Pitacos sobre Cultura e Humanidades

segunda-feira, 8 de março de 2021

Mary Wollstonecraft – uma mulher à frente do tempo

No Dia Das Mulheres, a primeira figura que vem a mente é a da escritora, filósofa e defensora dos direitos da mulher, Mary Wollstonecraft, considerada a pioneira no feminismo.

Muito além de uma celebração, mas um movimento social e histórico onde bravas mulheres ousaram reivindicar por seus direitos sociais!

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, realizaram uma grande greve, ocupando a fábrica. Visando reivindicar melhores condições de trabalho como redução na carga horária para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas diárias), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno no ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas na fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano!

Fonte:  https://fatene.edu.br/site/comunicacao/noticias/item/340-a-historia-do-dia-8-de-marco) 

 Segundo a Biografia e extraordinária dela [vale a pena ler] no Blog Dark Side “Se hoje entendemos melhor a necessidade desta igualdade, devemos muito a ela”.

Foi num destes livros de romances históricos ou de regência que li diversas citações sobre ela, inclusive sobre “Reivindicação Dos Direitos Da Mulher” com personagens letradas, rebeldes e de pensamento crítico, sem vislumbre pela sociedade coquete londrina e relutantes quanto ao mercado de casamento e avessa aos janotas da época.

Mary considerava a educação como algo crucial para crianças e mulheres.

A partir daí, curiosa então, fui pesquisar, confrontar a ficção e realidade até achar o livro de domínio público em PDF para ler. E quanto mais eu me aprofundava sobre ela, mais coisas interessantes havia, era a mãe de Mary Shelley, escritora de Frankenstein, considerada a primeira obra de ficção científica da história, entre outras coisas.

Segundo Marion Leclair, Professora de Civilización Británica
de la Universidad de Artois, escreveu no Le Monde Diplomatique, Mary Wollstonecraft tinha um pensamento ousado e uma vida inconformada.
Emma Goldman a descreveu em 1911 como uma pioneira do progresso humano e uma campeã dos desprivilegiados.

A figura da inglesa Mary Wollstonecraft (1759-1797) ficou um tanto esquecida, especialmente na Europa continental.

No entanto, ela foi uma das primeiras a colocar a situação das mulheres em termos políticos. A própria vida de Mary Wollstonecraft testemunha uma notável disposição de quebrar velhos obstáculos: ela foi uma figura central no feminismo, mas também no movimento radical britânico.

O historiador marxista Edward P. Thompson mostrou seu papel decisivo na cristalização de uma primeira consciência da classe trabalhadora na Inglaterra.

Na década de 1760, os "radicais" eram um grupo de reformistas da classe média. A partir de 1789, as demandas democráticas, a influência da corrente jacobina e o desejo de rejeição da ordem da oligarquia aristocrática e mercantil deram maior amplitude ao movimento.

Durante a década de 1790, a "guerra dos panfletos" começou:
confrontou principalmente Paine e Edmund Burke, cujas reflexões sobre a Revolução na França exerceram considerável influência na Inglaterra e ajudaram a posicionar a opinião pública e a burguesia progressista contra a Revolução.

E os "jacobinos" ingleses " Mary Wollstonecraft teria um papel essencial neste debate. Wollstonecraft passou a freqüentar os círculos de protestantes inconformistas, aqueles dissidentes que, na época, em um país anglicano, não tinham direito de estudar na universidade ou ocupar
cargos oficiais. Entre suas enormes habilidades, a capacidade de monopolizar a conversa sem deixar que o interlocutor diga uma palavra; 

foi o que aconteceu com Paine no jantar em que ela e Godwin se conheceram. Um pouco mais tarde, em 1792, Wollstonecraft escreveu sua Vindicação dos Direitos das Mulheres.

A Revolução o levou a aplicar a crítica radical do despotismo à experiência feminina. Assim, ele foi capaz de condenar a condição "degradada" das mulheres como resultado não da má educação, mas da opressão sistemática, uma escravidão organizada pela tirania masculina. Mas entre as duas Vindicações há mais do que uma simples transferência.

No primeiro, sua crítica reiterada ao "véu" que a pompa da realeza e da aristocracia jogou sobre a nudez da opressão do povo (do qual Burke defende sua preservação), a torna particularmente sensível à dimensão ideológica da opressão.

