Loira do bem ∞ : 2013

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

— Feliz Ano Bom o Ano Todo \0/ — Meu desejo a todos!


 
 — Eu gostaria de ir um a um,  todos os que estão atrelados ao meus Perfis, Blog, Facebook, Orkut, Twitter, Youtube..seguidores extras,  para deixar uma mensagem, mas certamente, o suporte do seu "feice", não permitirá, vai bloquear por spam e não quero correr o risco, porque eu gosto muito de estar aqui, entre vocês: — iguais, diferentes, famosos, comuns, não importa... eu gosto de Gente!.
— e para não negar a caracteristica aquariana, que tem como ponto forte, o amor e fraternidade Universal, envolvo todos num mesmo Abraço!!!
— Agradecida pelo ano todo!. —Que todas as mágoas, ressentimentos, perdas, frustrações, fracassos, não sejam maiores que as nossas vitórias, as metas, os sonhos, a paz, e a nossa Vontade! de ousar, vencer, e continuar!
— Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa caminhada
Ainda há tempo de mudar o caminho que você segue! "Stairway To Heaven" by — Led Zeppelin.
PS: e Se os 2 caminhos se fecharem, vamos com 2 pés até encontrar uma nova passagem !hehehe!. \0/... O Futuro é logo ali...vem ...
Fotografia: signo Aquário - Google

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Pitaco Filosófico: A arte de Agradar

A arte de Agradar reina em nossos costumes, uma vil e enganosa uniformidade, e todos os espíritos parecem ter sido jogados num mesmo molde; a polidez continuamente exige, o bom tom ordena, continuamente seguimos os costumes, jamais nosso gênio próprio. Não mais ousamos parecer o que somos; e nesta perpétua coerção, os homens que compõem esse rebanho a que chamamos sociedade, colocados na mesma circunstância, farão todas as mesmas coisas, se motivos mais potentes não o impedirem.
Jamais, portanto, saberemos com quem estamos tratando; será preciso, pois, para conhecer o amigo, aguardar as grandes ocasiões, ou seja, aguardar que não haja mais tempo, pois é justamente para estas ocasiões que seria essencial conhecê-lo.
Que cortejo de vícios não acompanhará tal incerteza? Não mais haverá amizades sinceras; não mais estima real; não mais confiança fundada. Esconder-se-ão as suspeitas, as desconfianças, os temores, a frieza, a reserva, o ódio, a traição sob este véu uniforme e pérfido da polidez, sob essa urbanidade tão valorizada. Não mais se realçará o mérito próprio, mas se rebaixará o dos outros.
Não se ultrajará grosseiramente o inimigo, mas será habilmente caluniado. Haverá excessos proscritos, vícios desonrados, mas outros serão decorados com o nome de virtudes, não vejo aí senão o refinamento de intemperança tanto mais indigno do que meu elogio quanto a sua artificiosa simplicidade. Assim é que nos tornamos gente de bem.
—Jean- Jacques Rousseau - em Discurso sobre as Ciências e as Artes. Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre Homens.
Fotografia: Blog Google.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Receita de ano novo - Por Carlos Drummond de Andrade.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez ou sem sentido).
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens? passa     telegramas?)
Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre. 


"A mudança só ocorre quando é impulsionada por uma força maior que a resistência que ela encontra. Somente mudamos quando somos movidos por uma grande energia motivadora; coisas como uma profunda insatisfação, indignação, tédio ou uma poderosa tomada de consciência." (Marcelo Campos, personal coach e professor de Educação Financeira na EGDS)

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

SÓ DE SACANAGEM





















Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar?
Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam
entupidas de dinheiro, do meu dinheiro, que reservo
duramente para educar os meninos mais pobres que eu,
para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus
pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e
eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança
vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança
vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o
aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus
brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao
conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e
dos justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva
o lápis do coleguinha",
" Esse apontador não é seu, minha filhinha".
Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido
que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca
tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica
ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao
culpado interessará.
Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do
meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear:
mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem!
Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo
o mundo rouba" e eu vou dizer: Não importa, será esse
o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu
irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a
quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o
escambau.
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde
o primeiro homem que veio de Portugal".
Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal.
Eu repito, ouviram? IMORTAL!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente
quiser, vai dá para mudar o final!   
Poema by Elisa Lucinda.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Novidades! Novidades! abre as asas sobre nós em 2014!

