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quarta-feira, 3 de maio de 2017

VIDA DE INSETO E A REFLEXÃO SOBRE SISTEMA OPRESSOR

“A rebeldia, aos olhos de qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de História, é a virtude original do ser humano” – Oscar Wilde.
Vida de Inseto é daqueles filmes, feitos para criança no primeiro olhar, mas vai muito além, e pode até ser feito para crianças, com um objetivo de fazê-las pensar desde cedo, mas é também para as ‘adultas’ sem dúvida. O desenho faz uma analogia entre as classes de opressores (gafanhotos) e das oprimidas (formigas). Os gafanhotos sobrevivem à custa do trabalho e os esforços das formigas, que fornecem a eles, todos os anos, sua colheita em troca de preservação de suas vidas. No entanto, entre a classe oprimida, um rebelde e cheio de imaginação, através de suas ideias e invenções, amenizar o sofrimento dos seus, e facilitar o trabalho penoso de sol a sol e não se conforma com o regime de servidão que lhes são impostos, mas devido a ser sonhador, não deve ser levado a sério, exceto a filha da Rainha, que vê em seu a amigo, um libertador, mesmo que seus inventos sempre provocam confusões ou danos sem querer, e todos os demais são castigados por sua ousadia.

Então, Flick o perdedor como ele é visto parte para uma jornada, em busca de aliados guerreiros, onde a comunidade aprova, não por achar que será uma ótima ideia, mas para livrar de confusões maiores, com ele perto deles. Ao chegar à cidade, conhece uma trupe de teatro que foram despedidos e vê neles a oportunidade de juntar e somar forças, de uma forma ou de outra, embora sejam diferentes, tem algo em comum, também são explorados pelo dono da Cia de teatro. E partem juntos para sua morada, cada um equivocado com o papel que irão fazer na colônia, mas poderão se surpreender com as novas experiências.

Por sua vez, o líder dos gafanhotos tem pleno conhecimento de que não precisa do alimento da colônia, para manter seu reinado, mas ao deixá-los livres do jugo, perderá o controle sobre eles, que são em maior número, e vir a descobrir essa vantagem, como ele diz “ideias são coisas muitos perigosas”, e eles foram colocados no mundo para nos servir.
Porém, Flick, é um visionário e não desiste facilmente dos seus ideais e ideias mirabolantes. Através de seus amigos, assim como ele, considerados os loucos da sociedade, juntos, somam forças para enfrentar o tirano, e na batalha o desmascara, ao abrir enfim, os olhos vedados de toda a colônia, acostumados à servidão, a lida dura, não haviam percebido que os opressores eram em menor número “Somos mais fortes, são vocês que precisam de nós, para ter comida. Então quem é o fraco daqui” ¿.  E começa a revolução.O filme traz uma importante reflexão sobre a luta de classes, uma sempre usa do medo e da força para ter controle e jugo sobre a outra, aqueles que se acovardam, se tornam fantoches nas mãos, e logo doutrinados para servidão, um débito que nunca tem fim. Mas, quando organizadas e determinadas podem se libertar do que é injusto e abusivo. Como diz o sábio Raul Seixas “A formiga é pequena, mas elas são um exército quando juntas”. 
Imagens retiradas do google internet.  

terça-feira, 13 de outubro de 2015

13 DE OUTUBRO – DIA MUNDIAL DO ESCRITOR


O Dia do Escritor Mundial é comemorado hoje(13). O Nacional dia 25 de Julho. José Saramago dizia: "Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não". Há quem diga, que para ser escritor há de ser um fazedor de histórias, de sonhos, pensamentos, brincar com a imaginação, criar situações, dar sentido as palavras, criar universos em mundos diferentes, paralelos e imaginários ou não, e aguçar toda a sensibilidade, aflorar e dar sentido. Afinal, todos podemos ser Escritores?. Segundo o escritor português José Jorge Letria existe uma crucial diferença e faz a pergunta direta:
 Você quer escrever livros ou você quer ser escritor? 

