quinta-feira, setembro 25, 2014

Pitaco Música: ❦ ROBERT PLANT E SEU NOVO TRABALHO❦.#'Rainbow.

Ex-Led Zepelin Robert Plant mistura groove e violinos africanos em disco
10/09/2014 12h53
"Estou sempre em estado de fluxo", disse Robert Plant, e depois se corrigiu: "Ou assim espero".
Plant, 66, estava falando por telefone de sua casa em Shropshire, Inglaterra, sobre seu novo álbum "lullaby and... The Ceaseless Roar" (Nonesuch), que saiu na terça-feira (8).


Trata-se do primeiro álbum de Plant com composições próprias novas desde o lançamento de "Mighty Rearranger" (2005). E é o trabalho de um músico que —depois de definir o estrelato do rock de estádio quando ele liderava o Led Zeppelin, com seus longos cabelos dourados, seus gritos roucos e seus lamentos —sempre seguiu seus instintos e impulsos, e não caminhos mais comerciais, com a maior determinação.
"Sempre que faço um disco", ele disse, "tenho de encontrar um tempo no qual o trabalho me enfeitice completamente."Estilos musicais norte-americanos, célticos, do Oriente Médio e africanos recebem uma transformação tecnológica nas novas canções, enquanto o álbum transforma e reconfigura elementos que estão presentes na música de Plant desde os anos 60. Grooves hipnóticos de world music se combinam ao blues e country, e loops eletrônicos e sequenciadores se misturam a banjos, guitarras elétricas, sintetizadores e um violino africano ocidental de uma corda só.
"Tive muita sorte por ter me apegado a e apaixonado por tantos gêneros diferentes", disse Plant. "Parece justo, para mim, explorar e me deixar seduzir por todas essas formas diferentes, e uni-las". Plant não está exatamente ocioso, de 2005 para cá. Em 2007, lançou "Raising Sand", álbum de duetos com Alison Krauss que tomava por base um repertório de canções fantasmagóricas do folclore dos Estados Unidos, o que o devolveu aos 10 mais das paradas de sucessos e lhe valeu prêmios Grammy. Ele excursionou com Krauss e em seguida com o seu grupo norte-americano, o Band of Joy, e com o Sensational Space Shifters, que inclui músicos britânicos e um griot [menestrel e poeta itinerante] da Gâmbia, na África Ocidental.

No período, Plant também se reuniu com o Led Zeppelin para um único show na arena O2, de Londres —milhões de pessoas tentaram comprar ingressos. "Celebration Day", o filme e álbum lançado em 2012 para celebrar a apresentação, ficou com o Grammy de melhor disco de rock daquele ano. Mas Plant continua a descartar novas reuniões do Zeppelin, o que claramente irrita Jimmy Page, o guitarrista e parceiro de Plant nas composições da banda. Até a metade de 2015, Plant tem planejada uma turnê mundial com o Sensational Shape Shifters.
Quanto a "lullaby and... The Ceaseless Roar", Plant em muitas faixas canta com uma voz sobrenatural: sustentada, andrógina, perfeitamente equilibrada entre a serenidade e a dor. O álbum começa e termina com versões muito diferentes de "Little Maggie", a velha balada do folclore dos Apalaches sobre amor não correspondido e separação. Uma versão combina banjo e instrumentos africanos, a outra é um turbilhão ruidoso de eletrônica e dance music, em ritmo de seis batidas por compasso e com a voz exultante do griot Juldeh Camara cantando "abaden!", uma palavra do idioma fulani que, segundo Plant, significa "vamos dar o máximo que pudermos por uma boa diversão".

Entre as duas há canções de Plant que refletem sobre o amor terreno e o transcendente. Em "Embrace Another Fall", a voz dele surge em meio à percussão, a um riff insistente tocado em um alaúde africano e a tons eletrônicos sustentados e distantes, e Plant canta que "para você desnudo minha alma/ meu verão está quase acabado"."Sei cantar sobre amor, porque amor é a montanha-russa constante", disse Plant. "Não precisa ser de verdade. Basta que seja considerado como algo belo, tortuoso, solitário e ocasionalmente unificador. Sinto a necessidade do amor, e também sinto o desespero, e junto tudo isso".
Ao compor as canções, "me senti muito vulnerável", disse Plant. "Não sei se essa é a palavra certa. Senti-me exposto, mas achava que precisava fazer algo por mim, em lugar de escrever sobre situações imaginárias e estranhos romances".

Plant voltou à Inglaterra e retomou o trabalho com Justin Adams, um guitarrista muito viajado e conhecedor da música do Oriente Médio e África. Adams foi uma das peças centrais da Strange Sensation, banda que acompanhou Plant entre 2001 e 2007.

Em junho, o Led Zeppelin lançou versões remasterizadas e expandidas de seus três primeiros álbuns, um trabalho supervisionado por Page, o produtor original. Ainda que Page tenha sido o integrante mais envolvido no projeto, o baixista John Paul Jones e Plant também se enfronharam na música que fizeram juntos. "Nós todos participamos da seleção de trechos e versões", disse Plant.

Ouvir hoje o que ele cantou quatro décadas atrás com o Led Zeppelin é "como visitar um velho amigo, as coisas que você esqueceu e que o fizeram gostar de algo, para começar", disse Plant. "E é claro que, do ponto de vista do vocalista, eu ainda estava aprendendo a profissão. O R. P. que existia então é totalmente diferente do que existe hoje, e isso é bom. É como deveria ser. Sempre adiante".

Tradução de PAULO MIGLIACCI 
Trecho Reprodução: folha.uol
Fotos: imagem 1. piponcando blog 2.sites google.

