Loira do bem ∞ : 01/18/14

sábado, 18 de janeiro de 2014

Marketing – O que é e o que não é?

Marketing – O que é e o que não é?

Hoje o marketing entrou em praticamente todas as esferas de nossa vida. Fazer marketing é criar as condições ideais para que nosso produto, serviço ou mensagem alcance seu objetivo, não importa se estamos falando de uma venda ou da simples necessidade de se convencer alguém de algo.
A expressão “marketing” vem sendo amplamente utilizada, não apenas no campo dos negócios, mas também na área social.
Contudo, o exato significado do termo ainda é pouco conhecido, o que justifica algumas conceituações. Para a American Marketing Association, marketing é o desempenho das
atividades que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor. É o processo de planejamento e execução de criação, estabelecimento de preço, promoção e distribuição de ideias, produtos e serviços para criar intercâmbios que irão satisfazer as necessidades do indivíduo e da organização.
Drucker (apud Kotler, 2004) por sua vez, apresenta uma definição mais direta:
marketing é todo o empreendimento do ponto de vista do consumidor.
Para Mc Carthy, que o dividia em duas grandes áreas, marketing é um processo social que dirige o fluxo de bens e serviços dos produtores para os consumidores, de maneira a equilibrar a oferta e a procura, e visando alcançar os objetivos da sociedade.
Finalmente, Kotler (2004), conceitua o marketing como sendo a análise, o planejamento, a implementação e o controle de programas e/ou projetos formulados para propiciar trocas voluntárias de valores com mercado-alvo, com o propósito de atingir objetivos operacionais concretos. Portanto, para execução de um plano de marketing, há que se levar em conta as necessidades e desejos do mercado, além do uso efetivo de técnicas de preço, comunicação e distribuição, para informar, motivar e servir ao respectivo mercado. 
Outras definições poderiam ser transcritas porém, pouco acrescentariam à compreensão do termo.
Considerando, no entanto, a grande e crescente popularização do termo, talvez seja
útil discutir um pouco daquilo que o marketing, efetivamente, não é. De acordo com Schiavo (1999) com freqüência, utilizam-se expressões como: isso é apenas, uma jogada de
marketing; é preciso fazer marketing; ou, até mesmo, isso não passa de marketing. É como
se a situação da qual se fala, de fato, não existisse. Com efeito, usa-se o termo marketing
nos mais diferentes contextos, mas sem muita preocupação com a sua aplicabilidade. Por
isso, convém esclarecer que: 
- Marketing não é promoção
–É muito comum o uso minimizado do conceito de marketing, considerando-o sob a perspectiva de apenas um dos seus principais componentes: a promoção ou publicidade. Nesse caso, “fazer marketing” seria o mesmo que promover um produto, idéia e/ou serviço.
- Marketing não é aparecer na mídia
–Outra confusão é pensar que marketing se restringiria a dar visibilidade a algum produto, serviço, ideia ou uma causa, aumentando a sua exposição quantitativa e/ou qualitativa nos diversos meios de comunicação. Isso é, sim, uma estratégia de marketing. 
- Marketing não é venda
–Quando se lê um anúncio buscando um gerente de marketing, pode-se ter a certeza de que não se requer apenas um profissional de vendas. Mais que isso, a empresa busca alguém capaz de trabalhar seus produtos desde a fase de concepção, passando pela produção, apresentação, definição de preço, estratégia promocional e colocação nos pontos-de-venda, até a etapa de consumo, privilegiando-se o ponto-de-vista do consumidor. 
- Marketing não é mágica –
Ilusionismo não combina com o mercado. Também no marketing, é aplicável a ideia de que “não se pode enganar a todos por todo tempo”. No marketing, não há soluções fáceis, de curto prazo e/ou baixo custo, em si-mesma. A criatividade empresarial e/ou do empreendedor,
sem dúvida, é fator fundamental para o êxito de um plano de marketing, mas não faz
milagres. Fazer o melhor por menos é o que se espera de qualquer profissional em uma organização. Soma-se o fato de que, no mercado globalizado, é cada vez mais imprescindível
dispor de bons produtos e/ou serviços de qualidade a preços acessíveis para os mercados-alvo. O feeling de um profissional pode constituir o diferencial para que se alcancem ou se consolidem vantagens competitivas. No entanto, esse fator não poderá substituir um a boa pesquisa mercadológica, que oferece respostas científicas para as questões concretas.

Por
Marketing Social – A Estratégia De
Mudança Do Comportamento Social
Sônia de Oliveira Morcerf
sonia.oliveira@csn.com.br
Teresa Cristina Seabra
teresacristinaa@uol.com.br
MORCERF, S. O.; ALMEIDA, T. C. S.. Marketing Social – A Estratégia De Mudança Do
Comportamento Social. Cadernos UniFOA , Volta Redonda, ano 1, nº. 1, jul. 2006.
Disponível em: