terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sociedade: ASSERTIVIDADE - UMA HABILIDADE NECESSÁRIA

Comportamento Assertivo

O comportamento assertivo pode ser definido como aquele que envolve a expressão direta, pela pessoa, das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões sem que, ao fazê-lo, ela experimenta ansiedade indevida ou excessiva, e sem ser hostil para o interlocutor. É, por outras palavras, aquele que permite defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros.
* Resumindo: A habilidade de se colocar no lugar do outro, respeitando os pontos de vista de cada um, sem no entanto deixar de se expressar com firmeza e defender seu espaço de forma coerente.
Exemplos
 Autoafirmação -Capacidade de defender direitos legítimos
-Capacidade de expressar opiniões pessoais
-Capacidade de fazer e recusar pedidos
Expressar sentimentos
positivos
-Capacidade de fazer e receber elogios
-Capacidade de expressar afetos positivos
-Capacidade de iniciar e manter conversas
Expressar sentimentos
negativos
-Capacidade de expressar afetos negativos legítimos

Comportamento Não Assertivo
Comportamento Passivo
É aquele em que a pessoa falha na expressão das suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões. Na medida em que a pessoa que tem este comportamento é a primeira a violar os seus próprios direitos, acaba por dar ao outro a permissão para, também ele, o fazer.

Exemplos
-aceder a realizar atividades que não lhe interessam só porque isto lhe foi solicitado
-não pedir um favor que é legítimo e do qual se necessita
-não manifestar desacordo perante algo com que não se concorda

Comportamento Agressivo

É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões,
mas de uma forma que é hostil, exigente, ameaçadora ou punitiva para com o interlocutor. A pessoa que tem este comportamento defende os seus direitos, mas fá-lo à custa da violação dos do outro.

Exemplos
Direto Indireto
Verbal Comentários hostis e humilhantes, insultos, ameaças
Sarcasmo, comentários maliciosos, «intriguinhas»
Não verbal Gestos hostis e ameaçadores, violência física Gestos hostis e depreciativos quando a atenção do interlocutor está orientada para outro lado

Comportamento Manipulativo
É aquele em que a pessoa expressa as suas necessidades ou preferências, emoções e opiniões de  uma forma implícita ou indireta, frequentemente com «mensagens mistas», em que há contradições no conteúdo ou entre o conteúdo e o comportamento não verbal. É o caso de mensagens cujo objetivo é levar o interlocutor a adivinhar o que quer dizer ou a sentir-se tão mal ou responsável pela pessoa que fará o que ela quer, ainda que contra a sua vontade. A pessoa que tem este comportamento procura a satisfação das suas necessidades violando os direitos dos outros, mas fá-lo de forma indireta.

A assertividade varia conforme as pessoas e as situações

Um aspecto que é importante ter em conta é que NINGUÉM é 100% assertivo com todas as pessoas e em todas as situações. Para cada pessoa, a facilidade que tem em comportar-se de forma assertiva depende muito da pessoa a quem esse comportamento se dirige (pais, professores, amigos, namorado/a, crianças, etc) e da situação em que se encontra (autoafirmação, expressão de sentimentos positivos, expressão de sentimentos negativos, etc). Quando muito, pode-se dizer que a pessoa assertiva é capaz de se comportar com assertividade com muitas pessoas e em muitas situações.

Como aprender a ser Assertivo? - na próxima postagem...
Por Assert yourself, M.D. Galassi e J.P. Galassi, Human Sciences Press, traduzido e adaptado por Catarina Dias e Guiomar Gabriel, GAPsi-Gabinete de Apoio Psicopedagógico.

Administração e Marketing | "Ócio Criativo no mundo empresarial"

Dizem os grandes administradores atuais que a preguiça é a mãe da criatividade ( porque no princípio tudo eram palavras, agora ideias). Mário Quintana já sabia disso: "Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda". Touché...


Empresa que usa preguiça humana tem mais chance de vencer, diz americano.
Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo. 05/11/2014

Joshua Slayton, cofundador da Angel List, durante palestra na Case 2014, em São Paulo

Joshua Slayton, cofundador da Angel List, durante palestra na Case 2014, em São Paulo.

Muitos já devem ter ouvido que a necessidade é a mãe das invenções. No entanto, Joshua Slayton, cofundador da Angel List, uma espécie de rede social para start-ups (empresas iniciantes) encontrarem investidores, tem uma versão diferente do ditado. Ele diz: "a preguiça é a mãe das invenções".
O empreendedor norte-americano esteve em São Paulo, para participar do Case 2014 (Conferência Anual de Start-ups e Empreendedorismo), que terminou na última terça-feira (4).

Segundo Slayton, todas as invenções já criadas têm o objetivo de tornar a vida das pessoas mais fácil, cômoda ou agradável. E é justamente isso o que as empresas iniciantes devem buscar. "Fazemos coisas para tornar a vida mais fácil, não para nos mantermos mais ocupados", afirma.

A Angel List tem a proposta de facilitar a vida de empreendedores que precisam de investimento e também dos investidores que têm dinheiro, mas não sabem em quais empresas aplicar. A plataforma ainda serve para as start-ups postarem vagas de emprego.
O próprio sistema criado pela empresa faz o cruzamento das informações concedidas pelos usuários e sugere conexões com objetivos em comum, semelhante ao que é feito pelo LinkedIn. Empreendedores e investidores também podem seguir uns aos outros e trocar mensagens.
"Foi necessário muito trabalho para desenvolvermos a ferramenta, mas agora não preciso de ninguém fazendo esse cruzamento de dados. Não adianta a empresa facilitar a vida do cliente se ela vai dificultar a do empresário", declara.

De acordo com Slayton, apenas no mês de outubro foram movimentados mais de US$ 9 milhões (R$ 22,5 milhões) em investimentos pela plataforma. A empresa sediada em San Francisco, nos Estados Unidos, reúne 35 mil investidores e 380 mil empresas de todo o planeta, sendo 127 mil ativas.

Não tenha medo de falhar

Para Slayton, falhar também faz parte do caminho de uma start-up. Muitos empreendedores já faliram diversas vezes antes de criarem uma empresa de sucesso. No entanto, segundo ele, o mais importante é reconhecer a derrota e aprender com o erro.
Na própria Angel List, o empreendedor cita uma tentativa de incluir a contratação de advogados para as start-ups na plataforma. Porém, o tiro saiu pela culatra e o projeto foi um grande desperdício de dinheiro. "O mercado não queria o serviço e os advogados também não o queriam", diz.
Como lição, a Angel List aprendeu que deveria focar seus esforços apenas nas empresas iniciantes e nos investidores. "Águas tranquilas não fazem marinheiros habilidosos. São situações como essas que fazem um negócio se desenvolver", declara Slayton.

Fonte: Uol.