Loira do bem ∞ : Junho 2014

segunda-feira, junho 16, 2014

Filosofando: “A verdadeira ética dos Miseráveis de Victor Hugo.”.


O meu pitaco não é para colocar mais lenha na fogueira, muito pelo contrário, mas gerar uma reflexão pessoal e social, em opiniões que cabem o benefício da dúvida. Há uma falsa ideia, de que toda a vez que alguém seja contrário sobre determinado assunto, enveredamos pelo caminho da inveja ou do patrulhamento e não por ser um opinioso mas imparcial. Pensamento mais ambíguo. Até Nelson Rodrigues, enxergava na unanimidade, certo grau de burrice. Ou seja, se todos pensam iguais e sempre cordatos, há algo errado no Reino. Ou se sentem favorecidos ou confortáveis sendo conduzidos. Mas isso é pitaco pra outro dia. O que despertou minha atenção foi sobre o livro favorito de uma das mais influentes Jornalistas da televisão e divergentes opiniões, Os Miseráveis, de Victor Hugo. Como tudo que falo gosto de ter embasamento, em 31 de Julho de 2011, Rachel Sheherazade, concedeu uma entrevista ao Jornal ClicPB, de sua terra natal, onde respondeu a seguinte pergunta:

Você tem algum escritor favorito? "Gosto muito de literatura brasileira, mas não tenho um escritor preferido: são muitos. Fora do Brasil, admiro o Victor Hugo, especialmente pelo livro Os Miseráveis, verdadeira lição de vida e ética". Aí que começo a pensar, não que temos que ser coerentes o tempo todo, e de convicções absolutas, muito pelo contrário, uma metamorfose.

Quanto mais vivemos, o conhecimento se torna mais abrangentes, menos obstinados, ficamos. Mas qual seria essa verdadeira ética que ela se referia em 2011, se o livro apregoa opinião contrária do que ela emite expressamente. E comecei a rebuscar na memória sobre ele. Assisti a esse filme anos atrás, na primeira versão com o ator Liam Nielsen e conheço sobre Victor Hugo, além desta obra lida anos atrás também, “O Corcunda de Notre Dame” e um pouco de sua trajetória, fui buscar na memória sobre para um traçado aqui:

Resumindo, para não ficar muito longo o texto, e quem não leu o livro ou assistiu ao filme que ele gira em torno de alguns personagens importantes pra esclarecer:

*Jean Valjean, personagem principal em que gira a trama, condenado por roubar um pão, para alimentar sua irmã. Ele é posto em liberdade após dezenove anos de prisão. Rejeitado pela sociedade por ser um ex- presidiário, ao conhecer o Bispo Myriel muda sua vida por completo, pois lhe dá oportunidade de uma construir uma nova história. Ele assume uma nova identidade para seguir uma vida honesta, tornando-se proprietário de uma fábrica e prefeito.

*Bienvenu, Bispo de Digne (Charles-François- Bienvenu Myriel) - Um sacerdote idoso e gentil, que é promovido a bispo por um encontro casual com Napoleão. Ele salva Valjean de ser preso após roubar sua prata e o convence a mudar de comportamento. Bienvenu morre com 82 anos, cego.

*Fantine - A costureirinha parisiense abandonada com uma filha pequena pelo seu amante Félix Tholomyès. Fantine deixa sua filha Cosette aos cuidados dos Thénardiers, estalajadeiros em uma aldeia chamada Montfermeil. Infelizmente, Sra. Thénardier mima suas próprias filhas e abusa de Cosette. Fantine encontra trabalho na fábrica de Madeleine, mas a supervisora descobre que ela é uma mãe solteira e a demite. Para atender às exigências de dinheiro dos Thénardiers, ela vende o seu cabelo, e depois os seus dois dentes da frente e, finalmente, acaba na prostituição. Valjean tem conhecimento de sua situação quando Javert ia prendê-la por atacar um homem que a insultou e atirou neve em suas costas. Ela morre de uma doença que pode ser tuberculose antes que Valjean possa reuni-la com Cosette.

*Cosette (Euphrasie, Cotovia, Ursule, Senhora Pontmercy) - A filha ilegítima de Fantine e Tholomyès. Entre a idade de três a oito anos, ela é espancada e obrigada a trabalhar para os Thénardier.

