quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"PENSE DIFERENTE": GUIADO PELA PAIXÃO.

“Cada um de nós tem um fogo no coração para alguma coisa. É nossa meta na vida encontrá-lo e mantê-lo aceso.”( Mary Lou Retton ).

Acredito piamente nisto, de que o que nos move seja em qual campo de nossa vida for, [ pessoal, profissional] é a Paixão. Aquele fogo, incandescente, que sentimos, e nos motiva a prosseguir, mesmo contra a maré, a correnteza.
Sem esse fogo, não há nada que nos faça motivar [ de fato], a fazê-lo. 
Tenho dificuldade no tocante a isso - não consigo viver sobre pressão, nem fazer nada que seja por obrigação, mas que tenha um objetivo, sentido e prazer

Sem esses atributos, tudo fica sem sentido, podemos até nos satisfazer com as coisas, por um tempo, mas nada mais enfadonho e frustrante, de estar sob jugo, ou fazer algo, que nos mantém aquecido, mas só por algum tempo.  Da paixão, vem a luz, aquela lamparina acesa dentro de nós, que nos faz mover ceus e montanhas, por um objetivo. É que nos faz acreditar em dias melhores, somos os unicos que sabemos que vamos morrer, mas esse fogo, o prazer de viver nos faz não pensar nesta hipótese, e isso nos faz gigantes em busca de um sonho. quer realize ou não. O texto de Steve Jobs, a seguir vem a calhar com meus sentimentos hoje:
Ele concedeu a entrevista em 1995 - para o Smithsonian Oral History Project e a segunda fala para uma turma de recém-formados de Stanford, em 2005:
 
-Estou convencido de que cerca de metade do que separa os empreendedores de sucesso dos malsucedidos é pura perseverança. É bem duro. Você investe muito da sua vida nisso. Há momentos tão difíceis que acho que a maioria das pessoas desiste. Não as condeno. É realmente duro e consome sua vida.A não ser que sinta muita paixão pelo que faz, você não vai sobreviver. Vai desistir. Assim, você tem de ter um ideia, ou um problema ou um erro que quer corrigir, ao qual você está apaixonado; caso contrário, não terá a perseverança para prosseguir. Acho que essa é metade da batalha. 

Estou convencido de que a única coisa que me manteve em pé foi que eu gostava do que fazia. Você precisa achar o que gosta. 

E isso é verdade tanto para seu trabalho quanto para seus casos amorosos. Seu trabalho vai preencher uma grande parte da sua vida, e o único modo de se sentir verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E o único modo de fazer um ótimo trabalho é gostar do que faz. 
Se você ainda não o encontrou, continue procurando. Não se acomode
Assim como todas as coisas do coração, você saberá quando encontrar. E, como qualquer bom relacionamento, fica cada vez melhor com o passar dos anos. Portanto, continue procurando até encontrar.  Não se acomode.

Nota:" Aos trinta anos, contudo, ele foi despedido. Depois de uma luta pelo poder, John Sculley, o então presidente da Apple - que Jobs havia tirado da Pepsi com o famoso desafio "você quer passar o resto da vida vendendo água açucarada ou quer uma chance de mudar o mundo?" -, convenceu a diretoria a despedir Jobs, em maio de 1985. "O que fora o foco de toda a minha vida havia desaparecido, e eu estava devastado", Jobs afirmou. 

Ele considerou o evento um fracasso público. Estava humilhado. Então, algo começou a despontar nele: Jobs amava o que fazia. Ele podia ter sido "rejeitado", mas continuava apaixonado. Assim, recomeçou e iniciou o que denominou o período mais criativo da sua vida, uma década em que lançou diversas inovações importantes, incluindo uma empresa que revolucionaria a indústria do entretenimento: a Pixar]

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/937473-steve-jobs-ensina-a-buscar-paixao-e-molda-la-em-criatividade.shtml

A verdadeira inteligência é um misto de cognição e emoção

 
Por: Luis Pellegrini
A ideia que a inteligência seja única e mensurável com um único índice, o assim chamado "quociente intelectivo" ou QI, é uma ideia velha (do começo do século passado) e agora em franco declínio. O mais recente e definitivo golpe de graça foi dado a partir dos resultados de uma mega pesquisa online realizada pela University of Western Ontario, Canadá, da qual participaram mais de cem pessoas em todo o mundo. Dela se conclui que a aferição do quociente intelectivo através de um único teste pode conduzir a resultados equivocados. Para medir a inteligência das pessoas é preciso fazer diversas provas e avaliar diferentes aspectos.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados pela revista Neuron, leva em consideração os resultados de 12 testes cognitivos realizados online e úteis para sondar a capacidade de memória, o raciocínio, a atenção, e a programação dos participantes.

