Loira do bem ∞ : reflexão
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

VIDA DE INSETO E A REFLEXÃO SOBRE SISTEMA OPRESSOR



“A rebeldia, aos olhos de qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de História, é a virtude original do ser humano” – Oscar Wilde.
Vida de Inseto é daqueles filmes, feitos para criança no primeiro olhar, mas vai muito além, e pode até ser feito para crianças, com um objetivo de fazê-las pensar desde cedo, mas é também para as ‘adultas’ sem dúvida. O desenho faz uma analogia entre as classes de opressores (gafanhotos) e das oprimidas (formigas). Os gafanhotos sobrevivem à custa do trabalho e os esforços das formigas, que fornecem a eles, todos os anos, sua colheita em troca de preservação de suas vidas. No entanto, entre a classe oprimida, um rebelde e cheio de imaginação, através de suas ideias e invenções, amenizar o sofrimento dos seus, e facilitar o trabalho penoso de sol a sol e não se conforma com o regime de servidão que lhes são impostos, mas devido a ser sonhador, não deve ser levado a sério, exceto a filha da Rainha, que vê em seu a amigo, um libertador, mesmo que seus inventos sempre provocam confusões ou danos sem querer, e todos os demais são castigados por sua ousadia.
Então, Flick o perdedor como ele é visto parte para uma jornada, em busca de aliados guerreiros, onde a comunidade aprova, não por achar que será uma ótima ideia, mas para livrar de confusões maiores, com ele perto deles. Ao chegar à cidade, conhece uma trupe de teatro que foram despedidos e vê neles a oportunidade de juntar e somar forças, de uma forma ou de outra, embora sejam diferentes, tem algo em comum, também são explorados pelo dono da Cia de teatro. E partem juntos para sua morada, cada um equivocado com o papel que irão fazer na colônia, mas poderão se surpreender com as novas experiências.

Por sua vez, o líder dos gafanhotos tem pleno conhecimento de que não precisa do alimento da colônia, para manter seu reinado, mas ao deixá-los livres do jugo, perderá o controle sobre eles, que são em maior número, e vir a descobrir essa vantagem, como ele diz “ideias são coisas muitos perigosas”, e eles foram colocados no mundo para nos servir.

Porém, Flick, é um visionário e não desiste facilmente dos seus ideais e ideias mirabolantes. Através de seus amigos, assim como ele, considerados os loucos da sociedade, juntos, somam forças para enfrentar o tirano, e na batalha o desmascara, ao abrir enfim, os olhos vedados de toda a colônia, acostumados à servidão, a lida dura, não haviam percebido que os opressores eram em menor número “Somos mais fortes, são vocês que precisam de nós, para ter comida. Então quem é o fraco daqui” ¿.  E começa a revolução.O filme traz uma importante reflexão sobre a luta de classes, uma sempre usa do medo e da força para ter controle e jugo sobre a outra, aqueles que se acovardam, se tornam fantoches nas mãos, e logo doutrinados para servidão, um débito que nunca tem fim. Mas, quando organizadas e determinadas podem se libertar do que é injusto e abusivo. Como diz o sábio Raul Seixas “A formiga é pequena, mas elas são um exército quando juntas”. 
Imagens retiradas do google internet.  