* Javert - Um inspetor de polícia obsessivo que sempre persegue e perde Valjean. Ele se disfarça por trás da barricada, mas é descoberto e desmascarado. Valjean tem a chance de matar Javert, mas o deixa ir. Mais tarde, Javert permite que Valjean escape. Pela primeira vez, Javert está em uma situação na qual ele desrespeita a lei. Seu conflito interior leva-o a tirar sua própria vida, saltando para o rio Sena.

· Thénardier (Jondrette, Senhor Fabantou, Senhor Thénard) - Um estalajadeiro corrupto e sua esposa. Eles têm cinco filhos: duas filhas (Éponine e Azelma) e três filhos (Gavroche e dois filhos mais jovens não identificados). Eles cuidam de Cosette em seus primeiros anos, maltratando e abusando dela. Eles também escrevem cartas sobre Cosette a Fantine, a fim de extorquir dinheiro dela. Eles acabam por perder a pousada, devido à falência e se mudam para Paris, vivendo como os Jondrette. Senhor Thénardier está associado com um bando criminoso chamado Patron-Minette, mas ao contrário do que se pensa, ele não é o chefe, pois operam de forma independente. A família Thénardier também vive ao lado de Marius, que reconhece Thénardier como o homem que "salvou" seu pai em Waterloo. Eles são presos por Javert após Marius frustrar suas tentativas de roubar e matar Valjean na casa Gorbeau. No final do romance, com a senhora Thénardier morta na prisão, ele e Azelma viajam aos EUA com a ajuda de Marius, onde Thénardier se torna um traficante de escravos.

* Éponine - Filha mais velha dos Thénardier. Quando criança, ela é mimada por seus pais, mas acaba como uma menina de rua, quando chega à adolescência. Ela participa de crimes de seu pai e elabora esquemas para conseguir dinheiro.

* Deixei Marius e outros personagens símbolos da Resistência contra o governo, para não alongar o conteúdo.

Partindo das ações e juízo de valor dos personagens centrais, é possível identificar dois princípios de ética: A ética cristã pautada no humanismo, da compaixão e empatia. A ética materialista que demonstra uma sociedade egoísta e cruel, com a exclusão social. Enfim as duas vão se chocar o tempo todo. “As pessoas são divididas em duas categorias como define Victor Hugo, as das classes dos que têm e dos que não têm”. – e não há lutas entre as classes.

No caso o empreendedor assume o papel do governo, de prover as necessidades básicas do trabalhador, através de condições de trabalho. Ele tentava comprovar que as obras de caridade feita por indivíduos privados – e não pelo governo – ajudam os pobres. Na obra, ele demonstra que através de empreendedores habilidosos, como Jean, é possível acontecer, o que hoje chamamos de “terceiro setor” na sociedade. Ou seja ele não foi amarrado no tronco, mas acobertado pelo Bispo, que omitiu seu roubo, e infligindo nele a obrigatoriedade de ser honesto a partir daí.

Vale lembrar que o escritor não era adepto ao socialismo e nem o comunismo, mas de um espírito libertário, achava que o maior bem é a liberdade. “a liberdade é o bem mais precisos de toda a humanidade. Comida e água não são nada; vestimentas e abrigos são luxos. Quem é livre permanece com sua cabeça erguida, mesmo que esteja com fome, sem roupas e sem teto. Eu dedicarei a minha própria vida, o que quer que ainda reste dela, à causa da liberdade – liberdade para todos!”

Ele era contra a redistribuição de riquezas, com elas iria minguar o estímulo da produção. Era contrário ao ideal do comunismo e da reforma agrária, que visa distribuição de renda, pois defendia que a distribuição destrói a produtividade. A repartição em partes iguais mata a ambição e, por consequência, o trabalho. Portanto, é impossível tomar essas pretensas soluções como princípio. “Destruir riqueza não é distribuí-la" segundo Victor Hugo.

Digamos de passagem uma personalidade complexa e contraditória, como é descrita na sua biografia: Quando jovem, apoiara a monarquia francesa; mais tarde, veio a admirar Napoleão Bonaparte por supostamente defender os princípios da liberdade e igualdade. Quando tinha quarenta e nove anos, desafiou publicamente Napoleão III, o tirânico imperador. Em decorrência disto, veio a perder suas luxuosas casas, suas enormes coleções de antiguidades e sua esplêndida biblioteca de dez mil livros; mas ressurgiu como exilado eloqüente, que defendia a liberdade para todos os povos. No fim da sua vida – quando mais tinha o que perder – dedicou–se à causa da liberdade.

