Loira do bem ∞ : perdão
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sábado, abril 15, 2017

REDE DE RELACIONAMENTOS

No filme Coração de Cavaleiro, o Rei Edward ao desfazer uma injustiça e sagrar o jovem Willian, até então ‘farsante’,  com o título “ Sir “ no  torneio,  disse:  “Seus amigos lhe amam, se eu não soubesse mais nada sobre você, isso já me bastaria”. Ou seja, é  incalculável o valor da amizade, de laços leais e sinceros.
Um passaporte que abre portas para os que valorizam caráter e ações coerentes. Aqueles que têm essa sorte devem cultivar os seus amigos como verdadeiros tesouros e se eles estiverem ao redor, a felicidade é dobrada e as dores são menores. E para ter esse privilégio que são para poucos, porque nem todos, estão dispostos a aceitar o outro, com sua cultura e juízo de valores diferentes, sem gerar preconceitos e atritos e  manter uma rede de relacionamentos saudáveis e desenvolver  sentimentos assertivos,  além de exercitar a via de mão dupla,  e muito respeito.
Vamos imaginar quantas pessoas desde a nossa infância até os dias atuais passaram pela nossa vida, vizinhança, escola, trabalho, academia, faculdade, igreja ou lazer. Quantas delas nunca  mais ouvimos falar, e talvez nem vê-las mais. Então,  não seria interessante,  rever ou reatar alguns desses laços que no passado, talvez nem todos, mas certamente vários contribuíram para nossa formação
Uma rede de relacionamentos enriquece nossa vida em todos os sentidos, é um caminho-chave para alçar voos ou permanecer firme no chão.  Muitas vezes, por medo  de  ferir ou decepcionar, nos fechamos  em um casulo e criamos muros intransponíveis. Mas não fomos feitos para viver isolados, precisamos um dos outros, em afeto, reconhecimento e oportunidades.  Certo, para algumas pessoas não seremos “bons” o suficiente por mais que desejamos e  da mesma forma que outras não serão para nós também, por mais que dizem.  As relações interpessoais exigem flexibilidade, focar mais nos pontos fortes de cada um, e menos nos defeitos, aprender a ouvir mais e se colocar no lugar do outro. A psicologia nos diz que quando criticamos as pessoas, aliviamos as nossas frustrações.
Sim, também há relacionamentos que fazem muito mal, são peçonhentos e abusivos. Por isso, colocar numa balança e avaliar as ações e atitudes, assim como no “Coração de Cavaleiro” - “Você foi medido, pesado, avaliado e considerado insuficiente”. E, então mesmo dolorido, seguir em frente, as  perdas e frustrações nos ajudam a crescer, como diz o roqueiro Humberto Gessinger  “Perdoa o que puder ser perdoado e esquece o que não tiver perdão”.  

Em algum lugar, cedo ou tarde, vamos cruzar com pessoas que esperam uma oportunidade de estar no time dos que soma, multiplica e partilha, sejam interesses, afinidades, ideias, até mesmo as diferenças, porque estarão unidas não por protocolos ou classes, mas por coração, e não é pieguice.  O que vale é o aprendizado, sem se apegar a pequenas coisas, nem nas opiniões, nem nos detalhes.  Às vezes, o que falamos dos outros é o que enxergamos em nós, sem se dar conta.  Viver é correr riscos, estar alerta e em movimento constante no aprendizado e escolhas, porém, mais triste será continuar em círculos, sem nunca dar nenhum passo para evoluir e continuar a ser a mesma pessoa, enquanto a vida passa, sem piedade ou compaixão. 

FT: acervo pixabay - free imagens. 

sábado, outubro 24, 2015

PERDÃO - A CURA PARA NÓS MESMOS.