Foto: Novidades! Novidades! abre as asas sobre nós ! . Estamos no final do ano, vá em paz 2013, que venha logo 2014,  o número 7  para elevar a enérgia cósmica, afinal o Sete  é o número da Transformação. O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático. E que assim seja, assim é, assim será! Que venha a força transformadora em ações e intenções nobres!
Estamos no final do ano, vá em paz 2013, que venha logo 2014, o número 7 para elevar a enérgia cósmica, afinal o Sete é o número da Transformação. O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático. E que assim seja, assim é, assim será! Que venha a força transformadora em ações e intenções nobres!
 Coincidência do Número 7
O número SETE é com certeza o mais presente em toda filosofia e literatura sagrada desde os tempos imemoriais até os nossos dias. O número SETE é sagrado, perfeito e poderoso, afirmou Pitágoras, matemático e Pai da Numerologia. É também considerado um número mágico. É um número místico por excelência. Indica o processo de passagem do conhecido para o desconhecido.
Na Europa Medieval dava-se muita importância aos grupos de sete:
Havia SETE dons do Espírito Santo, representados na arte gótica em forma de Pomba;
SETE eram as virtudes;
SETE eram as artes;
SETE as ciências;
SETE eram os sacramentos;
SETE pecados capitais; e
SETE pedidos expressos no Pai Nosso.
Outras “coincidências” (?) em relação ao SETE: São 7 as notas musicais, foram 7 as pragas do Egito, são 7 os Arcanjos, são 7 as obras de misericórdia. 7 são os níveis de densidade da matéria que nos envolve. O arco-íris tem 7 cores. Nossas células todas mudam de 7 em 7 anos. Temos 7 glândulas endócrinas. São sete os nossos chacras. Os 7 dias da semana também marcam profundamente nossos ritmos.


os ciclos de vida de sete em sete anos.
A cada sete anos encerramos um ciclo de vida e entramos noutro. Todas as grandes mudanças ocorrem entre o final de um ciclo e o início de outro.

Até os 7 anos a criança é INOCENTE.A partir daí, até os 14 anos, ela aprende a ser esperta, a fazer jogos, a usar máscaras. Aos 14 anos desabrocha a sexualidade e ela se interessa pelo outro. Uma nova visão de vida surge e ela começa a sonhar e a fantasiar.

Com 21 anos surge a necessidade de ser poderoso: ter mais dinheiro, tornar-se famoso, conquistar prestígio.

Aos 28 anos ela começa a se assentar, a pensar em segurança, conforto, conta bancária.

Chegando aos 35 anos novamente uma mudança começa a acontecer. Surgem considerações sobre o significado da vida, da morte e entra o medo. É também a idade onde algumas doenças começam a se manifestar.

Com 42 anos uma pessoa começa a ficar religiosa. Agora, a morte e o significado da vida, não são mais só assuntos intelectuais e ela começa a ser dar conta que se quiser realmente quisermos fazer algo, é bom começar logo. Com 42 anos a pessoa precisa de alguma religião, assim como aos 14 ela necessitava um relacionamento sexual.

Ao chegar aos 49 anos ela se assenta em relação à religião. Ela já encontrou algumas respostas que vão além do mundo material e objetivo. Com 56, se as coisas ocorrerem naturalmente e a pessoa seguir seu ritmo, ela começa a ter alguns vislumbres do divino.

Com 63 anos, se tudo continuar seu curso natural, ela terá seu primeiro “satori” – compreensão, iluminação. E se isto acontecer nessa idade, ela poderá ter uma morte bonita, pois ela será uma porta para o divino.

A cada sete anos o corpo chega a um ponto aonde o velho vai e o novo se assenta e há um período transitório. Nesse período TRANSITÓRIO, tudo é LÍQUIDO. Se você quiser que alguma nova dimensão penetre em sua vida, este é o momento preciso! Quando as coisas são líquidas, a transformação é fácil.