Se você quer escrever livros, você deseja ser um autor.
Você acredita ter ideias originais para desenvolver boas histórias. Você acredita que algumas dessas histórias tem o potencial de despertar o interesse de um grande número de pessoas e do mercado editorial. Seu grande objetivo é desenvolver a habilidade de manter o leitor interessado no enredo da sua história, da primeira linha até o último ponto final. Palavras são ferramentas para transmitir suas ideias e pensamentos.
Se você quer ser escritor, você deseja ser um pensador.
Você acredita que sua visão peculiar sobre o mundo pode enriquecer a forma como outras pessoas encaram suas vidas. Você acredita que suas palavras têm o potencial de transformar algum pedacinho do mundo em um lugar melhor ou mais bonito. Seu grande objetivo é desenvolver a habilidade de fazer o leitor sentir na pele os dramas dos seus personagens e, ao mesmo tempo, fazer eles pensarem sobre seus próprios dramas. Palavras são aliadas nos seus incansáveis esforços de dar sentido ao mundo e as suas experiências.
Se você decidir que quer ser escritor, abaixo estão 4 das dicas mais importantes que o José Jorge Letria dá nesse vídeo:
1. “Ser escritor é […] um trabalho rigoroso e exigente. E que ninguém se convença que só por ter jeito ou habilidade consegue tornar-se escritor.”

2. “Raro é o dia em que eu não escreva. Com disciplina, com dedicação e com exigência. Só assim um autor pode conquistar o seu lugar e assumir-se também como um profissional daquilo que faz.”

3. “Escritor, como um músico, um pintor, como um coreógrafo […] precisa de ter uma enorme dedicação, uma grande capacidade de entrega àquilo que escolheu para ser o seu trabalho.”

4. “Se quiserem ser escritores, escolham esse caminho sem hesitação, mas sempre com a convicção de que é preciso trabalhar muito para se merecer esse título.”

Fonte: Ficcao.emtopicos
Imagens: Reprodução Internet.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Administração e Marketing: Construção da Imagem pessoal

Você é sua melhor marca, não tenha dúvida disso, por isso merece e requer um cuidado especial ao propagá-la. Marketing Pessoal não é só vender ou construir uma imagem, mas uma série de    características intrínsecas,  atitudes, coerência e habilidades, que formam um profissional  e culminam como a a "identidade" no mercado, como um diferencial.  Para construir, essa marca e que ela seja reconhecida, procurada ou respeitada, bem remunerada,  devemos lembrar que o produto somos nós. Uma marca para ser vista, temos que desenvolver o processo da Comunicação e sem gerar ruídos. Comunicar significa fazer- se compreendido. O autoconhecimento é uma ferramenta básica, para desenvolver o processo de nossa marca. Muito mais que uma identidade, a credibilidade é fator indispensável, para manter se no mercado profissional. Agir e atuar de forma coerente com nossa postura pessoal, também é outro ponto forte.  No livro "Oscar Wilde para inquietos", de autoria de Allan Percy, especialista em coaching e em literatura de autoajuda e desenvolvimento pessoal, traz uma ótima representação sobre imagem e autenticidade, a partir do pensamento do escritor.

"Seja você mesmo. Todas as outras personalidades já têm dono"
HÁ MUITAS PESSOAS MUNDO AFORA levando uma vida que não lhes satisfaz, às vezes por seguir um caminho traçado pela família, às vezes por desejar atender as expectativas da sociedade. Oscar Wilde foi um mestre do individualismo. E quando falo em individualismo não me refiro a dar as costas ao mundo, mas a se relacionar com ele de forma autêntica, sendo o que de fato você é: uma pessoa única, genuína, impossível de copiar.Quando assumimos nosso papel, fica muito mais fácil nos movimentarmos pelos diversos cenários que o mundo proporciona a todo instante. Quando em Roma, faça como os romanos,mas não deixe de ser você mesmo.Descobrir quem somos e quais são nossas prioridades é uma das missões da vida – provavelmente a mais importante de todas.

Portanto, é preciso lutar pela própria identidade. Como já dizia Francisco de Quevedo no século XVII: “Se puderes, vive para ti, pois, ao morreres, morrerás apenas para ti”.

