Loira do bem ∞ : 05/14/13

terça-feira, 14 de maio de 2013

DILEMA DE MÃE ...



Boa Tarde gente !!!... E aí já disseram para a melhor mãe do mundo, que voces a amam e que são muitos gratos por tudo desde sempre?- ..e verdade seja dita, haja pessoinha, para ter mais "intuição" do que as demais, parece que fez um pacto antes de nascer e virar mãe...pedindo apenas que a voz interior seja o comando, para cuidar de sua cria.

Ah, essas mães que vivem com coração fora do peito...

Já repararam? Estamos lá... com aquela amiga que pensamos ser do peito - a mãe da gente, torce o nariz, e diz " não é confiável" e a gente teima, acha que ela é "antiquadra", algum tempo depois a máscara cai... e o dia, clima quente... ensolarado, e a dita mãe, nos diz: —leva o guarda chuva, vai chover..e a gente faz aquela careta e pensa " que tolice" - mas anda 2 quarteirões..e lá vem o aguaceiro, despenca aquele toró...nossos pés ficam encharcados pela enxurrada ...

- e aquele paquera? lá estamos nós, suspirando, e a mãe, "desmancha prazer" nos diz ..— esse não é um cara legal... e mais uma vez .. "que mãe sem noção", passa uns meses..e lá está o nosso príncipe, dando mostras que era (mesmo) um sapo...


Mãe não tem jeito, a gente pensa que "engana", ela finge que "acredita", nos conhece até do lado do avesso, pelas entranhas.. às vezes, guardamos um segredo, algo que possa enfurecer, desapontar ou até ir contra os juízos de valores dela e... não tem jeito, o maior frustrado continua a ser nós, porque, a intuição de mãe, é uma "praga", gente, não se enganem, de algum modo, já "pressentia" o desfecho... e a gente, sofre, omite à toa, porque, lá no fundo, ela só está esperando, uma oportunidade, para que as verdades venham à tona, pela boca da gente mesmo e o melhor, pode até ficar enfurecida, mas, busca forças lá no interior da alma,

E, incondicionalmente, mesmo de nariz torto, nos aceita, o mundo pode nos dar as costas, aquela amiga pode romper a amizade, o namorado, o compromisso, a chuva nos pegar desprevenido, os bolsos ficarem vazios, enquanto todos, nos dão indiferenças, a sociedade nos condena, discrimina ou julga, essa "praga" chamada mãe, está lá na nossa frente, ao lado, atrás, nos quer até pelos avessos, pelo direito, sejam nossas qualidades, vícios, faz vista grossa para nossos defeitos, não tem jeito !!!

Amor de mãe não precisa ser adquirido, conquistado, não precisa fazer esforço, nem ser merecido, ela simplesmente oferece.Para elas, sempre seremos aquele bebê, indefeso, carente, e que necessita eternamente de proteção, de amor, de compreensão, de cuidados,

...Quantas vezes, a gente ignora, menospreza, acha que não nos entende, está ultrapassada, "careta", mas o coração desta leoa, está sempre atento, ali, nem precisa assoviar, gente, lá vem ela, com toda sua ferocidade, nos defender dos invasores..e a voz interior, ali, sempre, dizendo, para que nunca desista da gente ..ainda bem que existe gente, que se importa com a gente !!!.

Eu desconfio, mesmo, que a unica pessoa, que de fato, tem sangue nas veias, é o tal coração de mãe...Algumas ainda não se deram conta, do tesouro que és...

Feliz Dia das Mães - a Todos as mulheres e homens ( a Todos as mulheres e homens( que também exercem o papel de mãe) e que ousaram amar incondicionalmente!!!.

ADVOGADO ABSOLVE BOIADEIRO COM MUSICA DE ALMIR SATER

Advogado absolve acusado com a  música de Almir Sater e Renato Teixeira, de forma surpreendente, a seguir:

A semana havia sido quebrada por um chamado especial do Juiz do Júri. Sentado em seu gabinete, ouvi com atenção o pedido para aceitar uma nomeação dativa para a defesa de um senhor. Beirando os sessenta anos de idade, ele havia largado sua profissão de boiadeiro. Por suas andanças, após ter filhos paraguaios, um romance com uma índia, e tantas outras histórias, acabou vendo a boiada embarcar em um caminhão. Não havia mais trabalho para o velho boiadeiro.


O destino então lhe trouxe para Curitiba, onde após alguns esforços, conseguiu o emprego de carpinteiro em uma construtora. Poucos dias de trabalho e acabou perdendo a mão em uma serra. Aposentado por invalidez restou-lhe o direito de viver em um pequeno barraco de uma das tantas favelas da Capital Paranaense.

