Loira do bem ∞ : Abril 2014

segunda-feira, abril 28, 2014

Ler é preciso "Casa Grande & Senzala" Obra prima de Gilberto Freyre.

Logo Casa Grande "Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso" por  Bertold Brecht
"eu também já fui vitima de racismo... me chamaram de Alemão.. e eu sou brasileiro, sequer sou descendente de Alemão..  E foi assim que eu li o comentário infeliz e equivocado num site a respeito sobre o preconceito que ainda resiste entre as pessoas mais incautas.  Existe uma frase, não me lembro da autoria, que diz assim: "Cada um de nós se torna responsável por aquilo que vem a conhecer". Eu concordo e fico consternada quando leio certos comentários jocosos e sem conhecimento de causa,( prefiro acreditar)sobre o racismo,  que pessoas loiras e brancas como eu, por exemplo, escrevem dizendo que também são chamados de "alemães" e nem por isso se sentem discriminados. Isso me faz pensar que Nelson Rodrigues, não se enganou quando afirmou a "burrice é eterna" para alguns, parece que não tem fim mesmo, pois ainda não compreenderam que não se trata de cor, e sim de seres humanos, que foram escravizados, sem direito a escolha, capturados e comercializados como qualquer animal, em nome do progresso, modernidade e escassez de mão de obra.

Cada um de nós deveria no mínimo empatia,  por esse erro impagável, a começar pela igreja.  Para entender um pouco de tudo isso, é preciso voltar ao tempo, mais precisamente ao livro do historiador, sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre,  também descendente de senhores de engenho. Conhecia bem os casarões.. Esse livro é obrigatório como leitura de todos nós, para que possamos assim, ter um novo olhar e sobretudo mais que vergonha,  por todos os seres humanos. Nenhum homem sequer seja ele branco, negro, asiático, pele vermelha, devem ser escravizados por qualquer dogma, ou poder de supremacia, por parte de governo algum.  E se continuamos a pensar assim, não merecemos ser chamados de humanos e muito menos ousar afirmar que somos "cristãos".  Abaixo, alguns Trechos do livro, relatos e infortúnios, assim como a contribuição rica em todos os sentidos que tanto o negro como o índio trouxeram a nós,  brancos incautos e incultos, que os aculturaram, acalentados pela estupidez e ganância.
Em Casa-Grande & Senzala, o escritor exprime claramente o seu pensamento. Ele diz: "o que houve no Brasil foi a degradação das raças atrasadas pelo domínio da adiantada" . Os índios foram submetidos ao cativeiro e à prostituição. A relação entre brancos e mulheres de cor foi a de vencedores e vencidos.
Havia tempos Gilberto Freyre procurava escrever sobre o ser brasileiro. Pressões políticas e familiares o levaram, entre 1930 e 1932, a viver o que chamou de "a aventura do exílio". Partiu para a Bahia e pesquisou as coleções do Museu Afro-Brasileiro Nina Rodrigues e a arte das negras quituteiras na decoração de bolos e tabuleiros. Observou que a culinária baiana era neta da velha cozinha das casas-grandes. Depois da Bahia partiu para a África e Portugal.

Iniciou em Lisboa as pesquisas e estudos que sedimentariam o livro Casa-Grande & Senzala. De Portugal foi, como professor visitante, para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, onde viajou pelo Sul e pôde constatar a existência, durante a colonização americana, do mesmo tipo de regime patriarcal encontrado no nordeste brasileiro. Durante o período de estudos na universidade americana, o escritor elaborou uma linha de pensamento que diferenciava raça e cultura, separava herança cultural de herança étnica; trabalhou o conceito antropológico de cultura como o conjunto dos costumes, hábitos e crenças do povo brasileiro.
"Quando, em 1532, se organizou econômica e civilmente a sociedade brasileira, já foi depois de um século inteiro de contato dos portugueses com os trópicos; de demonstrada na Índia e na África sua aptidão para a vida tropical. Formou-se na América tropical uma sociedade agrária na estrutura, escravocrata na técnica de exploração econômica, híbrida de índio, e mais tarde de negro, na composição."
Trecho de Casa-Grande & Senzala.