Dentro dos grandes ciclos do mundo, nós estamos vivendo esse período TRANSITÓRIO, onde tudo é LÍQUIDO. Velhos códigos e mandamentos tornaram-se inúteis e novos padrões ainda não estão assentados.
Este é, portanto, um período onde grandes mudanças podem ocorrer, novos rumos podem ser tomados e toda a humanidade está se dando conta disso.
Fonte: site numberseven/restaurante.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Administração e Marketing: "roube como um artista"


Copiar, você sabe, também é uma forma de criar. Um bom roubo dá créditos. Honra o trabalho original. Não imita; transforma. É o que diz o escritor americano Austin Kleon no livro Steal like an artist (Roube como um Artista, ainda sem tradução para o português), em que lista 10 coisas que ninguém te contou sobre ser criativo.
_ Steal like an artist (roube como um artista)
_ Don’t wait until you know who you are to get started (Não espere até você saber quem é você para começar)
_ Write the book you want to read (Escreva o livro que você quer ler)
_ Use your hands (Use suas mãos)
_ Side projects and hobbies are important (Projetos paralelos e hobbies são importantes)
_ The secret: do good work and share it with people. (O segredo: faça um bom trabalho e compartilhe com as pessoas
_ Geography is no longer our master. (Geografia não é mais o nosso mestre)
_Be nice. (The world is a small town.) (Seja legal: o mundo é uma cidade pequena)
_ Be boring. (It’s the only way to get work done.) (Seja chato: é a única forma de começar o trabalho já feito.)
_ Creativity is subtraction. (criatividade é subtração)
 
Bons artistas copiam, grandes artistas roubam”. Pablo Picasso

Austin Kleon, traduziu e explorou muito bem o significado dessa frase de Picasso, em seu livro “Steal like an Artist” (Roube como um Artista).
Não é um roubar no sentido de tirar do outro, mas no sentido de tomar para si, de tonar aquilo para da sua obra, parte de você, sua fonte de inspiração.
“Quando duas pessoas se cruzam e trocam seus cavalos, cada uma vai para casa com um cavalo; quando elas se cruzam e trocam suas ideias, cada uma vai para casa com duas ideias.” Provérbio chinês,
Um dos pontos do livro é que Nada Vem do Nada, e e se todo trabalho criativo surge do que existiu antes, Nada é Totalmente Original.

Artistas são colecionadores não acumuladores, eles colecionam somente aquilo que gostam de verdade e, por isso,  Kleon que você tenha um caderno de anotações para guardar tudo aquilo que te inspira. Inspire-se por aquilo que fala a tua alma.
Steve Jobs diz melhor do que ninguém: ”Exponha-se para as melhores coisas que seres humanos já fizeram (suas obras)”

Kleon sugere também que você crie sua árvore de inspiração com fotos e obras de seus heróis e que aprenda sobre eles e também sore quem os inspirou. Colete tudo e transforme em algo novo. Mas, seja como um curador e saiba o que deixar de fora.

Lembre-se que você é tão bom quanto as pessoas que te rodeiam. Por isso rodeie-se de pessoa brilhantes. Você é uma combinação de tudo que faz parte da sua vida.

Você pode fingir ser até que seja de verdade. Pode copiar até encontrar-se. Grandes bandas, por exemplo, começaram como covers de outras bandas. Grandes esportistas inspiram suas jogadas em outros, e misturam e adaptam à seu novo e próprio estilo. Mas não imite superficialmente, busque compreender a essência e o que está por detrás do trabalho do artista.
“Não escreva o que sabe, escreva o que gosta.
Escreva os Livros que quer Ler;
Desenhe a Arte que quer Ver;
Comece o Negócio que quer Administrar;
Toque a Música que quer Ouvir;
Crie os Produtos que quer Usar;
Faça o trabalho que quer Feito;”

resenha do Livro:
Você não precisa ser um gênio, só precisa ser você mesmo. Essa é a mensagem de Austin Kleon, um jovem artista convicto de que a criatividade está em toda parte e é para todos. Baseado em uma palestra feita pelo autor na Universidade do Estado de Nova York que em pouco tempo se viralizou na internet, Roube como um artista é um manifesto ilustrado sobre como ser criativo na era digital.

Nada é original, portanto entregue-se à influência. Eduque-se através do trabalho dos outros. Siga seus interesses para onde quer que eles possam levá-lo - o que hoje parece um hobby pode ser transformar no trabalho de sua vida. E esqueça o velho clichê de escrever sobre o que você conhece: escreva o livro que você quer ler, faça o filme que deseje assistir.

