Loira do bem ∞ : 09/30/12

domingo, 30 de setembro de 2012

Pitaco by Loira do Bem..Avante Brasileiros !!!...

Loira Dobem
Pitaco by Loira do Bem..Avante Brasileiros !!!...
Podem até não concordar mas como Voltaire defenderei até a morte o direito de vos dize-lo mas esta é o meu pitaco e a bandeira que defendo..
Existem três coisas ao meu ver que deviamos pensar mais a respeito e tratar com mais seriedade, abandonando as conotações de deboche, de ordem pejorativa ou de pouca importancia..
1- a importância da nossa língua mãe - ela nao pode ser mudada - ela é a identidade de um povo - o que o diferencia dos demais -
2 - Bandeira Brasileira - ela representa o símbolo de um país, o povo, o estado, e assim por diante e  significa algo da história desse país.


 
3- Hino Brasileiro -  feito por Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva - não podem ser tratados com deboches, pieguices - ou coisas ultrapassadas, mas como símbolos de respeito e de nacionalismo -
Quando amamos o que somos e  onde vivemos, somos mais rigorosos no cuidar e proteger, e desta forma mais conscienciosos, até ao dar nosso voto nas urnas e eleger representantes ou em compactuar com as injustiças sociais essa onda de corrupção que invade o congresso e não ficarmos  de braços cruzados para impunidades que assolam o País..
Mas despertando o sentimento de patriotas em nós, é que podemos dar o primeiro passo de mudanças e dizer "não" a tudo que vai contra o propósito de cidadãos e cidadanias até então adormecidos em nós...Assim é com nossa família, nos protegemos um aos outros porque os amamos e queremos o melhor e só somos amados porque o respeitamos também e damos os devidos valores a eles e eles a nós..e estamos mais imunes aos vendilhões, bufões e usurpadores do nosso templo.
 
"Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida.
"A degeneração de um povo, de uma nação ou raça, começa pelo disvirtuamento da própria língua.” By Rui Barbosa.

— E se você tivesse uma segunda chance?

E se você tivesse uma segunda chance"??
Eu assisti esse filme ontem (29) pela NET - e me fez pensar.... O filme conta a história de Ben Walker que, há 15 anos, abandonou sua namorada da faculdade, Wendy (Kristy Swanson), e sua vocação para perseguir uma oportunidade no mundo dos negócios. Agora, com um emprego altamente remunerado, noivo e dono de um novo Mercedes, ele vê sua vida se transformar depois que seu carro quebra misteriosamente
 e a partir daí os seus valores são totalmente transformados..
E “tava” aqui pensando eu com a minha violinha, —  sobre o desencarne da apresentadora Hebe —  que aquelas palavras "Tu és pó e ao pó voltarás e não levaremos nada desta vida" é a única certeza sobre a realidade. Ela que tinha tantos amigos, rodeada de estrelas, uma celebridade, morreu de madrugada, serena, pois já estava sedada, segundo relatos. Uma viagem sozinha, pois  nenhum amigo ou ente querido,  pôde acompanhá-la, e,  neste palco, as cortinas foram cerradas, sem nenhum aplauso.
Isso me faz pensar o quão somos todos iguais nesta hora e que nada levamos além de nossa essência e no entanto, ao longo da vida, somos tão vaidosos, arrogantes, orgulhosos, interesseiros, individualistas, egoístas, ambiciosos, rancorosos, vingativos, invejosos e soberbos. No entanto chega uma hora que tudo isso também será deixado para trás .
A ironia é que quando vivos alimentamos as larvas e vermes que estão dentro do nosso organismo, quando mortos, eles se alimentam de nós.
Sejamos bons ou maus, ricos ou pobres, altivos ou simples, não importa, todos passaremos pelo mesmo processo de desencarne, quando nosso prazo de validade sobre a Terra expirar.
Nada levaremos , segundo o poema de Silvana Duboc A vida não passa de uma estação de trem onde estamos somente de passagem e que em uma delas, em algum determinado momento teremos que descer para sempre. O problema é que nunca saberemos, quando e onde vamos subir ou descer, nesta andança vamos conhecendo uma porção de pessoas, importantes ou não, marcantes ou não. Algumas permanecem em nossas vidas, outros se vão, e não retornam e  outros que saíram retornam. À medida que o trem percorre os trilhos  elas se encaixam de novo em nossas vidas, mas nunca saberemos em qual destas estações, enfim também vamos ficar.
E então o que levamos como aprendizado ser mais assertivos e aptos para aceitar mudanças e melhorias em nós, para quando chegar a hora de descermos na estação sem volta, que sejamos lembrados, pelos feitos e pela vontade de nos transformarmos em pessoas melhores ao longo do tempo...
Sem tantas neuras, ambições ou prejudicando pessoas, atropelando outras a fim de realizar nossos intentos, mas deixar que a vida flua, de acordo com nossos merecimentos e propósitos.
 Perdoando mais e nos perdoando também... e sempre reavaliando nossas ações e reações- viver um dia de cada vez, e que o bem mais precioso é a saúde, pois com ela, podemos continuar a nossa viagem enquanto nosso prazo de validade aqui não estiver vencendo....
“Ás vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.” by Fernando Pessoa ---

07/06/2010 É bonito ser simples Almir Sater conta um pouco de sua experiência com agroecologia

07/06/2010 É bonito ser simples.
Almir Sater conta um pouco de sua experiência com agroecologia

A entrevista é antiga, 2010,  dois anos atrás, infelizmente só a descobri hoje, mas eu tenho o maior orgulho, de ser a criadora deste slogam referente ao artista Almir Sater 
"É Bonito ser simples" - porque ele sintetiza de fato, o que o representa, na verdadeira acepção da palavra. Simplicidade de alma, que nada tem haver com vestimentas, posição social ou status. Conheço uma porção de pessoas, simples no materialismo e sem posses, no entanto, dotados de sentimentos menos nobres, como arrogância, altivez, orgulho e soberba, cheios de vaidades.