 Portugal, um país largamente marítimo, recebia sempre povos de todos os lugares do mundo. Seus portos eram rota de comércio e de migrações. O contato com estrangeiros estimulava, no povo português, tendências cosmopolitas, imperialistas e comerciais. Na Península Ibérica as raças se misturavam havia milênios. O encontro das culturas árabes e romana impregnava a moral, a arte, a economia e a vida do português. Os árabes - excelentes técnicos navais - e os judeus - financistas e com altos cargos de administração, no conselho real -, emprestavam conhecimento e dinheiro para o empreendimento das navegações e dos descobrimentos.
A burguesia comercial ganhava mais poder que a aristocracia territorial portuguesa e buscava no além-mar terras e riquezas nunca exploradas. Além da mobilidade, o português tinha a capacidade de se misturar facilmente com outras raças. Os homens vinham sem família, sozinhos. Chegavam carentes de contato humano e começavam a se reproduzir primeiro com as índias e depois com as negras escravas. Era preciso povoar o território. No momento em que embarcou na aventura ultramarina, Portugal tinha três milhões de habitantes. O Brasil era imenso; então, como povoar esse território?Foi aqui que chegou...dia 02 de março de 1535...um português chamado Duarte Coelho Pereira, viu essa bela vista e deu uma exclamação:Oh! linda situação para se construir uma vila. Por isso que a cidade se chama Olinda.
 Os portugueses não traziam para o Brasil nem separatismos político, nem divergências religiosas, e não se preocupavam com a pureza da raça. Assim o país se formava. E a unidade dessa grande extensão territorial com profundas diferenças regionais, garantida muitas vezes com o uso da força, aconteceu devido à uniformidade da língua e da religião.
ritual indigenaA Igreja desenvolvia planos ambiciosos de evangelização da América Latina, toda ocupada por países de tradição católica. Nessa quase cruzada no Novo Mundo, os padres jesuítas desempenhavam um papel importante na tentativa de implantar uma sociedade estruturada com base na fé católica. Para catequizar os índios, os jesuítas decidiram vesti-los e tirá-los de seu hábitat. Já o senhor de engenho tentava escravizá-los. Nos dois casos, o resultado era o extermínio e a fuga dos primitivos habitantes da terra para o interior. 
Os portugueses davam uma contribuição criativa ao novo mundo através da produção de açúcar. E implantavam um sistema econômico que aprenderam com os mouros durante a ocupação da Península Ibérica. Os mouros, de grande tradição agrícola, introduziram a laranjeira, o limoeiro e a tangerina e implantaram a tecnologia do fabrico do açúcar em Portugal. Tanto a Igreja quanto o senhor de engenho fracassavam nos esforços de enquadrar o índio no sistema de colonização que iria criar a economia brasileira. Fora de seu hábitat natural, o índio não se adaptava como escravo: morria de infecções, fome e tristeza.

 Para suprir a deficiência da mão-de-obra escrava, os senhores de engenho de Pernambuco e do Recôncavo baiano começavam a importar negros caçados na África. O Brasil, esquecido por quase duzentos anos, despertava finalmente o interesse do Reino de Portugal.
negro muçulmanoEntre os africanos que vinham para o Brasil, eram os negros muçulmanos, de cultura superior não só à dos índios como também à da maioria de colonos brancos, que aqui chegavam e viviam quase sem nenhuma instrução, que para escrever uma carta necessitava da ajuda do padre-mestre. O movimento malê da Bahia, em 1835, foi considerado um desabafo da cultura adiantada, que era oprimida por outra menos nobre. Contava-se que os revoltosos sabiam ler e escrever em alfabeto desconhecido. Eram negros que liam e escreviam em árabe. 