Por fim, mantenha-se antenado, fique longe das dívidas e aceite o risco de ser chato em seu dia a dia, garantindo assim o espaço necessário para a ousadia, o improviso, a imaginação. A partir de princípios práticos e inspiradores, Roube como um artista coloca os leitores em contato direto com seu lado artístico.
Fontes: Resenha do Livro: Site Submarino.
Textos: André Faria Gomes (@andrefaria) é Sócio-Diretor de Produtos e Tecnologia na Bluesoft em São Paulo e Associated Trainer na Adaptworks blog andrefaria.com
e Site: baixacultura.org

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O que eu amo: Led Zeppelin "In My Time Of Dying"



"In My Time Of Dying" Na Hora Do Meu Fim
Na hora do meu fim, não quero ninguém de luto
Só o que eu quero que faça, é levar meu corpo para casa
Bem, bem, bem, para que assim eu morra sossegado
Bem, bem, bem, para que assim eu morra sossegado

Jesus fará a minha cama final
Venha a mim Jesus, venha a mim venha a mim no meio do espaço
Se minhas asas falharem, Senhor,
Por favor venha a mim com um novo par

Bem, bem, bem, para que assim eu morra sossegado
Bem, bem, bem, para que assim eu morra sossegado
Jesus o fará, alguém, alguém
Jesus o fará, Jesus o fará a minha cama final

Oh, São Pedro, nos portões do céu, deixe-me entrar
Eu nunca fiz mal algum, eu nunca fiz nada errado
Oh Gabriel, deixe-me tocar sua trombeta, deixe-me tocar sua trombeta
Oh, eu nunca fiz, nunca fiz mal algum

Eu só fui jovem assim uma única vez
Eu nunca pensei que faria mal a alguém nenhuma vez

Oh, eu fiz bem a alguém
Algo bem a alguém
Oh, eu fiz bem a alguém
Eu devo ter feito bem a alguém

E eu os vejo nas ruas
E os os vejo no campo
E eu os escuto, gritando aos meus pés
E eu sei que esta é a realidade

Oh, Senhor, livrai-me
Tudo de mal que eu fiz
Podes livrar-me, Senhor
Eu só queria um pouco de diversão

Escute os anjos marchando, escute as marchas escute eles marchando
Escute eles marchando, as marchas

Oh meu Jesus, oh meu Jesus
Oh meu Jesus, oh meu Jesus
Oh meu Jesus, oh meu Jesus
Oh meu Jesus, oh meu Jesus

Oh, não faças a minha morte, morte, morte?
Tradução: Site  Letra.mus.br

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Cântico negro


"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio
, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estreia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.
Fonte: Releituras.
Fotografia: google.

sábado, 30 de novembro de 2013

Pitaco Administração e Marketing — "Não deixe a Peteca cair" ...




Analogia entre a Peteca e o Clima Organizacional das Empresas.
Quando eu era criança aprendi que Peteca, era um brinquedo, de origem indígena, um esporte depois e bem disputado e interessante, e não há como restringir idades.
O jogo consiste em manipular as ações, e joga-se para todo lado, mas até a peteca tem regras, planejamento.. Peteca no chão, perde ponto.
O pulo do gato, talvez, seja não tanto defender, mas agir.
De nada vai adiantar repetir jogadas ensaiadas, nem esperar que o fulano faça como o beltrano, se estes continuarem a cometer sempre as mesmas jogadas!

E por isso também é preciso saber medir ritmos e forças, nem pra mais, nem pra menos. Se os dois jogam limpo, peteca no alto. Jogada suja e maldosa não funciona, pode provocar lesões e faz com que a dupla desanime e perca o gás. E, por fim, se começar a ventar forte não se engane: os dois vão ter que se esforçar mais. Em períodos de dificuldade não adianta culpar seu parceiro pela peteca difícil, trate de estimular positivamente o jogo na adversidade.

Acredito que a grande sacada é a Comunicação, de forma transparente, para todos iguais!. e Chegar ao um consenso com o tamanho da quadra a usar em cada partida, os limites, a altura da rede e os pontos fortes e fracos de cada um.

O jogo neste caso, não pode se realizar, como competitividade, mas por união de forças, e somas. Essa é uma dificuldade, pois, fomos treinados a vida toda para a competição, para ganhar, para dificultar mais do que facilitar, para sermos reconhecidos individualmente. Até o dia em que entendemos que numa relação em que âmbito for, nada disso funciona mais.