sábado, 15 de abril de 2017

REDE DE RELACIONAMENTOS

No filme Coração de Cavaleiro, o Rei Edward ao desfazer uma injustiça e sagrar o jovem Willian, até então ‘farsante’,  com o título “ Sir “ no  torneio,  disse:  “Seus amigos lhe amam, se eu não soubesse mais nada sobre você, isso já me bastaria”. Ou seja, é  incalculável o valor da amizade, de laços leais e sinceros.
Um passaporte que abre portas para os que valorizam caráter e ações coerentes. Aqueles que têm essa sorte devem cultivar os seus amigos como verdadeiros tesouros e se eles estiverem ao redor, a felicidade é dobrada e as dores são menores. E para ter esse privilégio que são para poucos, porque nem todos, estão dispostos a aceitar o outro, com sua cultura e juízo de valores diferentes, sem gerar preconceitos e atritos e  manter uma rede de relacionamentos saudáveis e desenvolver  sentimentos assertivos,  além de exercitar a via de mão dupla,  e muito respeito.
Vamos imaginar quantas pessoas desde a nossa infância até os dias atuais passaram pela nossa vida, vizinhança, escola, trabalho, academia, faculdade, igreja ou lazer. Quantas delas nunca  mais ouvimos falar, e talvez nem vê-las mais. Então,  não seria interessante,  rever ou reatar alguns desses laços que no passado, talvez nem todos, mas certamente vários contribuíram para nossa formação
Uma rede de relacionamentos enriquece nossa vida em todos os sentidos, é um caminho-chave para alçar voos ou permanecer firme no chão.  Muitas vezes, por medo  de  ferir ou decepcionar, nos fechamos  em um casulo e criamos muros intransponíveis. Mas não fomos feitos para viver isolados, precisamos um dos outros, em afeto, reconhecimento e oportunidades.  Certo, para algumas pessoas não seremos “bons” o suficiente por mais que desejamos e  da mesma forma que outras não serão para nós também, por mais que dizem.  As relações interpessoais exigem flexibilidade, focar mais nos pontos fortes de cada um, e menos nos defeitos, aprender a ouvir mais e se colocar no lugar do outro. A psicologia nos diz que quando criticamos as pessoas, aliviamos as nossas frustrações.
Sim, também há relacionamentos que fazem muito mal, são peçonhentos e abusivos. Por isso, colocar numa balança e avaliar as ações e atitudes, assim como no “Coração de Cavaleiro” - “Você foi medido, pesado, avaliado e considerado insuficiente”. E, então mesmo dolorido, seguir em frente, as  perdas e frustrações nos ajudam a crescer, como diz o roqueiro Humberto Gessinger  “Perdoa o que puder ser perdoado e esquece o que não tiver perdão”.  

Em algum lugar, cedo ou tarde, vamos cruzar com pessoas que esperam uma oportunidade de estar no time dos que soma, multiplica e partilha, sejam interesses, afinidades, ideias, até mesmo as diferenças, porque estarão unidas não por protocolos ou classes, mas por coração, e não é pieguice.  O que vale é o aprendizado, sem se apegar a pequenas coisas, nem nas opiniões, nem nos detalhes.  Às vezes, o que falamos dos outros é o que enxergamos em nós, sem se dar conta.  Viver é correr riscos, estar alerta e em movimento constante no aprendizado e escolhas, porém, mais triste será continuar em círculos, sem nunca dar nenhum passo para evoluir e continuar a ser a mesma pessoa, enquanto a vida passa, sem piedade ou compaixão. 

FT: acervo pixabay - free imagens. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

SATURNO E OS TRILHOS NOS EIXOS


 












Reza a astrologia,  a partir de 20 de Março ( tudo muda e com toda a razão) pois, quem manda no pedaço é Saturno.
E segundo o estudo, essa mudança se dá a cada 36 anos.  Para se ter uma ideia, estamos sob a regência do Sol desde 1981 - e por esse motivo, estamos todos mais voltados para nosso ego, o narcisismo ganhou força e nos tornamos mais egocentrados e individualistas. Assim como ocorreu no ciclo de 1909 a 1944 e regido por Marte, o deus da guerra, e por isso as duas guerras mundiais. 
Com a vinda de Saturno, acabou-se a farra da adolescência solar, onde o narcisismo e o individualismo fizeram parte da vida de todos. Podemos esperar por um tempo muito diferente dos que vivemos e especialmente pessoas nascidas a partir de 1981, que conhecem apenas uma sociedade solar totalmente isentam de valores humanitários e focados em valores individualistas e narcísicos.
Saturno é um planeta de carma, seu símbolo é uma caveira com uma foice. Podemos esperar um pai severo, que chega ceifando tudo o que não está de acordo com nosso crescimento e evolução, tanto pessoal quanto coletivamente. Ele certamente chega para colocar nossas vidas no trilho.🔨 🔨🤣 Saturno chega para ensinar e exigir de todos nós a construção de uma nova morada. Uma morada que possa nos acolher e sustentar a todos, física e emocionalmente.
Por Eunice Ferrari  - Fonte: vida e estilo.