Qualquer um pode fazer uma coisa. O mérito está em fazer o mundo acreditar que foi você quem a fez.
ESCOLHEMOS UM CARRO DE DETERMINADO MODELO, compramos roupa de certa grife, temos preferência por alguns artigos, mas marcas e selos de qualidade não são algo exclusivo a produtos. Vale a pena nos fazermos algumas perguntas: E eu, de que marca
sou? O que “vendo” aos outros? Que imagem projeto? Em seu livro Y tú, ¿qué marca eres? (E você, de que marca é?, numa tradução livre), a especialista em marketing Neus Arqués
assegura que a marca pessoal se constrói de dentro para fora, nunca o oposto. Não depende da roupa que vestimos ou de imitar outras pessoas, mas de transmitir valores autênticos.Portanto, para deixarmos nossa marca, devemos antes fazer um exercício de introspecção e descobrir o que há de mais genuíno em nós. Conhecer nossos valores e virtudes é o que nos torna singulares e nos permite comunicar essa singularidade ao mundo.
 
Sobre Oscar Wilde: (Dublin, 16 de Outubro 1854- Paris 30 de Novembro de 1900) foi um dramaturgo, escritor e poeta irlandês. Um dos maiores escritores de língua inglesa do século 19, tornou-se célebre pela sua obra e personalidade. Foi um aluno brilhante. Sofisticado, dândi, adepto do esteticismo ( da "arte pela arte"). Entre suas obras mais famosas: O retrato de Dorian Gray, De Profundis, O Fantasma de Canterville, O ensaio A alma do homem sob o socialismo, entre tantas outras e contos infantis também.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

16 de Outubro - Aniversário de Oscar Wilde


Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde é o nome completo daquele que viria a ser um dos maiores escritores do século XIX. As turbulências e confusões cercam sua vida desde o dia do seu nascimento; uma dúvida até os dias de hoje. A data mais defendida seria 16 de outubro de 1854, mas, existem algumas divergências, sendo que alguns estudiosos afirmam que a data correta seria 15 de outubro de 1856; outros apontam o ano de 1855. Isso se torna irrelevante diante da grandiosidade de sua obra, desenvolvida durante os seus 46 anos de vida.

Nascido em Dublin, Irlanda, era filho de um médico, Sir William Wilde, morto em 1876 e uma escritora, Jane Francesca Elgee, árdua defensora do movimento da Independência Irlandesa, fazendo com que desde criança Oscar Wilde estivesse sempre rodeado pelos maiores intelectuais da época. Sempre foi um aluno brilhante, sobretudo nos estudos das grandes obras clássicas gregas e pelos seus altos
conhecimentos dos idiomas. Estudante na Portora Royal School de Enniskillem, onde ingressou em 1865, ganhou vários prêmios por esse seu destaque, inclusive no Trinity College, em Dublin, e no Magdalen College, Oxford, onde ingressou em 1874, saindo 4 anos depois. Nessa mesmo época, em 1878, ganhou o prêmio Newdigate, com a clássico "Ravena".

Desde cedo, sobressaía-se entre os demais estudantes, tanto pela sua inteligência quanto pelo temperamento forte e anticonvencional, levando-se em consideração a alta moralização dos costumes no século XIX. Mantinha sempre um ar de superioridade por onde ia, mas, sua forte personalidade e seu brilho natural sobrepunham-se a isso, tornando-o figura indispensável.Em 1887 e 1888, foram lançados vários contos e novelas, como "O Príncipe Feliz", "O Fantasma de Canterville" e várias outras histórias, todas fantasiosas demais, chegando a ser comparadas com Contos de Fadas, mas, como toda a amargura que residia no coração de Oscar Wilde.Seu período literário mais produtivo foi 1887-1895.Em 1891, lançou o que viria a ser sua obra prima, a obra que o colocaria para sempre no hall dos grandes escritores, "O Retrato de Dorian Gray". Livro que retrata a decadência moral humana, "O Retrato..." fez o escritor tornar-se ainda mais admirado e famoso.

 "Direto ao Inferno sem Purgatório".
No entanto, no seu apogeu literário, começaram a surgir os problemas pessoais. O que antes eram apenas boatos, passou a se concretizar, dando início a decadência pessoal daquele grande homem.

Suas atitudes, já um tanto quanto audaciosas para a época, ainda desafiariam muito mais a moralidade aristocrática inglesa. Rumores sobre seu homossexualismo, severamente condenado por lei na Inglaterra, apareceram, não podendo mais serem negados por ele. A 6 de abril começa o primeiro dos processos contra ele., no Tribunal de Old Bailey. Em 11 de abril, é transferido da Prisão de Bow Street, onde estava encarcerado, para a de Holloway, como réu de crime inafiançável.

