Loira do bem ∞ : 07/21/12

sábado, julho 21, 2012

Almir Sater leva mais de 5.000 pessoas em festival de Inverno em Araxá,

Almir Sater leva mais de 5.000 pessoas em festival de Inverno em Araxá, na quinta feira fria de inverno, segundo organização.
O artista  arrastou um mundaréu de pessoas, para o Festival de Inverno em Araxá, em plena quinta feira de inverno, neste dia 19 de Julho.










.'"SINERGIA" "As Formiguinhas" e a Importância do "Feedback".

A  vida em sociedade fica mais fácil se entendermos que dependemos uns dos outros para viver melhor.


Talvez, não sei, mas parece que nós, administradores, somos sonhadores ou visionários, pois na faculdade tudo que se prega, é o de trabalhar só em equipe, com espírito de empatia, e a palavra "Sinergia" até hoje, está aqui grudada na minha mente. 

É certo, que quando temos um professor e que fala com propriedade, sobre o assunto, e apaixonado por TGA (Teoria Geral da Administração), a ideia é absorvida com mais rapidez e de certa forma, de que o caminho é este. "tá" complicando? Eu explico e sem Freud..

Sinergia pode ser definida como o "momento em que o todo é maior que a soma das partes", ou seja, as forças unidas se triplicam 2+2 equivalem a 6.
Um exemplo disto e que sempre passo aos alunos do meu humilde curso, sobre o filme "Formiguinha Z", no momento em que é feita uma escada formada por todas as formigas, com o objetivo de sair da colônia e que um simples erro de qualquer uma delas pode comprometer toda a atividade ou objetivo final.

O que não quer dizer, que a união de forças, significa que todos devem pensar iguais ou apenas à união de indivíduos iguais, que, por serem iguais, naturalmente se juntam. Os diferentes também se aglutinam e, dessa forma, se assemelham e se somam.

Os diferentes ficam iguais, como na Era do Gelo, por exemplo, são seres diferentes em tudo: o mamute Manny, a preguiça Sid e o tigre dentes de sabre Diego, no entanto, eles esquecem as diferenças e se juntam em busca de um mesmo objetivo, porque sabem que só se completam assim.

Quando não ocorre à sinergia ou não acontece esse tipo de unidade, o processo se dá ao contrário, pode ficar comprometido, as partes se dividem, gerando a entropia (perda de energia). 2+2=0. Fica aqui a frase de Raul Seixas "A formiga é pequena, mas elas são um exército quando juntas".

'A Importância do “Feedback".

Para quem trabalha ou está mais familiarizado com Administração, Marketing ou Comunicação, essa palavra "feedback" soa bastante familiar, trata-se da "Retroalimentação”. Pode ser definido como “Um processo de fornecer dados, retornos, para melhorar o desempenho no sentido de atingir seus objetivos e a excelência”. Para que seja alcançado o êxito, a comunicação entre as partes interessadas, não pode haver ruídos e qualquer barreira a respeito, devem ser rompidas. Como também não devemos encarar o feedback, como algo negativo ou depreciativo, mas como mecanismo de melhorias e até de adotar estratégias para abertura de novos objetivos ou até fidelizando os antigos.
Na administração Moderna, ele é usado como ferramenta extremamente útil na condução das relações humanas.
As pessoas se comunicam umas com as outras e dão feedback de suas ações e atitudes constantemente.
Para que um feedback se torne útil é preciso que ele seja:

—Descritivo (que tenha a essência do tema).
— Específico (mostrando objetividade).
— Compatível com as necessidades do comunicador e do receptor (que atenda a cada um de maneira igualitária).
— Dirigido (não vale carapuça, é necessário indicar claramente a quem este dirigido o feedback).
— Solicitado (sempre estar disponível quando solicitado).
— Oportuno (para que haja fluência no relacionamento) e esclarecido (o outro lado precisa saber exatamente que se trata de um feedback).

A dificuldade de receber feedback está no fato de não aceitarmos nossas ineficiências, neste sentido, podemos dizer que quanto menor o nível de feedback em uma organização, menor seu nível de transparência e consequentemente maior índice de ineficiência, ainda que embutida.
Já o dar feedback é dificultado quando há conflitos de interesses, levando a situações pessoais indesejáveis para o bom andamento das empresas.

As pessoas em sua grande maioria não estão preparadas para receber feedback, sendo assim, as empresas e seus líderes devem estimular esta cultura entre seus colaboradores.

Para que as empresas superem estas dificuldades é preciso: estabelecer relação de confiança entre os funcionários, reconhecer o feedback como um processo que leva tempo e uma boa educação corporativa, aprender a ouvir, aprender a dar feedback de forma habilidosa.

Feedback, ao contrário do que muitos pensam, não é a opinião de uma pessoa sobre outra, mas sim uma observação objetiva, direta e respeitosa de uma pessoa em relação ao comportamento de outra, feita com a intenção de aprimorar o seu desempenho.

