Loira do bem ∞ : 06/01/13

sábado, 1 de junho de 2013

Publicidade & Propaganda: Social Media é coisa para profissionais. Não para sobrinhos.

Por Marcelo Sant'Iago*

“Isso mostra que você não entende nada de social media e nem de Facebook” me disse outro dia uma pessoa, após eu comentar que determinado artigo era uma das maiores bobagens que li nos últimos tempos.
Não. Não, entendo mesmo.
O fato de eu ter algumas centenas de amigos no Facebook, o mesmo volume de contatos no LinkedIn e pouco mais de mil seguidores no Twitter, não me faz um especialista no assunto. Assim como o fato do Tarcísio Meira ter feito dezenas de novelas não o faz um especialista em televisão.
Eu sou apenas uma pessoa que usa bastante as redes sociais para fins pessoais e profissionais. Não me julgo, não pretendo, nem nunca disse que sou um especialista no assunto.
Mas isso não me impede de emitir uma opinião, baseada em meus mais de 20 anos de carreira em publicidade, 16 deles na publicidade online: o mercado de social media no Brasil precisa mais do que nunca de profissionais e não de sobrinhos.
Sim, sobrinhos, este personagem que assola o mercado de internet desde os seus primórdios.
“Precisamos fazer um site!”
“Chefe, tenho um sobrinho que é bom nessa coisa de internet”.
Lembrou?
“Nosso site não aparece no Google!”
“Chefe, tenho um sobrinho que é bom nessa coisa de internet”.
Conhece esse?
“Precisamos de uma página no Facebook e de um perfil no Twitter!”
“Chefe, tenho…”
Entra ano, sai ano e os sobrinhos continuam por aí, assombrando as empresas.
Sobrinho, caia na real: o fato de você ter entre 18 a 25 anos e ter muitos amigos no Facebook e Twitter, não te faz um especialista em redes sociais. Muito menos um consultor.
Aliás, quem tem de cair na real são as empresas que, em sua maioria, ainda estão contratando sobrinhos, netos, primos e similares para cuidar de sua imagem e comunicação nestes ambientes. Quando na verdade, elas deveriam estar buscando profissionais de comunicação, publicidade, relações públicas e afins.
Durante alguns meses tive entre meus clientes uma empresa norte-americana da área de social media. Ela recentemente foi vendida por estimados 300 milhões de dólares a uma grande corporação. O serviço que eles prestam é algo que as empresas brasileiras com mais fãs no Facebook e seguidores no Twitter ainda não adotou. Aqui só se fala em comprar campanhas no Facebook e acompanhar o que estão dizendo sobre você no Twitter. Mas a gestão do conteúdo ainda é feita de forma manual, arcaica e sem uniformidade na estratégia, o que proporcionaria métricas mais eficientes.
Poucas semanas depois deste meu cliente ter sido vendido, seu maior concorrente foi adquirido por outra empresa por 689 milhões de dólares. Ambas transações saíram no AdAge, no Business Insider e em diversos sites especializados, tanto de publicidade como de tecnologia. Mas nem uma linha em nossos grandes veículos.
Enquanto o brasileiro ainda se preocupa em oferecer desconto pra conseguir mais fãs no Facebook e seguidores no Twitter, as empresas norte-americanas falam de engajamento e construção de marca.
Por aqui, o gerenciamento ainda é feito de forma manual, site a site; nos EUA a estratégia é pensar todas as redes sociais de forma coordenada e com a garantia de que o acesso ao conteúdo será perfeito via qualquer plataforma.
No Brasil, a presença das empresas em redes sociais ainda é vista como novidade e os veículos do tradecolaboram, ao noticiar que tal empresa agora tem página no Facebook (desde quando isso é notícia?). Nos EUA, as empresas já pensam em ROI, pois presença nas redes sociais é obrigatória e deixou de ser novidade faz tempo.
Enquanto lá eles usam uma plataforma para o gerenciamento eficiente, aqui a maioria ainda usa sobrinhos.
Biz Stone disse em um evento: “Eu criei o Twitter, mas não sou especialista em social media”.
E você aí se achando, né Sobrinho?

*Marcelo Sant'Iago é sócio da MBreak Comunicação, especialista em mídia interativa e presta assessoria a empresas interessadas em expandir seus negócios no meio online. 
(texto publicado na revista ProXXIma de julho/12)

Fonte: http://www.appbrasil.net/page/social-media-e-coisa-para-profissionais-nao-para-sobrinhos

Marketing: O profissional de Redes Sociais


Atualmente, empresas dos mais variados segmentos estão presentes nas redes sociais. Mas, o que muitos não sabem, é que para administrar estes perfis em sites como Facebook e Twitter, existe um profissional dedicado exclusivamente à esta atividade: o analista de mídias sociais. Esta profissão vem ganhando bastante espaço no mercado, mas ainda existe inexperiência nesta atividade.

