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Imagem de Franz Bachinger por Pixabay |
Dizem que é pelo bom exemplo que influenciamos pessoas, e isso acontece nas pequenas coisas. O profeta Gentileza foi um dos maiores incentivadores para a prática de atos gentis.
Há algum tempo, li uma lista da autora Carla Aranha que trazia 50 maneiras práticas de se doar um pouquinho por dia, que transcrevi para o blog, em 2015. E às quintas-feiras costumo colocar um #TBT de coisas que acho interessantes relembrar.
Para a minha surpresa, minha irmã — que mora comigo há 3 anos e é a testemunha ocular da minha rotina — resolveu me avaliar. Segundo a visão dela, fiquei de fora de 6 atividades, mas passei em 44!
E juro para vocês, gente: não a subornei! 😂
Essa brincadeira me fez refletir bastante. Assim como me estimulou a criar essa nova postagem.
Em contrapartida a essas 6 que não faço, decidi estender a lista original com as atitudes que eu mais pratico no meu dia a dia (e das quais minha irmã também confirma).
São pequenos atos de empatia e respeito que fazem a diferença:
• 51. Não furo filas.
• 52. Cedo o lugar na fila: Deixo pessoas grávidas, idosas, com deficiência, com criança ou com muita pressa passar adiante na fila do mercado, se a pessoa estiver apenas com uma cestinha e eu com o carrinho cheio.
• 53. Estendo a mão a quem precisa: Compro comida, doo agasalhos, cobertores, alimentos e, se baterem à minha porta, ninguém sai sem um prato de comida, uma garrafa de água ou o que for necessário. Seja sem-teto, indígena ou quem for.
• 54. Respeito à igualdade: Trato as pessoas com deficiência com o mesmo respeito que trato as demais. Afinal, trata-se de uma limitação, e todos nós temos as nossas.
• 55. Varro a calçada da vizinha: Faço isso tanto pela empatia quanto pela consciência social, para evitar que os resíduos vão para os bueiros e causem entupimentos por pura negligência coletiva.
• 56. Valorizo o transporte: Se pego um táxi, agradeço a corrida e, geralmente, arredondo o valor para cima. Se deu R$ 8 ou R$ 9, pago R$ 10, e assim por diante.
• 57. Deixo caixinha: Sempre deixo uma caixinha para a atendente da lotérica ou um mimo no mercado. Quando oferecem aqueles produtos que eles ganham comissão, eu compro e deixo o quitute para eles mesmos consumirem.
• 58. Protejo os idosos: Caminho ao lado de idosos, geralmente com bengala ou dificuldade para andar, a fim de garantir que atravessem a rua em total segurança.
• 59. Não pechincho preço: Valorizo demais a mão de obra das pessoas, sejam serviços de manutenção, pintores ou artesãos. Se eu não posso pagar o valor cobrado, simplesmente não compro, nem pechincho.
• 60. Devolvo o carrinho: Pego o carrinho do mercado e, após o uso, faço questão de devolver exatamente no devido lugar.
• 61. Facilito o trabalho no restaurante: Os restos de comida deixados na mesa do restaurante eu jogo no lixo adequado, e ainda levo os pratos até o balcão para ajudar o funcionário.
• 62. Respeito o chão limpo: Evito passar onde a funcionária da limpeza está passando o pano, em total respeito ao esforço do seu trabalho.
• 63. Lixo na rua? Nem pensar! Tenho o maior respeito por coletores de lixo e garis. Separo tanto o lixo reciclável quanto o descartável. Se houver vidros (quebrados ou não), embrulho dentro de uma caixa de papelão e escrevo um recado bem visível: “Cuidado, há vidros”.
• 64. Reconhecimento aos coletores de lixo (lixeiro): Prefeitura proibindo ou não (como fizeram ano passado), sazonalmente eles recebem um agrado da minha parte em reconhecimento ao valor de seu trabalho tão essencial.
• 65. Agradecimento ao motorista no trânsito: Sempre quando param espontaneamente para eu passar, retribuo com o gesto de gratidão com as mãos unidas e eles agradecem em retorno. 🙏
Sou melhor que os outros por causa disso? Não. Mas viso ser “útil e prestável” a mim e aos outros ao meu redor.
Para mim, viver em sociedade exige responsabilidade e empatia.
Significa fazer o que é justo e priorizar o bem da coletividade, em vez de se entregar ao desdém, à apatia e à indiferença. O mundo não pode girar em torno do nosso umbigo. Liberdade exige responsabilidade, direitos e deveres.
Ser do bem é refletir sobre qual é o seu papel e o que você faz, ativamente, para melhorar o mundo.
Como já dizia a famosa frase atribuída a Sigmund Freud: "Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?"