Em 1822, aos vinte anos, defendeu o Visconde François-René de Chateaubriand, um escritor francês famoso que entrara em conflito com o governo. Certa vez, ofereceu sua casa como refúgio para um amigo de infância que fugia da polícia. Durante a Revolução de 1848 na França Hugo saiu em meio aos tiroteios para pedir por um fim à violência.

Assim como o Jean Valjean em Os miseráveis, Victor Hugo ajudou os pobres com dinheiro do próprio bolso. Começou em casa, ajudando sua esposa, que tinha se afastado dele, e seus filhos, que não tinham muito dinheiros para si próprios. Ordenava a seu cozinheiro que alimentasse os mendigos que aparecessem na sua porta. Cada quinze dias, aos domingos, servia o “jantar das crianças pobres” para cerca de cinquenta jovens famintos do seu bairro. Em seus diários, abundam os exemplos de caridade pessoal. De acordo com o biógrafo André Maurois, durante seus anos mais prósperos, Victor Hugo chegava a gastar todo mês um terço de sua renda em obras de caridade.

E a questão é qual seria “ essa verdadeira ética” que a Jornalista se refere, meio paradoxal, com os pensamentos dela de agora. Nota-se que o escritor estimula uma sociedade livre, comprometida e transfere a responsabilidade para os empreendedores audaciosos, complacência para os contraventores e que a Igreja interfira na ética, sobrepondo a moral com a cristã e humanista. Ele não pede para quem está com pena “adotar um bandido” ou sair pelas ruas se defendendo da falta da ordem e segurança que assola o país. Mas que eles sejam incluídos socialmente, que muitas vezes são o que são por falta de oportunidade.

Que o papel de todos nós, é ser engajados, dar amparo aos menos favorecidos, suprindo suas necessidades, incluindo socialmente, através de oportunidades. “Se o governo é ineficaz, não supri e nem resolve os problemas ou carências sociais, que façam os do setor privado”. Coloca a ética cristã acima da ética moral e social, da crítica, do repúdio, exclusão e punição.

Afinal, não foi assim que o Bispo agiu, ao dar uma oportunidade ao ex – presidiário este assumiu um compromisso de honra “não me desaponte”. Ao mesmo tempo, ele mostra que para ser um déspota e imoral não precisam infligir a lei, como ocorre com os outros personagens da trama, que usam de chantagem, falsa moralismo e lei da vantagem se aproveitamento da vulnerabilidade alheia assim como a corrupção ao bel prazer.

Colocam o egoísmo e a desumanidade imperando acima do sentimento de justiça e equidade. Salve-se quem puder. Muitas vezes o que se diz moral não age com ética e o ético não age com valor moral. São duas coisas distintas, depende do juízo de valor e consciência moral de cada indivíduo. Como gato e rato, Jean e o policial vivem na trama.

Enquanto Jean considerado imoralmente, (Ele poderia matar o seu perseguidor), mas entende o papel do policial na sociedade, e não o faz, enquanto o policial fica dividido ao deixa-lo ir embora ao ter oportunidade de prender ou mata-lo depois. Ao deixa-lo livre, este por sua vez, não consegue se libertar do sentimento de ir contra seus valores morais, ao poupar a vida do Jean agora empreendedor e homem admirado na sociedade, colocando um final trágico para seu dilema.

E o meu dilema também afinal não compreendi qual seria a verdadeira ética que a jornalista se refere, pois a de Victor Hugo não manda a sociedade armar trincheiras, nem de autodefesa, mas que todos nós, inclusos socialmente, devemos criar mecanismos para diminuir as diferenças sociais. Ele narrou os males do poder do policial, lutou contra a pena de morte, atacou impostos, denunciou tiranos, opôs-se à guerra e expressou confiança na capacidade de um povo livre de alcançar progressos ilimitados. Como sempre julgue os senhores quem é que está com a lógica e razão, até mesma eu posso estar com a mente anuviada ou alguém está equivocado ou omisso no papel de cidadania.
*O pensamento de Victor Hugo, não reflete necessariamente o meu.

