Loira do bem ∞ : 04/18/13

quinta-feira, abril 18, 2013

"A caixa de Pandora" - no reino humano da hipocrisia -

Conta uma passagem bíblica, que Saulo, em sua viagem a Damasco em busca de aprisionar cristãos, recebe uma luz que o derruba por terra e uma voz lhe diz:
Saulo, Saulo, porque me persegues?
Isso me faz pensar... que não é diferente em nossa vida, quando estamos, sendo vítimas de pessoas equivocadas, que por ciúme, inveja ou medo, nos encaram como uma ameaça, quando, na verdade, estamos do mesmo lado delas, no sentido de agregar, somar e multiplicar.
Um dos meus leitores, Darlington Ramos Arita ontem me perguntou... me disseram o seguinte hoje: "Ser traído não dói o que dói é descobrir que foi traído" rsrs o que vc acha desse comentário Loira Dobem sua opinião é importante.. Eu respondi segundo minhas verdades:
Hum... Quem manda viver filosofando neh Darlington Ramos Arita.. pergunta complexa e paradoxal, mas vamos lá, eu acho, que seja do lado pessoal, profissional, laços, amizade, no meu caso, eu digo, "descobrir que foi traído" - porque, quando se cria laços de cumplicidade, gera se toda uma expectativa de que sejam fortes, intensos e constantes, a gente acaba entregando a alma, a nossa essência, pensamentos, ou seja ficamos vulneráveis ao outro, e então eu acho, que é mais difícil, a descoberta, porque, dilacera a alma, arranca a raiz e confunde nossos sentimentos e valores, nos faz se sentir impotentes, a autoestima fica abalada.
De repente, se coloca em "xeque", se fomos tão insuficientes ou não merecedores de credibilidade, para tal fato ocorrer, onde errei? é complexo... particularmente, eu sinto raiva de eu mesma, não do traidor ou da dor, mas, de ter sido imprudente, ou confiante e ingênua demais, e às vezes, insolente nas situações.. ai eu viro "bixo" comiga mesma... com dedo inquisidor e tudo mais..
Por algum tempo, me recolho, mas depois, vem o santo الضربة التي لا تقصم الظهر تقويه Nietzsche, com a máxima- "O que não nos mata nos fortalece", e eu acho que deve tanto a dor quanto o sentimento de traição, ser encarado, como um aprendizado, aonde entra a sábia Monja Coen” Com alguns se aprendem a como devemos ser e com outros como JAMAIS devemos ser". Acho que faz parte do ser humano, porque cada um tem uma cultura, juízo de valores e forma de agir e reagir. Agora, comigo, também "se faz uma vez só", eu até levo como aprendizado, mas se for principalmente à questão de amizade, hum.... “Dificilmente a pessoa terá outra chance comigo, vou tratar socialmente, com respeito, mas não vai passar disso, vou seguir o velho ditado” "caldo de galinha e cautela não faz mal a ninguém". vou optar pela contenção, prudência e distanciamento pessoal...eu me fecho como um concha de ostras..Isso me faz pensar.. Que  no reino humano, quando se fala em competitividade, quantas vezes, nos roubam a dignidade, o nosso trabalho, a nossa oportunidade de mostrar nosso valor, e por consequência, a nossa honra, nossos sonhos, movidos por sentimentos mesquinhos, intenções egoístas, (estou defendendo o meu, estava aqui antes, e começam as sabotagens, as maquinações).. Longe de dizer "maquiavélicas", verdade seja justa, o filósofo, nunca incentivou ninguém a burlar a ética, "os fins justificam os meios", muito pelo contrário, até hoje, não se faz jus, a ele nem sua obra prima  "O príncipe", frase essa de forma equivocada atribuída a ele, por quem?
Adivinhem... os seus desafetos, incomodados e que se sentiam desconfortáveis, mediante a forma sutil e inteligente, dele falar com propriedade, sobre a hipocrisia, os métodos usados para quem estava no poder, de burlar leis, regras e valores sociais, da época, de acordo com seus propósitos,  aliás Raul Seixas, também nos avisou - Quem manda não ser burro, não sofria tanto - e um  "erro" que as  pessoas que se mostram inteligentes, dinâmicas, criativas e competentes cometem seria esse, os ineficientes quase "nunca os perdoam", por saber que sua burrice, ficará  exposta.
O que fazer? Ou aceitamos viver como "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, onde, as pessoas são pré-condicionadas a viver psicologicamente a mercê das regras impostas, (é proibido pensar, contestar, discordar, argumentar e articular), sendo bufões e marionetes, ou faremos como Sócrates, abdicando da própria vida, tomando cicuta, [para não renunciar aos valores, princípios e ideologias que pregava e que de fato acreditava].
 O filósofo não se intimidou mediante as ameaças e chantagens de seus sabotadores e  cruéis perseguidores. OU fica ainda uma ultima opção, a de Jesus,... “Se não é bem vindo nesta terra, se tu falas e não te ouvem,  e não tem dão reconhecimento sacode toda  a poeira do seu corpo tire as sandálias e lá não mais voltem”...

