terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sem se apoiar na nostalgia, Robert Plant respeita legado do Led Zeppelin em São Paulo

23/10/2012 14h33 •  Por Guilherme Guedes
Robert Plant ao vivo em São Paulo, 22/10/2012 - Stephan Solon / XYZ Live

Se quisesse, Robert Plant seria o frontman mais rico do planeta hoje. Bastava aceitar qualquer uma das várias propostas multimilionárias para reformar o Led Zeppelin, e pronto; nem os tataranetos de um dos vocalistas mais reconhecidos do rock n' roll precisariam se preocupar com a conta bancária.

Mas apesar dos apelos diários de fãs, jornalistas e empresários, Plant optou pela rota menos óbvia: preservou a lenda do Led Zeppelin, e conduziu uma carreira-solo musicalmente mais livre que a banda que o fez quem é. 

A "nova" fase do vocalista chegou ao Brasil na última semana, agora acompanhado da banda The Sensational Space Shifters, para uma longa turnê: sete datas, ao todo. Após shows em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, Plant desembarcou em São Paulo na segunda-feira (22), para show com lotação esgotada no Espaço das Américas, zona oeste da capital paulista. 

O show começou às 22h em ponto, e com uma das faixas mais pesadas do set - Tin Pan Valley, de Mighty Rearranger (2005). Apesar de aberto às explorações e experimentações de Plant - que flertam com a world music em mistura eclética com elementos de blues, folk, música indiana e ritmos africanos - o público queria mesmo rock n' roll (sem trocadilhos), e mostrou isso ao vibrar com as guitarras distorcidas do refrão.

A euforia continuou durante clássicos absolutos do Led Zeppelin como Black Dog e Ramble On, mesmo reconstruídos e rearranjados completamente. Outras canções do quarteto, como Friends, Gallows Pole e Bron-Y-Aur Stomp, se ambientaram com mais naturalidade ao clima construído por Plant.

Mesclado às oito faixas do Led Zeppelin apresentadas no Espaço das Américas, o repertório solo de Plant surpreende, auxiliado por covers de Howlin' Wolf (Spoonful) e Tim Buckley (Song to The Siren). Os Space Shifters levam grande parte do crédito, com performances excepcionais como a do multi-instrumentista africano Juldeh Camara, aplaudido efusivamente pelos presentes.

Após uma ousada versão de Whole Lotta Love, Plant voltou para uma interpretação encantadorada da balada acústica Going To California, seguida por uma versão mais dançante e menos potente de Rock N' Roll que, mesmo eficiente, evidenciou o tendão de Aquiles da carreira-solo do cantor.

É inquestionável que Plant funciona muito bem sozinho. Mas é impossível não notar a falta do peso do groove de John Bonham, das guitarras espetaculares de Jimmy Page e dos baixos bem desenhados de John Paul Jones. Plant nunca assumiu exclusivamente a genialidade do Zeppelin, mas ainda assim, o que presenciamos atualmente é apenas um quarto do fenômeno que tomou o planeta no fim da década de sessenta.

Plant reconhece e respeita isso, fadado eternamente a uma comparação injusta. Ele sabe que a história não pode ser escrita duas vezes. Mas pelo menos fãs e admiradores da banda que revolucionou o rock não ficam presos a reuniões sem propósito artístico, motivadas apenas por dinheiro, como tantas por aí. Plant oferece uma nova jornada, um pouco mais sinuosa, mas nós embarcamos plenamente satisfeitos.

Robert Plant se apresenta novamente em São Paulo nesta terça-feira (23), e depois segue para Brasília (25), Curitiba (27) e Porto Alegre (29). 



 















Setlist:

Tin Pan Valley
Another Tribe
Friends
Spoonful
Somebody Knocking
Black Dog
Song to the Siren
Bron-Y-Aur Stomp
The Enchanter
Gallows Pole
Ramble On
Funny in My Mind (I Believe I'm Fixin' to Die)
Whole Lotta Love

Bis:
Going to California
Rock n' Roll 


Imagens: internet/ Reprodução.
Fonte: http://virgula.uol.com.br

Entrevista Setembro Almir Sater durante show em Toledo Pr

No mês de setembro, (02) Almir Sater e sua banda estiveram novamente no Oeste do Paraná, mais precisamente em Toledo. Desta vez, jornal A Voz do Paraná entrevistou também os músicos Rodrigo Sater e Marcelus Anderson, e para matar a saudade, acompanhe um pouco mais de Almir Sater, a seguir:




Almir Sater

A Voz do Paraná: Este ano é a quarta vez que você vem fazer shows no Oeste do Paraná, você sempre é bem recebido pelo paranaense, o seu público te ama. Como você se sente?

Almir Sater: Eu também amo muito o pessoal do Paraná, porque eles têm muito carinho com o meu trabalho, com a minha pessoa, todo show que venho fazer as pessoas se emocionam junto comigo, então eu adoro cantar para essas pessoas que se emocionam com a minha canção. são pessoas muito educadas que sabem ouvir música, e não tem melhor plateia do que aquela que sabe ouvir.

A Voz do Paraná: Percebo que você faz sucesso também não só entre os adultos. O publico infantil também te adora?
Almir Sater: Eu tive acesso ao público infantil quando eu fiz o personagem chamado Zé Trovão, que é uma história infanto/juvenil, mais para o lado infantil, e fez com que eu me aproximasse muito com esse público infantil, então percebo nos meus shows muitas crianças que vem ver o Zé Trovão e que acabam conhecendo minha música, e pelo carinho que têm com o personagem vão abraçando minha musica também e isso faz renovar meu público, me faz ter certeza que o meu fundo de garantia está garantido...(risos).

A Voz do Paraná: Você pode descrever para nos como é esse momento quando você viaja para um show, o momento em que você entra no palco, o momento em que você compõe, como são esses grandes momentos da sua vida?
Almir Sater: São momentos que a gente não domina, viagem quem manda é o motorista, a gente senta na poltrona e confio no motorista que nos leva até o local do show. A gente prepara o show para ser o melhor show possível, preparamos a musica, preparamos o palco, afiamos o nosso instrumento, mas o que vai acontecer depois daquilo ali é um mistério, porque eu não domino isso. Tem dias que eu esqueço a letra de uma música, tem dias que eu esqueço a letra de duas músicas, então cada show é muito diferente, apesar de eu cantar as mesmas canções, cada show a emoção é diferente.

A Voz do Paraná: Com certeza você pretende cantar durante muitos anos para a felicidade do seu pÚblico. Suas músicas não cansam e trazem muita alegria. Espero que você continue cantando por muito tempo.
Almir Sater: Ontem ainda uma moça me perguntou isso, que eu não devo nunca parar de cantar e falei para ela que era capaz ainda depois que eu morrer, vir assombrá-la um pouco e se ela escutar uma vozinha, falei que será eu (risos.) Eu gosto muito de cantar, gosto muito desse mundo, gosto muito do planeta terra, de conhecer essas maravilhas, gosto do Brasil, gosto de viajar por esse Pais maravilhoso e o cantar me faz conhecer cada vez mais lugares, mais gente, por isso nunca vou deixar de cantar.

A Voz do Paraná: Almir, falta pouco para as eleições do segundo turno deste ano. Para terminar deixe uma mensagem para todos os políticos?
Almir Sater: Você deve seguir o princípio do cristianismo, que é desejar para o outro aquilo que você deseja para você. Se a pessoa tocar a vida assim, o mundo será mais feliz e com certeza você também.

Rodrigo Sater  
A Voz do Paraná: Para começar você é casado Rodrigo, tem filhos?
Rodrigo Sater: Sou casado, minha esposa se chama Carolina, tenho 4 filhos, a Julia de 8 anos , Beatriz (7) Lucas (3) e Isabel com 5 meses.
Jornal A Voz do Paraná: Há quanto tempo você está no caminho da música?
Rodrigo Sater: Faz muito tempo, profissionalmente desde 1987. Comecei tocando violão, mas meu primeiro trabalho foi como contrabaixista. A banda em que eu tocava estava precisando e fui para o baixo.

A Voz do Paraná: Como foi o começo da sua trajetória?

Rodrigo Sater: Sou de Campo Grande, com 15 anos fui para São Paulo estudar e conheci músicos, amigos, fui me aproximando, e comecei a trabalhar nos bares de São Paulo com a banda desses amigos, tocando baixo, fizemos uma gravação. Eu também comecei a tocar violão, porque na verdade meu instrumento era violão e o Almir ouviu e achou muito bom, era para poder se apresentar para o Som Brasil. Ele não gostou muito do som da banda, mas meu violão ele achou muito bom, nisso me indicou para o Renato Teixeira e fui tocar com ele, isso em 87, e continuei tocando em bares e foi por aÍ. Toquei numa época com o Renato, essa banda que eu tocava foi par a Europa e fiquei em São Paulo, também fiquei sem banda e sem trabalho, isso em 89. Em 1990, como Almir começou a fazer a novela Pantanal eu acabei montando uma banda e ele me chamou para tocar, e comecei a tocar com ele desde essa data.