Embora não fale de "ideologia", é uma crítica à ideologia da feminilidade e seu papel na perpetuação da degradação e escravidão das mulheres, que se desenvolve na segunda Vindicação. 
Lá ele traça metodicamente sua presença e suas implicações: nos manuais de bom comportamento (livros de conduta) que ensinavam as jovens a serem bonitas e caladas; no Émile de Jean-Jacques Rousseau; nos romances sentimentais que estavam na moda ou na galanteria masculina que, as mulheres cometiam o grave erro de apreciar.

domingo, 31 de janeiro de 2021

OUSE SONHAR

“É que às vezes o melhor a se fazer é esperar as coisas ficarem claras”, uma das frases do filme que eu assisti durante o isolamento: O Segredo: Ouse Sonhar! e nasceu essa reflexão. 



Imagem: Pixabay / gratuita.


Por isso, o auxílio emergencial é muito importante, principalmente para aqueles que trabalham na informalidade ou impedidos de exercer o trabalho em determinados setores que estão vetados devido à isso.

Em março fará um ano que a pandemia do Covid-19 se alastrou pelo mundo e tudo mudou para sempre em nossas vidas: os costumes, hábitos e principalmente o medo do desconhecido. 

Também fará um ano que eu estou sem trabalho, o meu setor é um dos mais afetados, devido às aglomerações não serem viáveis.


Quanto ao isolamento social não foi tão difícil para mim. Embora sinto falta da prosa olho no olho, de ir nos shows, de abraçar e estar perto das pessoas que amo, porém, todos moram longe, mas reservo um tempo para falar com eles sempre, diariamente.

Eu estou habituada com minha rotina caseira, trabalhar em horários alternados, faço alongamento, meditação, ouço muita música, leio livros quase que diariamente, aprendi até fazer bolinho de arroz, bolo de gengibre (delicioso), se interessar por plantas e cuido do meu jardim como me ensinou, Voltaire, mas nem por isso deixo de lado, a vaidade.

Para a autoestima faz um bem danado, enquanto preparo meu café, e claro, logo ligo o computador para ouvir minha lista que varia de Pink Floyd, Led Zeppelin, Roger Waters, Robert Plant, Bob Dylan, Zé Ramalho, Almir Sater, Raul Seixas, Humberto Gessinger, Bob Darin, Belchior, George Harrison, Jethro Tull, dentre outros, assim como música celta, os gêneros instrumental, gêneros Folk, Folk Rock, Rock, Bluegrass, MPB ou clássica.

Como sempre Nietzsche tem razão: A arte existe para que a realidade não nos destrua, se não fosse as artes, se não fosse a música, os livros, os filmes, os sonhos, eu já teria entrado em colapso com tudo que ando vivendo de anos para cá. Eu vivo na expectativa desse pesadelo terminar e com ela aumenta a ansiedade, enxaqueca, rinite alérgica de ordem emocional.

“Eu acho que passei tanto tempo aflita que eu me esqueci como ser feliz de verdade”.

Como não ficar? aflita, indecisa, insegura, estressada, ansiosa, se diariamente aparece um novo “monstro” para amedrontar nossa segurança emocional, financeira, física, mental e disseminar a incerteza, temor. Não está sendo fácil para ninguém essa fase da vida, um período conturbado e de muitas incertezas, medos, aflições. Uma sociedade sendo desmantelada e cada mais selvagem e inóspita. Se está confortável nele algo de errado tem.

“O que você prefere: 200 amigas virtuais ou cinco reais?” - Pergunta o personagem para a adolescente preterida. Eu sempre preferi as cinco reais, construídas ao longo do tempo, e perdura até hoje. 
Com elas, eu posso ser eu mesma, sem medo de falsidade. Como diz a frase alusiva ao livro "Por Quem os Sinos Dobram" de Ernest Hemingway: Quem estará nas trincheiras ao teu lado?  E isso importa?  Mais do que a própria guerra (...)

Não há como ficar leve numa sociedade de valores invertidos, gente odienta, frustrada e infeliz. Uns levam a sério e são responsáveis consigo e com os outros, outros não. Me solidarizo com quem perdeu seus entes queridos, amigos ou simplesmente desconhecidos. A vida é preciosa demais para ser desperdiçada, negligenciada assim.