* sobre os personagens e Victor Hugo extraído do Site Literatura Universitária.

sexta-feira, junho 13, 2014

| COMPORTAMENTO |: — CANSEI DESTE BLÁ BLÁ BLÁ CONTRA A PRESIDENTA DILMA —


Passando a Limpo... Vou engrossar o coro de alguns das quais eu compactuo sobre........Também cansei deste blá blá blá..
Acho por demais e equivocado colocarem a culpa de tudo que rola nesta sociedade, na Presidenta Dilma Roussef, sempre houve canastrices, fanfarrices, juros exorbitantes, falta de incentivo ao empreendedorismo, corrupção, hospitais debilitados, crimes e violência. Nos outros governos eram encobertos, não havia redes sociais, nem tanto dispositivos de ultima geração, para registrar em tempo real, os "furos" que rolam por aí.
Reclamamos de tudo, protestamos, falamos mal, mas só virtual ou nas ruas, com faixas e cartazes, mas algum dia alguém de nós se dirigiu as Sessões realizadas e abertas à Sociedade no geral para tal. E a pergunta é:

—Quantos de nós participamos destas sessões na câmara de vereadores, sobre reuniões e pautas, para cobrar, exigir ou acompanhar o que eles estão a elaborar ou "dês" agregar em nossa cidade durante as sessões?
—Quantos de nós participamos de forma proativa, ou envolvemos os demais, a comunidade, o bairro, as pessoas, com feedbacks, contestações, ideias nas reuniões abertas ao público no geral, com Secretaria de Segurança para debates.

O que levamos até esses órgãos todos, como cidadãos, envolvendo a Comunidade a fim de trocar ideias, discutir sobre prevenção, conscientizar sobre direitos e deveres, até na quebra de paradigmas. Acho que a maioria nem tem conhecimento que isso é possível.

— Enfim qual é a nossa participação não só como cidadão, mas de cidadania, “direito de ter direito" neste contexto social e de forma ativa e vigilante sobre essas ações e até exigir medidas paliativas a serem adotadas?

A resposta está soprando aos ventos, nenhuma, eu mesma faço parte desta nulidade e da maioria, por enquanto. —E mesmo assim, continuamos a rechaçar, brigar e gritar. Repudiar fácil demais, ou seja, só incentivamos os outros a acender o fósforo, mas fugimos do comprometimento quase sempre, na vida real, inclusive eu.

Por isso que eu questiono — quanto de Nós, envolvemos no processo de envolver os parentes, amigos, familiares, colegas de trabalho, a Comunidade num todo, e incentivamos a ir às sessões públicas, para discutir, exigir e cobrar do Governo, planos, medidas que se adequam a nossa realidade? ...Ou seja, votamos, elegemos pessoas para nos Representar, mas nunca vamos até esses locais para acompanhar de perto o que estão a fazer com o voto de confiança que nós depositamos nas urnas eleitorais. E dizem que o olho do gordo engorda a boiada. ou seja, quem de fato quer melhorias, está insatisfeito, vai lá pessoalmente averiguar o que está acontecendo.

Mesma coisa ter um contador, um livreiro, e só saber do ativo e passivo, lucros e perdas, mas NUNCA perguntar ao contador, onde estão sendo feito as reformas, os gastos, etc. e tal, só perceber isso quando os gastos foram maiores que o lucro, e estamos no vermelho. Aí a casa já caiu. .

| Comportamento e Filosofia |: "Salve-se quem puder" ou a Ética"




Filosofar e divagar sobre a ética e a moral é um campo arriscado, porque entre as duas está uma tênue linha divisória que vai diferenciar uma da outra: "juízos de valor" embasados de acordo com as percepções e crenças, de cada um de nós.

Diferentemente do "juízo da realidade", este associado as nossas experiências reais, e não nas suposições e princípios culturais, a capacidade de avaliar com mais precisão através do empirismo.

De certa forma não deixa de ser uma avaliação positiva ou negativa sobre algo, fato, coisas ou pessoas, de acordo com nosso percepção e vivência. "Os juízos de valor" estão relacionados com o que nos aparece como condições da nossa existência: se as condições mudam, os nossos juízos de valor modificam-se.” ―Friedrich Nietzsche.