Se você não entendeu ....
Vamos aprender pela dor ou pelo amor. 
Saturno  vem para transformar, transcender e com nova oportunidade para evoluir e para haver mudanças o confronto, choque e atritos serão necessários, até rompimentos.Não haverá mais meio - termo. Com a rigidez do planeta, cada um de nós deve refletir sobre "qual é o nosso papel" na sociedade, família, trabalho e responsabilidade em cada uma delas.
Não há como fugir disso mais, ficar na zona de conforto ou ignorar. Esse novo ciclo que se abre depende de nossas ações e vão impactar no coletivo. Portanto, cabe a nós as escolhas quais caminhos tomar, laços a manter ou pessoas a se envolver. Saturno vem para dar uma sacudida dura em reflexões destes equívocos que povoam as relações. 

Pink Floyd antecipou décadas atrás o que Saturno vem de forma irreverente nos submeter: a partir de Março: "Juntos nós resistimos, separados nós caímos". Portanto, se desejamos bênçãos ou maldições, um futuro mais promissor ou não, tudo dependerá das escolhas que faremos agora. 

sábado, 12 de novembro de 2016

MÁ ÍNDOLE - TRANSTORNO DE CONDUTA


 “A má índole se desenvolve como uma fobia de não conseguir o que quero, não ser reconhecido como espero. A criança pode passar a vida inteira sem demonstrar o transtorno de conduta. O que é transtorno de conduta? É a falta de noção de limite entre os seres”. –  Psicopedagogo Augusto César Baratta, psicólogo especialista em Terapia de Grupos.

A deformação no caráter de algumas pessoas desvirtua o objetivo de um grupo, cria animosidade nas relações e estabelece um clima tenso no dia-a-dia. São pessoas que não aprenderam a lidar com limites, desconhecem a noção de respeito e convivência, não se afinam nas relações interpessoais, exageram nas brincadeiras e vivem num mundo que é uma redoma de desconfiança e falsidade. Em suas mentes, todos podem participar e merecem uma boa vida, contanto que elas sejam as primeiras da fila e tenham sempre os melhores benefícios. Enfim, atrás de uma deficiência de caráter existem diversas ramificações perniciosas que trazem malefícios para quem se envolve.
A maneira como lidamos com nossas experiências cotidianas, alegrias, decepções, problemas e soluções formará um licor que poderá ser o mais puro néctar ou o pior dos vinagres.

Para muitos, é difícil descobrir qual é o seu sabor real.

Boa índole não se ensina, infelizmente. Todavia, pode ser aprendida através dos exemplos e das experiências. É paradoxal algo que não se ensina, mas que se aprende, não? É simples explicar aspecto tão controverso: ocasionalmente, fala-se algo, por melhor que seja a alguém e não se obtém a devida audiência; entretanto, ele aprende por meio da observação e das invertidas que lhe causam algum tipo de dor, seja sentimental ou física. É assim que funciona a índole. 
Trata-se de uma tendência do ser humano de se autodesenvolver, preferencialmente sem a imposição de terceiros. O comportamento vem de dentro para fora. Se a pessoa, desde a mais tenra infância, acostuma-se a resolver de forma amarga, preconceituosa ou mesmo desonesta as situações apresentadas pela vida, terá sérios dissabores e problemas.

Quer saber como é sua índole? Imagine se você estivesse sendo filmado (a) nos últimos 30 dias em todas as suas atitudes. Esqueça os momentos de sono e higienização. Leve em consideração suas “atitudes de bastidores” ou quando você está só. Quantas imagens você aprovaria para ir ao ar, sem cortes, em rede nacional?