O Brasil importava da África não somente o animal de tração que fecundou os canaviais, mas também técnicos para as minas, donas de casa para os colonos, criadores de gado e comerciantes de panos e colheita de cafésabão.Os negros vindos das áreas de cultura africana mais adiantada eram um elemento ativo, criador e pode-se dizer nobre na colonização do Brasil, degradados apenas pela condição de escravos.O senhor de engenho, um homem extremamente rico e poderoso, passava a maior parte do tempo, deitado na rede, cochilando e copulando. 

Os negros veteranos, os ladinos, iniciavam os recém-chegados na moral e nos costumes dos brancos. Ensinavam a língua e orientavam nos cultos religiosos sincretizados. Eram ainda os ladinos que ensinavam aos boçais a técnica e a rotina na plantação da cana e no fabrico do açúcar. Além dos trabalhos forçados, ele era usado como reprodutor de escravos: era preciso aumentar o rebanho humano do senhor de engenho. As crias nascidas eram logo batizadas e ainda assim consideradas gente sem alma. A Igreja, esteio dos poderosos, agia da mesma forma no tratamento dado ao negro. A mulher escrava fazia a ponte entre a senzala e o interior da casa-grande e representava o ventre gerador. As negras mais bonitas eram escolhidas pelo sinhô para serem concubinas e domésticas. Objeto dos desejos sádicos dos homens, do senhor de engenho ao menino adolescente, a negra sofria por parte da mulher branca os castigos mais variados. Se a beleza dos seus dentes incomodava a desdentada sinhá, esta mandava arrancá-los. A escrava adoçava a boca do senhor e recebia chicotadas à mando da senhora, mas cumpria as tarefas que normalmente estariam destinadas à mãe de família.
Pode-se juntar à superioridade técnica e de cultura dos negros sua predisposição como que biológica e psíquica para a vida nos trópicos. Sua maior fertilidade nas regiões quentes. Seu gosto pelo sol. Sua energia sempre fresca e nova quando em contato com a floresta tropical."
Trecho de Casa-Grande & Senzala.
titulo

A escrava adoçava a boca do senhor e recebia chicotadas à mando da senhora, mas cumpria as tarefas que normalmente estariam destinadas à mãe de família. As damas da sociedade se casavam entre os doze e os quinze anos com homens muito mais velhos. O conhecimento que tinham da vida de casada, os acontecimentos de fora do engenho e outras histórias - nem sempre românticas - elas ouviam da boca das mucamas. As sinhazinhas sentadas à mourisca, tecendo renda ou deitadas na rede e as escravas a lhes catar piolho ou fazendo cafuné. Cedo se casavam e cedo morriam por causa de sucessivos partos ou se tornavam matronas aos dezoito anos. O ócio e a vida reclusa faziam das sinhás mulheres amarguradas. E ignorantes: era raro encontrar uma que soubesse ler e escrever.
Não foi só de alegria a vida dos negros escravos dos ioiôs e das iaiás brancas. Houve os que se suicidaram comendo terra, enforcando-se, envenenando-se com ervas e potagens dos mandingueiros. O banzo deu cabo de muitos. O banzo - a saudade da África. Houve os que de tão banzeiros ficaram lesos, idiotas. Não morreram, mas ficaram penando."
Trecho de Casa-Grande & Senzala.
titulo

Os negros, muitos agora, libertos pela alforria, pela revolta ou pelas fugas, unidos nos quilombos, lutavam pelo fim da escravidão. Aliavam-se aos ideais libertários os filhos de poderosos senhores de engenho que se tornavam abolicionistas por motivos econômicos, humanitários ou, simplesmente, pelo apego que tinham às suas mães de leite.
"O problema é que a abolição da escravatura, embora tenha sido fato notável na história 
da formação brasileira, foi muito incompleta."
Fonte: http://tvcultura.cmais.com.br/aloescola/estudosbrasileiros/casagrande/
Com a abolição, os problemas do negro estariam apenas começando.
Mas quem se interessou por isso? Ninguém se interessou. O negro livre deixou as fazendas e
os engenhos e foi inchar as periferias das cidades. Abandonado, constituiu-se num sub-brasileiro.
Complementando Gilberto Freyre:
Enfim, "o que houve no Brasil foi a degradação das raças atrasadas pelo domínio da adiantada". Sejamos dignos e aceitamos a única verdade: seres humanos foram escravizados por facínoras das espécies mais vis que possam existir! E que nunca conseguiram até hoje, recuperar sua identidade e dignidade como outras raças. E quem puder que durma com isso, eu não consigo! ah, eu também sou "alemã", mas o bom senso me acompanha!.