—  Querer o meu não é roubar o seu by Raul Seixas. 
mas a que preço? ...e  abrir mão dos nossos sonhos, do que gostamos de fazer, do talento que esse mesmo criador, deu a cada um, do que tanto amamos, só porque uma cruel Medusa, ou infames Tártaro ou Caos nos querem transformar em pedras, os nossos caminhos, por puro egoísmo ou medo, talvez??? pois  não contente em fechar as portas, agora querem (também) fechar as janelas??? E. sendo beneficiados em todos os aspectos?:
que antagonismo e jeito sórdido de ser,  primeiro  nos roubam tudo, pouco a pouco, nos tratam como vassalos, esquecem que precisamos de alimento e pão, não como os de Roma, "pão" e o "circo", ninguém vive só de distração, como também precisam de nossas forças e trabalhos, para continuarem a alimentar os podres poderes, mas nos tratam como bastardos eminentes inimigos e nos fecham as portas, roubam o alimento nosso, e ainda querem levar a dignidade junto também... porém, matando os vassalos, quem vai empurrar a roda, fazer a máquina girar, por acaso, não seriam os inoportunos vassalos e os bastardos, doravante aqueles que tentam tirar do caminho a todo custo???... ò pobreza espiritual e mental...... Como diria Nelson Rodrigues, eu "invejo a burrice ela é eterna" nem  Macbeth explica talvez o enredo de Otelo, de fato, ando lendo muito Shakespeare ultimamente... E justamente no dia destinado para a Leitura Infantil? Sic...

Mas.. Afinal, Quem aprecia uma pessoa má? Com atitudes de maledicência...? Os tolos, talvez, os ingênuos e os que vivem na zona de conforto, como os aduladores, ou aqueles que sejam iguais, gananciosos,  invejosos, ineficazes, de forma astuta, vão minando o que é bom, pelo seu egoísmo e medo, de se descobrirem incompetentes aos olhos dos outros.

Assim foi Saulo, homem de mente alienada e retrógrada, diante de um Jesus de mente holística e inovadora, que viu em  Saulo (que já havia eliminado muitos cristãos antes de Damasco), até então considerado por este, como um inimigo feroz, fazê-lo enxergar a razão..
Que ao invés da afronta, ser um dos vasos escolhidos para levar à palavra dele as todas às demais pessoas. Unir forças, somar experiências, e não dividi-las ou ser destrutivos um para com o outro?  Afinal, a intenção de ambos, não seria levar o reino dos céus, exaltar as virtudes e o progresso espiritual entre as pessoas?
- Então, não se justifica a divisão de poder, quando se buscam objetivos parecidos, melhor seria cada um, entender a sua parte no processo, que todos formam espírito de equipe, (Quando todos são um e um é o todo) e não se sintam ameaçados, mas, compreendam que pessoas agregam, somam e que não colocam riscos aos castelos  delas, a menos, que fora construído na areia, sem base, sem dignidade e sem consistência...
—O dinheiro fala uma linguagem que entendem todas as nações.
(O Vagabundo, Aphra Behn, escritora inglês)

Há uma senhora que acredita que tudo o que brilha é ouro
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso
Há um cartaz na parede mas ela quer ter certeza
Porque você sabe que às vezes as palavras têm duplo sentido
Sim, há dois caminhos que você pode seguir
Mas na longa estrada
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue
E isso me faz pensar !!!
Stairway To Heaven by Led Zeppelin.