Em 1885, a sentença é decretada: Oscar Wilde foi condenado por sua relação dúbia com o Lord e suas práticas homossexuais à 2 anos de cárcere. Segue-se uma transcrição das palavras do Juiz, onde ele diz, entre outras coisas, qual seria a penalidade para o literato. Depois desse incidente, toda sua fama e sucesso financeiro começa a desmoronar. Suas obras e livros são recolhidos das livrarias, assim como suas comédias tiradas de cartaz. O que lhe resta, acaba sendo leiloado para suas despesas do processo judicial.

Ainda assim, a poesia estava em suas veias e escreve mais duas obras: "A Balada do Cárcere de Reading", baseado na execução do ex-sargento Charles T. Woolridge dentro da Prisão de Reading e "De Profundis", uma longa carta ao Lord Douglas. Wilde era o prisioneiro C-33 do presídio de Reading.

Foi libertado em 19 de maio de 1897 e transferiu-se para a França, onde adotou o pseudônimo de Sebastian Melmouth, usando esse nome inclusive para o seu registro no Hotel d´Alsace, onde passou a maior parte do resto dos seus dias. Após toda essa decadência mais física, econômica do que moral, conhece a pobreza, e tudo o que de pior ela pode trazer. Vive isolado em hotéis baratos, destruindo-se através do absinto, cuja cor lhe rendeu frases célebres.

Oscar Wilde, espirituoso e brilhante escritor, morreu de meningite e uma infecção no ouvido chamada "cholesteotoma" (doença muito comum antes do advento dos antibióticos) em um quarto barato de um hotel de Paris, às 9h50 min do dia 30 de novembro de 1900. Morreu sozinho, mas, não desmoralizado, pois havia deixado insubstituível obra que, mesmo depois de 1 século, ainda é admirada e relembrada, tamanho a sua genialidade. Suas últimas palavras foram "Esse papel de parede é horrível! Alguém precisa trocá-lo!", referindo-se ao papel de parede do quarto de hotel onde se encontrava.

Fonte: (Éditions Ferni, Géneve - Otto Pierre, Editores - Rio de Janeiro).

Algumas frases célebres e impactantes do gênio escritor:
“Como não foi genial, não teve inimigos.” “Posso resistir a tudo, menos a tentações.”
“As mulheres bonitas não têm que ter ciúmes dos seus maridos. Estão demasiado ocupadas com os ciúmes que têm dos maridos de outras mulheres".
“Tenho gostos simples. Me satisfaço com o melhor.”
“O mundo é um palco, mas o elenco é mal escolhido”
"Um moralista e, quase sempre, um hipócrita; uma moralista invariavelmente, um bagulho."
"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
"Não sou jovem o bastante para saber tudo."

LER OSCAR WILDE É PRECISO: Algumas Obras:
A Decadência | Alma Do Homem Sob O Socialismo.
O Fantasma de Canterville | A Balada do Cárcere de Reading.
De Profundis |O Retrato de Dorian Gray |A Esfinge sem Segredo.

Contos:
O Amigo Dedicado |A Rosa e o Rouxinol |O Gigante Egoísta.

Para Baixar:
https://www.dominiopublico.gov.br

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

De Profundis - de Oscar Wilde.


Foto: reprodução Internet - Wilde e Lord Douglas.
Adoro Oscar Wilde sem dúvida, um dos maiores escritores do século, através de sua genialidade, perspicácia e sobretudo sua "lingua afiada" forma poética e cínica, ousava contradizer a hipocrisia da sociedade, da época [ da qual não está tão diferente de lá pra cá]... e suas atitudes, claro, eram consideradas um tanto quanto audaciosas, irreverentes e até amorais, desafiariam ainda mais a aristocracia inglesa quando sua vida pessoal, passou a ser motivo de imoralidade pública, pois sabiam de sua opção sexual, mas era velada até então, e eram todos os seus bajuladores.