A gente vive uma só vez na vida, mesmo assim vivemos como se nunca fôssemos morrer, ao invés de cultivar sentimentos bons e assertivos como empatia, solidariedade, amor, bom-senso, educação, justiça e imparcialidade, mas há quem prefere os destrustrutivos como os sentimentos mesquinhos, vis, egoístas, zombeteiros e gananciosos. Como se faltasse capacidade cognitiva ou preguiça para entender a dinâmica do sistema que cedo ou tarde, irá atingi-lo também.

O que a gente sonha?

A gente sonha com dignidade, oportunidades, segurança, respeito, conhecimento, lazer, um futuro sem medo, sem desprezo e sem exclusão, em uma sociedade com pessoas mais humanizadas, civilizadas e que sejam exemplos para que se evolua para melhor.

Que se importa com os outros, só quem tem respeito por si mesmo terá pelos outros também. Não se cura uma dor existencial abrindo outras para compensar nossas frustrações, privações ou mágoas. Que a vacina chegue logo, que ela possa salvar, prevenir e poupar vidas, que possa devolver a esperança e os nossos sonhos de dias melhores, pessoas melhores e um futuro mais promissor.

A vida como ensinou Guimarães Rosa, quer da gente coragem, onde vamos encontrá-la, eu não saberei opinar, porque nem mesma eu sei onde vou chegar, mas vamos viver um dia por vez. Coragem então, para vencer nossos medos, coragem para vencer nossos obstáculos, libertar dos monstros e se cercar de gente do bem, assertivas e com empatia, mas sobretudo coragem para fazer o que é certo, justo e bom para todos!

Estamos só de passagem!

"Eu não quero que a vida seja fácil, eu quero que ela valha a pena” (...)

Para você, para os outros e para mim!


Imagem: Reprodução internet

Para assistir - acesse: Disponível nos Canais de Streaming

Obs.: As frases entre aspas são do filme “O Segredo: Ouse Sonhar”, romance adaptado do best seller de autoajuda de Rhonda Bryne, "O Segredo", transformado em um drama familiar de superação.

Imagens: Pixabay/ licença gratuita para uso.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Mundo dos Possíveis

Querer não é poder! 

De anos para cá, me tornei uma pessoa dada ao ceticismo, não pessimista, porém, mais realista e menos otimista.

Imagem de kinkate por Pixabay 

Até pela mudança brusca de comportamento social, pois “são tempos difíceis para os sonhadores” (Amélie Poulain). Vejo muitos dizeres por aí e mensagens que recebo: “Pense e receba”, “Querer é poder”, “Deseje e será seu”, “Durma e sonhe com seu objetivo, ele virá”, eu até trollei uma amiga e enviei de volta; ok, “Desejo casar-me com Roger Waters”, risos!

Já que basta pensar, dormir e desejar! Como pó de pirlimpimpim que, num passe de mágica, o desejo se materializará.

 

 Imagem de GraphicMama-team por Pixabay

A partir de certas crenças de otimismo exagerado ou simplismo, a falsa ilusão de que "você não se deu bem, porque não desejou, não mereceu ou não se esforçou o suficiente". 

E para aqueles que alcançaram suas "dádivas" ou estão confortáveis em seus lares, relacionamentos e estabilidade financeira, é mais fácil crer nessa surrealidade, porque eles creem que são os "privilegiados" divinos, como prega o calvinismo, por exemplo.

Mas experimente dizer isso para quem está com a vida de cabeça para baixo, revirada do avesso, vulnerável. Não quero dizer que não se deve ser otimista, sonhar alto, etc. e tal, como aquariana, elemento ar, vivo com a mente aqui e acolá, cheia de ideias e sonhos, mas sem apegos e pés no chão, o que vier é lucro, porém, passar a ideia aos que estão em dificuldades extremas, insegurança alimentar, rompimento de relações, desemprego, luto, pressões familiares, doenças ou contaminado pela Covid-19 lutando com a vida é inimaginável. 

De um egoísmo sem fim, desrespeitoso e falta de empatia. Em "Cândido", uma das obras mais conhecidas do filósofo Voltaire, da qual li há tempo, lembra essa ambiguidade.