sexta-feira, abril 25, 2014

ESSE MENINO ERA SEU FILHO

Por Fabrício Carpinejar
Não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?
Foto: ESSE MENINO ERA SEU FILHO
 
Fabrício Carpinejar

Não posso nem chamá-lo de caro ou prezado, mas apenas usar seu nome: Leandro. Educação e respeito vão soar como cinismo. 

Tampouco posso chamá-lo pelo sobrenome para indicar formalidade. Perdeu o direito do sobrenome. Seu filho pequeno está enterrado em seu sobrenome para sempre. Ele carregava seu sobrenome, você não soube carregar coisa alguma dele.

Tenho enfrentado vários pesadelos desde que ouvi a notícia de que seu menino de 11 anos fora morto pela madrasta. 
 
Que seu menino foi posto numa cova às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS) e poderia estar ainda vivo. Coberto pela terra quando deveria ser coberto pelo edredon para não passar frio de noite.

Seu filho foi enganado. Toda a vida enganado. Toda a vida humilhado. Na hora de seu fim, aceitou o passeio para longe de Três Passos porque jurava que receberia uma televisão.  

Quando seu menino acordar dentro da morte, ele vai chamá-lo. Assim como toda criança chama seu pai quando tem medo do escuro. Vai chamá-lo e onde estará?

Ele acreditava que você era o herói dele. Estava exagerando para pedir que o salvasse, não entendeu o apelo?

Você nem pai foi. Nem homem foi. Você foi o que restou.

Como médico, não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?

O que dirá para irmãzinha dele? Que Bernardo está no céu? Que é uma estrela?

Perdeu também o direito de mentir. É você e sua memória sozinhos no silêncio. Só resta a memória para quem matou a consciência.

Nunca encontrará perdão. Deixou Bernardo desamparado. Deixou Bernardo com as mesmas roupas curtas, o mesmo uniforme escolar surrado, desde que a mãe faleceu. Deixou seu filho mendigar atenção pela cidade. Pelo fórum. 

Não entendo o que leva um homem a anular sua família anterior por uma nova namorada. O sexo é mais importante do que a paternidade? A bajulação é mais importante do que a ternura? Queria estar disponível para festas? Cortar gastos?

Fingiu que Bernardo não existia para não atrapalhar a ambição da sua mulher? Fingiu que Bernardo não havia nascido para atender à exclusividade de sua mulher?

Filho não é escolha, é responsabilidade. Já casamento é escolha...

Se a mulher não gostava de seu filho, não deveria ter recusado o relacionamento?

Como seria simples. Bastava dizer "Ou meu filho ou nada!". É o que se fala no início do namoro.

Para você, nada.

Não é que você não tem mais nada, você não é mais nada. Abdicou de seu filho para ficar com alguém. Você não se contentou em abandonar sua família para criar uma segunda família, você aniquilou sua família para criar uma segunda família.

Obrigava Bernardo a esperar fora de casa até você chegar do trabalho, agora é você quem espera fora de casa. 

Obrigava Bernardo a lavar as mãos para brincar com a irmã. Pois tente lavar suas mãos agora para tocar no rosto dele. 

Tente todos os dias de sua paternidade. Sangue não sai com a culpa.
Não posso nem chamá-lo de caro ou prezado, mas apenas usar seu nome: Leandro. Educação e respeito vão soar como cinismo.

Tampouco posso chamá-lo pelo sobrenome para indicar formalidade. Perdeu o direito do sobrenome. Seu filho pequeno está enterrado em seu sobrenome para sempre. Ele carregava seu sobrenome, você não soube carregar coisa alguma dele.