Ganha-se “com” alguém, e não “de” alguém. E quando humildes, aceitarmos que o maior adversário é a nossa impaciência, arrogância, ansiedade e, principalmente, a expectativa de receber só peteca boa, só filé.
Lembrando que uma partida nunca é igual a outra, não funciona generalizar todas as quadras, pois os fatores externos influenciam e muito. Se acaso a peteca cair no chão, temos que buscar novas estratégias, um novo jeito de dar o saque, sem esquecermos que numa relação ninguém erra ou acerta sozinho.
Paráfrase adaptada do Texto Original de Gustavo Mokusen — Físico, Monge Budista e Coach.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

12 anos sem George Harrison e 10 motivos para ser o seu beatle favorito.

10 motivos para George Harrison ser o seu beatle favorito.

Hoje, 29 de Novembro, 12 anos sem George Harrison, e para mim,  que nunca fui fã dos Beatles, mas admiro incondicionalmente, George Harrison.

Eu faço questão de homenagear, a inesquecível carreira como também, afirmo, que a música mais linda da banda, foi escrita por ele, Something. 

Não quero deixá-la agora
Você sabe que acredito e muito
Você me pergunta se meu amor vai crescer
Não sei, não sei
Fique por perto e você verá
Não sei, não sei...


O nascer do sol não dura a manhã toda...
Um céu carregado de nuvens não dura o dia todo!
Mas não será sempre cinza assim
Tudo deve passar
Tudo deve ir embora...
Tudo deve passar
Nada na vida pode durar pra sempre
Então, devo seguir meu caminho
E encarar um novo dia ...


Humilde e generoso. Talentoso compositor e guitarrista. Veja as qualidades que fazem de George Harrison um beatle inesquecível
1. Habilidade com os instrumentos de cordas
George Harrison, certamente, não tinha a mesma grife da famosa dupla Lennon e McCartney, mas apresentava uma habilidade acima da média com os instrumentos de corda. Talentoso e muito dedicado à guitarra, Harrison é responsável pelos solos mais famosos das músicas dos Beatles. É dele o marcante riff de “Day Tripper” e o solo inicial da emblemática “Don’t Let Me Down”, que marcou a última apresentação do quarteto, em janeiro de 1969. George conseguia encaixar o solo certo na melodia certa. Sem eles, muitas das brilhantes composições de Lennon e McCartney ficariam irreconhecíveis.
2. A mais bela canção de amor
Escrever canções melancólicas é algo bastante comum na música. Aliás, muitas são as composições brilhantes dos Beatles quando o tema é amor. No entanto, escrever “a mais bela canção de amor dos últimos 50 anos”, segundo Frank Sinatra, é tarefa para George Harrison. “Something” foi a primeira música de George a compor o lado A de um compacto dos Beatles. A canção é a segunda mais regravada na história do quarteto, perdendo apenas para “Yesterday”, de McCartney. Segundo o próprio George, a inspiração veio de uma música de Ray Charles, mas muitos acreditam que ela foi escrita para sua ex-mulher Pattie Boyd.
3. Primeiro disco triplo da história da música
George Harrison lançou o primeiro vinil triplo da história da música. “All The Things Must Pass” (1970) reúne o material desprezado pelos Beatles nos últimos anos de banda. O disco é marca registrada de George e chegou às paradas de sucesso com canções como “My Sweet Lord”, “Isn’t It a Pity”, “Beware of Darkness” e “Let It Down”. O álbum é apontado por muitos como o melhor disco da carreira solo de um ex-beatle.
4. O Concerto para Bangladesh
Em 1971, George Harrison organizou o Concerto para Bangladesh. O show humanitário, no Madison Square Garden de Nova York, contou com as presenças de Ringo Starr, Eric Clapton, Leon Russell e Bob Dylan, entre outros artistas. O concerto foi feito com a finalidade de levantar fundos para refugiados de Bangladesh.  A apresentação acabou sendo um sucesso e arrecadou mais de US$ 250 mil. Depois do projeto de Harrison, outros grandes eventos em prol das causas humanitárias acabaram surgindo. É o caso do “Live Aid” (1985) e do “We Are The World” (1985).
5. Visita ao Brasil
George Harrison foi o primeiro beatle a visitar o Brasil. Ele não veio ao país, no entanto, para se apresentar, mas assistir ao Grande Prêmio de Fórmula 1. O músico era fã incondicional de corridas. George era amigo próximo do campeão mundial Emerson Fittipaldi.