A intenção é humanizar a relação da organização com as pessoas e o analista é quem faz a ponte entre a empresa e o consumidor/cliente. Este profissional deve redigir bem e ser bom em relacionamento pessoal. “Uma formação superior em comunicação (Publicidade ou Jornalismo) ajuda para compreensão de hábitos de uso e consumo das mídias sociais por diferentes perfis de público. Também ajuda para aplicação de pensamento estratégico por meio de ferramentas de comunicação e marketing”, explica Andrei Scheiner, coordenador do curso de Comunicação Social do Centro Universitário Plínio Leite (Unipli).

As empresas utilizam as redes sociais a fim de promover campanhas e criar um canal de relacionamento com seu público. As atividades rotineiras do profissional são baseadas em divulgar informações que vão atrair pessoas em determinados assuntos. Após esta ação, o importante é reter os usuários nas páginas, então o analista deve sempre publicar conteúdo relevante para que estas pessoas continuem acompanhando o canal da empresa. A terceira etapa do processo é criar o chamado vínculo com os consumidores, com ações que humanizem a marca. “Temos clientes governamentais que criam páginas nas redes com a intenção de prestar serviço para o cidadão. Trabalhamos com uma página de Twitter que funcionou como uma ouvidoria. Reunimos as reclamações e encaminhamos às secretarias competentes”, conta Marcelo Ottoni, diretor de criação da Talk Interative, empresa de estratégias digitais.

Formação

A primeira dificuldade no mercado é que as instituições de ensino ainda não oferecem cursos consolidados neste segmento. Hoje, já existe nas grades curriculares de faculdades, disciplinas relacionadas às mídias sociais, mas nada muito especializado. A tendência é que os profissionais busquem no próprio mercado de trabalho esta capacitação. “Eles precisam dedicar um precioso tempo a estes canais. E logicamente, entender bastante do negócio em que atua. As redes são oportunidades também, além de interação, de gerar negócios. Já vimos cases de grandes empresas, como uma grande construtora que vendeu um imóvel pelo Twitter, por exemplo”, diz Carolina Stilhano, gerente de Comunicação da Catho Online.

Hoje, há uma certa banalização da profissão por muitos gostarem de redes sociais, como usuários, e acharem que podem trabalhar neste ramo. Este é um problema que acompanha o mercado digital.
Assim como a criação de sites, no início da internet, era feita de forma semi amadora, no cenário das redes sociais acontece da mesma forma. “É fácil criar um perfil pessoal em um site de relacionamento. O difícil é pensar em uma estratégia, definir uma atuação, olhar para a necessidade da empresa e, a partir daí, fazer um planejamento estratégico de como este veículo atenderá a demanda”, explica Marcelo Ottoni.
As empresas, ao criarem perfis em canais com Facebook e Twitter, devem ter a consciência que abriram uma porta de comunicação com o mercado consumidor.

Fonte: O profissional de Redes Sociais | Portal Carreira & Sucesso

Marketing: Analista de Mídias Sociais. Quem é esse profissional?


O analista de mídias sociais é uma das profissões de maior crescimento no mercado do marketing digital, mas afinal de contas, o que faz esse profissional e quais são suas capacitações?
Algumas profissões exigem que você tenha um treinamento específico para a sua prática. Muitas dessas profissões são muito claras quanto à pratica de seus profissionais. Todos sabemos o que faz um médico, um químico, um advogado ou um piloto de avião. A área de tecnologia já criou e enterrou muitas profissões. Em informática, por exemplo, existiam perfuradores de cartões, pessoas que digitavam programas ou dados em máquinas especiais que geravam cartões com perfurações que eram lidos pelos antigos computadores.

A microinformática iniciou uma aglutinação dessas profissões. O próprio programador digitava e operava seu computador. A facilidade de acesso ao equipamento fez com que muitos programadores passasem a desenhar seus sistemas. Cada vez mais requisitos eram necessários para se trabalhar na área de sistemas. O trabalho com as mídias sociais pode gerar a falsa ideia de que é uma transição das mídias convencionais para a internet, isso do ponto de vista de marketing e comunicação.

Embora exista essa movimentação, os profissionais que estão trabalhando com as mídias sociais precisam ter muito mais conhecimento do que simplesmente estar nas redes sociais. As mídias sociais, por sua vez, trazem para o mercado um novo profissional cujos conhecimentos são advindos de prática, experimentação, e da somatória de conhecimentos advindos de outras áreas. E um profissional de mídias sociais acima de tudo é multimídia, não basta apenas tuitar!