A Voz do Paraná: Além do seu irmão Almir, sua irmã Gisele Sater também compõe a banda. Como é para você tocar em família?
Rodrigo Sater: (risos).É bem confortável tocar em família, a discussão musical é bem mais fácil, o conceito musical é mais claro e fica mais tranquilo discutir arranjos e caminhos musicais.

A Voz do Paraná: Você tem algum CD lançado?
Rodrigo Sater: Sim. Um CD leva o meu nome, o Rodrigo Sater, e o outro CD eu fiz na novela Paraiso, junto com Yassir Chediak, nós montamos uma parceria, pois contracenamos juntos nessa novela, só que o CD leva o nome dos personagens Tiago e Juvenal, porque era o CD da novela Paraiso da Rede Globo.

A Voz do Paraná: Como era seu personagem Tiago e como foi representar?
Rodrigo Sater: Eu era peão da comitiva junto como cantor Daniel, Eriberto Leão, Alexandre Nero e o próprio Yassir Chediak. Na verdade, eu sou músico, fui trabalhar como ator, mas minha função na novela era ser musico dentro da comitiva, era peão na realidade, mas a gente tocava, fazia umas rodas de viola, era de estar ao lado do Daniel dando um apoio, tocando com ele, e tínhamos até bastante fala.

A Voz do Paraná: Na verdade, foi um show à parte você representar e mostrar seu talento, sua linda voz, e você tem uma música que eu gosto muito, Te Amo em Sonhos, inclusive, sempre peço para você tocar. Quem a compôs e como foi?
Rodrigo Sater: Muito obrigado pela gentileza. Essa musica, Te Amo em Sonhos, é minha e fui eu que compus. Eu morava num apartamento, comecei a fazer e depois chamei o Almir e o Paulinho para me ajudar a terminar, eles têm muito know how em composição e não poderia deixar de contar com ele. Essa música compus bem num dia que teve um blecaute no Brasil, foi um apagão em boa parte dos Estados, eu morava perto na Avenida Paulista, resolvi acender uma vela e comecei a compor. Como eu estava fazendo meu primeiro CD, estava precisando de musica para terminar, então aproveitei esse apagão, esse silêncio, ficou até gostoso, tirou essa vibração, o barulho de São Paulo, então aproveitei para compor.

A Voz do Paraná: Fui comprar um deles e não achei. Como podemos adquirir seus CDs?
Rodrigo Sater: Na realidade, meu primeiro CD acabou e tenho que fazer mais, na verdade, não é que acabou, mas é que fiz pouco, tenho que fazer mais. O CD da novela Paraíso é fácil achar, é da Som Livre, fica fácil de achar.

A Voz do Paraná: Você tem algum projeto para este ano?
Rodrigo Sater: Eu vou começar a fazer mais um CD final de ano. Estava com esse projeto com o Yassir, tenho feito com ele alguns shows, tenho ainda mais alguns para fazer. Como tenho o trabalho com o Almir, então fica complicado, e como a música é final de semana, bate muito a data, então não dá.

A Voz do Paraná: Pretende voltar a fazer novela?
Rodrigo Sater: Não, não. Na verdade a minha profissão é de músico, mas o que eu faço muito é trilha de novela. Fiquei amigo dos produtores musicais, então desde a novela Paraiso venho trabalhando e colocando músicas minhas na trilha de novelas, participando como músico nas trilhas, colocando música na trilha incidental e também colocando música na trilha sonora. Depois de Paraiso coloquei na novela Morde e Assopra, com o meu parceiro Yassir.

A Voz do Paraná: O que dá para esperar hoje do show?
Rodrigo Sater: É um show muito gostoso de assistir, o Almir sempre inspirado e se comunicando bem com a plateia trazendo a emoção do jeito dele, porque ele tem um jeito que emociona as pessoas, é um show muito tranquilo.