6. Instrumentos orientais
Além da habilidade de George Harrison com o violão e a guitarra, o músico também aprendeu a tocar instrumentos poucos usuais na música ocidental, como a cítara e a tabla. A primeira canção dos Beatles em que George mostra sua técnica é em “Norwegian Wood”, do álbum “Rubber Soul” (1965). Posteriormente ainda viriam “Love You To” e “Within You Without You”. George ganhou sua primeira cítara quando os Beatles fizeram uma turnê pelos Estados Unidos. O mentor do britânico com o instrumento foi Ravi Shankar, que posteriormente lançaria um disco produzido por George.

7. Um beatle sem ressentimentos
Mesmo após a separação dos Beatles, George Harrison nunca deixou de dar aquela força aos ex-companheiros de banda.  Ele participou da gravação do álbum “Imagine” (1971), de John Lennon, tocando guitarra nas músicas “Oh My Love” e a ácida  “How Do You Sleep”, que faz duras críticas a Paul McCartney. Harrison ainda participou ativamente da carreira de Ringo Starr. Seu disco “Ringo” (1973), traz boas contribuições de George nas músicas “It Don’t Come Easy” e “Photograph”, as canções mais populares do baterista, depois do fim do quarteto. George ainda convidou Paul para tocar em “All Those Years Ago”, canção escrita por ele para homenagear John Lennon no CD “Somewhere in England”. Apesar de anos ofuscados por Lennon e McCartney, George nunca guardou ressentimentos, pelo menos quando o assunto era música.
8. Indiferença à fama
Embora fizesse parte da maior banda de todos os tempos, George, quase sempre, desprezou o sucesso. “Ele não se importava muito com o material”, disse Martin Scorsese, diretor do recente documentário “Living in The Material World”, que aborda a vida do beatle. O que mais chamou a atenção do cineasta, entretanto, foi uma afetuosa carta escrita por George para a mãe dele quando tinha um pouco mais de 20 anos. “George expressava a ideia de que sabia que a vida não se limitava à riqueza e à fama”, revelou Scorsese.
9. A hipoteca da casa
Uma curiosidade pouco conhecida do público é a história por trás do filme “A vida de Brian” (1979), dos Monty Python. De tão fã do longa, George Harrison chegou a hipotecar sua casa só para garantir a produção. De quebra, o beatle ainda fez uma participação especial.
10. Entre os melhores guitarristas de todos os tempos
Ok, listas são sempre polêmicas, ainda mais quando o assunto é música. Em 2003, todavia, a Revista Rolling Stone listou os 100 melhores guitarristas de todos os tempos. George Harrison ficou em 21°.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Acidente no Itaquerão.

― As pessoas se assustam porque um Acidente assim só é divulgado porque a Obra é de conhecimento público e tem muitos interesses, a favor e contra.
Ontem foi dia 27, o Dia que se destina aos profissionais de Segurança do Trabalho, que ironia !.
Mas, só quem trabalha na área, sabe o quanto, as NRs - (Normas Regulamentadoras do Trabalho) 'não" são cumpridas à risca. E diga-se de passagem existe uma NR 18 que fala somente de construção Civil. 


No caso, não é a Diretoria do Corinthians, que tem que pedir desculpas, mas a Construtora, embora os riscos de acidentes existem, é certo, mas para isso, que existe a prevenção.. porque depois de nada adianta elaborar a "Arvore de causa", como nós chamamos, para detectar aonde foi a falha, que ceifou vidas.


E, os Profissionais de Segurança, Engenheiros e Técnicos, respondem civil e Criminalmente, até sem serem os responsáveis direto. Muitas empresas, burlam normas, procedimentos e o profissional que não for astuto, de documentar em relatório, sobre quais seriam os procedimentos e que eles foram devidamente comunicados, antes do ocorrido, infelizmente estará a mercê da responsabilidade.


E, no ramo de construção civil como de trabalhadores rurais, a tarefa é árdua e ingrata, porque, a mão de obra é rotativa e sazonal. Por isso, a pergunta que fica é ― — Quanto vale uma vida? ― Vale a pena, ter o sucesso e êxito, a custa da vida de um colaborador?. ― milhares de pessoas, perdem suas vidas diariamente, por negligência, omissão e falta de consciência!. Não estou a afirmar que esse seja o caso, afinal, não podemos julgar, mas, que seja visto, como um alerta, no dia do técnico de segurança, a fim de conscientização.


Eu falo isso com conhecimento de causa, antes de ser a Loira do Bem, sou uma profissional de segurança também, no ramo de assessoria.


