si mesmos" e donos do próprio tempo, eles enfrentam jornadas exaustivas de 10, 12 ou até 14 horas diárias.

O que é vendido como autonomia esconde uma vulnerabilidade extrema: trabalham no limite das forças e sem nenhuma garantia ou direito básico.

Muito destas profissões sem Equipamentos de Segurança Individual (EPI), se arriscando por conta própria à riscos iminentes.

A ilusão do empreendedorismo se converte, assim, em uma máquina invisível de exaustão. Segundo Chul Han, esse excesso de positividade, produtividade e cobrança cria uma nova forma de sofrimento psíquico, resultando em doenças modernas como o burnout, a depressão e os transtornos de ansiedade e estresse.

O indivíduo se isola em uma busca frenética por novas metas, competindo constantemente com os outros e tornando-se escravo de si mesmo.

Vivemos, portanto, sem intervalos reais para descanso, sem férias mentais e sem fins de semana para gastar o tempo com a família, lazer, cultura e ociosidade.

A todo momento, o mercado e os privilegiados estimulam essa competitividade, vendendo uma falsa ideia de liberdade, sucesso e felicidade sob o mantra do “Nós podemos”. O resultado é a busca pelo reconhecimento social e produtivo, atingida em detrimento da saúde mental e física, provocando o distanciamento familiar e afetivo. Justamente vindo de uma sociedade que prega tanto a família.

Quantas vezes o ronco dos motores de motocicletas ou bicicletas motorizadas surge logo na madrugada ou ao amanhecer, de pessoas saindo de casa bem cedo para ir a um centro de distribuição pegar as encomendas?

Ou motoristas de aplicativos estacionados em frente às ruas, estrategicamente à espera de um chamamento?

Sob um calor excessivo ou forte chuva, parados por mais de 20 minutos, meia hora ou muito mais, até que os chamem?

Imagine o forte estresse ou a ansiedade da pessoa dentro daquele carro fechado esperando a oportunidade da corrida? As pessoas precisam de estabilidade e segurança financeira.

Qualquer pessoa, por mais leiga que seja, entende de contabilidade básica antes de se aventurar a gastar sem saber o que terá no final do mês.

Como alguém pode financiar algo, fazer um empréstimo, pagar o aluguel ou dar um presente ao seu filho sem saber o quanto irá ganhar no dia seguinte?

Diante disso, é impossível não questionar: teria Thomas More, em sua obra "Utopia", previsto o nosso futuro?

Há séculos, ele já indagava: “É justo que um nobre, um ourives, um usurário, um homem que não produz senão objetos de luxos, inúteis ao Estado, que levem uma vida caprichosa e esplêndida por entre a ociosidade e ocupações frívolas, enquanto um trabalhador, um carreteiro, um artesão, um lavrador vivam na mais reles miséria, mal podendo alimentar-se?Mas qual é o destino do Operário? Um trabalho infrutífero, estéril, a esmagá-lo agora, e a expectativa de uma velhice miserável no futuro...”

Passados os séculos, a dinâmica social e elitista permanece igual.Quando o trabalhador de hoje deixar de ser produtivo — quando estiver velho, cansado e sem uma aposentadoria que lhe garanta o básico —, aqueles que o incentivaram a ser "dono de si mesmo" e a abraçar o empreendedorismo disfarçado de “canto de sereia” não se lembrarão de suas mazelas.

O sistema fará acreditar que ele não se esforçou o suficiente. Ignorará o quanto ele deixou de desfrutar de sua vida pessoal, de seus filhos e de sua família em busca dessas narrativas capciosas. Tampouco se lembrará doquanto ele se empenhou até a exaustão apenas para ocupar um lugar ao sol.

Ao atingirmos o topo da produtividade à custa da nossa própria humanidade, embasada napromessa vazia da meritocracia atual, que tem nos cobrado um preço alto demais.

Afinal, como bem sabia Napoleão Bonaparte: “Sem oportunidades, de nada adianta o talento”. E sem dignidade ou saúde, o futuro é apenas uma utopia distante.

Reflita!

12 setembro, 2026

“De volta aos anos 80” e a subjetividade por trás do engajamento

Imagem de oki andri sandjaya por Pixabay

A cor dos anos 80: entre a nostalgia e o filtro da tela. 

Uma reflexão sobre como a inteligência artificial recria o passado enquanto captura o nosso presente. 

Há um movimento na internet no qual as pessoas estão utilizando um programa de inteligência artificial para fotografar seus rostos como eles eram nos anos 80. 

Comecei a pesquisar para analisar o que se esconde por trás dessa brincadeira aparentemente inocente. 

Além do risco de “roubo” de dados, o que devemos refletir é sobre a subjetividade por trás deste gesto puro, por haver indícios de que seria uma coleta massiva de dados biométricos e perda de controle sobre a própria imagem. 