A Voz do Paraná: O publico também gosta muito de te ouvir, da sua linda voz. Será que dessa vez você canta a música Te Amo em Sonhos?
Rodrigo Sater: Eu tocaria com o maior prazer, mas como está ensaiado com a banda uma outra música, acho que hoje não vai ter, mas a música está na minha mão, se na hora o Almir falar para eu tocar, com certeza eu toco, o show é dele...rssss


Marcelus Anderson

A Voz do Paraná: Marcelus, qual instrumento você toca?
Marcelus Públius Anderson: Sou músico e toco acordeom, também chamamos de sanfona, gaita, são dialetos deferentes, mas é o mesmo instrumento. No sul do País, o pessoal chama de gaita, no nordeste é sanfona e no nosso português o nome correto é acordeom, mas tanto faz.

A Voz do Paraná: Percebi que você começou cedo a tocar.
Marcelus Anderson: O primeiro contato com a musica foi desde que nasci. Venho de uma família de músicos, só que a primeira vez que eu comecei a tocar acordeom eu tinha uns nove anos e profissionalmente comecei com 14 anos. Sempre tive uma paixão muito grande pelo acordeom porque meu avô tocava, ele é paraguaio, venho de uma descendência de paraguaio por parte da minha mãe e por parte de pai descendência sueca, então meu avô tocava música paraguaia, polca. Então, ele faleceu quando eu era adolescente, e o primeiro contato com esse instrumento que foi a minha paixão, foi por causa dele, meu avô que passou isso para mim, mas ele não me deu aula, foi aquele negócio de ter um contato visual, de vê-lo tocar de estar ali presente naquelas ondas de música que tínhamos em casa, isso foi meu primeiro contato, mas nunca tive professor, sempre fui autodidata, sempre estudei sozinho, sempre estudando para cada vez mais me tornar um profissional melhor.

A Voz do Paraná: Como é tocar com Almir Sater? Como que vocês se conheceram?
Marcelus Anderson: Eu conheci o Almir Sater através do seu filho Gabriel, éramos amigos em Campo Grande, continuo morando lá, inclusive sou o único da banda que ainda reside nesse estado, então foi Gabriel que me apresentou ao Almir, comecei a tocar na banda e já faz 5 anos que estamos juntos. O Almir é uma das pessoas mais sensacionais que eu já conheci na minha vida, não só pela questão da musicalidade, mas pela sua música ser fascinante, é uma música que emociona a todos nós da banda que trabalhamos com ele, e emociona também todo o seu público. Também tem o lado pessoal dele, é uma pessoa super bacana, uma das pessoas mais honestas e maravilhosas que eu já conheci, o Almir tem um coração enorme, sem sombra de dúvida, é a pessoa mais honesta que eu já conheci em toda a minha vida.

A Voz do Paraná: Fala um pouco sobre sua vida para o leitor conhecê-lo um pouco mais.
Marcelus Anderson: Eu morei até os 16 na fazenda, sou de Aquidauana, que é a primeira cidade do Pantanal, e até os 16 anos mexia com vaca, cavalo, e essa foi a minha vida, e o primeiro banho quente que eu tomei foi com 15, 16 anos, não tinha luz elétrica na fazenda, então não tinha essa luxúria que hoje a gente tem, essas comodidades do mundo moderno não peguei na minha infância e na minha adolescência, fui pegar hoje em dia essa vida da grande cidade, e sou privilegiado de viver as duas coisas o lado mais simples e singelo da fazenda até a vida mais luxuosa, entre aspas, do mundo moderno, das grandes metrópoles. Sou casado há 8 anos com a Adriana, temos uma filha de 5 anos chamada Marcela, o Eduardo (12).

A Voz do Paraná: Como é viajar pelo Brasil de ônibus percorrendo as estradas desse lindo País?
Marcelus Anderson: Eu adoro viajar por essas estradas, observando esse nosso lindo País. Também adoro esse trabalho com o Almir, sendo uma das coisas que eu mais gosto de fazer na minha vida, faz eu ter energia, sendo o combustível para continuarmos a tocar e a viajar pelas estradas. A outra questão é o lado familiar, a saudade que sinto da minha esposa e dos meus filhos, mas temos dois meses de férias, então dá para aproveitar bem, curtir bem a família, dá para sentir aquela energia familiar, o carinho de estarmos juntos, aproveitamos bem e isso nos dá força para começarmos o ano com muita disposição, batendo em cima novamente.

Publicado em Sumaya

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