— E conheço bem a luta árdua, de muitos colegas que desejam o bem do trabalhador, mas que estão engessados, diante da ganância, dessa busca incessante por lucro e riqueza. Poucas são as empresas, que realmente, agregam ao trabalhador, condições honrosas, para garantir sua integridade física, no manuseio de tarefas, que podem sim, destruir vidas, 


E, que ao meu ver ouso afirmar, que se trata de investimento, em melhoria de qualidade de vida e aumento de produtividade!, afinal o lucro que se tem no final, as regalias e mordomias, vieram das mãos suadas, calejadas, do sangue daquele trabalhador, que só queria alimentar seus filhos!.

A ALEGRIA DO URUBU

Viajando certa vez pelo interior de Minas Gerais, na zona da mata, vi uma cena que nunca mais esqueci.
De longe, vimos uma quantidade enorme de urubus no meio da estrada. Estavam bem ocupados com um animal atropelado que ficou no meio da pista. Fiquei impressionado com a cena: eles estavam tão concentrados com a carniça que não se importavam conosco. 



Daí por diante essa cena não saiu mais da minha mente e se tornou uma boa ilustração para um tipo de pessoa que se alegra com os mortos. Não propriamente os que morreram fisicamente, mas sim os que morreram emocionalmente ou espiritualmente. Gente que, no meio da estrada da vida, se feriu, adoeceu e morreu nas expectativas, esperança, fé ou mesmo razão para viver. Nessa hora, aparecem os urubus que se alegram em devorar o que restou... 


E, ainda que estejam em um ambiente cristão, ouçam a Palavra, cantem hinos sobre comunhão e estudem sobre temas de relacionamento, continuam devorando os mortos com tanta satisfação que nem se importam com as advertências divinas sobre ajudar, amar, ter paciência, misericórdia, compaixão, partilhar a dor e outros.
Como na estrada de Minas Gerais, encontramos pessoas atropeladas pelas lutas e tristezas da vida e outras que se alegram com essa situação. Que triste! Pior quando um líder, seja na igreja ou fora dela, partilha dessa alegria pelos que estão caídos. Sua atitude acaba motivando outros e, em um ambiente de trabalho, familiar, na igreja ou em outro ambiente qualquer, se forma um bando de urubus, que se distraem com a morte de pessoas.


Pesquisei um pouco sobre urubus e descobri coisas curiosas, dentre elas, que o cheiro da carniça entorpece o urubu de forma que ele entra em um estado de concentração profunda até que o animal morto seja plenamente devorado. Não são poucos os casos de urubus que foram abatidos porque simplesmente não perceberam a aproximação de alguém. Essa é também a explicação para o fato de os urubus saírem voando sem orientação quando terminam de devorar sua presa. Imagine que coisa: ficar entorpecido com a morte do outro a ponto de colocar em perigo a sua própria vida. 


Há pessoas que correm o mesmo risco. Alegres ou envolvidas demais com a morte de alguém, colocam em perigo sua própria vida. Correm o perigo de cultivar maledicência entre irmãos, de se tornarem pessoas malquistas no grupo, tudo porque estão muito animadas com a morte de alguém. Por outro lado, aquele que está semimorto, mas já com cara de morto, que foi ao chão depois de uma crise ou desistiu de lutar, perde qualquer rastro de esperança quando os urubus chegam. E ao vê-los alegres, muitos destes simplesmente, desistem de lutar pela vida. 


Quem está morto em suas esperanças, alegria ou motivação para viver precisa de uma injeção de vigor através de alguém que leve esperança nova, se apresente como um incentivador e amigo.
Não podemos ser como os urubus que celebram a morte de alguém. Longe de nós uma atitude de alegria com a dor e o desespero dos outros. 


Que pelas estradas da existência humana sejamos os porta-vozes da vida, espantando os urubus e promovendo a paz!
Trechos do Texto de Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez
Pastor Titular da Igreja Batista Bete.

sábado, 23 de novembro de 2013

MARKETING: Simplifique! Tornar o complicado simples exige criatividade, e pode vender mais.


Por Adriana Noviski*
Baseado no texto de Irene Etzkorn* “How To Improve Any Service By Simplifying It”
“Tornar o simples complicado é lugar-comum, tornar o complicado simples, isso é criatividade.” – Charles Mingus.

