Loira do bem ∞ : 09/15/14

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Sociedade: Convulsão Social

"Apertem os cintos, o bom senso sumiu". Ando desconfortável e acho preocupante essa "Convulsão Social" segundo significado ( um evento do qual a estrutura social, incluindo estratificação ( população separada por classes), distribuição de renda, hábitos culturais, enfim saem do controle e assola o nosso país, parece que de uma vez só liberamos todos os nossos demônios internos e entramos em ebulição.
imagem: Idade Medieval. google.

Pitaco: Vale Cultura

O Aécio declara sobre o Vale Cultura “É uma boa ideia, mas não pegou. temos que entender porque não pegou”, vide site valor.com ... porque no Brasil, ainda está em gestação, o conceito "culturalização de negócios".
Culturalizar segundo dicionário "Forjar novos processos culturais" e logo se trata de (valor agregado a partir de elementos intangíveis e culturais), traduzindo "valor agregado a marca". Um conceito bastante amplo e comum na Europa e EUA.
A organização se torna mais humana, e ao mesmo tempo envolve a sociedade no processo. Produtos e Preços se assemelham entre si, mas esse campo pouco explorado ainda é bastante eficaz, e cria uma nova dinâmica.
Já citei isso algumas vezes no meu Blog Loira Do Bem. E verdade seja dita, desde 2006 - antes do Itaú Cultural, do Mc Donald´s que desde ano passaram, lançaram essa tendência no mercado, de associar sua marca a leitura..
Posso não ser uma "expert" no assunto e quesito criatividade, mas como aquariana com 2 pés no futuro...

Pitaco Poesia: Esfinge.



Revesti-me de mistério
Por ser frágil,
Pois bem sei que decifrar-me
É destruir-me.
Por ser mulher e pássaro
E leoa,
Tendo forjado em aço
As minhas garras,
É que se espantam
E se apavoram. 
por Myriam Fraga | Trecho do poema A Esfinge.| De O Risco na Pele (1979).
Imagem: Google

Pitaco Sociedade: "O Analfabeto midiático".

Pitaco para pensar: Trechos "O Analfabeto midiático".
"Reflexões do jornalista Celso Vicenzi em torno de poema de Brecht, no século 21".

Ele ouve e assimila sem questionar, fala e repete o que ouviu, não participa dos acontecimentos políticos, aliás, abomina a política, mas usa as redes sociais com ganas e ânsias de quem veio para justiçar o mundo. Ele não entende como é produzida cada notícia: como se escolhem as pautas e as fontes, sabendo antecipadamente como cada uma delas vai se pronunciar.

O analfabeto midiático imagina que tudo pode ser compreendido sem o mínimo de esforço intelectual. Não se apoia na filosofia, na sociologia, na história, na antropologia, nas ciências política e econômica – para não estender demais os campos do conhecimento – para compreender minimamente a complexidade dos fatos. Sua mente não absorve tanta informação e ele prefere acreditar em “especialistas” e veículos de comunicação comprometidos com interesses de poderosos grupos políticos e econômicos. Lê pouquíssimo, geralmente “best-sellers” e livros de autoajuda. Tem certeza de que o que lê, ouve e vê é o suficiente, e corresponde à realidade. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

O analfabeto midiático gosta de criticar os políticos corruptos e não entende que eles são uma extensão do capital, tão necessários para aumentar fortunas e concentrar a renda. Por isso recebem todo o apoio financeiro para serem eleitos. E, depois, contribuem para drenar o dinheiro do Estado para uma parcela da iniciativa privada e para os bolsos de uma elite que se especializou em roubar o dinheiro público. Assim, por vias tortas, só sabe enxergar o político corrupto sem nunca identificar o empresário corruptor, o detentor do grande capital, que aprisiona os governos, com a enorme contribuição da mídia, para adotar políticas que privilegiam os mais ricos e mantenham à margem as populações mais pobres. Em resumo: destroem a democracia.

Para o analfabeto midiático, Brecht teria, ainda, uma última observação a fazer: Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo. E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Imagem: blog gleudecyrodrigues./ google.