"De Profundis", foi uma carta escrita a Lord Douglas (“Bosie”, como Wilde costumava chamá-lo) durante os dois últimos meses de cárcere, em que durante seu período na prisão, repensou sobre as atitudes e ações que o levaram ao estado de letargia, sofrimento e decadência moral, social e financeira, pelos mesmos que até então, o reverenciavam em toda a sua genialidade.
Nas palavras de Wilde: "Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal". ou seja pagou o preço alto demais por isso, por não temer as contradições.

A seguir a introdução...

"É preciso que eu diga a mim mesmo que fui o único responsável pela minha ruína e que ninguém, seja ele grande ou pequeno, pode ser arruinado exceto pelas próprias mãos. Fui um homem que se colocou em relação simbólica para com a arte e a cultura do seu tempo. Os deuses me concederam quase tudo: eu possuía o gênio, um nome, posição, agudeza intelectual, talento. Fiz da arte uma filosofia e da filosofia uma arte, não havia nada que dissesse ou fizesse que não provocasse a admiração das pessoas.

Tratei a arte como a suprema realidade e a vida como uma mera ficção. Despertei a imaginação do século em que vivi, para que criasse um mito e uma lenda em torno da minha pessoa. Resumi todos os sistemas numa única frase e toda a existência numa epígrafe. Além de todas essas coisas eu ainda tinha algo diferente. Mas me deixei atrair por longos períodos de ócio sensual e insensato. Divertia-me ser um flâneur, um dân-di, um homem da moda. Cerquei-me de naturezas menores e de inteligências medíocres. 

Esqueci que cada pequena ação cotidiana pode fazer ou desfazer um caráter e que tudo aquilo que fazemos no segredo da alcova teremos que confessá-lo um dia, gritando do alto dos telhados. Deixei de ser senhor de mim mesmo. Já não era mais o comandante da minha alma e não sabia. Permiti que o prazer me dominasse e acabei caindo em terrível desgraça. Agora só uma coisa me resta: a mais absoluta humildade. Estou há quase dois anos na prisão.

 Nota: A expressão "De Profundis" é comumente utilizada em referência ao Salmo 130, na qual o salmista em grande sofrimento, implora a Deus pela misericórdia que, quando experimentada, leva a uma concepção mais profunda da divindade. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pitaco by Loira do Bem "Cada um no seu quadrado" --

Como diz Oscar Wilde "A verdade jamais é pura e raramente é simples. Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal".
Ainda assim fico no time da fatalidade de... prefiro pecar pelo excesso do que pela falta dela ( sinceridade).
 
Xi...me perguntaram o que acho de alguns músicos, cantores e etc ...arriscado responder, mas não costumo maquiar nada não...e sou direta no que penso a respeito e bajular algo que não me toca a alma ou tem emoção na voz, só para agradar não é comigo, nada do que é "técnico" me atrai, então me calo por respeito.

 
Um dos pontos fortes que considero no curso que ministro como voluntária social é o de fazer cada um pensar, através do autoconhecimento e assim descobrir quais são suas verdadeiras habilidades e a partir daí desenvolver suas potencialidades.


Como diria "Sócrates" Conheça a Ti mesmo e a verdade vos libertará".



Hoje no mercado fonográfico, um monte de gente dizer que começou a tocar, cantar, atuar, compor ou jogar futebol, porque viu seus ídolos ou porque vem de família artística.  Acho louvável até, mas será que as coisas são assim - apenas por admiração ou por "invejar" no bom sentido o talento original destas pessoas, e que elas não pessoas comuns, mas que possuem um dom destinado a elas e a ninguém mais?.

 
Todos temos o direito claro, de tentar mas não de se equivocar.
Não existem muitos Pelé, Zico ou Sócrates por aí.. assim como não existem muitos
Nietzsche, Fernando Pessoa, Voltaire, Shakespeare, George Harrison, Almir Sater, Tião Carreiro, Raul Seixas, Robert Plant, Elis Regina, Beethoven, Mozart, Da Vinci, Rousseau, Cervantes, Oscar Wilde, Vila Lobos, Jimmy Page, Guimarães Rosa, Belchior,  dando sopa também por aí.