Enquanto a Moral é cultural, ou seja, está intrinsecamente ligada com regras e normas redigidas por um determinado grupo ou sociedade. A ética é universal, porque começa com a indagação: ― O que faço prejudica terceiros, sejam por palavras, atos, ações ou decisões? Então não é oriunda do bem. logo não é ético.

Mas e se for para salvar a vida de alguém injustiçado ou matar a fome?. Um caso a pensar, porque a ética também está pautada na ética cristã, amor e compaixão. Dizia Sócrates, "A felicidade só pode existir aonde haja o bem coletivo". ― Como pode isso acontecer, se vivemos numa sociedade mais individualista do que nunca?.

Onde colocamos nosso egoísmo, interesses e valores acima dos demais. Nós julgamos, condenamos e criticamos embasados em nossos juízos de valor, e não num julgamento crítico e imparcial. E se for contra nossos interesses ou isentos de benefícios ou favorecimentos, a condenação é crucial. Então para ser considerado ético, temos que estar acima do bem e do mal, se colocar no lugar do outro, mesmo que ele seja um "malvadinho", e não sermos levados impetuosamente pelo auge da emoção, comoção e do antagonismo apenas.

A ética deve estar à parte do que escraviza e limita nosso pensamento e que nos leva a enxergar o comportamento social apenas de forma linear e não como um todo. Para isso que existe a Sociologia, analisar o comportamento e relações humanas e compreender o porquê determinado grupo ou indivíduos agem daquela maneira. Por causa do advento da Internet e onde todos nós de anônimos passamos a ter voz ativa, sejam como blogueiros ou nos canais sociais, existem também muitas opiniões equivocadas, e não só de anônimos, mas de pessoas formadores de opiniões nos canais midiáticos e que são divergentes, gerando interpretações ambíguas.
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.


O meu pitaco também pode ser equivocado, mas eu prefiro que meus conteúdos de aula, do meu curso voluntário, sejam assim, para instigar e fazer indivíduos a pensar, refletir, ler ou conhecer e a partir daí tirar sua própria conclusão. Dar oportunidade para que analisem todos os lados de uma mesma moeda. Não julgar apenas de forma unilateral, mas como via de mão dupla. Acredito que estimular pessoas a pular na jugular dos outros, mesmo estando todos cansados de tanta barbárie ou injustiças sociais, é dar um tiro no próprio pé. Estamos gerando mais insegurança, e provocando inconscientemente uma guerra civil "salve-se quem puder".
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

  • Conscientização social é de suma importância, e para isso, provocar na sociedade formas de pensar e refletir. As massas não estão preparadas para receber um discurso, por exemplo, da jornalista do SBT, causou alvoroço "uns a favor e outros contra como eu", sobre "adote um bandido” e assimilar a conjuntura. Ainda que na verdade, a intenção talvez, era alertar sobre os cidadãos, de que o estado era omisso ou negligente na segurança pública em manter a ordem nas cidades e proteger os que não infligem às regras sociais.
“Alguns, influenciados ou não, talvez, passaram a agir de injustiçados a justiceiros: “Se” a justiça não toma providências, agiremos nós”, se interpondo acima da Lei e de forma desrespeitosa, porque não podemos generalizar, existem sim os que fazem cumprir a Lei. E o contraventor, será sim adotado por uma casa a “Prisional”.

― Nietzsche lembra que “Aquele que combate monstros deve tomar cuidado para que ele mesmo não se torne um. E, se olhar muito tempo para o abismo, o abismo te encara de volta.”. Ou seja, se queremos viver na justiça ou retidão, com dignidade e equidade, não podemos usar as mesmas armas que tanto abominamos naqueles que nos causam repúdio, estaríamos sendo como um deles. Qual a vantagem nisso no final¿. ― Veremos.
―Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

* Trechos em grafia colorida são do Poema de José Régio.

quinta-feira, junho 12, 2014

ROBERT PLANT ANUNCIA NOVO DISCO EMBASADOS EM SUAS VIAGENS

Robert Plant abusa de influências híbridas em novo disco

Longe dos anos 70, o cantor britânico acredita ter criado algo novo com seu novo álbum solo, The Ceaseless Roar.  Por Patricia Rodríguez.