"Há um tempo para a mágoa e um tempo para ir além da dor, como diria Pessoa, além da dor, o componente fundamental da mágoa é a sua permanência. uma incapacidade de parar de sofrer, mesmo com o passar do tempo". Para quem espera o perdão, o tempo é o maior inimigo, por isso é necessário praticar a paciência. A paciência serve de proteção contra injustiças como as roupas contra o frio. Se você veste mais roupas com o aumento do frio, este não terá nenhum poder para feri-lo. De forma idêntica você deve crescer em paciência quando se encontra em grandes dificuldades e elas serão impotentes para atormentar a sua mente. (Leonardo da Vinci).


Em todos os caminhos de crescimento humano, tanto psicológico quanto espiritual, uma ênfase especial é dada à questão da mágoa. Não só pelo sofrimento que ela produz, mas também pelo transtorno que ela provoca nos relacionamentos. Qualquer que seja o nome que damos a esse sentimento, seja mágoa, rancor, ressentimento ou vingança, ele se caracteriza por uma amargura na alma, uma sensação de injustiça, a partir do mal que alguém nos fez.
Além da dor, o componente fundamental da mágoa é a sua permanência. É uma incapacidade de parar de sofrer, mesmo com o passar do tempo. E como é impossível levarmos nossas vidas sem sermos machucados, de vez em quando pelas outras pessoas, sendo em vista a imperfeição da natureza humana, corremos o risco de acumularmos ferimentos e nos tornarmos pessoas amargas, desiludidas e sofredoras.

A mágoa é uma forma de guardarmos para depois coisas que não resolvemos na hora. Uma das características da vida é que ela só pode ser vivida no presente. O passado e o futuro, apesar de existirem na nossa cabeça, não têm existência real. Seria uma grande tolice imaginarmos que podemos respirar para amanhã, que podemos viver o ontem. O natural é que as coisas sejam vividas, mesmo as ruins, no momento em que elas acontecem.
O sentimento da raiva, que é natural tem por objetivo,  nos ajudar a resolver nossos problemas, incluindo as ofensas, traições ou quaisquer outros atos que as pessoas nos produzem. Quando somos inibidos na nossa raiva, quando temos medo de expressá-la, ela esfria dentro de cada um de nós e se transforma em mágoa. Mágoa é toda raiva que ficou para depois. É a raiva dentro da geladeira. É o medo de resolver nossos conflitos com outras pessoas, no momento em que aparecem. Guimarães Rosa define magistralmente, a mágoa no seu livro, Grande Sertão Veredas: "Mágoa é lamber frio o que o outro cozinhou quente demais para nós”.
 
A pessoa rancorosa apresenta pelo exposto até aqui, as seguintes dificuldades:

1- Em aceitar a imperfeição humana, idealizando uma realidade onde as pessoas nunca falhem com ela.

2- Na expressão da raiva, na colocação clara do seu desagrado diante do outro.

3- Em viver o momento presente, sendo extremamente apegada ao passado.

Por isso, a pessoa que guarda mágoa, em geral é também saudosista e culposa, características de quem vive no passado. Uma vez, porém instalada a mágoa, só nos resta uma saída: o perdão. Se a mágoa nos envenena e machuca, o perdão nos alivia e cura. Pode-se medir a sanidade psicológica de alguém pela sua capacidade de perdoar. O perdão é a ponte que nos faz sair da depressão para a alegria. "Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aqueles que nos ofenderam." Por que tanta dificuldade em perdoar? Porque há equívocos em torno do perdão que nos dificultam o exercício dele.
 
Primeiramente, há uma crença falsa de que o beneficiário do perdão é a pessoa que nos ofendeu. O perdão é algo bom para quem perdoa. Perdoar é ficar livre da dor provocada pelo outro. É ficar livre daqueles que nos magoaram. É um presente dado a mim mesmo. Perdoar não é esquecer. É apenas parar de sofrer. Não nos incomodarmos mais com o que aconteceu no passado. Devemos, porém aprender com a experiência acontecida. Temos de tomar posição diante do que aconteceu, revendo a relação, e por isso mesmo, nos livrando do sofrimento. A mágoa deteriora os relacionamentos porque ao invés de resolvermos os problemas, ainda que com uma briga, guardamos a raiva no coração e ela se transforma em hostilidade, frieza e desprezo na relação, distanciamento sexual, traição e outras formas de vingança. "Que o sol não se ponha sobre nossas iras”. A ira santa é aquela do momento presente, como a experimentada pelas crianças. A ira guardada para amanhã vira mágoa e fecha nossos corações para o amor. Perdoar os outros é o presente que podemos oferecer a nós mesmos. Chega de carregar na alma as ofensas e os que nos ofenderam.