Melhor seria é que fôssemos nós mesmos,
como sinaliza Nietzsche "Tornar-te o que tu é " e pronto e seguir nossa verdadeira vocação - concordo plenamente com o produtor musical Marco Camargo - quando diz que "Alguns nasceram para cantar e a maioria somente para ouvir"
 
Bom seria, se essa "maioria" seguissem sua missão verdadeira, o mundo precisa e muito de bons profissionais como lixeiros, bombeiros, professores, médicos, dentistas, ecologistas, escritores, atores, músicos e compositores, mas "cada um no seu quadrado" ou seja com aptidão nata, agregar a humanidade, e não por modismos ou estratégias do marketing fonográfico, mais que um espaço para a fama, dinheiro ou status, é preciso ter habilidade como tocar, cantar, atuar ou jogar, escrever, ser pensador, etc.

  

Não é complicado de entender, mesmo que não aceitamos, muitas vezes nascemos para ser os coadjuvantes ou só os alavancadores dos que já nasceram com estas habilidades naturais e não o personagem principal da história. 

Uns nasceram para jogar, outros para ser técnicos, outros para ser juízes e outros só para torcer, a maioria. Outros nasceram para cantar, tocar e compor, a minoria talvez, como outros para cantar, outros somente para atuar, outros somente para compor, e ainda outros somente para tocar ou representar, e a arte considerada mais humana,  agradeceria certamente. Embora, todos somos produtos, na visão de mercado, mas no mundo das Artes, embora a tecnologia facilita tudo, mas mesmo assim, deveríamos ser de fato autênticos, pelo menos neste item.



"A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto. Nunca vi um gênio com gosto médio. Ariano Suassuna faz pensar!. 


Imagens Pixabay - domínio público e grátis.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Oscar Wilde - “a arte não é moral nem imoral, mas amoral”!


“A arte não é moral nem imoral, mas amoral”!

- O que Oscar Wilde quis dizer é que a arte não tem senso do que seja moral, por isso, para alguns, tudo o que é visto não causa assombro, está dentro dos costumes. Já para outros, dependendo do que se vê, é ultrajante, indecente! extraído do Facebook A Gramática nossa de cada dia


 





















Parte do Texto de Oscar Wilde.


Afirmei que a sociedade, por meio da organização da maquinaria, fornecerá o que é útil; o que é belo será criado pelo indivíduo.

Um indivíduo que tenha de produzir artigos destinados ao uso alheio e à satisfação de necessidades e expectativas alheias, não trabalha com interesse e, conseqüentemente, não pode pôr em seu trabalho o que tem de melhor. 
Por outro lado, sempre que uma sociedade, ou um poderoso segmento da sociedade, ou um governo de qualquer espécie, tenta impor ao artista o que ele deve fazer, a Arte desaparece por completo, torna-se estereotipada, ou degenera em uma forma inferior e desprezível de artesanato.

Uma obra de arte é o resultado singular de um temperamento singular, sua beleza provém de ser o autor o que é, e nada tem a ver com as outras pessoas quererem o que querem. Com efeito, no momento em que um artista descobre o que estas pessoas querem e procura atender a demanda, ele deixa de ser um artista e torna-se um artesão maçante ou divertido, um negociante honesto ou desonesto. Perde o direito de ser considerado artista. 
A Arte é a manifestação mais intensa de individualismo que o mundo conhece. Sinto-me inclinado a dizer que é a única verdadeira manifestação sua que ele conhece. Em determinadas condições, pode parecer que o crime tenha dado origem ao individualismo. Para a execução do crime é preciso, no entanto, ir além da alçada própria e interferir na alheia. Pertence à esfera da ação.
Por outro lado, sozinho, sem consultar ninguém e livre de qualquer interferência, o artista pode dar forma a algo de belo; e se não o faz unicamente para sua própria satisfação, ele não é um artista de maneira alguma.
Cumpre observar que é o fato de ser a Arte essa forma intensa de individualismo que leva o público a procurar exercer sobre ela uma autoridade tão imoral quanto ridícula, e tão aviltante quanto desprezível. A culpa não é verdadeiramente do público. Este nunca recebeu, em época alguma, uma boa formação. Está constantemente pedindo à Arte que seja popular, que agrade sua falta de gosto, que adule sua vaidade absurda, que lhe diga o que já lhe disseram, que lhe mostre o que já deve estar farto de ver, que o entretenha quando se sentir pesado após ter comido em demasia, e que lhe distraia os pensamentos quando estiver cansado de sua própria estupidez. 