Pessoas de índole má possuem atitudes que não podem ser mostradas publicamente. Elas têm comportamento problemático em seus bastidores. Tudo o que fazem visa o benefício próprio ou o prejuízo de outrem. Para ter noção do caráter de alguém, você precisa ser um observador do mundo, detendo-se, principalmente, nas atitudes de quem lhe rodeia.

O mundo corrompe o ser humano por meio de seus exemplos. Somos colocados à prova desde a primeira infância. Isso permanece enquanto estivermos vivos.

Seu conceito de valores (o que é importante e o que não é, o que é certo e o que é errado, etc.) é que evita a distorção de seu caráter. Traços de caráter são sulcos na personalidade, gravados para toda a existência.
Como não sucumbir diante da mediocridade? Diariamente somos expostos a ações que nos impelem a gerar reações impróprias. São os nossos princípios, desenvolvidos desde os primeiros anos de nossas vidas, que vão manter as bases estáveis para lançar sua âncora no local preciso, permitindo que saiba até onde é permitido ir e quando parar. 

Vivemos em sociedade, apesar de haver momentos que todos sonharíamos ser Robson Crusoé. Na medida do possível, a regra básica é formar um cinturão de equilíbrio em sua vida, no qual não haja espaço para a entrada de pessoas com má índole. Seu círculo social deve estar isento de pessoas assim. 
Trecho retirado da Fonte Original  Indole e a capacidade de se auto-sabotar  por Jorge Sabongi - 2004 -

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

É PRIMAVERA - Tempo de Iluminar


                                                              Primavera

Esta é a época do acasalamento e do nascimento da maioria das espécies na natureza. A vida tem seu esplendor. Dentro de nós, começa a surgir uma agradável sensação de que a vida, após o vento gelado e meses de inverno, escuridão,  recupera o seu esplendor. Para algumas culturas essa estação tem um significado milenar e os seus rituais de passagem, muitos especiais para eles. No caso do xamanismo, é a mais antiga técnica de entrarmos em contato com as energias sagradas da natureza.

Representa o nascimento dos humanos começando a viver. O tempo do verão é o período de frutificar, de rápido crescimento. E, quando chegamos no outono, vem o tempo da introspecção, quando colhemos resultados, obtemos o conhecimento necessário, para centrarmos em nós mesmos. E o ciclo se repete em círculo, no movimento de rotação da terra.

Ao receber inspiração das estações entramos em sintonia com a ecologia dentro e fora de nós, trabalhando o ambiente espiritual/planetário acessando o "Livro da Natureza". Onde quer que estejamos no mundo seremos afetados pelo balanço das estações. A disciplina mental gerada numa cerimônia permite que o corpo, a personalidade e a psique se harmonizem para que as manifestações possam ocorrer em sintonia com cada estação.


















(*) Por milhares de anos nossos ancestrais tiveram consciência da vida e da morte como um fluxo contínuo. Compreendiam que era importante marcar os ciclos de renovação como, por exemplo, solstícios e equinócios. Acreditavam que assim, ajudavam o cosmos a crescer e a mudar. Ao resgatar essas celebrações nos tornaremos, novamente, unidos com a terra e com o cosmos. Recuperaremos a sensação de equilíbrio dentro de nós e de nosso mundo. Os rituais de passagem mostram que somos parte de algo maior, que podemos chamar de Deus ou Universo. Essa ligação com o sagrado traz um sentimento de unidade com o todo, nos dá uma sensação de pertencimento.

Quando percebemos a conexão universal entre nós, compreendemos que todas as histórias fazem parte da nossa história. A consciência da conexão é vital ao aprendizado da convivência mútua. Ninguém triunfa sozinho. Todos temos a necessidade de nos conectar com algo fora de nós – com companheiros de caminhada e com algo maior que nós todos. No xamanismo, procuramos aprender com as vozes dos ancestrais, dos velhos, das tradições, das crenças. Esse aprendizado é básico para podermos traçar o mapa de nosso caminho, de acordo com o livre arbítrio.