O que faz um analista de mídias sociais

Hoje vemos muitas pessoas se intitulando analistas de redes sociais ou analista de mídias sociais, mas afinal o que eles fazem? De onde eles vêm? Quais são suas atribuições? Qual é a formação de um analista de mídias sociais, o que os gabarita ao título que proclamam?

Analista de Redes Sociais ou Analista de Mídias Sociais tem a formação superior em Jornalismo, Publicidade ou Relações Públicas. É necessário conhecimento em: Jornalismo/Blog (boa escrita e clareza de comunicação); conectado com o mundo das redes sociais, saber usar aplicativos do Facebook. Tem que ser antenado com as notícias gerais para poder captar oportunidades para disseminar conteúdo. Elaborar textos para as redes sociais, disseminar o conteúdo em comunidades e blogs relevantes, interagir com participantes nos diferentes pontos de contato, manter contato com os principais multiplicadores em redes sociais (líderes em comunidades e blogueiros), identificar conteúdo gerado por outras pessoas que possam ser utilizados para disseminar em seus pontos de contatos, acompanhar a presença nas redes sociais (quantitativa e qualitativa), identificar crescimento da presença on-line, gerar relatórios de desempenho de campanha e garantir o fluxo de informações entre agência, cliente e redes sociais.
Analisando os requerimentos e atribuições dos profissionais de mídias sociais podemos detectar algumas características que podem ser a espinha dorsal desse profissional. Ter domínio do inglês, redes sociais e ter um nível superior são requisitos essenciais. O profissional de mídias sociais tem que ser generalista, mas também especialista. Terá que analisar as conversas, tabular as informações e fazer a interpretação correta das conversações para transformá-las em ações reativas ou proativas. Os melhores profissionais serão aqueles que somam habilidades de relações públicas, analista de mercado e que têm uma visão de marketing.
Por Rafael Galdino
Fonte: http://www.blogdoecommerce.com.br/o-analista-de-midias-sociais/

Marketing: Profissões em alta: Analista de Mídias Sociais

Que o mercado de marketing digital está aquecido, não é novidade para ninguém. Das 30 profissões em alta em 2013, nove estão relacionadas a este mercado. Já falamos aqui no blog sobre Gerente de E-commerce, e agora é a vez dos Analistas de Mídias Sociais, profissional essencial para uma estratégia de marketing digital assertiva.

A utilização das mídias sociais é a atividade que mais cresce dentro da área de marketing digital. Hoje em dia estar inserido em uma rede social é NECESSIDADE, as pessoas estão lá, os consumidores estão lá, então a sua empresa também tem que estar lá.
Analista de Mídias Sociais 

Os Analistas de mídias sociais precisam de muito mais conhecimento do que somente saber usar o Facebook, Twitter, etc. As mídias sociais trazem para o mercado um profissional que tem conhecimentos advindos das experiências práticas, bem como, conhecimentos advindos de outras áreas afins, como, marketing, jornalismo, publicidade, entre outras. Não basta apenas atualizar um status no Facebook ou tuitar, o profissional de mídias sociais é aquele cara multimídia.
Atribuições de um analista de mídias sociais

Diversos profissionais que trabalham na área se intitulam analistas de mídias sociais ou analista de redes sociais, porém, nem todos podem se chamar assim. Muitos são apenas usuários avançados, sem conhecimentos de gestão, marketing e estratégia. Então, vamos lá. O que os analistas de mídias sociais fazem? Quais as suas funções? Quanto eles ganham? Qual a sua formação?

Primeiramente, vamos diferenciar redes sociais de mídias sociais. De acordo com o sócio diretor de operações da TimeDigital, Fausto Portela e do Gestor de Marketing Digital da Agência Gracom +, Mael Costa, as Redes Sociais existem desde que o homem começou a se comunicar e a se agrupar. Ou seja, são grupos de pessoas com interesses em comum, onde há interação/relacionamento. Já as mídias sociais são as plataformas que levam essas Redes Sociais para a o digital, são as ferramentas.

