Loira do bem ∞ : 09/28/12

sexta-feira, setembro 28, 2012

Pitaco by Loira do Bem "Cada um no seu quadrado" --

Como diz Oscar Wilde "A verdade jamais é pura e raramente é simples. Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal".
Ainda assim fico no time da fatalidade de... prefiro pecar pelo excesso do que pela falta dela ( sinceridade).
 
Xi...me perguntaram o que acho de alguns músicos, cantores e etc ...arriscado responder, mas não costumo maquiar nada não...e sou direta no que penso a respeito e bajular algo que não me toca a alma ou tem emoção na voz, só para agradar não é comigo, nada do que é "técnico" me atrai, então me calo por respeito.

 
Um dos pontos fortes que considero no curso que ministro como voluntária social é o de fazer cada um pensar, através do autoconhecimento e assim descobrir quais são suas verdadeiras habilidades e a partir daí desenvolver suas potencialidades.


Como diria "Sócrates" Conheça a Ti mesmo e a verdade vos libertará".



Hoje no mercado fonográfico, um monte de gente dizer que começou a tocar, cantar, atuar, compor ou jogar futebol, porque viu seus ídolos ou porque vem de família artística.  Acho louvável até, mas será que as coisas são assim - apenas por admiração ou por "invejar" no bom sentido o talento original destas pessoas, e que elas não pessoas comuns, mas que possuem um dom destinado a elas e a ninguém mais?.

 
Todos temos o direito claro, de tentar mas não de se equivocar.
Não existem muitos Pelé, Zico ou Sócrates por aí.. assim como não existem muitos
Nietzsche, Fernando Pessoa, Voltaire, Shakespeare, George Harrison, Almir Sater, Tião Carreiro, Raul Seixas, Robert Plant, Elis Regina, Beethoven, Mozart, Da Vinci, Rousseau, Cervantes, Oscar Wilde, Vila Lobos, Jimmy Page, Guimarães Rosa, Belchior,  dando sopa também por aí.


Melhor seria é que fôssemos nós mesmos,
como sinaliza Nietzsche "Tornar-te o que tu é " e pronto e seguir nossa verdadeira vocação - concordo plenamente com o produtor musical Marco Camargo - quando diz que "Alguns nasceram para cantar e a maioria somente para ouvir"
 
Bom seria, se essa "maioria" seguissem sua missão verdadeira, o mundo precisa e muito de bons profissionais como lixeiros, bombeiros, professores, médicos, dentistas, ecologistas, escritores, atores, músicos e compositores, mas "cada um no seu quadrado" ou seja com aptidão nata, agregar a humanidade, e não por modismos ou estratégias do marketing fonográfico, mais que um espaço para a fama, dinheiro ou status, é preciso ter habilidade como tocar, cantar, atuar ou jogar, escrever, ser pensador, etc.

  

Não é complicado de entender, mesmo que não aceitamos, muitas vezes nascemos para ser os coadjuvantes ou só os alavancadores dos que já nasceram com estas habilidades naturais e não o personagem principal da história. 

Uns nasceram para jogar, outros para ser técnicos, outros para ser juízes e outros só para torcer, a maioria. Outros nasceram para cantar, tocar e compor, a minoria talvez, como outros para cantar, outros somente para atuar, outros somente para compor, e ainda outros somente para tocar ou representar, e a arte considerada mais humana,  agradeceria certamente. Embora, todos somos produtos, na visão de mercado, mas no mundo das Artes, embora a tecnologia facilita tudo, mas mesmo assim, deveríamos ser de fato autênticos, pelo menos neste item.



"A massificação procura baixar a qualidade artística para a altura do gosto médio. Em arte, o gosto médio é mais prejudicial do que o mau gosto. Nunca vi um gênio com gosto médio. Ariano Suassuna faz pensar!. 


Imagens Pixabay - domínio público e grátis.

Pitaco by Loira do Bem ""Cadê o português que estava aqui?"