Pode parecer absurdo, mas em um ambiente de negócios que normalmente sempre tudo tem que ser mais e mais, as pessoas estão  optando por “menos”, respondendo bem a produtos com características mais simples e, alimentos com menos ingredientes. 
Vamos ver alguns exemplos deste fenômeno… A fabricante de sorvete Häagen-Dazs observou pela primeira vez esta tendência há alguns anos atrás, quando o gerente de marketing, na época, identificou nos EUA consumidores que expressaram uma clara preferência por produtos alimentícios com menos ingredientes. Então, concluíram: Por que não fazer sorvete usando essa preferência pelo “menos”? O resultado foi uma nova linha de sorvetes chamados de Five (ou Cinco, em português) – com cinco ingredientes – leite, creme, açúcar, ovos e baunilha. Foi um sucesso imediato com os consumidores.

Talvez as coisas realmente não tenham que ser tão complicadas
Na verdade, não é só ser criativo, é preciso também uma atitude oportunista, sensibilidade para saber o que o consumidor deseja, e vontade de abandonar práticas e abordagens usuais.  Encontrar uma maneira de tornar tudo mais simples. Uma nova forma de pensar que permita visualizar e buscar novas possibilidades que podem levar a grandes avanços.
O conceito de simplicidade é uma forma de inovar para levar uma melhor experiência aos clientes (ou dos pacientes, dos cidadãos). E qual é uma das melhores maneiras de melhorar qualquer experiência? Remover as complicações, as camadas desnecessárias, aborrecimentos, ou distrações, enquanto se concentra na essência do que as pessoas querem e precisam em uma determinada situação. Seja visitando um site, manuseando um produto,  encomendando um jantar, ou escolhendo um sorvete.
Desbravar novos caminhos via simplicidade não é tão simples, é claro. Parte do que torna difícil essa tarefa é que dentro de quase toda a indústria ou categoria de produto, a complexidade foi construída ao longo do tempo – e, gradualmente, passa a ser aceito como uma parte inevitável nos negócios.
Vejamos o caso da companhia aérea Southwest Airlines. Quatro décadas atrás, ela queria entrar no mercado de aviação, que era lotado, caótico e complexo, já naquela época. Na época ela foi a primeira companhia aérea a simplificar. Em vez de ter a sua frota equipada com vários tipos de aviões, optou por um único tipo de avião, o Boeing 737.
E, enquanto outras companhias aéreas tinham se acostumado a um sistema de atender várias regiões, a Southwest fez a corajosa decisão de se concentrar em vôos diretos e sem escalas. Nestes voos, eles também mudaram o serviço oferecido, em vez de refeições completas serviam lanches. Esta simplificação do modelo de negócio, criou enorme eficiência para a companhia poupar dinheiro em manutenção de avião, alimentação e custos de limpeza, além de assegurar que os seus aviões passassem mais tempo no ar, e menos no chão. Ela “maximizou os ativos produtivos” e usou as economias de custos, para oferecer tarifas mais baixas aos passageiros.
Os resultados da Southwest foi uma das poucas companhias aéreas consistentemente rentáveis ao longo das últimas três décadas.

Quanto mais complicado um determinado produto ou serviço pode ser, mais oportunidades existem para a simplificação. 

Hoje, está claro que a maioria das pessoas está procurando maneiras de simplificar suas vidas. Parte disso, é sem dúvida, uma reação a um mundo que está cada vez mais acelerado, hiper conectado, e sobrecarregado com informações, escolhas e distrações.

De acordo com uma pesquisa recente da empresa de pesquisa Outlaw Consulting, realizada com os consumidores americanos da geração Y (aqueles com idade entre 21-27), concluiu-se que estes jovens respondem muito positivamente às marcas que se comunicam de uma forma simples e despojada. Seja em suas embalagens mais simples, ou, simplesmente evitando o excesso.
Os entrevistados citaram uma série de empresas como modelos admiráveis de simplicidade, incluindo a Apple, Trader Joe, JetBlue, e In-N-Out Burger, este último, conhecido por seu limitado “menu hambúrguer sem frescuras”. Uma das qualidades citadas pelos entrevistados foi associar a simplicidade com a autenticidade, ou seja, fazer as coisas simples, equivale a mantê-las verdadeiras.
Conclusão? A simplicidade pode vender mais, sim!

Por: Adriana Noviski*
*Irene Etzkorn é uma autoridade mundial na construção da simplicidade em branding estratégico, e autora do livro “SIMPLE: CONQUERING THE CRISIS OF COMPLEXITY”