Nunca teremos paz enquanto irmãos estiverem em guerra, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe. Quantas pessoas não confundem felicidade com sucesso? Buscam oportunidades de riquezas e outros falsos valores para esconder a depressão, a falta de um sentido para a vida. Na reconexão com o sagrado, aprendemos a apreciar o mistério e a beleza das coisas simples, que geralmente passam despercebidas.

Por Léo Artése
---------(*)Profissional de comunicação formado em locução e radialismo, professor de comunicação verbal, especialista em marketing, consultor empresarial, terapeuta holístico, acupunturista e estudioso do xamanismo.

Foto 2: Rosas coloridas -  crédito Zé Ayusso - Festival de Flores de Holambra/SP.
as demais Reprodução/ Internet.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Reflexão Filosófica entre o FALAR e o AGIR E SER

"Falar muito de si pode ser um meio de se ocultar". - Friedrich Nietzsche. 

                        
                              Imagem: reprodução do site rgdicas.blogspot.com

Uma certa confusão de conceitos, bastante comum em sociedade atuais, conduz a pensar que uma pessoa com certas normas de comportamento e faz um discurso sobre a falha de caráter do outro é uma pessoa que "tem moral" e é virtuosa, no sentido de que conhece a virtude para poder falar sobre ela. Não que tal pessoa não tenha moral. Mas, se ela realmente tem, como todos os seres racionais e conscientes do seus atos, isso  não se dá porque é capaz de falar da ação do outro, e sim porque responde a si mesma.






Porque a condição de "Ser moral" é inseparável de nós, e nossos mínimos atos são atos morais, visto que não nunca deixamos de estar sujeitos ao julgamento de nossa própria consciência quando fazemos uso de nossa liberdade de pensamento e de ação. O fato de apregoarmos regras, de emitirmos julgamentos, elogios e condenações dos atos alheios, não reflete propriamente nossa moral, a qual se exterioriza em atos e não em palavras.


Contudo, reflete nosso conceito de moralidade e imoralidade, que, quando se volta para o outro, deixa algumas vezes de ser moral para ser moralista.Agora, olhar para nós mesmos não significa que sejamos cegos para o que ocorre à nossa volta, ou ingênuos perante o que acontece no mundo.

Há um espaço onde pode se enxergar a realidade sem exercer o moralismo, que tantas vezes se subverte numa falsa moral ou hipocrisia. Creio eu ser possível afirmar que uma das causas desse moralismo e hipocrisia é precisamente uma educação que visa moldar comportamentos em vez de atuar mediante o exemplo e convidar a reflexão, como queria Aristóteles.

Trata-se de uma forma de educação equivocada em seus meios e fins e que lida com o exterior que com o interior.Tal educação não faz olhar para si mesmo, só para o que se demonstra socialmente, e leva a apreciar o comportamento do outro como quem tivesse o direito de arbitrar qual poderia ser ou teria sido a melhor conduta para ele em dada situação.

Uma educação verdadeiramente moral, interessada no desenvolvimento da virtude moral, nos conduziria a observar a nós mesmos, a compreender nossos atos e as motivações de nossos comportamentos, em vez de nos ensinar a definir o bom e o mau, certo e errado, para o outro. Ela nos colocaria no caminho da verdadeira moral e do desenvolvimento da virtude, ensinando a pensar, deliberar e escolher sabiamente.

Contudo, não basta educar moralmente. A plenitude exige sua educação intelectual, a qual torna possível atingir a prudência, que consiste na inteligência de escolher os meios para a alcançar os fins para viver bem de modo geral.
Trecho da Revista Discutindo Filosofia - Por  Rita Foelker.

"Um moralista é, quase sempre, um hipócrita; uma moralista invariavelmente, um bagulho." by Oscar Wilde.

sábado, 3 de setembro de 2016

ESTAR INTEIRO, NUNCA PELA METADE

"Nunca é alto o preço a pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo”. - Friedrich Nietzsche.