Quando criei a frase, como sempre eu li, fiz uma pesquisa e  estudo sobre a trajetória do artista desde o início de sua carreira ate´os dias atuais,  lendo e relendo entrevistas, sua maneira de ser, nos palcos, camarins e postura como pessoa pública até então.. e cheguei a conclusão que era o que se enquadrava para definir quem o era. 
Ser simples não é ignorar tudo isso, o materialismo, mas não abrir mão de nossa essência, não se deixar corromper, pelo brilho, status, posição alcançada,  mas saber lidar com o que é essencial.  É ter tempo para que se gosta, é desapegar-se dos excessos, é a simplicidade do existir. São aqueles que vivem na autenticidade sem ostentação ou em permanente simulação, apenas para agradar aos demais. Simplifique, simplifique." eis a questão.
A simplicidade não nasce espontaneamente, mas é alcançada através de um processo de desenvolvimento extenso e complicado." diz Lohse.

Mais recentemente, após estar em um dos seus shows, cheguei a outra conclusão, que trata se de um  som genuíno e verdadeiro,  sem parafernálias, ou aparato tecnológicos, ele e sua banda, entram em palco, munidos apenas de alma e coração, e deixam fluir de dentro deles, toda a emoção e sincronia, dando vida a cada acorde, enquanto cantam ou tocam, nos levando a comoção, e que seu show só poderia ser definido desta forma: "Se tem Almir Sater tem emoção", porque foi o que eu vi  e ouvi, uma plateia literalmente entregue e sensibilizados com o que viam e ouviam, e que somente a alma de um verdadeira artista, que faz Arte, na mais pura acepção da palavra, pode conceber, e é capaz de reproduzir nas demais... como eu e afins..



É bonito ser simples
Almir Eduardo Melke Sater
é pantaneiro, natural de Campo Grande/ MS. Desistiu da faculdade de Direito no Rio de Janeiro para se tornar um violeiro. No início da década de 1980 fez alguns shows com o grupo Lírio Selvagem, de Tetê Espíndola. Mas a viola era a sua vocação e o primeiro disco veio em 81, com a participação de Tião Carreiro. Em 84, com a Comitiva Esperança, percorreu mais de mil quilômetros pelo Pantanal onde pesquisou os costumes e a música do povo pantaneiro. Daí para os discos solo instrumentais foi um pulo. Apesar de já ser um músico bem conceituado no meio artístico, Almir Sater tornou-se conhecido no Brasil por sua participação como ator nas novelas Pantanal, A História de Ana Raio e Zé Trovão, ambas pela extinta TV Manchete, e o Rei do Gado da TV Globo. A televisão deu visibilidade à sua imagem, mas o violeiro não tem planos de voltar para a telinha. Quer viver da sua música e das suas violas.
Em Campo Grande, onde vive, consegue também se dedicar à agroecologia. Na associação de agricultores do local, há a troca de mercadorias, uma prática que o cantor defende e participa. “Planto para subsistência, mas adoro o escambo, pois a primeira moeda que existiu foi a troca”. Por também ser agricultor, sabe das dificuldades de se manter uma atividade promissora e sustentável: “Agricultor parece que veio para sofrer no mundo. Quanto o tempo é bom, o preço cai. Quando o tempo é ruim, se perde o que plantou.” Mas na sua simplicidade, acredita na mudança. “Não sei se é possível subverter o capitalismo, mas deveríamos tentar”.
Pai dedicado, Almir Sater saiu da tranqüilidade de sua casa Murundu à beira do rio, no Mato Grosso do Sul, para que “os meninos” tivessem mais oportunidades para estudar. “Saí da beira do rio por obrigação de pai. Era uma opção minha, não podia impor isso aos meus filhos.” Hoje os adolescentes também se dedicam à música. “O exemplo vem de casa”, comenta satisfeito, já que além do pai, os avós também eram violeiros e cantores. Enquanto moraram no campo, criaram um projeto de educação rural para as crianças da região. A escola era um dos motivos que tirava o cantor da sua vida simples: tocar Brasil a fora lhe dava os recursos para manter o projeto.
Almir Sater é sempre lembrado como um artista do povo, que canta a alma rural e que faz suas violas transmitirem sentimento como poucos. “A música emana do povo e a viola sempre teve um espaço cativo. Têm violas com vários sotaques. Como é o povo brasileiro”.

Rua João Pinto 30, Sl 803, 8º andar - Florianópolis/SC 88020-040 - BRASIL - tel +55 (48) 3025 3949
fonte: http://www.primeiroplano.org.br/index.asp?dep=7&pg=458