Pitacos sobre Cultura e Humanidades

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Dia Do Filósofo

Hoje, dia 16, é o dia do filósofo no Brasil em homenagem aos profissionais que se dedicam aos estudos de filosofia, entretanto, o dia mundial da Filosofia é celebrado na terceira quinta-feira de novembro (possível data da morte do filósofo grego Sócrates), instituída pela Unesco em 2005 e, neste ano cairá em 18 de novembro de 2021.


Não importa a data, a Filosofia é essencial para qualquer dia, são reflexões e questionamentos sobre sociedade, política, ética, religião, cultura, os mais diversos temas relacionados, é considerada a mãe de todas as ciências.  

Reza a lenda que a palavra Filosofia foi criada por Pitágoras e, pode ser compreendida como “amigo da sabedoria”.

De acordo com o site  Laboratório Oswaldo Cruz  “Segundo a Academia Paulista de Letras, o primeiro filósofo brasileiro foi Matias Aires Ramos da Silva Eça, nascido em 27 de março de 1705, em São Paulo e faleceu em Lisboa, Portugal, em 1763”.

Entre os livros que escreveu o mais conhecido é ” Reflexões sobre a Vaidade dos Homens”, publicado no Brasil apenas em 1993. Da qual, eu não conhecia, e consegui o livro no site de Domínio Público (só clicar no nome do livro 👆acima).


Imagem: Pinterest / Google 

O objetivo da Filosofia é questionar, não trazer respostas prontas e absolutas. Afinal, "O filósofo não responde perguntas, ele pergunta respostas", segundo Millôr Fernandes.


E como Descartes, logo “duvidei, pensei e comecei a existir!”, com Sócrates, Platão, Aristóteles, Diógenes, Hobbes, Voltaire, Maquiavel, Rousseau e Nietzsche entre outros. Meu filósofo favorito é Nietzsche que nos deixou em 1900, 25 de agosto, infelizmente e, só vim a lê-lo em 2011, mas nele eu encontrei as respostas que eu necessitava; como não ter medo do sobrenatural e que a morte é algo natural, medo devemos ter do monstro que habita em cada um de nós, não do céu e inferno. O bicho papão ficou só no imaginário.

Para conhecer a obra em ordem cronológica, acesse o blog:

A Filosofia do martelo 





Sem filosofia, sem livros, sem música, a vida não têm nenhum sentido para mim.  

99 Doses de Nietzsche - máximas para refletir!

https://www.livrosepessoas.com/2014/09/21/99-doses-de-nietzsche/

Alguns sites que eu sigo sobre Filosofia:

https://www.filosofia.com.br/

https://notaterapia.com.br/

https://razaoinadequada.com/

https://outraspalavras.net/

https://www.stoodi.com.br/

A Filosofia do martelo

nietzscheofilosofo

sábado, 7 de agosto de 2021

A Magia Dos Sorrisos E Risadas

 No capítulo 3 do Livro - Desvendando Os Segredos Da Linguagem Corporal - de Allan e Bárbara Pease discorre sobre “A Magia dos sorrisos e risadas” e por que o riso é o melhor remédio.

Imagem de Victoria_Borodinova por Pixabay

Segundo os autores, assim como acontece com o sorriso, a incorporação do riso como parte permanente da nossa personalidade atrai amigos, melhora a saúde e estende a vida.

Quando rimos, todos os órgãos do nosso corpo são afetados de forma positiva. A respiração se acelera, exercitando o diafragma, o pescoço, o estômago, o rosto e os ombros.  O riso aumenta a quantidade de oxigênio no sangue, o que não só ajuda os processos de cura como melhora a circulação e expande os vasos sanguíneos próximos à superfície da pele. É por isso que as pessoas ficam com rosto vermelho quando riem. 

O riso também tem o poder de diminuir os batimentos cardíacos, dilatar as artérias, estimular o apetite e queimar calorias.

O neurologista Henri Rubenstein descobriu que um minuto de boas gargalhadas proporciona até 45 minutos de relaxamento subsequente.

Quanto mais velhos mais sérios nos tornamos a respeito da vida. Um adulto ri, em média, 15 vezes por dia; uma criança em idade pré-escolar, 400 vezes.