"Se ser político é reclamar das injustiças. Então, eu sou político". Patativa do Assaré.
EUFEMISMO MITOLÓGICO..EU QUERO TODAS AS MINHAS JANELAS ABERTAS PAR EM PAR .. Maldita seja "Cerberus", do reino de Hades, Inferno dos Gulosos , que vivem a combater os deuses do olimpo, que com dignidade e eficácia, abrem janelas, mesmo fechando as portas, por essas criaturas gananciosas, dissimuladas e ardilosas, que vivem as espreitas, articulando e jogando sempre, não contentes em fechar as portas, mas também as janelas, incompetência talvez?? - Haverá o dia que os profanos, Tártaro e Caos, sucumbirão, nem Kali, será mais ceifadora de vidas e progresso, e que o dormente "Hércules", valente, ao analisar seus doze trabalhos, distante do torpor e influencia maligna, não será mais anestesiado por falcatruas, bufonas , enfim, capturará o cão Cérbero e o reino das sombras, destituído e será somente um oásis, fartura, transparência e dignidade moral. 

 Pink Floyd - Pigs (Three Different Ones)(1977 Widescreen)
Grande homem, homem porco, que charada você é ???
Uma próspera roda gigante, que charada você é???
E quando sua mão está sobre o seu coração,Você é quase uma risada,...
Com sua cabeça deitada no chiqueiro
Uma mancha de porco em seu queixo gordo
O que você espera encontrar?
Quando você está no chiqueiro,
Você é quase uma piada,
Mas você é mesmo um lamento !!!

Almir Sater retorna ao Guairão com sua viola nesta sexta

Publicado em 18/04/2013 | Da Redação com Igor Iuan, especial para a Gazeta do Povo
Almir ajudou a resgatar a viola de dez cordas
O cantor e compositor sul-mato-grossense Almir Sater volta a Curitiba com sua banda para uma única apresentação, que acontece amanhã no Teatro Guaíra. Um dos expoentes da chamada música de raiz, Almir tocará seus principais sucessos, como “Chalana”, “Tocando em Frente” e “Trem do Pantanal”, num show frequente e sempre bem-recebido pelo público curitibano, fiel ao artista. Vencedor de dois prêmios Sharp, o cantor atuou nas novelas Ana Raio e Zé Trovão e O Rei do Gado – ambas exibidas na década de 1990.
Em conversa com a reportagem, Almir contou que sua grande paixão é a criação musical – e ele não se constrange em assumir sua vertente popular. “Eu me considero um violeiro. Minha identificação é com o som pop, mas um pop de qualidade”, afirma. Sua música, ao mesmo tempo em que não adere a um estilo específico, é rica em influências – de Tião Carreiro a Pink Floyd.

Rótulos
Apesar de ser um dos principais responsáveis pelo resgate da viola de dez cordas, mais conhecida  como viola caipira e base da música sertaneja, Almir rejeita com toda a convicção a qualificação simplista de cantor sertanejo. “Eu sou roqueiro”, chegou a afirmar em uma entrevista de grande repercussão.
Lembrado desse episódio, o compositor reage com bom humor ao mesmo tempo em que trata o assunto com seriedade. “Aprecio o artista que acredita no que faz, sem se preocupar com rótulos e expectativas de sucesso”, comenta.

Serviço
Almir Sater e Banda
Teatro Guaíra (R. XV de Novembro, 971), (41) 3304-7900. Dia 19, às 21 horas. Ingressos para a plateia e 1º balcão esgotados. Ingressos disponíveis para o 2º balcão a R$ 120 e R$ 60 (meia-entrada). Assinantes da Gazeta do Povo têm 30% de desconto na compra de até dois bilhetes por titular.


fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/cadernog/conteudo.phtml?tl=1&id=1364196&tit=Almir-Sater-retorna-ao-Guairao-com-sua-viola-nesta-sexta

̶Ⓐ̶ Os Indiferentes













  Na mesma linha de Antonio Gramsci, segue Desmond Tutu, o  arcebispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra o Apartheid em seu país.
"Se você é neutro em situações de injustiça, você escolhe o lado do opressor.
 Concordo em absoluto com ele, aquele que se cala, ou se omite, mediante uma injustiça, optou até que inconscientemente que seja, pela lado do opresssor, tomou partido de alguma forma, e ser leal para consigo mesmo, de acordo com  os nossos princípios, é não ficar emcima de muro, com medo das perdas ou retaliações, mas, fazer a escolha...
e isso nem sempre pelo que é conveniente, mas pela melhor escolha, bem comum.

                                                            



Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.

A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.

A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca.

Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.

Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.

Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu?

A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes.

Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas.

Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.

Fonte: Primeira Edição: La Città Futura, 11-2-1917
Origem da presente Transcrição: Trechos do Texto retirado do livro Convite à Leitura de Gramsci"
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