                                                       Assim é.
Foto: Reprodução do  Site marinilopes.wordpress.com
Muitas vezes, as pessoas têm um olhar muito apressado sobre nós, e nós sobre elas, e não somos capazes de enxergar o potencial que existe,  e logo depreciamos. E destruímos os sonhos, ou então plantamos dúvidas sobre a capacidade e o valor. Enxergamos tudo, mas nunca questionamos se na verdade, o outro não está no lugar onde deveria estar e que seus esforços para fazer a coisa certa, na verdade chama-se comprometimento.  Porque em todas as coisas que fazemos, não acredito em coisas pela metade, ou se está inteiro no compromisso ou algo vai sair errado. Assim é em nossa vida pessoal e profissional. Não existe amor pela metade, nem trabalho, muito menos amizade e tampouco compromissos.  Acredito que se está pela Metade, é porque a outra parte, talvez não esteja focada na totalidade.
“Não é possível ser bom pela metade”. - Leon Tolstoi.
Pode ser que esteja com o par equivocado, com o trabalho apenas rentável, com a amizade muito favorável e com tudo aquilo que não se sente responsável, apenas confortável. Estar satisfeitos na pele que habitamos, exige muito, sem dúvida. Ao sair da zona de conforto, romper compromissos, requer coragem para despir a nossa verdadeira pele. Pode ser que pela frente, venha bem menos. Um amor instável, um trabalho comum, uma amizade sem benefícios e muitos compromissos. Para estar inteiro, exige comprometimento, dedicação e reinvenção a todo o instante. Talvez, você vai pensar, mas perderemos muito.

Depende de quais são os valores que tanto apreciamos e não somos capazes de colocar um ponto final.  Mas uma coisa é certa, quando isso acontecer, no começo toda a mudança é drástica, e causa relutância e desconforto, mas no final, conseguirá algo impagável: O direito de sermos nós mesmos, investindo nosso tempo, energia com aquilo que realmente nos completa. Não mais pela metade, mas de corpo, alma e mente inteiros, em tudo o que exige dedicação e comprometimento. E no fim, descobrirá assim como eu, que isso se chama Liberdade. Não mais dispersaremos tempo a julgar ou criticar aqueles que tanto se dedicam nas coisas que tanto gostam de fazer. Livres de grilhões, prisões e algemas, das tantas coisas que fazemos só para agradar aos outros, menos a nós mesmos. Isso chama-se Felicidade.

terça-feira, 9 de junho de 2015

SOCIEDADE: UM PESO E DUAS MEDIDAS


Recebi esse artigo via e-mail, de um dos autores abaixo, e uma importante reflexão, sobre o nosso comportamento virtual adotado, o  quanto se torna "perigoso" e  "tendencioso" a partir de opiniões fundamentadas, em "achismo". Vale a pena ler, avaliar, refletir e rever nossas ações. Na ânsia de fazer "justiça" ao invés de justiceiros, podemos ser os algozes no final. É preciso avaliar o todo, e não em partes, como a maioria de nós, infelizmente fazemos. Devemos tomar o máximo de cuidado, com nossas palavras, muitas vezes, ditas no auge da emoção e comoção, e que podem desta atitude precipitada, desencadear uma consequência desastrosa. "Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você" NIETZSCHE.  Sem esquecer que · "Você tem a ver com tudo aquilo de que toma conhecimento." — Ernesto von Rückert · Membro da Academia de Letras de Viçosa.