O caso a ser julgado era de certa forma simples. Réu confesso, ele contava que depois de muito esforço, conseguiu mobiliar seu barraco, que tinha até televisão. Mas dentre todos os seus bens, gostava mesmo é de seu radinho de pilhas, que trouxe na bagagem de boiadeiro. Ali gostava de ouvir suas notícias, e aprender alguma coisa sobre o mundo novo que tão pouco conhecia.

Cerca de um mês antes dos fatos, viu com tristeza seu barraco ser invadido. De lá, retiraram a metade de seus poucos bens. Na favela, todos apontavam o autor, mas ninguém podia fazer nada contra ele. O autor do furto era elemento de uma gangue, cuja notoriedade foi alcançada pelas suas arruaças, roubos e violência.

Certa feita encheu o peito da coragem de boiadeiro, e foi até o meliante para pedir suas coisas de volta. Além de uns sopapos, não conseguiu mais nada. Agora voltava pra casa sem sua dignidade, e sem seu radinho de pilhas.

Tomado por sua justa revolta, ainda com a coragem de boiadeiro, resolveu ir à polícia e denunciar o furto e a gangue. Na delegacia viu uma jovem menina preencher alguns papéis, pedir-lhe para pregar os dedos sujos de tinta em alguns documentos, nada além disso.

Voltou pra casa estranhando aquilo. O Boiadeiro achava que ao dar a notícia, veria alguns policiais entrarem em uma viatura e irem até a favela para prenderem os bandidos. Pelo que percebeu as coisas não funcionavam por aqui exatamente como deveriam. Descendo do ônibus, rumou a passos pequenos e tristes para o seu barraco. Parece que mais um pouco de sua dignidade havia sido perdida na delegacia.

Quando entrou em seu barraco pela porta arrombada, deparou-se com a mais inusitada das cenas. Todo o resto de seus bens, das roupas ao colchão, havia sido roubado. Explodindo em revolta, foi até os vizinhos. Estes lhe informaram que foi exatamente o mesmo elemento que havia cometido o primeiro furto. A sua revolta tomou proporções insuportáveis. Durante uma semana toda viu o ladrão passar pela frente de sua casa com o sorriso irônico que confessava o furto. Aguardava o dia em que a polícia entrasse na favela e fizesse a justiça, mas ela não veio.

Em uma destas oportunidades, o ladrão cometeu um erro fatal. Passou pela frente do barraco ouvindo o amado radinho de pilhas. Quando o Boiadeiro foi até ele para tentar reaver seu bem foi agredido. Mas esta era a última vez. Tomado de um sentimento de vergonha e tristeza, cegado pela ira, o Boiadeiro frequentou os mesmos bares do meliante. Num destes bares, conseguiu comprar um revólver. O destino dos dois estava selado.

No dia dos fatos, quando a gangue do meliante passava pela frente da casa do Boiadeiro, carregando o mesmo ar sarcástico, ele não titubeou. De arma em punho saiu e descarregou a arma sobre o peito do ladrão.

A polícia se fez presente imediatamente, e procedeu a prisão em flagrante do Boiadeiro, que por questões de honra, confessou prontamente o homicídio. Levado à delegacia sem advogado e nem família, longe de sua índia, ele passou alguns meses preso, até que o juiz do Tribunal do Júri resolveu de ofício conceder-lhe a liberdade provisória.

Após aceitar e me preparar adequadamente para o processo, eu ainda não tinha uma tese sólida o suficiente para convencer os sete jurados. A Legítima Defesa baldaria diante do excesso. De nada valeria sustentar a excludente para ao final, chegar à mesma condenação. Um dia antes do júri, o promotor Celso Ribas (in memorian) , disse que não pediria a absolvição, porém, achava que os debates seriam riquíssimos se circundassem a Inexigibilidade de Conduta Diversa. Achei o tema interessante, mesmo que partindo do oponente, resolvi me preparar para sustentar aquela tese. Fui ao plenário sustentando Legítima Defesa, Homicídio Privilegiado e Inexigibilidade de Conduta Diversa.

A acusação feita sempre de forma magistral pelo saudoso Celso Ribas, pediu tão somente o afastamento das qualificadoras, requerendo aos jurados que condenassem o Boiadeiro nos moldes do Caput do artigo 121 – Homicídio Simples.