Imagem de Pexels- por Pixabay

                                        Por que se deve levar o riso a sério

As pesquisas mostram que rir ou sorrir, mesmo quando não nos sentimos especialmente felizes, causa um surto  de atividade elétrica em uma parte  da  “zona feliz” do hemisfério esquerdo do nosso cérebro. Em um de seus números estudos sobre o riso, Richard Davidson, professor de psicologia e psiquiatria da universidade de Wisconsin, mediu, por meio de eletroencefalogramas, a atividade das ondas cerebrais de voluntários solicitados a assistir a filmes engraçados. 

O riso fazia  com que as zonas felizes do cérebro, “clicassem” loucamente. O professor Davidson  provou que a produção deliberada de sorrisos e risadas aproxima a atividade cerebral  da felicidade espontânea. Dois grupos passaram três semanas assistindo a filmes de vídeo. O grupo que assistiu a comédias obteve mais melhoras daquele que assistiu a vídeos não humorísticos.

O humor cura

O riso estimula a produção de endorfinas, analgésicos naturais do corpo e agentes de sensação do bem-estar que ajudam a aliviar o estresse e a curar doenças. As endorfinas são substâncias químicas liberadas pelo cérebro quando rimos, ela produz um efeito tranquilizante sobre o corpo, ao mesmo tempo em que se reforça o sistema imunológico. Isso explica por que as pessoas felizes raramente adoecem, e as infelizes e queixosas sempre parecem estar doentes.

Chorar de rir

Do ponto de vista psicológico, o riso e o choro estão intimamente ligados. Procure se lembrar da última vez que uma piada lhe provocou um acesso de riso incontrolável. Como você se sentiu em seguida¿.

Paul Ekman descobriu que uma das razões pelas quais somos atraídos por rostos alegres e risonhos é que, ao ver uma pessoa sorrindo, nós sorrimos também, e isso provoca a liberação das endorfinas. Quando cercados de pessoas tristes e infelizes, temos a tendência de imitar suas expressões e nos tornam taciturnos e deprimidos.

Onde comprar o livro segundo o Google

Concluindo: O segredo talvez seja em não deixar a nossa criança interior fenecer, se cercar de boas pessoas e energias. Vamos rir, mesmo que seja no desespero, a vida é curta demais, não sairemos vivos dela mesmo, então, façamos como o dito popular: “O que não tem remédioremediado está”. 

Sobre o casal de autores australianos:

Allan PeaseApesar de não ter formação em psicologia, neurociência ou psiquiatria, ele conseguiu se estabelecer como um "especialista em relacionamentos". Seus livros foram traduzidos para 53 idiomas e venderam mais de 25.000.000 de cópias. Allan é professor honorário de psicologia na ULIM International University, membro da Royal Society of the Arts (Reino Unido), membro do Institute of Management, membro da Lifewriters Association, membro Paul Harris (Reino Unido), senador do JCI e foi introduzido no Hall da Fama da National Speakers Association. (F: https://www.gspeakers.com/our-speakers/allan-pease/).

Barbara Pease é CEO da Pease é imensamente bem-sucedida empresa Pease International Pty Ltd. Ela controla a distribuição, marketing e vendas de livros de Allan & Barbara, CDs, DVDs e programas de treinamento nas áreas de comunicação, linguagem corporal, vendas, motivação, liderança e trabalho em equipe. Ela é coautora do grande best-seller de livros. (Fonte: Skoob, Editora Sextante). 

terça-feira, 13 de julho de 2021

DIA MUNDIAL DO ROCK

Há algo de novo no reino geral para celebrar e que se espalha pelo ar, devolvendo emoções bonitas, sentimentos indescritíveis, pois hoje é o "Dia Mundial do Rock".

Simples assim!

 
Muito mais que uma data, mas um Movimento social para conscientizar a população mundial sobre a drástica pobreza e fome na Etiópia.

Reza a lenda que em 13 de Julho de 1985, diversas bandas e 
artistas se apresentaram no evento Live Aid em Londres, Inglaterra,
e Filadélfia, Estados Unidos, simultaneamente, como The Who,
Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Rolling Stones, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton, 
Black Sabbath, entre outros e transmitido para vários países.

Devido ao sucesso do evento, a data é reconhecida no Brasil como 
o Dia do Rock Mundial. E não poderia ser diferente. Das sete Artes, a música é considerada a mais humana, que chega direta ao coração e desperta emoções diversas, momentos vividos, mas ainda vivos no nosso inconsciente, e traz à cura. Independente do ritmo, gênero, idioma, a música fala a mesma linguagem, ela não separa pessoas, 
ela as une na mesma sintonia e transforma vidas, cura, salva.