Robert Plant: ex-vocalista do Led Zeppelin se mostra satisfeito e orgulhoso de seu projeto

 Londres - O cantor britânico Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin, acredita ter criado "algo novo" com seu novo álbum solo, "The Ceaseless Roar", um "híbrido" musical que bebe de suas contínuas viagens para destinos como a África e Oriente Médio.

O ex-líder da icônica banda inglesa se mostra, aos 64 anos, satisfeito e visivelmente orgulhoso de seu novo projeto, elaborado junto à banda Sensational Space Shifters, com a qual compartilha agora uma "estreita amizade", e cujo lançamento está previsto para setembro.
Mais de três décadas depois do lançamento do último disco oficial do Led Zeppelin, o músico se encontrou com com a imprensa nesta semana em Londres para apresentar o álbum e mostrar suas 11 faixas.

Plant se mostra satisfeito com este novo trabalho, com o qual experimentou, se afastou de convicções e alternou sons, evocadores ou estrondosos, que facilmente são remetidos à ritmos tribais, mas sem se esquecer dos toques psicodélicos.

Atencioso, Plant lembrou como no ano 2000, "finalmente", conseguiu "deixar para trás a década de 70" para se dedicar a uma espiral de contínuas viagens para destinos "belos" e "românticos", locais que foram moldando sua atual maneira de conceber a música.Desde então, o músico se deixou levar por outros ritmos e, faltando poucos meses para o lançamento desse novo álbum, diz ter conseguido criar um novo "híbrido".
"Foram anos de viagens e de vadiagem por aí, pelo Marrocos, pelo Oriente Médio e pela América, para criar algo novo", comentou Plant.

Sua pretensão era recriar de alguma maneira as mesmas sensações que tinha em 1967 - um ano antes da fundação do Led Zeppelin -, um objetivo que acredita ter alcançado no momento em que conheceu os músicos que formam a Sensational Space Shifters.
Entre eles, figuram Justin Adams, membro fundador da banda JuJu e ex-integrante da Strange Sensation, e o compositor para filmes e documentários John Baggott, um dos artífices do chamado Bristol Trip Hop.

Também participam de "The Ceaseless Roar", onde prevalece a "imaginação" dos músicos, Juldeh Camara, que apresenta sua vasta experiência de cinco anos como "trovador" com a banda gambiana Ifang Bondi e sua perícia com o ritti (violino africano de uma corda).

Billy Fuller, ex-colaborador do Massive Attack e convidado do Portishead; Dave Smith, que apresenta sua ampla influência de jazz na bateria, e Liam "Skin" Tyson, na guitarra, completam esse novo círculo de músicos de Plant.
"Perguntei a meus amigos se conheciam um guitarrista que não estivesse afetado por todas as coisas que eu estava apegado e me indicaram Justin Adam, que, por sua vez, me pôs em contato com John Baggot", recordou Plant.

A partir dessa relação de cumplicidade, um sólido grupo foi consolidado: "Estamos há muito tempo trabalhando juntos, talvez 13 ou 14 anos; viajamos extensamente por lugares lindos e românticos, aprendendo todo o tempo, absorvendo coisas, seja em Túnis, Marrocos ou Mali, seguindo a guia de Justin", acrescentou.

Seu novo disco é algo como uma "celebração" na qual, segundo Justin Adams, os músicos se "conectam" com o espírito de aventura que se respirava "no final dos 60 e no início dos 70", principalmente por estarem "constantemente avançando e evitando aqueles caminhos que já são muito comuns".

A apresentação do álbum à imprensa quase coincidiu com o lançamento de uma coletânea de músicas inéditas do Led Zeppelin junto com uma reedição de seus três primeiros álbuns.
As novas versões de seus três primeiros trabalhos, remasterizadas pelo próprio guitarrista Jimmy Page, chegaram às lojas nessa semana com um disco de conteúdo exclusivo, resgatado do arquivo de uma das bandas mais relevantes dos anos 70.

Fundado em 1968 por Page, o Led Zeppelin, autores de grandes clássicos da história do rock, como "Starway To Heaven" (1971) e "Whole Lotta Love" (1969), é para muitos o melhor grupo rock dessa década, com mais de 300 milhões de álbuns vendidos por todo o mundo.

Extraído Fonte Original: Site Exame.Abril 2014.