 De acordo com apresentação de Nélson Jahr Garcia no prefácio do livro:
"Cândido" é uma das obras mais conhecidas de Voltaire. O texto contrapõe ingenuidade e esperteza, desprendimento e ganância, caridade e egoísmo, delicadeza e violência, amor e ódio. Tudo isso mesclado com discussões filosóficas sobre causas e efeitos, razão suficiente, ética. Como sempre Voltaire expõe suas concepções com fina ironia, sem abandonar o sarcasmo de quando em vez. O romance, em todos e cada um dos seus parágrafos, caracteriza-se como uma sátira às ideias de Leibniz.

 Leibniz afirmara, pelo menos assim entendeu Voltaire, 
que o mundo é o melhor possível, que Deus não poderia ter construído outro e que tudo corria às mil maravilhas. 
Voltaire não podia partilhar dessa mesma visão otimista, suas ideias tinham resultado em prisões e perseguições a tal ponto que, por volta de 1753, já não podia fixar-se, sem risco, em lugar algum da Europa.

Cândido foi expulso de onde morava, foi preso e torturado, 
perdeu sua amada, seus melhores amigos; em todos os casos com requintes de crueldade. Mas a cada um desses fatos, meditava sobre como explicar o melhor dos mundos possíveissempre com deboche mais ou menos sutil.

Ao contrário do otimismo de Leibniz  e sua bolha, Voltaire, via seu mundo desmoronar e de pernas para o ar, suas ideias, contrapontos e questionamentos o levaram à prisão e uma vida quase 
toda no exílio, na Inglaterra e depois na Suíça, destituído dos seus bens, mas mesmo assim [ele não parou de escrever, com seu ironia e deboches afiados, no fim se renderam à sua genialidade, por sua resistência e persistência.  Celine Dion trouxe a resposta em 2016 quando declarou:

“Eu não posso simplesmente viver pensando
'perdi meu marido, meus filhos não têm pai'.
Eu tenho que permanecer de cabeça erguida e
forte porque esta é a minha maneira de viver:
Fique de pé, seja positivo, escolha suas batalhas,
faça o melhor que puder e viva para hoje,
não para amanhã, e saiba que nada é perfeito,
nem tudo o que você quer, vai acontecer”.

Portanto, concluo que "querer não é poder", depende do ambiente externo, pessoas, fatos, oportunidades entre outros fatores. Assim como há coisas que não foram feitas para nós, por mais que a desejemos ("Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes", Johann Goethe tem razão), como também há pessoas que vivem momentos delicados, passam por dores e privações inomináveis, minimizar seus sentimentos, ao criar falsas expectativas, talvez não seja o melhor caminho, mesmo que carregado de boas intenções, às vezes.

"Tudo isso está muito bem dito", respondeu Cândido, mas "devemos cultivar nosso jardim". Embora não seja o "melhor dos mundos possíveis", divididos entre o otimismo e o pessimismo, mas é o único mundo possível de se viver, então, vamos seguir em frente, mas sem deixar de olhar para os lados e para trás.

Sigamos, sempre aparando arestas, burlando o tempo, construindo pontes e derrubando muros, se equilibrando aqui e acolá, mas com os pés nos chão,

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

DIA DO LEITOR

      Ler para adquirir conhecimento, discernimento e imaginação.

Hoje, 7 de Janeiro, "Dia Do Leitor", porém, nós deveríamos diariamente selecionar um livro para ler. Ler é dar azo à imaginação, descobrir novos caminhos, confrontar ideias e ter o mundo dentro de si sem sair do lugar, desenvolver capacidade cognitiva e fugir do senso comum.



Imagem de mohamed Hassan por Pixabay

A leitura, na visão de outras pessoas sobre mundo, sociedade, sistema e coisas são ‘parâmetros’ para nossas inquietações, angústias, incertezas, dúvidas, questionamentos e indagações. Os livros são cruciais para a construção de uma pessoa mais humanizada, civilizada e educada.

Infelizmente, a pesquisa de 2015 a 2019 em relação à última elaborada e disponibilizada em setembro de 2020 e se encontra à disposição para leitura ou download no site do Instituto Pró-Livro pelo link direto https://www.prolivro.org.br, não traz boas perspectivas.