Por Antônio Roberto Soares.

"Tenho paciência e penso: Todo o mal traz consigo algum bem”. –Beethoven.  

segunda-feira, junho 22, 2015

AUTOCONHECIMENTO: FÉ SEM PERDÃO NÃO FUNCIONA


FÉ SEM PERDÃO NÃO FUNCIONA


O perdão é a forma de provar a si mesmo que as emoções negativas estão sob o seu controle e que você conhece seu próprio potencial para conquistar novos caminhos. Com esse desprendimento e com essa confiança em si mesmo, você poderá "soltar" de sua mente os acontecimentos desagradáveis, pois na verdade tudo que vivenciamos faz parte do nosso crescimento e nos impulsiona a compreender os sentimentos das outras pessoas.

Ninguém nos agride, nos trai nos abandona ou nos rouba, sem que tenhamos, consciente ou inconscientemente, provocado tais comportamentos. Mesmo em se tratando de acontecimentos vindos de pessoas estranhas, nosso poder de atração é o responsável por isso. Saiba que existem duas leis no Universo, sem as quais não haveria ordem planetária no sistema solar nem no ecossistema e tudo seria o caos: os semelhantes se atraem e a Lei da Compensação.
A primeira reação de quem recebe essa informação é de incredulidade, pois é difícil entender como podemos ser "semelhantes" às pessoas que nos fazem mal.

Sempre temos algo em comum com quem nos faz infeliz. Se abandonarmos o sentimento de vergonha, os preconceitos e o orgulho, encontraremos estreitos laços com esses acontecimentos ou com essas pessoas. Temos sempre, guardado na manga, um pensamento que achamos incorreto, mas que nunca "mostramos", seja devido, aos padrões morais ou sociais, ou, até mesmo, profissionais. Isso nos torna inconsciente do que realmente sentimos em relação a nós mesmos. Constantemente submetidos a opiniões externas, passamos a enxergar somente o que está do lado de fora de nossa personalidade. Portanto, conheça-se melhor antes de negar a verdade que se esconde por trás do medo de não estar sendo bom ou perfeito com os outros ou com você mesmo sempre que guardamos mágoas, ressentimentos, ódio, etc., mais cedo ou mais tarde, somatizamos uma doença para justificar a perda de energia que tivemos, devido à situação provocada por aqueles sentimentos.


Quando a doença não desaparece, nós sabemos que a pessoa não perdoou realmente.
Quando você "achar" que perdoou, desconfie de você mesmo e volte, conscientemente, àquela situação que causou a mágoa. Se você ignorar o acontecimento e olhar a outra pessoa com carinho e bondade, sentindo o coração livre e com esperanças renovadas, saiba, então, que você perdoou verdadeiramente.

De nada adiantará rezar e suplicar pela cura se seu coração está bloqueando a energia vital, mantendo vibrações opostas ao bem. Portanto, se você não conseguir tornar seus sentimentos livres das emoções negativas, sua vida estará presa a um círculo vicioso.
"Se você não sabe perdoar, também não é digno da saúde que procura."
Fonte: Cristina Cairo – Linguagem do Corpo.

domingo, abril 12, 2009

SEM DÉBITOS EXCETO O AMOR


A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros, pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.

Não deva. Não tenha pendências. Quando se fala em débito a primeira coisa que vem em mente é dinheiro. E o que apóstolo Paulo quer dizer então? "Honre os seus compromissos não os deixe virar dívidas".
O quê, por exemplo?
Encontro para acertar pendências e diferenças
Você está "arranhado"com um irmão, mal consegue olhar para ele.E sabe que pela Bíblia, o correto é marcar um encontro para acertar tudo. Pois marque!