Vejo hipocrisia e contradição em forma de moral e ética
O assunto do momento nas redes sociais pertence a dois vídeos que estão sendo amplamente compartilhados e comentados no facebook. O primeiro vídeo é de uma mulher matando um cachorro com um maçarico, a revolta foi imediata, pessoas procurando saber quem ela é, congelando a imagem no momento em que aparece seu rosto e espalhando na rede para que fosse encontrada. Logo depois desse vídeo, não demorou para surgir outro que aliviou grande parte desses revoltosos. O segundo mostra uma mulher sendo linchada por uma multidão onde no fim é queimada ainda viva até a morte. Na realidade estes dois vídeos não tem conexão, ocorreu em países diferentes e por causas diferentes, o fator principal para a confusão é a incrível semelhança das mulheres, mas o preocupante é o fato de que os internautas compartilham qualquer coisa sem uma mínima averiguação dos casos. Mas para nossa reflexão ter relação ou não é o menos importante, pois para a maioria das pessoas ele tem, então analiso o desenrolar da ação a partir do engano, é nesse ponto que se desabrocha ainda mais minha preocupação com a situação que nos deparamos no Brasil.
Muitas pessoas legitimam a ação da multidão que espancam e depois queimam a mulher, alegando a crueldade dela para com o cachorro, e portanto, merece o mesmo destino. A grande pergunta é, será que esses indivíduos tão cheio de certezas não conseguem enxergar a contradição nessa postura? Por um lado abominam o fim cruel que levou o cachorro, mas acham justo dar o mesmo fim a ela. Outro questionamento, quem será que é pior, a menina que que matou o cachorro, ou as pessoas que aplaudiram alegremente nas redes sociais o fim que ela levou? As pessoas são facilmente influenciáveis pela mídia que prega uma mensagem violenta de vingança com as próprias mãos. O vídeo não ocorreu no Brasil, mas temos inúmeros casos de pessoas violentamente espancadas por multidões justiceiras (alguns apoiadas pela jornalista sensacionalista da SBT por exemplo). Os discursos dessas pessoas são rasos e atos movidos pela emoção instantânea, realizado por pessoas regadas com mensagens de ódio e violência, que não acreditam na justiça e a fazem com suas próprias mãos.
É preocupante o que temos nas ruas, e já foi bastante pensado, o que proponho agora, é pensarmos a segunda parte dessa etapa, depois que os indivíduos filmam toda essa crueldade, e colocam na rede. Querem compartilhar com milhões de pessoas, quanto mais visto e comentado for, melhor será. E nas redes sociais a repercussão é quase imediata, comentários surgem a cada segundo emitindo suas opiniões sobre o caso, que em sua esmagadora maioria deram o veredito e concordaram com a sua pena capital. Um filme de terror se passava enquanto assistia esses vídeos, me lembrei de ter lido sobre a inquisição, mulheres sendo queimadas, espancadas e desvalorizadas ao ponto de não merecerem um julgamento. Senti um mal estar vendo a imagem da mulher se contorcendo enquanto ardia em chamas, mas ainda senti mais náuseas lendo os comentários, e meu desespero foi não encontrar quem discordasse, me senti sozinho odiando tudo aquilo, achando tudo errado. Contradição e hipocrisia vemos em forma de moral e ética.
É assustador discutir por redes sociais, a distância proporcionada lhes dão uma segurança muito grande, os comentários tornam-se cruéis e agressivos, coisas que não seriam ditas pessoalmente são faladas sem o menor receio pelas redes a fora. E nesse clima deparei pensando ao ler os comentários da página, a impressão de que eu tive é que na internet todos são doutores, são mestres em todos os assuntos, qualquer um comentando “suas opiniões” com tranquilidade e segurança de que estão cobertos pelo véu da razão, O resultado disso é devastador para qualquer um que se propõe a pensar antes de bancar o doutor atrás do computador.
Vociferando seus mais puros e hediondos sentimentos de vingança, o ódio se tornou habitual, o discurso de que não se gosta de algo, passou a ser eu odeio esse algo, todos os dias ocorrem linchamentos dos mais variados motivos, a um descredito muito forte em nossas instituições sociais, voltamos à lei de talião, ao velho código de Hamurabi, alias, esta a cada dia mais novo, justiceiros não faltam, nossos sentimentos somente estarão tranquilos quando vemos nossos algozes sangrar, ai podemos dormir com  nossos corações cristãos aliviados. 
Vivemos em extrema violência e a única forma de se resolve-la é com mais violência, incluímos neste discurso de ódio a resolução de nossos problemas, mais leis, rigor no código penal, violência policial, ditadura militar, prisão perpetua, pena de morte, infelizmente nossa herança escravocrata e fascista que estava reprimida em nosso inconsciente, esta a cada dia mais presente, reconhecê-la em nos, é parte fundamental para combatê-la.
Autores: Evandro Santos Pinheiro e Welliton Campos Mendes.