Quer um exemplo real? Segundo o Jornal BBC, Thomas Leeds sofreu 
um acidente que apagou sua memória, mas dez anos depois, ao ouvir a letra de um hit dos anos 1980 da banda The Waterboys, The Whole of the Moon, nos fones de ouvido, ele teve seis flashbacks em sequência.

Uma batida de bateria começa a tocar, e depois entra o teclado. Uma sequência de notas ressoa, até que o vocalista começa a cantar em inglês. "Foi a coisa mais mágica da minha vida", diz ele. Quer saber sobre essa emocionante história na íntegra? acesse bbc.com/Thomas

As artes vão muito além do convencional, trivial, ela é feita para despertar sentimentos, contradições, provocar, analisar, contestar, denunciar, comparar, instigar a pensar, refletir. 

A imaginação não tem prazo de validade, ela é infinita. Cada pessoa traz consigo suas percepções individuais, e serão úteis ao coletivo. 

Oscar Wilde definiu a arte “como a manifestação mais intensa de individualismo que o mundo conhece”.

Nenhuma arte nasceu para ter ‘cabresto’, ela é ilimitada, livre e libertária, e o Rock é um dos gêneros musicais que mais se aproxima dessa irreverência, é transgressor. Desde o início, criado como Movimento Social contra a segregação racial, opressão.

Muito antes de ser transformado em um estilo musical “branco” apropriado por Elvis como percussor, o Rock n´roll.
De acordo com  batalhadorock. wordpress.com  [vale a pena acessar]  "teve sua origem na música negra e surgiu da mistura do Blues R&B música gospel  estilo americana" e as canções falavam sobre segregação racial, sofrimento, escravidão, opressão, amor, etc etc. 
Robert  Johson
Tudo começou com Robert Johnson Depois que o Blues passou a chamar atenção das gravadoras americanas, com suas canções  com forte teor de sofrimento escravo, trabalho, amor e luta, surge os anos 50”. O blues ganha mais ritmos nas guitarras de B.B King, Chuck Berry e Little Richards” e a influência dos riffs anterior de Sister Rosetta Tharpe foram fundamentais. 
Assista o vídeo sobre Rosetta Tharpe

Assim o blues, o folk, o folk Rock e o Rock seguem juntos e misturados a encantar pessoas e a penetrar até nas almas mais blindados para lembrar que a arte existe para enfeitar o mundo sombrio em que vivemos.

“Sem a música, a vida seria um erro.”  Friedrich Nietzsche, o gênio, afirmara. E ele como sempre tem toda a razão.                                               

Viver sem música é viver uma vida mal vivida, mal cuidada e carente de emoções, imaginação, sonhos e esperança!

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Almir Sater é tema de mestrado na USP

 



Foto de Thadeu Varoni

Almir Sater graças a sua magia e técnica incomparável foi um dos
temas escolhidos para dissertação em mestrado sobre sua relevante
contribuição à música e a viola de 10 cordas, popularmente conhecida
como caipira.

 O artista sempre despertou interesse sobre o seu toque mágico de viola
que explora diversos ritmos, sons e harmonia que produzem uma
sonoridade ímpar, pois sua música navega por diversas vertentes, do
erudito ao popular, com a mesma naturalidade e desperta emoções
diversas.

Sua Discografia composta por 12 obras, sendo 10 discos solo e os 02 mais
recentes “AR” (2015) e +AR(2018) gravados em parceria com Renato
Teixeira, distribuído pela Universal Music em todas as plataformas
digitais, lojas e sites virtuais, ambos vencedores do Grammy (s) Latino
2016 e 2018 respectivamente e indicado pela crítica especializada entre
os melhores lançamentos da época.



AR - Foto de  Eduardo Galeno



+AR - Foto de Eduardo Galeno

Dentre os discos, o pesquisador Max,  escolheu para sua dissertação
‘Instrumental’, um dos discos mais importantes e precioso
de sua carreira. Nele, Sater demonstra sua virtuose que o coloca
entre os artistas mais consagrados da música, inclusive
indicado pela crítica especializada da Revista Rolling Stones 
(2012) entre os melhores da guitarra e violão.





A matéria completa foi divulgada no final de Abril [30] pelo
Jornal da USP da qual transcrevi partes e “apresentada na
Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP analisou a obra
de Sater identificando e descrevendo os recursos composicionais
presentes em cinco músicas do artista: Corumbá, Doma, Luzeiro,

Viola de Buriti e Cristal. A autoria da pesquisa em musicologia  A diversidade composicional na obra instrumental de Almir Sater é de Max Junior Sales, com orientação do professor Ivan Vilela”



O pesquisador demonstrando características das composições instrumentais de Almir Sater durante a apresentação de sua dissertação de mestrado, em agosto de 2019.
 Foto: Mônica Monteiro.