Tenho enfrentado vários pesadelos desde que ouvi a notícia de que seu menino de 11 anos fora morto pela madrasta.

Que seu menino foi posto numa cova às margens de um rio em Frederico Westphalen (RS) e poderia estar ainda vivo. Coberto pela terra quando deveria ser coberto pelo edredon para não passar frio de noite.

Seu filho foi enganado. Toda a vida enganado. Toda a vida humilhado. Na hora de seu fim, aceitou o passeio para longe de Três Passos porque jurava que receberia uma televisão.

Quando seu menino acordar dentro da morte, ele vai chamá-lo. Assim como toda criança chama seu pai quando tem medo do escuro. Vai chamá-lo e onde estará?

Ele acreditava que você era o herói dele. Estava exagerando para pedir que o salvasse, não entendeu o apelo?

Você nem pai foi. Nem homem foi. Você foi o que restou.

Como médico, não acha Bernardo uma criança um pouco grande para fazer um aborto?

O que dirá para irmãzinha dele? Que Bernardo está no céu? Que é uma estrela?

Perdeu também o direito de mentir. É você e sua memória sozinhos no silêncio. Só resta a memória para quem matou a consciência.

Nunca encontrará perdão. Deixou Bernardo desamparado. Deixou Bernardo com as mesmas roupas curtas, o mesmo uniforme escolar surrado, desde que a mãe faleceu. Deixou seu filho mendigar atenção pela cidade. Pelo fórum.

Não entendo o que leva um homem a anular sua família anterior por uma nova namorada. O sexo é mais importante do que a paternidade? A bajulação é mais importante do que a ternura? Queria estar disponível para festas? Cortar gastos?

Fingiu que Bernardo não existia para não atrapalhar a ambição da sua mulher? Fingiu que Bernardo não havia nascido para atender à exclusividade de sua mulher?

Filho não é escolha, é responsabilidade. Já casamento é escolha...

Se a mulher não gostava de seu filho, não deveria ter recusado o relacionamento?

Como seria simples. Bastava dizer "Ou meu filho ou nada!". É o que se fala no início do namoro.

Para você, nada.

Não é que você não tem mais nada, você não é mais nada. Abdicou de seu filho para ficar com alguém. Você não se contentou em abandonar sua família para criar uma segunda família, você aniquilou sua família para criar uma segunda família.

Obrigava Bernardo a esperar fora de casa até você chegar do trabalho, agora é você quem espera fora de casa.

Obrigava Bernardo a lavar as mãos para brincar com a irmã. Pois tente lavar suas mãos agora para tocar no rosto dele.

Tente todos os dias de sua paternidade. Sangue não sai com a culpa.


Fonte: 

quarta-feira, abril 23, 2014

| Hoje é dia de Shakespeare| |23 Abril |.

Ser ou não Ser? Eis a questão... Hoje é dia de Shakespeare.