Uma das mais belas que já entrou no meu coração, mente e alma:
Eu ouvi a chamada
Há alguém lá que eu sei
Há alguém lá que eu o conheço assim...
As chamadas da estrada a meu coração
Seu amor aquecerá meu sangue
O sol brilhará cada vez mais
| Robert Plant | Somebody There | 

Pitaco Cultural: Almir Sater se apresenta em Maringá, neste Sábado.

 Almir Sater e Banda se apresentam neste Sábado, 27, em Maringá, PR, no Country Club Maringá. Com mais de 30 anos de carreira e 10 discos solos gravados, é considerado um dos artistas mais completos, graças ao seu virtuosismo na viola.
Imagem: Imprensa/IC  por Blog  Kleber Patricio online.
Imagem: Diario MS.


Por onde se apresenta, é ovacionado pela plateia, ao cantar suas canções marcantes: "Cavaleiro da Lua", "Trem do Pantanal" e as clássicas "Um Violeiro Toca", "Tocando em Frente" e "Chalana", sempre solicitadas em seus shows. O show mescla com o CD "7 Sinais", sem deixar de lado a técnica ímpar e o magistral toque de viola indispensável nas suas apresentações, que o tornou consagrado.

O artista é um dos poucos que não deixou a emoção de lado e a música flui de seu coração, com originalidade, sem subterfúgios ou aparatos tecnológicos, transborda em sentimentos, na forma real, capaz de penetrar até nas almas mais blindadas e aguçar a comoção.
A interação com o público é tão natural que a impressão, após o show é de ter estado no quintal de casa, completamente à vontade, num tom mais intimista.
Serviço: 
Almir Sater e Banda.
Quando: 27/09/14 - sábado.
Onde: Maringá/PR
Local: Country Club Maringá
Convites à venda: secretária do Country Clube Informações: (44) 3224 -2275
ou À venda pelo site Okingressos.com
Obs: O evento é limitado para 700 pessoas, e será 100% open bar/open food.
COMO CHEGAR COUNTRY CLUB
http://guiascapes.com.br/maringa/country-club-maringa
Fonte: Internet Sites Divulgação.

Filosofia: ESTA TAL POLIDEZ

"Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal" já dizia Oscar Wilde. "Polido demais para ser honesto”, diz-se então, pois a honestidade às vezes impõe ser desagradável, chocar, trombar. Mesmo honestos, aliás, muitos ficarão a vida toda como que prisioneiros de suas boas maneiras, só se mostrando aos outros através da vidraça – nunca totalmente transparente – da polidez, como se tivessem confundido de uma vez por todas a verdade e o decoro. No estilo certinho, como se diz hoje em dia, há muito disso. – é melhor ser honesto demais para ser polido do que polido demais para ser honesto!. Trecho A polidez | André Comte-Sponville.

“A polidez nem sempre inspira a bondade, a equidade, a complacência, a gratidão; mas, pelo menos, dá-lhes a aparência e faz aparecer o homem por fora como deveria ser por dentro.”―Jean de la Bruyere -moralista francês. “Polidez é inteligência; consequentemente, impolidez é parvoíce. Criar inimigos por impolidez, de maneira desnecessária e caprichosa, é tão demente quanto pegar fogo na própria casa.” ―Schopenhauer. Tem um ditado português que diz assim "por fora bela viola, por dentro pão bolorento", ou seja, pessoas que vivem de aparências. Creio eu que se enquadra muitas vezes nesta tal polidez. Nota-se que Comte, Bruyere e Schopenhauer, tem opiniões não convergentes. Enquanto Comte, afirma que a polidez, muitas vezes é um estado comedido para demonstrar socialmente boas maneiras, mas que ao mesmo tempo nos deixa frustrados, "omitimos na maioria das vezes", o que realmente pensamos e sentimos.

Bruyere e Schopenhauer, quase se convergem, o primeiro acha que a polidez se fosse verdadeira, seria uma virtude ideal e admirável, tendo em vista que na maioria das vezes, é praticada pelo cinismo e a hipocrisia. Nada mais que um disfarce. Schopenhauer já acha que a dissimulação e o jogo de cintura é o melhor caminho, para evitar desafetos e se dar bem socialmente. Enfim, para con (viver) socialmente precisamos usar de perspicácia, um pouco de cinismo, uma dose de dissimulação e adotando máscaras de acordo com a situação. Porque estamos mais propícios a aceitar um falso elogio, uma adulação vulgar e bajulação barata, do que valorar a autenticidade e a sinceridade. Assim vamos nós, de omissão em omissão, em reuniões, diálogo com o vizinho, o patrão, o casal, relações pessoais, amizades, dissimulando sempre. Falamos somente aquilo que a nossa vaidade e ego almejam ouvir. Muitas vezes quando abrimos os nossos olhos, desapontamos porque não tivemos o devido respeito por nós mesmos, em não permitir em faltar com a verdade e a sinceridade.  


Rousseu coloca mais lenha na fogueira ainda "Ninguém mais ousa parecer aquilo que é; e, nesse constrangimento perpétuo, os homens que formam esse rebanho chamado sociedade colocados nas mesmas circunstâncias farão todos as mesmas coisas, se motivos mais poderosos não os desviarem. Jamais saberemos bem a quem nos dirigirmos: precisamos pois, para conhecer um amigo, esperar as grandes ocasiões, isto é esperar que não haja mais tempo, pois que é precisamente nesse tempo que seria essencial conhecê-lo". Ao adorar a postura social, do protocolo politicamente correto, caímos no infortúnio da dúvida gerada, até onde vai e termina a sinceridade em relação ao outro. Se não passa de uma simples adulação, bajulação envolvidas por interesses e convenciência apenas.
Ainda prefiro a acidez de Nietzsche: — "A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio".

Imagens: reprodução internet.