A Arte nunca deveria aspirar à popularidade, mas o público deve aspirar a se tornar artístico.  Oscar Wilde.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pitaco de Loira: O Rouxinol e a Rosa

O Rouxinol e a Rosa - Oscar Wilde - Resumo



“Ela disse que dançaria comigo se eu lhe trouxesse rosas vermelhas..., porém em todo o meu jardim não existe uma única rosa vermelha.”Um rouxinol escuta o desabafo e encantado com a declaração de amor e o sofrimento do rapaz, fica em silêncio debaixo do carvalho pensando sobre os mistérios do amor. O lagartinho verde, a borboleta e a margarida riem da angústia do rapaz.


O rouxinol alça vôo para encontrar uma rosa vermelha que possa realizar os desejos decantados do jovem. Encontra roseiras de rosas brancas e amarelas e sob a janela do estudante, uma roseira de rosas vermelhas mas que castigada pelo inverno não consegue dar vida a suas flores.Só há um jeito de consegui-la, mas é muito terrível...

“Se quiser uma rosa vermelha, você terá de construí-la de música ao luar, tingindo-a com o sangue do seu próprio coração. Terá de cantar para mim a noite inteira, e o espinho terá de furar o seu coração, e o sangue que o mantém vivo terá de correr para as minhas veias, transformando-se em meu sangue.”


O rouxinol pensa que a vida é um preço alto por uma rosa, porém está convencido de que o amor é melhor do que a vida... Voa novamente como uma sombra pelo jardim e, ao encontrar o jovem ainda deitado na relva, afirma que ele terá sua rosa e só lhe pede em troca que “seja um amante fiel e verdadeiro, pois o Amor é mais sábio do que a Filosofia, embora ela seja sábia, e mais poderoso do que o Poder, embora este seja poderoso.”


O estudante não entende a profundidade das palavras do rouxinol, porque só conhecia as coisas que vêm escritas nos livros, mas o carvalho que abriga o ninho da família do rouxinol entende e pede uma última canção. O jovem diante do forte canto se questiona se o rouxinol teria sentimentos e conclui que como a maioria dos artistas ele é todo estilo, sem qualquer sinceridade. “Ele jamais se sacrificaria pelos outros.”


Quando a lua surgiu, o rouxinol voou para a roseira e cravou seu peito no espinho. Durante toda a noite, ele cantou o amor: o nascimento, a paixão entre a alma de um homem e uma mulher e o amor que fica perfeito com a morte...


A rosa ficou rubra, a lua se esqueceu da madrugada, mas o rouxinol não pode ver as pétalas florescendo ao frio do ar da manhã pois estava caído na relva, morto com um espinho atravessado no peito.O estudante acorda e vê a linda rosa,


Corre para a casa da filha do professor. Encontra a jovem sentada na porta e entrega a rosa vermelha:


“Aqui está a rosa mais vermelha do mundo inteiro. Use-a junto ao seu coração hoje à noite, e enquanto estivermos dançando eu lhe direi o quanto a amo.”


A moça, aborrecida, disse que a rosa não combinaria com seu vestido, além do mais ganhou uma jóia de verdade do sobrinho de um homem ilustre.


O estudante com raiva atira a rosa na rua, onde ela cai na sarjeta e uma carroça acaba passando por cima.O estudante volta para seu quarto e começa a ler um livro empoeirado.

“Que coisa tola é o amor! Não tem a metade da utilidade da Lógica, pois não prova nada, e fica sempre dizendo a todo mundo coisas que não são verdades. Enfim, não é nada prático e, como hoje em dia ser prático é o importante, vou voltar à Filosofia e estudar Metafísica.”


“O Rouxinol e a rosa” é um dos contos do livro “Histórias de fadas”, publicado pela primeira vez em 1888. O autor, Oscar Wilde, escreveu estas histórias para os próprios filhos e sua intenção era mostrar, além dos príncipes, gigantes e rouxinóis, a vida como ela é e como deve ser vivida. A beleza poética das histórias resgata a tristeza do tema: cada personagem assume a beleza e a feiura, a riqueza e a miséria humana. Adaptado por Helena Sut -


foto enviada por Maria Helena Spirindioni - que no meu caso jamais trocaria a rosa !!! Cada um dá aquilo que tem!!!

"Tu Te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" -Exupery-