Pedido de desculpas
Você ofendeu alguém. Sua consciência está lhe acusando.Pois enquanto você não pedir perdão, você é um grande devedor.
E mais: se você ofendeu perante um grupo, peça perdão na frente do mesmo grupo.

Ajuda dentro das suas possibilidades
Alguém lhe pede ajuda ou mesmo sem pedir você sabe que ele está precisando. Aí você coloca no seu coração "vou ajudar". E ainda estabelece a maneira:“No fim do mês,quando receber meu salário, vou dar R$50 para ele.”Ou: “Vou tentar arranjar um emprego para elequando o fulano chegar de viagem.” E nunca faz.Você se tornou um devedor.Deus valoriza o cumprimento de coisas que colocamos no coração.

Cumprimento de algo que prometeu
Este caso é um complemento do anterior.Você não só pensou em dar uma ajuda, como prometeu. Agora ficou dívida assumida. E não é necessário que a promessa tenha sido de ajuda.Pode ter sido um compromisso qualquer. Até um mero encontro com hora marcada.
Se você não pôde ir, então deve satisfação. Enquanto não fizer isso, está em dívida.

Mas a regra de Paulo tinha uma exceção: A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, especialmente o amor. Não é que deveríamos ficar devendo amor aos outros. Mas o fato é que sempre estaremos devendo.Por mais que você pague amor,nunca saldará a dívida.

Aliás, pensar que está quite com essa dívida, é até perigoso.Pode pensar que já ama o próximo num nível aceitável, e nem se preocupar mais com isso. Quando você quita uma dívida, não pensa mais nela.Tanto que é irritante receber cobrança de um pagamento feito.

O amor não pratica o mal contra o próximo. Parece uma frase tão óbvia que não a tornamos digna da nossa maior atenção.Aliás, o próprio assunto do amor parece um tanto "gasto" e sem graça. Mas não é sábio agir assim. Além da alta importância que o próprio Deus coloca sobre a necessidade de amarmos os semelhantes, lembre-se de que você deve amor a eles.

Só um irresponsável não presta atenção a uma dívida.Para não dizer caloteiro! Quem é sério procura pagar as duas dívidas ou no mínimo negociá-las de maneira ética e elegante com o credor. Irmãos,vamos prestar mais atenção a essa dívida que temos para com o nosso próximo. Cada vez que você faz um mal contra alguém, está deixando de amar.

Que mal?- Qualquer um,de qualquer tamanho, de qualquer gravidade. Não precisa ser um assalto a mão armada, um ferimento, um adultério, uma mentira. Mas uma simples grosseria é um mal. É anti-amor. Uma calúnia, uma fofoca, um desaforo, um desrespeito, um gesto de desprezo, um olhar cheio de ira, uma expressão cínica, um fingir que não viu - cada item desses é um mal. E se é mal, não é amor. Em cada falta, mais dívida de amor para com o próximo.


.Sem Débitos, exceto o Amor por Mauro Clark.

segunda-feira, abril 06, 2009

Reflexão: Desconserto que conserta

 Por Pe Fábio de Melo.
Odiar é também uma forma de amar. Diferente, mas é. É que o coração humano nem sempre consegue identificar o sentimento que o move. É claro que existem situações em que o ódio é ódio mesmo, mas, em outras não.
                                                  Imagem: Pinterest

Você já deve ter experimentado isso que estou dizendo.Quando temos o nosso amor traído, ameaçado pelo descaso do outro, nós nos revestimos de ódio e ressentimentos.

Mas a fonte é sempre o amor. Ele é o referencial de onde parte a nossa reação. Nem sempre temos coragem de assumir isso. A traição nos trava para a misericórdia. E, então sentimos necessidade de devolver a ofensa com a mesma moeda. Por isso, dizemos que odiamos. Mas só o dizemos, porque o que nos falta é coragem para dizer que amamos.

