Loira do bem ∞ : 06/02/12

sábado, 2 de junho de 2012

EU E MÃE TERRENA SOMOS UM

Grande Espírito - Grande Espírito !!!
Quem vai pôr fim a toda essa tristeza?...Eu devo compartilhar a semente que caiO destino das nações e de todas as suas necessidadesEstá preso dentro destes corações da ganância !!! By Robert Plant

MÃE TERRENA!
NÓS A RESPEITAMOS EM BUSCA DE PAZ PLENA
QUE TODO O MAL QUEIMA
NOS AFASTA DO LEVIATÃ
EVITA QUE OS CORAÇÕES RETOS CAIAM EM SUAS GARRAS
INTERCEDEMOS PARA QUE OS HOMENS LARGUEM AS ARMAS
REIVINDICANDO DIREITOS COM CALMA
SEM HESITAR
UMA FLOR VAMOS CARREGAR
MESMO QUE ELA TENHA DE SANGRAR
O MAIS ALTO JAH ESTÁ A NOS GUARDAR
JUNTO COM SEUS ANJOS AO NOSSO LADO VOAR
FAZENDO TODO O MAL SE QUEIMAR
TRAZENDO A PROVA VIVA QUE TEMOS DE NOS ABRAÇAR
SEM SE CURVAR
ANJO DA ÁGUA VENHA NOS LAVAR
ANJO DO AR TODO O MAL VENHA ASSOPRAR
ANJO DA LUZ DO SOL VENHA NOSSO CAMINHO ILUMINAR
EVITANDO QUE POSSAMOS TROPEÇAR
TEMOS DE ACREDITAR
QUE TODOS VAMOS O EQUILÍBRIO ENCONTRAR
VAMOS NOS LEVANTAR
E NOSSO MUNDO CURAR!

Postado por Felipe Trindade "Oração Rasta http://reggaerootsrasta.blogspot.com.br/2012/04/mae-terrena.html

Pitaco By Loira do Bem ▼ "Poema em linha reta."▼ .


By Fernando Pessoa.(Álvaro de Campos).
▼ "Poema em linha reta."▼ .
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.▼ .
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,

Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cómico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma covardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
(…)
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Retirado do livro Poemas de Ávaro de Campos, edição de Cleonice Berardinelli (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999, pp.234-5).