“A inserção de elementos do blues, assim como a relação entre
modalismo e tonalismo e a elaboração complexa da instrumentação
em Luzeiro, entre outros recursos identificados no trabalho, revelam a
diversidade presente nos processos criativos do compositor. Para o
pesquisador, “foi surpreendente constatar como um recorte tão
pequeno da obra [de Almir Sater] pôde gerar um estudo tão extenso”.
Ainda assim, há um sem-número de possibilidades de estudos para
abordar a obra por diferentes perspectivas.”

“Através de sua pesquisa, Junior Sales tinha como objetivo criar uma
base para que mais estudos explorem o universo da música
instrumental de viola, além de contribuir para um “entendimento mais
sólido da história desse instrumento como um importante elemento da
cultura brasileira”, que não se limita a uma única região e pode ser
utilizado em diversas linguagens musicais, como o rock, o choro e a
música clássica”.

“Nascido em Lavras, Minas Gerais, Max Junior Sales se mudou para
cursar graduação em Música pela Universidade Federal de São João del-Rei. Lá ele se formou em violão em 2010. Foi também nessa época que o interesse pela viola “foi se tornando cada vez maior a ponto de começar a substituir o violão como meu instrumento principal de trabalho”. Ele afirma ter encontrado no mestrado a possibilidade de fazer essa transição e se aprofundar no universo da viola caipira”.



Foto de Grasiela Pacheco

E não poderia deixar de ser, afinal, Almir Sater considera Minas Gerais,
o berço da viola, já declarou inúmeras vezes que suas influências
nacionais são Renato Andrade, Zé Coco do Riachão e Tião Carreiro
e as internacionais desde Pink Floyd, Bob Dylan, Dire Straits,
Jethro Tull, música clássica, música folclórica inglesa,etc.

Com uma dissertação brilhante e bem elaborada, só resta
concluir que, as composições de Almir Sater [não] só ajudaram
a modernizar a música de viola, mas através do seu experimentalismo,
versatilidade, mistura de sons, harmonia e melodias, com sua veia
criativa, o músico valorou ainda mais o instrumento e sua sonoridade,
e o transformou numa obrigatoriedade musical, sem dúvida, uma
contribuição inigualável e que perpetuará em todos os corações de
qualquer idade, entre as belas almas, atemporal!

Para fazer o download da defesa do Mestrado acesse o link abaixo:
https://teses.usp.br/teses/disponiveis/AlmirSater

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Quatro Anos sem Belchior

"Apenas um rapaz latino-americano"

Hoje, 30 de abril, há quatro anos perdíamos um dos mais geniais artistas da música brasileira, Belchior, aos 70 anos. 

Imagem: Spotify










 

Segundo informações e laudo da época, o artista morreu dormindo, ao som de música clássica, quando a companheira dele logo pela manhã no domingo, às 7 horas, o encontrou desacordado, para tristeza de milhares de pessoas, fãs, admiradores, críticos especializados. A música ficou empobrecida com a partida inesperada do cantor.


Dono de sucessos como "Apenas um rapaz latino-americano", "Como nossos pais", "Coração Selvagem", “A Palo Seco”, "Divina Comédia", o músico foi uma das mentes mais criativas, inquieto e irreverente conhecia a literatura universal como ninguém, falava diversas línguas e vários artistas de diferentes estilos gravaram suas canções como Vanusa, Elis Regina, Engenheiros do Hawaii, Fagner, Roberto Carlos dentre outros.   

Foi com a intenção de homenageá-lo que o produtor Jackson Martins, empresário dele por 14 anos, concedeu a entrevista para o nosso blog, a fim de reverenciá-lo, tamanha é sua admiração pelo artista, juntos viajaram o Brasil inteiro em diversos shows.  Além de empresário, Jackson também produziu seu último disco acústico em 1999, “Concerto A Palo Seco”, e o último show foi em Colatina, ES (2006), infelizmente.

Depois disso, muito pouco se soube dele, até que em 2008 rumores diziam que o artista vivia entre o Brasil e o Paraguai, com uma nova companheira e várias teorias conspiratórias desde então.