Infelizmente Aniversário de sua morte, mas por que não lembrar deste que soube através de suas dramaturgias, explorar emoções tão complexas latentes em nós.
*Romeo and Juliet, *Othelo, *Hamlet, Macbeth, *Sonho de uma noite de verão e a Tempestade foram os que eu li ou assisti filme, * a Megera Domada, que até a plim plim transformou em folhetim como O Cravo e a Rosa. Ou seja, nada se cria tudo se copia. Embora, não com a mesma genialidade.
Através da sagacidade de Shakespeare, principalmente ao ler e assistir Othelo faz pensar e refletir que:
“De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra”.
Quantas vezes por intriga e interesse vil de outros, que cheios de perfídias, nos encaram como “pedras nos seus caminhos” a fim de atingir seus intentos, semeiam dúvidas, quanto ao caráter do outro. Quantas rompemos e sem dar chance, de explicações, um relacionamento amoroso, uma sociedade, uma parceria, uma amizade, porque "Iagos" da vida, insistem em cruzar os nossos caminhos, envenenando a alma, sem chance de defesa, colocando em dúvida, a capacidade, a lealdade, a fidelidade de sentimentos, o caráter, pelas circunstâncias que criaram, e não verdadeiras¿.
E que nós, a maioria, cegos, impulsivos, emotivos, ou dominados pelo ciúme, dúvida, orgulho, cometemos os mesmos erros de Otelo, sem se dar conta, que fomos manipulados por essas pessoas, o tempo todo, inseguras ou ambiciosas e dotadas de inveja, com o intuito de eliminar o obstáculo que segundo imaginam, quando na verdade, poderiam, ser somado às forças, e não fragmentadas? .
Na ficção pelo menos a justiça no final sempre vence e a honra também.
.. Tudo que se espera é que embora existam muito Iago(s), manipuladores e vis, Emília (s) corrompida, também há muitos “Cássio” (s), sonhadores, leais e idealizadores, ao nosso lado, assim como algumas Desdêmona(s), fidedignas aos seus princípios e laços firmados, que mediante a fealdade da alma, preferem ainda a beleza da honra.

Assista o filme no Canal do Youtube:



sábado, abril 05, 2014

Comportamento Social: Oito maneiras de se identificar a Manipulação Emocional


Manipulação segundo o dicionário informal é aquele que ilude, manipula, faz a mente da cabeça de outra pessoa, tenta convencer sua mente, dizendo que só aquela é aceita. Sujeito que induz outras pessoas e cria acontecimentos que influencia as opiniões de maneira sutil, levando as pessoas a pensar que as conclusões que elas tiram são mais lógicas, não percebendo que suas razões foram "agendadas" de maneira cognitiva para que chegassem ao que o autor queria, em resumo, qualquer escritor deve ser um bom manipulador simbólica e cognitivamente. Ou seja, é aquele que se aproveita de uma situação, para beneficio próprio e uso de artifícios, artimanhas, para manipular, forjar, maquinar, preparar.


Por Fiona McColl.
A manipulação emocional é também conhecida como "Agressão dissimulada.
1) Não adianta tentar ser honesto com um manipulador emocional. Você diz alguma coisa e é logo contestado. E na medida mesmo em que você vai ouvindo as palavras, você vai tendo aquela horripilante sensação de que elas NÃO significam desculpa alguma, de que não há arrependimento algum; mas uma vez ditas as palavras, nada mais LHE resta a dizer. Ou isso, ou você, de repente, se encontra paparicando a angústia do outro! Sob todas as circunstâncias, se você perceber esse jogo - não sucumba! Não cuide, não aceite um pedido de desculpas que sente como besteira. Se se sente como besteira, provavelmente é.

Regra número um: se lidar com um chantagista emocional confie em seus instintos. Confie nos seus sentidos. Depois que um manipulador emocional encontra uma manobra bem-sucedida, ela é adicionada a uma lista prioritária e você terá apenas alimentado essa constante dieta de merda.

2) Um manipulador emocional é o retrato de um ajudante a postos. Se você lhes pedir para fazer algo, quase sempre concordam - isto é se eles não se voluntariarem para fazê-lo primeiro. Quando você lhes diz que não parecem querer fazer qualquer coisa - eles vão tentar fazer parecer que É CLARO que eles querem e como você está sendo irracional. Esta é uma forma de discurso contraditório - que é algo em que os manipuladores emocionais são muito bons. Regra número dois: se um manipulador emocional disse SIM - responsabilize-o por isso. Não compre os suspiros e as sutilezas dos sinais não verbais - se não eles não quiserem ajudar - faça-os dizer, cara a cara, de frente - ou apenas coloque seus fones de ouvido e vá tomar um banho e deixando-os com seu teatro.