A análise das respostas demonstrou que as diferenças observadas nas funções cognitivas podem ser explicadas através de pelo menos 3 componentes distintas: a memória a curto prazo, capacidade de raciocínio, habilidade no uso da palavra. Sintetizar tudo isso num único componente é impossível. Assim sendo, um dado como o QI não teria sentido do ponto de vista científico.
O resultado da pesquisa não constitui na verdade uma novidade no campo das neurociências, mas ele é muito importante para confirmar experimentalmente uma teoria já proposta no passado.

A história das inteligências
Depois da invenção do conceito de QI, com efeito, percebeu-se rapidamente que a um alto quociente não corresponde automaticamente o sucesso pessoal e profissional. Vários outros fatores influem e determinam o êxito pessoal, entre eles a capacidade de se comunicar, de perseverar, de planejar. Ciente disso, já nos 70 o psicólogo norte-americano Howard Gardner elaborou a teoria das inteligências múltiplas, deixando claro que a inteligência é um conjunto muito amplo de diversas capacidades.

As inteligências múltiplas
Quantas são as inteligências? Existem hoje várias classificações e nomenclaturas a respeito da multiplicidade das inteligências. Howard Gardner identificou as inteligências linguística, lógica-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal. Esse psicólogo postula que essas competências intelectuais são relativamente independentes, têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroanatômicos específicos e dispõem de processos cognitivos próprios. Segundo ele, os seres humanos dispõem de graus variados de cada uma das inteligências e maneiras diferentes com que elas se combinam e organizam e se utilizam dessas capacidades intelectuais para resolver problemas e criar produtos. Gardner ressalta que, embora estas inteligências sejam, até certo ponto, independentes uma das outras, elas raramente funcionam isoladamente. Embora algumas ocupações exemplifiquem uma inteligência, na maioria dos casos as ocupações ilustram bem a necessidade de uma combinação de inteligências. Por exemplo, um cirurgião necessita da acuidade da inteligência espacial combinada com a destreza da cinestésica.

Inteligência linguística - Os componentes centrais da inteligência linguística são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir ideias. Gardner indica que é a habilidade exibida na sua maior intensidade pelos poetas. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas.

Inteligência musical - Esta inteligência se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. A criança pequena com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, frequentemente, canta para si mesma.

Inteligência lógica-matemática - Os componentes centrais desta inteligência são descritos por Gardner como uma sensibilidade para padrões, ordem e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos, e para experimentar de forma controlada; é a habilidade para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. É a inteligência característica de matemáticos e cientistas. Gardner, porém, explica que, embora o talento científico e o talento matemático possam estar presentes num mesmo indivíduo, os motivos que movem as ações dos cientistas e dos matemáticos não são os mesmos. Enquanto os matemáticos desejam criar um mundo abstrato consistente, os cientistas pretendem explicar a natureza. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.

Inteligência espacial - Gardner descreve a inteligência espacial como a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a inteligência dos artistas plásticos, dos engenheiros e dos arquitetos. Em crianças pequenas, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais e a atenção a detalhes visuais.

Inteligência corporal-cinestésica - Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e de modo expressivo a partir de estímulos musicais ou verbais; demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.
Inteligência interpessoal - Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade pare entender e responder adequadamente a humores, temperamentos motivações e desejos de outras pessoas. Ela é melhor apreciada na observação de psicoterapeutas, professores, políticos e vendedores bem sucedidos. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas e, na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.

Inteligência intrapessoal - Esta inteligência é o correlativo interno da inteligência interpessoal, isto é, a habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e ideias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios, a capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e a habilidade para usar essa imagem para funcionar de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações linguísticas, musicais ou cinestésicas.

A inteligência é uma conquista
As inteligências, portanto, são muitas. É a sinergia entre elas que faz uma pessoa realmente inteligente, ou até mesmo um "gênio". O melhor de tudo é que, pelo menos dentro de certa medida, todas essas inteligências podem ser "treinadas", ou seja, potencializadas na prática e com o exercício. Nossa mente possui poderes quase ilimitados dos quais usamos apenas uma mínima parte.

fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/92545/