Na minha sustentação, passei rapidamente pela Legítima Defesa por questões técnicas. Logo entrei no privilégio e dele fiz as mais ardentes palavras. Eu não tinha dúvida da violenta emoção. No meio da sustentação, percebi que um dos melhores argumentos pelo privilégio, era exatamente o sofrimento moral diante da injusta provocação da vítima. E como argumentos compatíveis, privilégio e inexigibilidade de conduta diversa se avultaram diante dos jurados.

Percebendo a possibilidade de sucesso da tese defensiva, a Acusação decidiu fazer uso da réplica. Antes porém, o colega de plenário Celso Ribas, passou por mim e disparou: Preparou-se bem para a tese que lhe indiquei. Parabéns! Porém, creio que não devo mais trocar ideias com o senhor antes do júri. Ambos sorrimos, terminamos o café e voltamos ao plenário.

Na réplica, Celso Ribas foi exatamente aquilo que sempre se esperou dele. Brilhante. Com os cuidados que lhe eram peculiares, percebeu que precisava levar o julgamento para o lado emocional. A discussão técnica havia se tornado incompreensível para os jurados. E ele o fez com maestria.

Assumi a palavra na tréplica ainda contido, mas ao olhar para o Boiadeiro, depois de acabar a abordagem técnica, percebi que havia algo mais a ser dito naquele plenário. “A Constituição garante que os acusados serão julgados por seus iguais quando submetidos ao Tribunal do Júri. Os senhores jurados se sentem iguais ao acusado? Já trabalharam como boiadeiros?” O coração assumiu o controle das palavras. Então me lembrei dos tempos de músico. Lembrei-me da viola caipira, onde sempre gostei de tocar as modas pantaneiras de Almir Sater. Enquanto falava, sentia o peso do plenário e media o ponteiro do relógio. Havia ainda cerca de 10 minutos para a explicação dos quesitos e o encerramento.

Subitamente, percebi o quanto a música peão se aplicava ao caso. Do tempo restante resolvi fazer a declamação da letra de Almir Sater, cuja transcrição faço a seguir.

Peão
Almir Sater 


Diga você me conhece
Eu já fui boiadeiro
Conheço essas trilhas
Quilômetro, milhas
Que vem e que vão
Pelo alto sertão
Que agora se chama
Não mais de sertão
Mas de terra vendida
Civilização

Ventos que arrombam janelas
E arrancam porteiras
Espora de prata riscando as fronteiras
Selei meu cavalo
Matula no fardo
Andando ligeiro
Um abraço apertado
E um suspiro dobrado
Não tem mais sertão

Os caminhos mudam com o tempo
Só o tempo muda um coração
Segue seu destino boiadeiro
Que a boiada foi no caminhão

A fogueira, a noite
Redes no galpão
O paiero, a moda,
O mate, a prosa
A saga, a sina
O “causo” e onça
Tem mais não

Ô peão….

Tempos e vidas cumpridas
Pó, poeira, estrada
Estórias contidas
Nas encruzilhadas
Em noites perdidas
No meio do mundo
Mundão cabeludo
Onde tudo é floresta
E campina silvestre
Mundão “caba” não

Sabe, “prum” bom viajante
Nada é distante
“Prum” bom companheiro
Não conto dinheiro
Existe uma vida
Uma vida vivida
Sentida e sofrida
De vez por inteiro
E esse é o preço “preu” ser brasileiro.

Ao final do Júri, a sentença que reconhecia a primeira Inexibilidade de Conduta Diversa desde 1995 em Curitiba, além de absolver o acusado, sentenciaram este advogado a viver com a música. Músico e advogado em plenário, pois a Justiça, enquanto escrita com letras maiúsculas, é a mais doce das harmonias que um músico pode buscar.


— Autor:  Advocacia Samuel Rangel
Facebook: https://www.facebook.com/AdvocaciaSamuelRangel
Padre Camargo, 185, Alto da Gloria, Curitiba+ 55 (41) 87319969 - +55 (11) 9491-45670 