3) Discurso contraditório - dizendo uma coisa e, posteriormente, garantindo-lhe que não disseram nada daquilo. Se você está em um relacionamento onde você imagina que você deveria começar a manter um registro do que foi dito, porque você está começando a questionar sua própria sanidade, você está experimentando manipulação emocional. Um manipulador emocional é um especialista em distorcer as coisas ao redor, racionalizando, justificando e explicando tudo. Eles podem mentir de forma tão suave que você pode sentar-se olhando para o preto e eles vão chamá-lo de branco e argumentar de modo tão convincente que você começa a duvidar de seus próprios muito sentidos. Durante um período de tempo, isto é tão insidioso e erosivo que pode literalmente alterar o seu sentido de realidade. ATENÇÃO: A Manipulação Emocional é MUITO perigosa!

4) Culpa. Manipuladores Emocionais são excelentes vendedores de culpa. Eles podem fazer você se sentir culpado por se manifestar, ou por não se manifestar, por ser emocional ou por não ser suficientemente emocional, por dar e cuidar, ou por não dar e cuidar o suficiente. Qualquer coisa é um jogo justo e propenso à culpabilização com um Manipulador Emocional. Manipuladores Emocionais raramente expressam suas necessidades ou desejos abertamente - eles conseguem o que querem através da manipulação emocional. A culpabilização não é o único meio, mas é poderosa. Muitos de nós estamos bem condicionados a fazer o que for necessário para reduzir os nossos sentimentos de culpa. Outra poderosa emoção que é usada é a simpatia. Um manipulador emocional é uma grande vítima. Eles inspiram um profundo sentimento de necessidade de apoio, cuidado e suporte. Manipuladores Emocionais raramente lutam suas próprias lutas ou fazem o seu próprio trabalho sujo.

5) Os Manipuladores Emocionais lutam sujo. Eles não lidam com as coisas diretamente. Eles vão conversar por suas costas e, eventualmente, colocar os outros na posição de lhe dizer o que eles mesmos não querem dizer. São passivos-agressivos, o que significa que encontram maneiras sutis de fazer você saber que eles não 'reservas' felizes de um jogo. Eles vão dizer o que eles pensam que você quer ouvir e depois fazer um monte de merda para minar tudo. Chorar, gritar ou eletrocutá-los - apenas o último poderá ter algum benefício a longo prazo e provavelmente, também, colocá-lo na cadeia.

6) Se você tiver uma dor de cabeça um manipulador emocional terá um tumor cerebral! Não importa qual é sua situação, o Manipulador Emocional provavelmente já esteve lá ou está lá agora - mas somente dez vezes pior. É difícil, depois de um período de tempo, sentir-se emocionalmente conectado a um Manipulador Emocional, porque eles têm uma maneira de desviar as conversas e colocar de volta os holofotes sobre eles mesmos. Se você chamar a atenção deles sobre este comportamento, provavelmente, vão se mostrar profundamente feridos ou, muito petulantes, irão chamá-lo de egoísta - ou alegarão de que é você que está sempre no centro das atenções. O fato é que, mesmo que você saiba que este não é o caso, você é deixado com a tarefa impossível de provar. Não se incomode - confie em seus instintos e vá embora!

7) Os Manipuladores Emocionais de algum modo têm a capacidade de influenciar o clima emocional das pessoas ao seu redor. Quando um manipulador emocional está triste ou com raiva, o ambiente em que está reverbera estes sentimentos, isto traz uma profunda resposta instintiva que encontra algum meio de equalizar o clima emocional e o percurso mais rápido é fazer com que o manipulador emocional sinta-se melhor - consertando o que quer que esteja errado para ele. Fique com este tipo de perdedor por muito tempo, e você ficará tão emaranhado e co-dependente, que esquecerá que ainda tem suas próprias necessidades - para não falar que você tem todo o direito de ter suas necessidades satisfeitas.