Camuflados e infelizes

Camuflar é o recurso que usamos com o objetivo de nos justificarmos diante dos outros. É uma forma que temos de nos sentir menos humilhados. Não raras vezes, dizer que temos ódio é uma maneira de tentar dar a volta por cima. Estranho isso, mas acontece.

Talvez seja por isso que as pessoas andam tão distantes dos seus verdadeiros sentimentos.Tememos a fraqueza.Tememos que o outro nos flagre no sofrimento que a gratuidade do amor nos trouxe. Preferimos assumir uma postura marcada pela agressividade a outra que nos mostrasse em nossa fragilidade.

Nos dias de hoje, cada vez mais,acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza. E amar é experimentar a fraqueza. É provar o doloroso campo da necessidade, da carência e da fragilidade.

Amar é uma forma de depender, de carecer e de implorar. É uma forma de preenchimento de lacunas, visto que o amor é a melhor forma de complementar os espaços.

Admirável desconcerto

Quem ama sabe disso.Quem é amado também. A gratuidade do amor consiste nisso. Amar quando o outro não merece ser amado. Surpresa maior não há. Ser abraçado no momento em que sabemos não merecer ser perdoados.O amor verdadeiro desconcerta.


O perdão e a reconciliação são a prova disso. Somente depois de dizermos infinitas vezes “Eu te perdoo” é que temos o direito de dizer “ Eu te amo”. Porque antes do perdão, o que existe é admiração. Esse último sentimento não é o mesmo que amar.

Só amamos aqueles a quem perdoamos. E, geralmente, só odiamos aos que amamos, caso contrário seríamos indiferentes.

Pena que tem sido cada vez mais difícil declarar amor no momento em que o outro não merece. Não temos coragem de tomar essa atitude, porque ela é chamada de fraqueza, coração mole. E, por medo de sermos vistos assim, camuflamos o amor com as roupas do ódio.

Perdemos a oportunidade de atualizar a gratuidade do amor de Deus na precariedade do amor humano e de surpreender o outro com nosso gesto já transformado pela graça divina.

Na sua vida, não tenha medo de ser fraco, já que a fraqueza representa capacidade de amar. Quando o outro, pelas mais diversas razões esperar pelo seu ódio, surpreenda-o com o seu amor.
Desconcerte-o e, assim, você ajudará a consertar o mundo.

sábado, setembro 27, 2008

Sociedade: "A cultura de paz tem que ser aprendida.”



Para o zen budismo, os monstros da atualidade são a ganância, a raiva e a ignorância que precisam ser enfrentados, segundo a monja Coen, por meio da não-violência. “Como a gente faz isso é um novo treinamento.Precisamos aprender a resolver nossos conflitos sem violência. A meditação é uma forma de se fazer isso.”

A cultura da paz não se restringe à ausência de guerra, mas está relacionada à inexistência de agressões.“A língua é um chicote. A pessoa pode falar coisas que destróem o outro”, alerta.“Nós só vamos sobreviver se estivermos juntos.” Mas há outros tipos de violência, como a pratica contra a natureza e que produz efeitos diretos na vida dos seres humanos.“Cada vez que poluímos a água, a terra e o ar, estamos praticando uma violência contra nós porque somos parte da natureza.

Precisamos rever nossos valores, perceber que somos tão ligados às plantas, a água e ao ar quanto às outras pessoas”, declarou a monja. “Está todo mundo na sua "capsulazinha" achando que está separado do resto e se os outros não melhoram, eu não melhoro.”

O caminho, para a monja Coen seria, criar uma situação de não-violência e isso depende de cada um: “O que se faz pelo bem de todos, volta para mim, o que eu faço só pensando em mim, me limita, me aprisiona. Não vai ser bem de verdade. A cultura de paz tem que ser aprendida.”

“Devemos compreender o outro mesmo que ele seja malvadinho.Você me dá ódio, eu te dou amor.” monja Coen prega o amor e a compreensão". Então, vamos começar por nós, mas desejando para os outros, o mesmo que desejamos para nós, saúde, abundância e dignidade.