De acordo com a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" apresentada pelo Instituto Pró-Livro (IPL) em 2016, 44% da população não lê e 30% nunca comprou um livro.

Segundo Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) em entrevista dada para a Edição Do Brasil  (2018) esse fenômeno se deve ao falta de estímulo, o "hábito da leitura se dá em casa", por meio dos pais ou responsáveis e, em segundo lugar, o professor". 

Houve um considerável retrocesso na busca pelo conhecimento, ao contabilizar 4,6 milhões de leitores de quatro anos para cá que deixaram de ler, lamentávelmente. Deveriámos ser incessantes na busca pelo saber, pensamento crítico e não leitores de um livro só, mas livres de alienação.

                                    LEI TAMBÉM:


 
“O estudo, realizado de 4 em 4 anos desde 2007 (sendo a edição de 2001 realizada por Abrelivros, CBL, Snel e Bracelpa), pelo Instituto Pró-Livro, é o mais completo estudo do comportamento leitor do brasileiro. A intenção é avaliar o comportamento do leitor no país e contribuir para o estabelecimento de politicas públicas que favoreçam o estímulo à leitura. 

Esta edição foi realizada em parceria com o Itaú Cultural, contando com um total de 8.076 entrevistas, em 208 municípios, sendo 5.874 nas capitais de 26 estados e Distrito Federal. Os resultados podem ser analisados para o total do Brasil, pelas cinco regiões e por capitais.
 
Entre as novidades desta edição, constam os hábitos e interesses do leitor de livros de literatura, tanto em papel como em outras plataformas. Todos os dados foram ponderados considerando os dados
da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 2017, do IBGE”. Para ler todas as edições, acesse link Download das Edições

Sem grana para comprar um livro? Aham, eis a solução: Basta acessar o site Domínio Público e terá diversas obras à disposição!

Aproveita e leia gratuitamente. Eu vou repitar as minhas palavras em 2019 e as reflita bem devagar:

“Viver sem pesquisar, sem conhecimento e sem ler é passar pela vida às cegas, sendo guiado por ideias daqueles que as desejam passar suas ideias como suas verdades, sem questionar, ditadas para o senso comum para satisfazer a pessoa mediana na sua zona de conforto”.

Faça uma Boa Viagem!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

NO PRÓXIMO ANO




Quando um ano termina
outro começa
na verdade
 estamos mais velhos, 
alguns mais experientes, 
outros mais exigentes, 
mais pacientes e outros  
não absorveram nada 
do 
que viveram. 


O tempo  passando rápido
demais 
não nos damos conta 
dessa realidade, 
achamos que 
viveremos para sempre, 
mas, não. 

Geralmente, 
quando pensamos no ‘novo ano’ 
desejamos que ele seja 
melhor que 
os já vividos e prometemos 
fazer algumas 
das coisas que 
sempre 
almejamos, 

mas, não conseguimos 
encontrar tempo ou porque 
a vida 
se tornou exigente demais, 
muitas vezes, 
em nossa ânsia em acompanhar 
a evolução e competir por 
um espaço, deixamos de lado, 
as coisas
que deveriam nos 
importar. 



Não se muda o mundo, 
somos nós que devemos
entender a dinâmica 
do tempo, da vida e o 
quanto é volátil 
nossa 
estadia na terra. 


Brigamos por 
coisas pequenas, odiamos 
outros
e julgamos que somos
nós,
os privilegiados divinos, 
quando
na verdade, num coração 
onde 
mora o divino, não há 
espaço 
para a soberba, orgulho, 
vaidade, a ganância e
 o ódio.

Ser bons, leais e justos
não
para agradar aos outros, mas 
para 
honrar a nós mesmos


Muitas vezes, por mais que 
esforçamos ou desejamos, 
porém 
não temos controle sobre
 o futuro e nem sobre 
as pessoas, 

o passado já 
aconteceu e o presente 
é o agora. 

Então, como não 
temos uma máquina nem 
do futuro (para saber o 
resultado de nossas ações) 
e nem para retornar 
ao passado (em desfazer 
os equívocos, erros) 
só podemos 
assumir um compromisso 
de reflexão. 

Ás vezes, 
nem precisa ser um 
novo caminho, mas um jeito
diferente de caminhar. 