 Sem contar que, nos anos 80, vivíamos em uma ditadura que perdurou até 1985, e esta “saudosa época dourada, estilosa, simples e divertida” esconde um período de transição democrática difícil, marcado por autoritarismo e crise. 

Ao contrário do que parece, segundo informações apuradas, esse gesto simples de utilizar um aplicativo de Inteligência Artificial (IA) para “viajar no tempo” não é neutro. Ele carrega camadas de vigilância tecnológica e de manipulação ideológica da memória coletiva. 

Pesquisando em outros sites, deparei-me com as seguintes explicações sobre esses aplicativos e filtros; e eles não são simples interações, mas existe uma dinâmica por trás disso tudo: 

* Para criar uma imagem realista, esse tipo de programa escaneia os pontos estruturais do seu rosto. Você está entregando sua identidade biométrica mais pura. 

* Suas fotos alimentam e treinam bancos de dados de IA corporativas sem que você saiba ou receba pela exposição delas. 

* Ao aceitar os termos (que quase ninguém lê), você geralmente concede à empresa o direito de armazenar, modificar e utilizar sua imagem para fins comerciais em qualquer lugar do mundo. 

Além disso, há uma subjetividade política intrinsecamente ligada à romantização dos anos 80, em que se vende a estética de luzes de neon, músicas sintéticas, roupas coloridas e diversão inocente (fortemente influenciada pela cultura pop norte-americana), como “anos dourados”. 

Entretanto, para o nosso contexto latino-americano, seria um apagamento do passado em que a nostalgia dos “velhos e bons tempos” elimina a história, substituindo a memória da censura, a hiperinflação, o privilégio para poucos, crises econômicas por um filtro colorido de computador. 

Esse gesto individual de se ver “lindas, lindos e jovens nos anos 80” mexe sutilmente com a nossa vaidade ao transformar uma década de intensas lutas políticas num mero produto de consumo visual, impregnado de saudosismo. 

Lembre-se: “caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém”, segundo o dito popular.

06 setembro, 2026

Muito além do rock: Roger Waters ainda é a voz que precisamos ouvir

Foto: Lucas Alvarenga - divulgação- turnê 2023.
O lendário cantor, compositor e humanista Roger Waters, que nasceu em 6 de setembro de 1943, completa 83 anos hoje. 

Cofundador e ex-baixista do Pink Floyd, uma das mentes mais brilhantes por trás dos principais clássicos da banda, o músico britânico mantém o mesmo espírito questionador em sua notável trajetória até então. Longe de se aposentar dos palcos ou das discussões mundiais, ele mostra que sua arte e sua voz continuam mais relevantes do que nunca e necessárias.
De todos os shows que já assisti, de MPB a rock, considero o de Waters o mais genial de todos. Não é apenas mais uma apresentação; é o show, com direito a uma verdadeira aula de sociologia e consciência social.
No ano passado, em julho, pude assisti-lo no cinema: “Roger Waters: This Is Not a Drill — Live from Prague”, um show ao vivo gravado na República Tcheca em maio de 2023. Saímos de lá, mais uma vez, em êxtase e boquiabertos com a criatividade do artista e sua visão realista sobre os fatos, a sociedade e o sistema.
Um dos momentos mais emocionantes foi quando ele falou sobre seu amigo e também cofundador da banda, Syd Barrett, e de como, num piscar de olhos, ele passou da genialidade para a limitação cognitiva devido ao seu colapso mental. Waters finalizou dizendo: “O resto é história”. Ou seja, nós sabemos quem somos.
Esse filme pode ser encontrado nas lojas online, site de Roger Waters e em lojas de rock no formato DVD e Blu-ray.
O resumo desta obra diz o seguinte: “Do cofundador e visionário criativo por trás do Pink Floyd, This Is Not A Drill: Live From Prague — The Movie captura a production ao vivo mais ousada de Roger Waters até o momento. Filmado com detalhes impressionantes durante sua turnê de 2022–2023, o filme mergulha o público em um espetáculo visual de última geração, combinando música atemporal com comentários sociais urgentes. Apresentando um repertório que abrange toda a carreira — incluindo faixas icônicas de The Dark Side Of The Moon, The Wall, Animals, Wish You Were Here e muito mais —, além de material novo e poderoso. This Is Not A Drill: Live From Prague — The Movie é um apelo à ação eletrizante, entregando a mistura de música e mensagem característica de Waters como um evento cinematográfico imperdível.” 
Imperdível mesmo.
Que Roger receba todo o amor, paz, prosperidade e muita saúde para continuar nos presenteando com obras-primas assim, em que se unem música, letra e realidade social. E cabe a cada um de nós refletir depois.
Albert Camus, na crônica “O Artista na Prisão”, a respeito de Oscar Wilde — autor do qual sou leitora —, lembrou o quanto custou a Wilde a sua omissão e indiferença. O escritor vivia cercado de privilégios, admiradores e fama, alheio à realidade social, pensando que, por pertencer à camada social elevada que alcançou, jamais seria atingido em sua vida pessoal.
Segundo Camus, é por isso que “o artista não deve viver alheio à vida”, mas estar consciente de que é peça fundamental na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Não pode existir neutralidade onde a injustiça social impera.
É por essas e outras que Sir Roger Waters não se cala. Ele viveu na pele, desde criança, a orfandade e as perdas do pai e do avô em duas guerras mundiais. Ele sabe que a guerra só enriquece os fabricantes de armas e aqueles que as provocam.
Vida longa, Sir Waters! 🙌