 


 

Ao longo destes anos, Jackson Martins, o coiote, como é conhecido entre seus amigos, continua firme no mercado de shows como produtor cultural e a promover os melhores espetáculos com os artistas mais renomados da música popular brasileira como Almir Sater, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Martinho da Vila, Eduardo Araújo, Renato Teixeira, entre outros.


Muito conceituado no meio artístico e empresarial, em 2018, a Gazeta de Araçuaí homenageou o empresário por seus 30 anos como produtor cultural e por ser um filho Araçuaiense do qual eles se sentem orgulhosos.


Jackson Martins e Belchior

 







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A seguir, a entrevista:

Jackson, hoje dia 30 de abril, há 04 anos Belchior nos deixou, um dos mais geniais artistas da música brasileira, qual foi o sentimento ao receber uma notícia tão dilacerante, sendo que você esteve à frente de sua carreira por 14 anos, até 2006¿.

JM  Muito triste e comovido, nunca imaginei este desfecho da vida dele!

Como se deu esse encontro entre você e o Belchior¿, O que o levou a gerenciar sua carreira de show, como surgiu essa parceria¿.

JM Eu trabalhava com o artista mineiro Saulo Laranjeira! Quando ele veio gravar o programa Arrumação de Saulo, conversamos muito no camarim e então me convidou para fazer alguns shows com ele em Minas, eu disse a ele que toparia fazer shows acústicos, ele e um violão! . Alegou que tinha muito tempo que não tocava, trabalhava somente com a banda dele, (Radar). Depois de 2 anos o seu então empresário senhor Hélio Rodrigues me ligou e me disse que o Belchior pediu para eu agendar os shows acústicos, que ele já havia ensaiado o mesmo. Agendei nossa primeira temporada com 22 shows pelo interior de Minas.

Além de atuar como empresário por tantos anos, agenda de shows e afins, também produziu o último disco acústico do artista, “Um concerto a Palo Seco” [1999] que rendeu mais de 200 shows pelo país em 2006 e reuniu suas músicas mais importantes. Como foi a escolha das canções tendo ele um vasto e rico repertório, conte um pouco sobre esse importante momento e sobre o convite ao Gilvan de Oliveira.

JM — Sugeri a ele fazer shows voz e violão com o Maestro mineiro Gilvan de Oliveira, ele topou e daí, propus gravar um disco Acústico e ele concordou, gravamos ao vivo no Estúdio Bemol em Bhte!

 O último show realizado deste projeto acústico foi em Colatina, ES (2006), você já sabia de antemão que assim seria? O que o levou a desistir de seguir em frente?.

JM Ele já havia combinado comigo que depois deste show iria dar uma parada para traduzir suas músicas para o Espanhol e fazer a tradução da Divina Comédia do clássico para o Popular. Depois retornaria aos shows com disco de inéditas!

Em 2008, surgiram diversos rumores, entre eles, que Belchior estava desaparecido, até que o Fantástico em 2009 o localizou entre as fronteiras do Brasil e Paraguai. Alguns ressuscitaram diversas teorias conspiratórias como dificuldades econômicas, desilusão familiar, desapego, decepção com a carreira, ou a mais tenebrosa, a influência incisiva da produtora cultural, Edna Prometheu, da qual se envolveu na época, o afastando de seu mundo real para viver sua utopia.  Um artista do naipe dele, um ‘rebelde estudantil’ como se definia, falava várias línguas e sabia tudo de literatura universal se deixaria convencer assim por uma pessoa comum, o oposto dele¿  Justo ele, que prezava a liberdade e vontade própria acima de tudo¿.

JM Pois é! Muito complicado este tema, nunca concordei com as versões apresentadas! Pra mim ele foi vítima de alguma armação psicopata!

— E por fim, qual legado que o Belchior deixou e o que ele diria para nós, seus fãs, admiradores e sonhadores nestes tempos difíceis que vivemos, e que temos muito a aprender!

JM O legado é grande e muito importante, deixou uma obra musical de alto valor artístico, com muito conteúdo intelectual! Acho que diria: Temos de rejuvenescer e mudar as coisas!

Do disco que você produziu existe alguma música em especial que recorda os anos passados junto ao artista e qual seria sua preferida.

JM Para mim, é a música "Tudo Outra Vez". Apenas Um Rapaz Latino-Americano! 


Sem dúvida, Belchior, permanece vivo com sua obra imortalizada de geração em geração, para que a gente não esqueça que a vida é mais que uma teoria, "amar e mudar as coisas interessa muito mais!"