Tava aqui pensando eu com a minha violinha...
Andaram me perguntando das coisas que me aborrecem...Uma delas falei ontem destas correntes que nos enviam, falando que se não darmos continuidade o mal ou azar virá.. 

  e a outra ...que o meu pitaco de hoje, vai para o rumo que a nossa língua, tem tomado de anos pra cá..(depois de ter recebido ontem um comentário tecendo elogios ao artista, mas que com aquele internetês, onde todas as palavras eram trocadas, Ç por S, L por U, que sinceramente ao meu ver, eu preferia não ter lido)...e isso me fez pensar ...isso me fez pensar...que nossa ortografia e grafia, vem tomando proporção nos ultimos tempos, nada inteligentes, com o advento e crescimento da internet e das redes sociais, pelas massas.
Enquanto alguns vão cometendo esses deslizes, que por mais que eu tente, eu não entendo, cada vez mais os estrangeiros estudam o idioma falado no Brasil, para vir trabalhar ou atender viajantes brasileiros lá fora, daqui a pouco, quando estarmos na disputa de uma entrevista de emprego, os estrangeiros vão tomar nossos lugares, por estar também mais preparados com a nossa própria língua mãe.
Talvez, porque, essas pessoas, estejam equivocadas, quanto a escrita, e talvez, porque achamos que estar na Internet, é ser livre para se expressar e escrever da forma que e como quisermos, um novo dialeto, o “internetês”. Espécie de “dialeto das relações virtuais”. As coisas não funcionam assim. Não podemos mudar a identidade de um povo, nossa tradição.
É a mesma coisa, que alguém entrar em nossa casa, nosso sagrado lar, e mudar toda estrutura dela, sem nossa permissão, seria uma afronta a nossa honra, costumes e tradições.
Veja, bem, não estou me referindo ao linguajar nem de dialetos típicos de cada região, porque estão intrinsecamente ligados a cultura, costumes e tradições das pessoas, estas devem ser sempre respeitadas, assim como temos a linguagem culta, coloquial ou a popular, "as gírias e os jargões" adotados regionalmente e que faz parte da cultura dos povos, denominado folclore, que originou do Folk palavra de origem Inglesa, ou em uma das muitas definições -"Pessoas comuns de uma sociedade ou região considerados como representantes de um modo de vida tradicional e especialmente como as entidades cedentes ou portadores de costumes, crenças e artes que compõem uma cultura distinta: um líder que é proveniente da folclórica. ou seja folk em Português significa folclórica (povo) e Lore (sabedoria), tradição em qualquer parte do mundo"-
O que quero dizer com isso? - Que a nossa língua e formas de escrever, não pode sofrer trangressões virtuais e nem ser assassinada de forma tão inconsequente ou banalizada assim.
A língua é a nossa identidade, é o que nos diferencia dos demais povos e tradições.
"A língua é expressão de um povo. É unânime a comunidade científica quando diz que o grupo social manifesta seu pensamento e sua visão do mundo por meio da sua língua, ou seja, como disse Martinet, o pensamento não pode existir sem a língua (Martinet, 1970:9).
Eu tenho muito dificuldade de compreender isso, essa cafonice que infelizmente assolam a mente de alguns e entendem como "liberdade de expressão" -modernidade ou até nova geração de dialetos virtuais.
Desde criança pequena, quando eu tinha 10 anos - eu pedi de presente, um dicionário da língua portuguesa, eu não queria escrever errado ou não saber o sinônimo das palavras.
Ontem mesmo quando eu percebi que escrevi um texto de divulgação aterrisa com "s" só quase morri de vergonha e fui imediatamente fazer a correção.
Senão vira uma terra de ninguém, e essas é uma das coisas em que o bom senso deve perdurar sempre. Se existisse alguma linguagem ao meu ver que deveria ter obrigatoriedade de estar sendo falada e usada entre nós, seria as dos povos indígenas, que faz parte do nosso legado, como brasileiros, desde que foi descoberto. E ao meu ver, aonde isso vai nos levar?
Já imaginou quando estarmos no mundo real, a redação para entrar numa faculdade, uma carta de apresentação para proposta de emprego, ou até um carta reclamando de nossos direitos, ao negociar uma dívida por exemplo? - argumentando para um juiz de direito... - fico a imaginar ...como seria na linguagem internetês...
"Presado" Senhor .. estava "paçando" por aqui quando vi o "cartas" sobre uma "brexa" (duvido que vamos lembrar do pleitear ) para "enprego", como tô "nessecitado" e sem "posces"...e por aí afora...Sejamos rídiculos no excesso de proferir palavras de amor, empatia, solidariedade e compaixão..
Queremos mudar, que mudamos nossa forma de pensamento, que lutamos por nossos direitos, que exigimos de nossos governos, uma política mais honesta e transparente, que usamos a nossa línguagem, para defender nossos direitos, regredir jamais.. desesperar sempre, do não contentamento de aceitar tudo como natural, é por essas e outras que tudo por aqui acaba em pizza... !
"-O maior dos crimes é matar a língua de uma nação com tudo aquilo que ela encerra de esperança e de genio." by Charles Nodier."