20 agosto, 2026

Robert Plant: o deus do rock faz aniversário hoje

Imagem: Reinaldo Canato/ UOL
Esse poderoso leonino, Robert Plant, que nasceu em 1948, faz 78 anos nesta quinta-feira, dia 20 de agosto. Para minha felicidade, estive em 24 de maio passado em São Paulo para assistir ao vivo aos seus rugidos, no Parque Ibirapuera, pelo C6 Fest. Presente de aniversário adiantado, ô coisa boa! (◠‿◠)

Foi um momento mágico: um local bem organizado, pessoas muito civilizadas e aquele show de “responsa”, lotadíssimo. Até o universo conspirou a nosso favor. Não choveu no local durante a tarde e tampouco durante o show. E olha que, quando cheguei no sábado, estava chovendo muito.

Robert Plant, acompanhado pela vocalista Suzi Dian e uma banda de primeira qualidade, transbordou de emoção ao cantar seus novos sucessos, sempre se reinventando, além de clássicos do Led Zeppelin. Fechou o show com chave de ouro ao cantar “Rock and Roll”.

Fomos à loucura! Quando ele dava aqueles rugidos dele, parecia que estávamos de volta ao Led Zeppelin dos velhos tempos.

Essa energia incansável não é por acaso. 
Recentemente, o músico foi homenageado com o ilustre prêmio “Record Store Legend”, concedido pelo Record Store Day. A distinção reconhece o impacto eterno do artista na história da música e seu apoio contínuo às lojas de discos independentes ao redor do mundo, mostrando que sua conexão com a arte física e com os fãs continua mais viva do que nunca.

O rock tem dessas coisas: a gente nunca envelhece. A galera — como ele gosta de se referir aos fãs — estava lá presente, representada por todas as gerações.

Sou testemunha viva de que a música salva, que ela transborda na emoção e abre caminhos dentro do nosso consciente. 

Não é à toa que o músico e monge beneditino Guido d’Arezzo, segundo relatos, criou as frequências de Solfeggio — 396 Hz, 417 Hz, 528 Hz, 639 Hz, 741 Hz e 852 Hz —, que compõem a antiga escala de 6 tons amplamente utilizada pela Igreja, no Canto Gregoriano e no Hino de São João Batista. E o gênio Nikola Tesla afirmava que nesses números — 3, 6 e 9 — “estaria a chave do universo”.

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Robert Plant: A lenda viva está de volta

O Led Zeppelin, na voz do monstro sagrado Robert Plant, já me salvou algumas vezes. Em 2015, quando eu estava em luto há alguns meses pela perda da minha mãe, o acúmulo de situações emocionais acabou disparando o gatilho da ansiedade. Ele estava lá, com sua voz e seus rugidos, para me salvar.

Por isso, mesmo quando tentam fazer piada ou falar mal dele para mim, ajo com insolência e saio em defesa do músico. Aconteceu um fato assim em março de 2019, no final de um show. 

A pessoa também era fã da banda, mas o engraçadinho veio lá de cima do palco me provocar, perguntando se eu ainda amava "o tal do cabeludo do Led Zeppelin" (vou omitir o resto). Respondi com tudo: "Sim, para sempre! Pouco me importa o que dizem. Para mim, ele é eterno!"

Voltando ao presente, este foi um dos melhores shows que pude assistir este ano. Pude rever amigos, cercada de familiares, em um fim de semana inesquecível.

Desejo vida longa ao “Deus Dourado” do rock, que continua sua jornada cheia de sucesso. Não sei se ele retornará ao país, mas o que importa é que, mais uma vez, estive lá para presenciar tudo de perto.

Há coisas que são impagáveis na vida, a música é uma delas — e o Robert Plant também!

Gratidão por sua existência, por sua voz e por suas canções, que fazem desta sociedade cheia de ruídos um lugar com um pouco mais de sonhos, esperança e quietude.

15 agosto, 2026

Maneiras práticas de estimular o ciclo do bem comum

Reza a lenda que dar e receber é uma via de mão dupla. A afirmação parece óbvia, mas a verdade é que nos esquecemos dela a todo instante.
 