Vez ou outra,
vamos nos dar o direito 
de bagunçar, desarrumar e
se reinventar. 

Nunca, mas nunca se
 esqueça 
da nossa criança interior
é o alimento para continuar 
a ter esperança e acreditar 
em nossos sonhos. 
 

Busque ler mais, 
não abra mão 
do 
lazer e se aproxime 
de
pessoas
assertivas e que nos
empurram
para o alto, 

é essencial se
inspirar em atitudes
 sadias, 
exemplos dignos,
não 
em palavras
envernizadas, 
porque virtudes
 já diziam os filósofos 
da antiga Grécia
elas são 
adquiridas, 

não tenham dúvida,
 todos nós 
somos capazes de nos 
humanizar 
ainda mais e focar em
nossas qualidades, 
em somar para
 à sociedade 
se agirmos 
com 
justiça, bondade e 
imparcialialidade

Infelizmente, 
as pessoas mais sensíveis 
e que já atingiram um nível 
maior
de entendimento coletivo 
tendem a absorver para si 
o sofrimento e dor da 
humanidade, e se 
entristecem 
com razão, 

o mundo fica acinzentado
mas, fiquem 
atentos aos sinais e não 
desistam, 

nem de si mesmos
e nem dos outros, e muito 
menos dos sonhos

Procure por um trabalho
uma ocupação onde suas 
habilidades farão de você 
a pessoa que você quer 
ser lembrada pelo resto 
de sua vida, não para 
impressionar 
apenas. 

Mesmo que seja difícil, 
passar por cima 
das 
injustiças, mágoas e
desapontamentos, 
deslealdades e atitudes 
mesquinhas

seja orgulhoso 
nisso e não se iguale a eles 
nas desumanidades

o perdão é para isto, não dar mais 
poder sobre os nossos 
sentimentos
e o valor que temos 
sobre
 nós mesmos. 

Afinal, um corpo físico 
necessita de mente e 
espírito sadios. 
Não se descuide disso.

 

Enquanto seus desejos não 
acontecem,
tenha
muitos discos, livros, sonhos
eles ajudam a preencher 
o vazio existencial 
assim 
como os amigos, 
mas confie em poucos, 
é certo o ditado 
“quem é amigo de todo o mundo
 não é amigo de ninguém”, 

alguns só visam interesses 
e favores para atingir 
seus objetivos, 
nem todos são leais. 

Faça uma revisão de 
quem 
esteve ao seu lado, 
e
 conheceu 
o nosso pior, e 
mesmo assim, nos 
abençoou 
com sua fé, e estendeu 
a mão. 
A estes sejam  gratos.


Saiba separar o que seria 
considerado 
amigos e conhecidos
Uma amizade verdadeira não se 
corrompe com
conflitos, atritos 
e brigas, pode até abalar, 
mas 
sabemos que os laços são 
mais
 fortes que embates. 


Dê uma olhada
naqueles também, 
seja por
sangue ou considerados 
como
 membros da família e, 
se 
são pessoas que somam e 
se regozijam com o nosso 
sucesso, se entristece 
com 
nossas perdas e fracassos
e respeitam nossa forma 
de ser, 

caso contrário, 
coloque-os à distância.

A vida é cheia de oportunidades,
 curvas e atalhos, antes 
de 
qualquer atitude, olhar para nossa 
consciência e os valores que
 nos foram herdados, e 
se fosse conosco, 
como gostaríamos
 de ser tratados?.

Não podemos apagar a 
nossa história, 
o passado serve 
para aparar as arestas, 
em alguns casos
 como eliminar possíveis diferenças 
e
 problemas com objetivos e pessoas,
 pois, daqui pra frente, as nossas 
ações vão definir quem somos
 e não dá mais para 
simplesmente passar 
o tempo. 
Devemos evoluir. 

Perdoa o que pode ser perdoado
 e vamos esquecer o que não 
tem solução. 

E, agradecer aos momentos
 bons, felizes e oportunidades, 
por algumas pessoas vale a 
pena perdoar, amar e ser leal 
até o fim.

Imagem relacionada

Eu desejo a vocês, um 
Feliz Ano Bom!
Que a chama da fé, esperança 
e amor 
continuem de 
mão em mão. 
 
Crédito das imagens: 
pixabay, exceto a da 
criança interior.