8) Os manipuladores emocionais não têm nenhum senso de responsabilidade. Eles não assumem nenhuma responsabilidade para si ou por seu comportamento - é sempre sobre o que todo mundo tem "feito contra eles". Uma das maneiras mais fáceis de detectar um manipulador emocional é que eles, muitas vezes, tentam estabelecer intimidade, através da partilha rápida de informações extremamente pessoais, que geralmente é do tipo "enforque-se-e-sinta-pena-de-mim". Inicialmente você pode achar este tipo de pessoa, muito sensível, emocionalmente aberto e talvez um pouco vulnerável. Acredite em mim quando digo que um manipulador emocional é tão vulnerável quanto um pit bull raivoso, e sempre haverá um problema ou uma crise de superar.

terça-feira, abril 01, 2014

Administração: "Nossas escolhas nos dominam".

Por Enrico Cardoso. 31 de março de 2014.
Nós somos as nossas escolhas. Então, precisamos escolher com bastante cuidado para não nos arrependermos delas.
¯\_(ツ)_/¯Pensar que podemos comer apenas 1 biscoitinho, nos coloca longe da nossa dieta. Pensar em ligar para o cliente mais tarde, nos coloca longe de nossos objetivos de negócios. Escrever apenas 200 palavras, nos coloca longe de nossos objetivos de ter um livro publicado.

Nossas decisões tem efeitos imediatos sobre nós. Tome uma decisão e ela irá mudar todos os seus padrões – para o bem, ou para o mal. Isso não significa que tudo é preto ou branco. Não significa que as coisas não podem ser flexíveis, muito pelo contrário.


Mas, saiba que todas as escolhas que você fizer irão chocar com outras escolhas que você deveria ter feito e isso terá um impacto em suas realizações.Até que paramos de comer alimentos processados, não sabemos o quanto eles nos fazem mal. Da mesma maneira, não ligar para seus clientes, não fazer contato com novas pessoas, não estar onde os negócios acontecem, vai colocar você fora do seu mercado, mais dia, menos dia. Assim, precisamos escolher um conjunto de diferentes ações para dominarmos nossas escolhas e conseguirmos chegar até onde queremos.
Quais decisões você precisa mudar em sua vida?
___ Este artigo foi adaptado do original, “Decisions are Dominos”, do Chris Brogan.
foto: google. Fonte: jornal empreendedor.

Alterações para os shows de Almir Sater em BH dia 03(cancelado) e 04 (Mantido)

Plantão Loira Informa: Segundo o produtor Jackson Martins,
uma das apresentações de Almir Sater que seria realizado dia 03 de Abril em Belo Horizonte, MG, foi cancelado, por motivos de força maior, no entanto, o show do dia 04, será Mantido. Para aqueles que adquiriram Ingressos do dia 03, poderão trocar as entradas pelo dia 04 ou então solicitar reembolso.
Maiores Informações acesse Jackson Martins Produções & Eventos >

Veja notícia abaixo:

26/03/2014 15h28 - Atualizado em 26/03/2014 15h28
Almir Sater cancela uma das apresentações que faria em BH
Show agendado para o dia 4 de abril está mantido.
Público poderá trocar entradas ou pedir reembolso.

Almir Sater (Foto: Namour Art Photografy/Divulgação)
Almir Sater se apresenta em BH no dia 4 de abril
(Foto: Namour Art Photografy/Divulgação)
 


Uma das apresentações que o músico Almir Sater faria em Belo Horizonte, no próximo mês, foi cancelada. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (26) pela assessoria do espetáculo.

O show que seria realizado no dia 3 de abril não ocorrerá, mas o do dia 4 está mantido.

Segundo a organização, quem comprou ingressos poderá trocar as entradas ou pedir o reembolso. A troca ou o pedido de devolução do valor deverão ser feitos na bilheteria do Cine Theatro Brasil, que fica na Rua dos Carijós, 258, no Centro.

A assessoria do espetáculo não informou o porquê do cancelamento. Já o site do teatro informa que a apresentação não será realizada por motivo de força maior.
Serviço
Data: 04 de abril
Horário: 21h
Local: Cine Theatro Brasil – Rua dos Carijós, 258, Centro
Ingressos: de R$ 150 a R$ 180
Informações: site do Cine Theatro Brasil ou (31) 3201-5211
 
 Fonte: g1.globo.com