Imagem de Franz Bachinger por Pixabay

Dizem que é pelo bom exemplo que influenciamos pessoas, e isso acontece nas pequenas coisas. O profeta Gentileza foi um dos maiores incentivadores para a prática de atos gentis.

Há algum tempo, li uma lista da autora Carla Aranha que trazia 50 maneiras práticas de se doar um pouquinho por dia, que transcrevi para o blog, em 2015. E às quintas-feiras costumo colocar um #TBT de coisas que acho interessantes relembrar.

Para a minha surpresa, minha irmã — que mora comigo há 3 anos e é a testemunha ocular da minha rotina — resolveu me avaliar. Segundo a visão dela, fiquei de fora de 6 atividades, mas passei em 44!

E juro para vocês, gente: não a subornei! 😂

Essa brincadeira me fez refletir bastante. Assim como me estimulou a criar essa nova postagem.

Em contrapartida a essas 6 que não faço, decidi estender a lista original com as atitudes que eu mais pratico no meu dia a dia (e das quais minha irmã também confirma).

São pequenos atos de empatia e respeito que fazem a diferença:

• 51. Não furo filas.

• 52. Cedo o lugar na fila: Deixo pessoas grávidas, idosas, com deficiência, com criança ou com pressa passar adiante na fila do mercado, ou se a pessoa estiver apenas com uma cestinha e eu com o carrinho cheio.

• 53. Estendo a mão a quem precisa: Compro comida, doo agasalhos, cobertores, alimentos e, se baterem à minha porta, ninguém sai sem um prato de comida, uma garrafa de água ou o que for necessário. Seja sem-teto, indígena ou quem for.

• 54. Respeito à igualdade: Trato as pessoas com deficiência com o mesmo respeito que trato as demais. Afinal, trata-se de uma limitação, e todos nós temos as nossas.

• 55. Varro a calçada da vizinha: Faço isso tanto pela empatia quanto pela consciência social, para evitar que os resíduos vão para os bueiros e causem entupimentos por pura negligência coletiva.

• 56. Valorizo o transporte: Se pego um táxi, agradeço a corrida e, geralmente, arredondo o valor para cima. Se deu R$ 8 ou R$ 9, pago R$ 10, e assim por diante.

• 57. Deixo caixinha: Sempre deixo uma caixinha para a atendente da lotérica ou um mimo no mercado. Quando oferecem aqueles produtos que eles ganham comissão, eu compro e deixo o quitute para eles mesmos consumirem.

• 58. Protejo os + idosos: Caminho ao lado de idosos, geralmente com bengala ou dificuldade para andar, a fim de garantir que atravessem a rua em total segurança.

• 59. Não pechincho preço: Valorizo demais a mão de obra das pessoas, sejam serviços de manutenção, pintores ou artesãos. Se eu não posso pagar o valor cobrado, simplesmente não compro, nem pechincho.

• 60. Devolvo o carrinho: Pego o carrinho do mercado e, após o uso, faço questão de devolver exatamente no devido lugar.

• 61. Facilito o trabalho no restaurante: Os restos de comida deixados na mesa do restaurante eu jogo no lixo adequado, e ainda levo os pratos até o balcão para ajudar o funcionário.

• 62. Respeito o chão limpo: Evito passar onde a funcionária da limpeza está passando o pano, em total respeito ao esforço do seu trabalho.

• 63. Lixo na rua? Nem pensar! Tenho o maior respeito por coletores de lixo e garis. Separo tanto o lixo reciclável quanto o descartável. Se houver vidros (quebrados ou não), embrulho dentro de uma caixa de papelão e escrevo um recado bem visível: “Cuidado, há vidros”.

• 64. Reconhecimento aos coletores de lixo (lixeiro): Prefeitura proibindo ou não (como fizeram ano passado), sazonalmente eles recebem um agrado da minha parte em reconhecimento ao valor de seu trabalho tão essencial.

• 65. Agradecimento ao motorista no trânsito: Sempre quando param espontaneamente para eu passar, retribuo com o gesto de gratidão com as mãos unidas e eles agradecem em retorno. 🙏

Sou melhor que os outros por causa disso? Não. Mas viso ser “útil e prestável” a mim e aos outros ao meu redor.

Para mim, viver em sociedade exige responsabilidade e empatia.

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"Não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita".

Gratidão

A Folha Amassada

Significa fazer o que é justo e priorizar o bem da coletividade, em vez de se entregar ao desdém, à apatia e à indiferença. O mundo não pode girar em torno do nosso umbigo. Liberdade exige responsabilidade, direitos e deveres. 

Ser do bem é refletir sobre qual é o seu papel e o que você faz, ativamente, para melhorar o mundo.

Como já dizia a famosa frase atribuída a Sigmund Freud: "Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?"