—É um método para modificar o comportamento, melhorar o desempenho, lidar com o stress e enriquecer os relacionamentos.
—É verdadeiro apenas quando a intenção é a de ajudar, quando a intenção é comunicada ao receptor e ele está aberto a aceitar as informações e a usá-las de forma positiva.
— Permite trabalhar a percepção de si e dos outros.

Fontes: By Loira do Bem
formada em Administração de Empresas com ênfase em Marketing.

Eliezer Leite da Silva Junior
Propagandista Farmacêutico, formado em Administração de Empresas.
Sebrae.

A figura do delator -os "falsos moralistas"

“Que os jurados deliberem o seu veredicto – disse o Rei, mais ou menos pela vigésima vez naquele dia. – Não, não! – gritou a Rainha. – Primeiro a sentença, o veredicto vem depois”. by —Lewis Carrol – Aventuras de Alice no País das Maravilhas.

A figura do delator, dedo-duro, alcagüete, informante, boca-mole, língua-solta, etc, sempre foi considerado infame. O código moral do mundo do crime e dos agitadores políticos que vivem na clandestinidade, condena o delator com a morte. No filme “Olga”, baseado no filme homônimo de Fernando Morais, a namorada de um militante do partido comunista paga com a própria vida ao delatar os companheiros de luta. Pesquisa realizada por um professor, meu amigo, revelou que os jovens de hoje acham a delação algo pior do que comprar trabalho na Internet. Uma professora me disse, também, que “eles não delatam nenhum colega que cometeu alguma transgressão”.
A delação, o dedurismo, a alcagüetagem, acontece quando uma pessoa entrega outra a uma instância de poder. O delator é movido por interesses pessoais, para se safar de pressões, por vingança, ou qualquer outro motivo sempre menos; ele está sempre convicto de que a vítima é culpada – no mínimo, mais do que ele próprio – e, obviamente, não se importará se ela for exemplarmente punida.

Os sentimentos que movem o dedo-duro são a inveja e o ódio; portanto, seu gesto não é fundado na ética, mas no mero desejo de “fazer mal” a alguém. Um dicionário jurídico considera a delação um “produto de um ódio ou qualquer outra paixão, quando, além do desejo de fazer mal...” (Vocabulário Jurídico de Plácido e Silva. Rio: Forense, v. 2, 1978: 488). O gesto do dedo-duro não visa a obtenção de se conseguir proventos materiais, mas provavelmente esconde um “outro tipos de ganho”: um gozo sádico contra o delatado.

Há quem diga que vivemos um “momento pedagógico” em termos de política e de moral. Duvido. Que pode ensinar o momento político em que vivermos: usar do direito de acusar sem provas algum desafeto disso ou daquilo, visando benefício próprio? Um desses mais exaltados comentou que o Deputado Roberto Jefferson deveria ser também “premiado” em vez de castigado pelo crime de decoro parlamentar, porque ele “com seu gesto teria prestado um relevante serviço ao país”. Será mesmo?
Não podemos passar por cima o fato de que o referido deputado não denunciou o suposto esquema do mensalão por dever para com a pátria ou ao povo brasileiro, mas sim para se safar da acusação de corrupção.

Então, podem existir dois usos da delação: um é de inspiração fascista ou stalinista, porque o delator é movido no seu gesto infame tanto para defender uma suposta “causa maior” como para se vingar de algum desafeto. Refiro-me ao fascismo, porque fazer acusações vazias, lembra a tática de Goebbels, ministro de Hitler, que usava o boato para espalhar uma mentira sobre alguém, que, segundo ele, repetida várias vezes essa mentira “viraria verdade na mente das pessoas”. Acusar sem provas, falar mal de alguém (difamar), ou fazer fofoca sustentado apenas do desejo de ferir alguém, quase sempre logra êxito, porque a vítima não tem o poder de limpar a dúvida plantada no imaginário social sobre sua idoneidade moral.

Se é verdade que as pessoas são educadas mais pelo exemplo do que pelas palavras, o gesto deste deputado pode estar contribuindo para gerar uma nova geração de delatores cínicos, vingativos e oportunistas, querendo ser reconhecidos como “morais” e “patriotas”. Hoje, uma criança, um adolescente ou adulto, se sentindo acuado por uma acusação, pode usar o recurso da delação e esperar ser premiada por ela. Essa onda já vem acontecendo nas escolas e universidades: um professor, facilmente, pode ser delatado por um aluno que não gostou da nota que tirou com ele; uma mãe acusou injustamente a professora de ter batido no seu filho; um colega de trabalho não pensa duas vezes em delatar um colega mais competente, inventando um motivo ou se aproveitando de uma falha dele, e assim por diante. Ao que parece, não estamos fundando uma cultura anti corrupção, mas sim, uma cultura da delação, do dedurismo, que conjugado com a cultura do jeitinho brasileiro, não contribui para nos tornarmos uma nação moral, mas sim de falsos moralistas.
Por Raymundo de Lima - Psicanalista, professor do DFE da Universidade Estadual de Maringá (PR); doutorando em educação (FEUSP).
Fonte: http://www.espacoacademico.com.br/052/52limaray.htm