.Ⓐ ̶ "É proibido proibir..a favor do" livre pensamento".Ⓐ ̶

Ⓐ̶ Pitaco by Loira dobem -
Isso me faz pensar... "É proibido proibir..a favor do" livre pensamento".Ⓐ
Foto: Ⓐ̶ Pitaco by Loira dobem 
Isso me faz pensar... "É proibido proibir..a favor do" livre pensamento".Ⓐ̶ 
“Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” atribuída a Voltaire.
 Que o Tico Santa Cruz, ao se expressar sobre o que é musica boa e ruim... alguns, alegaram que por ele ser "artista" não deveria se expressar tão abertamente nas redes.. da qual ele enfaticamente, respondeu - não sou artista, vivo de música...-
Isso me faz pensar - que somente os que não tem opinião sobre alguma coisa ou de algo, ou  os "indiferentes",  é que querem silenciar os que possuem e se manifestam.!!!.
Tem medo do que?  - como já vi a frase e equivocada por parte de algumas pessoas  - "Muito bem voce tem opinião, guarde para si, não precisa expor"  - ora bolas, se é opinião... não pode ser guardada - tem que ser disseminada...agora, cabe a cada um de nós, digerir, acatar ou comprar o ponto de vista de terceiros ou não...
Afinal Opinião segundo o dicionário é ..."Modo de ver, pensar, deliberar, parecer, conceito, juízo, reputação, ideia e principio de alguma coisa ou pessoa"...se cada um, de nós,  por exercer determinada profissão, não puder se expressar publicamente, sobre o que pensa e sente- onde fica nosso papel de cidadão e direito de exercer a cidadania... Não podemos omitir, desde que esteja, pautadas em argumentos e respeito... 
Imagine se cada ideia,  de  pensadores, cientistas ou"curiosos" que alcançaram progressos  fossem "sufocadas", "reprimidas" ou "omitidas".
Sempre foram os curiosos, "pitaqueiros", que revolucionaram ideias, conceitos e transformações sociais...se assim não fosse, quantos homens, na pré história, viram árvores atingidas por raios, sem ter o "insigth" de que poderiam produzir o fogo? .
Certamente, destes encontros casuais o homem aprendeu quais seriam as propriedades inerentes ao fogo e assim por diante...
Olho que tudo vê...e a Internet, vem a ser uma grande valia, onde cada cidadão, pode, manifestar o que pensa a respeito de política, sociedade, dogmas e conceitos, que até, então eram disseminados, por aqueles, que usam da manipulação, subterfúgios e favorecimento próprio, e as  massas continuavam a viver na alienação e ignorância dos verdadeiros fatos.
"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." by Ralph Waldo Emerson.
"Só achamos que as outras pessoas têm bom senso quando são da nossa opinião. "
by François de La Rochefoucauld
"O preconceito é uma opinião não submetida a razão." by Voltaire. 
 “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.” atribuída a Voltaire.
Que o Tico Santa Cruz, ao se expressar sobre o que é musica boa e ruim... alguns, alegaram que por ele ser "artista" não deveria se expressar tão abertamente nas redes.. da qual ele enfaticamente, respondeu - não sou artista, vivo de música...-
Isso me faz pensar - que somente os que não tem opinião sobre alguma coisa ou de algo, ou os "indiferentes", é que querem silenciar os que possuem e se manifestam.!!!.
Tem medo do que? - como já vi a frase e equivocada por parte de algumas pessoas - "Muito bem voce tem opinião, guarde para si, não precisa expor" - ora bolas, se é opinião... não pode ser guardada - tem que ser disseminada...agora, cabe a cada um de nós, digerir, acatar ou comprar o ponto de vista de terceiros ou não...
Afinal Opinião segundo o dicionário é ..."Modo de ver, pensar, deliberar, parecer, conceito, juízo, reputação, ideia e principio de alguma coisa ou pessoa"...se cada um, de nós, por exercer determinada profissão, não puder se expressar publicamente, sobre o que pensa e sente- onde fica nosso papel de cidadão e direito de exercer a cidadania... Não podemos omitir, desde que esteja, pautadas em argumentos e respeito...
Imagine se cada ideia, de pensadores, cientistas ou"curiosos" que alcançaram progressos fossem "sufocadas", "reprimidas" ou "omitidas".
Sempre foram os curiosos, "pitaqueiros", que revolucionaram ideias, conceitos e transformações sociais...se assim não fosse, quantos homens, na pré história, viram árvores atingidas por raios, sem ter o "insigth" de que poderiam produzir o fogo? .
Certamente, destes encontros casuais o homem aprendeu quais seriam as propriedades inerentes ao fogo e assim por diante...
Olho que tudo vê...e a Internet, vem a ser uma grande valia, onde cada cidadão, pode, manifestar o que pensa a respeito de política, sociedade, dogmas e conceitos, que até, então eram disseminados, por aqueles, que usam da manipulação, subterfúgios e favorecimento próprio, e as massas continuavam a viver na alienação e ignorância dos verdadeiros fatos.
"Toda reforma foi em algum tempo uma simples opinião particular." by Ralph Waldo Emerson.
"Só achamos que as outras pessoas têm bom senso quando são da nossa opinião. "
by François de La Rochefoucauld
"O preconceito é uma opinião não submetida a razão." by Voltaire.