Então os analistas de mídias sociais ou analistas de redes sociais são as pessoas responsáveis pelo gerenciamento e manutenção dos perfis das empresas nas mídias sociais. O trabalho vai além de postagens, requer também mensuração de resultados “Os profissionais que trabalham com as mídias sociais fazem desde o planejamento da empresa nesses meios de comunicação até o relacionamento com o usuário (cliente da empresa), dando todo suporte necessário para que ele seja bem atendido. Outro ponto bastante importante é que o analista também fará a geração de conteúdo que seja relevante para a marca, com o objetivo de engajar cada vez mais o público-alvo. Medir o resultado disso tudo também é função do analista. Além de estar preparado para uma possível gestão de crise. Resumindo, o Analista é o olho, a boca, o ouvido e o cérebro da empresa”. Explica Fausto Portela.

Conhecimentos e formação

Como já mencionado acima, não basta apenas saber utilizar as redes sociais ou a internet, para ser um analista de mídias sociais você também precisa de conhecimentos especializados e graduações nas áreas de comunicação e marketing. Apesar de ainda não existir uma faculdade específica para analistas de mídias sociais, o mercado hoje exige que o profissional esteja cursando ou seja formado em Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Marketing.

Além das formações também é preferível que o profissional tenha conhecimentos extras em relação à edição de imagens e vídeos, já que o seu foco é conteúdo. Mael Costa ressalta que cursos na área específica também são importantíssimos, pois a linguagem e as estratégias contam bastante no momento do trabalho, já que você precisa conhecer o seu público, saber o horário de pico das principais postagens e outras estratégias relevantes para o planejamento de alimentação de uma rede social. Não é apenas sair jogando conteúdo aleatório, é preciso PLANEJAR e traçar ESTRATÉGIAS.

Já para Fausto, além de conhecer a área em que a empresa atua e da graduação, também é necessário que o profissional tenha um grande conhecimento de mundo, cultura popular e que tenha conhecimento, tanto em assuntos sérios, como, política, economia, etc. quanto no “besteirol”. Boa escrita e criatividade são fundamentais para ser um bom profissional, segundo o sócio-diretor da TimeDigital “O vasto conhecimento vai deixá-lo mais criativo e por dentro do que o usuário está querendo ler e repassar, dentro da realidade da empresa. Quando se segue apenas a teoria, o analista acaba engessado, fazendo apenas o que a maioria já faz”.

Para os dois profissionais, cursos e treinamentos ou qualquer experiência que acrescente conhecimento extra são importantes. “Tudo que acrescente conhecimento ao profissional é extremamente importante. Um bom livro lido, uma conversa com um profissional experiente ou até mesmo seguir as pessoas certas. Cursos são muito importantes, principalmente quando o conteúdo visto é realmente relevante e quem está ‘guiando’ o curso é uma referência na área. Se faz pensar, é importante”, ressalta Fausto Portela.

Vale ressaltar que algumas características podem fazer o diferencial de um profissional de mídias sociais. Eles precisam ser generalistas, mas também especialistas. Têm que analisar as conversas, tabular as informações e fazer a interpretação correta das conversações para transformá-las em ações reativas ou proativas para a empresa. Os melhores profissionais serão aqueles que somam habilidades de relações públicas, analista de mercado e que têm uma visão de marketing. Essas características gerais mais o conhecimento adquirido compõem a espinha dorsal do analista de MS.


Expectativas

Com o crescimento do marketing digital no Brasil e no mundo e os estudos que dizem que a área do marketing digital é uma das profissões mais promissoras de 2013, segundo a Revista Exame, as expectativas para o mercado para a profissão de mídias sociais são as melhores:

“O mercado cresce cada vez mais. É um mercado que praticamente todo mês renova e fica mais exigente, assim como o usuário, que fica saturado muito rápido. O mercado tende a amadurecer, o profissional tende a ganhar cada vez mais conhecimento na área e algumas coisas que ainda são questionadas, serão mais claras”. Otimiza, Fausto Portela, que já trabalhou na área mais de um ano para empresas, como, MakeMyNight, Mucuripe Club, Pedida de Hoje e Mercadinho Mini São Luiz, além de festas como Macnish Vibes e a banda Arsenic, para onde trabalha diretamente até hoje.

Mael Costa, que já está na área há quatro anos e já trabalhou para empresas, como, Faculdade Integrada da Grande Fortaleza, Shopping Center Iguatemi, Governo do Estado, Colégio Canarinho e Prefeitura de Horizonte ressalta a procura por profissionais de qualidade no mercado “Algumas empresas já abrem suas portas para esse novo mercado, o que vem gerando uma busca por esses profissionais. Apesar de parecer uma profissão fácil, o Analista de MS é um trabalho muito sério e nada fácil. No futuro, só estarão favorecidos para o mercado quem for qualificado para isso. Reforço a importância de ter cursos específicos na área”.
Fontes: http://www.quarteldigital.com.br/profissoes-em-alta-analista-de-midias-sociais/