* Academicos de Ciências Sociais da UFGD
  Contato: EMAIL

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Drummond explica: Receita de Ano Novo

"O grande trunfo na vida, talvez, seja, olhar para trás, aprender com as experiências, reescrever uma nova página, para sentir orgulho da história no final"!
Feliz Ano Bom! por Loira Dobem ზ Entretenimento Cultural.
Sigo misturando música, livros, ideias e filosofando tudo ao mesmo tempo."Cidadã do Universo."
"Sem unidade, não existe ∝╬══→força”. Ditado Irlandês.
::===☆      ::===☆          
Perdoa o que puder ser perdoado. Esquece o que não tiver perdão. E vamos voltar aquele lugar!. ( Humberto Gessinger).
 ::===☆      ::===☆        
Receita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)

 
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,

 
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem

 
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,

 
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre

Por Carlos Drummond de Andrade
Imagens: Reprodução Internet

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Reflexão:"O fazedor de chuva taoísta” .

Resumindo: A Mudança começa primeiro em nós, do indivíduo para o Coletivismo.
Feliz Ano Bom, Fazedores.

“Houve uma terrível seca, numa região da China, onde vivia R. Vilhelm amigo de Jung e tradutor do I Ching. (…) decidiram mandar buscar um fazedor de chuva. …

O homem veio numa carroça coberta, um pequeno velho ressequido, quando saiu da carroça, pediu que o deixassem sozinho numa pequena cabana em frente da aldeia; mesmo as suas refeições deviam ser deixadas no exterior diante da porta. Não se ouviu falar mais dele durante três dias, pois, não somente choveu, mas houve uma grande caída de neve, o que nunca se tinha visto nesta época do ano. Muito impressionado,Wilhelm procurou o fazedor de chuva na cabana e perguntou-lhe como podia ter feito chuva e mesmo neve.

O fazedor respondeu: “Eu não fiz a neve; não sou responsável por isso”.
Wilhelm insistiu: havia uma terrível seca até à sua vinda e depois, passados três dias, houve grande quantidade de neve.
O fazedor de chuva respondeu: “Oh! Isso eu posso explicar. Veja, eu venho dum lugar onde as pessoas estão em ordem; estão em Tao; então o tempo também está em ordem. Mas chegando aqui, vi que as pessoas não estavam em ordem e também me contaminaram. Por esse motivo fiquei sozinho até estar de novo em Tao, e então, naturalmente, nevou». (Hannah, 1981: pp 21)

Sob o ponto de vista de Jung : “A única forma que temos de fazer alguma coisa, é no indivíduo, é em nós mesmos. É o princípio do fazedor de chuva: quando o indivíduo está em
Tao – local onde os opostos estão unidos – há uma influência inexplicável sobre
o ambiente (…) Há em nós um lugar onde os opostos estão unidos e nós devemos
aprender a ir visitá-lo, permitindo assim à luz voar pelo mundo.”  (Hannah, 1981
pp.82 – 83)

Reproduzido do blog ANOITAN

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Comportamento: Escrever é como despir-se.

Escrever é como despir-se.

É impossível querer que as minhas palavras não me exponham, é inevitável que elas me arranquem peça por peça de roupa, e é muita ingenuidade achar que elas gerarão reações idênticas. As mesmas palavras que emocionam ou fazem rir, causam repulsa e contrariam. Geram polêmica e desconforto, da mesma maneira que confortam.

E, de uma forma ou de outra, me tornam vulnerável. Escrever num blog tem sido, para mim, um exercício fascinante de nudez e de descoberta de partes de mim que estavam tão cobertas e protegidas que eu mesma desconhecia. Por Roberta Simoni.

"Sons, palavras, são navalhas. E eu não posso cantar como convém. Sem querer ferir ninguém"  - Belchior.

Imagem: Reprodução/ Internet