Loira do bem ∞ : 05/10/12

quinta-feira, maio 10, 2012

Entrevista Almir Sater para show Rio Preto amanhã 11 Maio


São José do Rio Preto, 10 de Maio, 2012 - 2:16
Almir Sater faz show amanhã em Rio Preto.

Vívian Lima
Foto: Divulgação

Almir Sater se apresenta nesta sexta-feira no Buffet Manoel Carlos.

Alguém que parece tratar a música como um elemento da natureza, respeitando seu tempo, espaço, a hora certa de nascer e se reproduzir, a ponto de não se incomodar com os longos anos que separam um disco do outro. Assim é Almir Sater, músico sul-mato-grossense que desembarca em Rio Preto amanhã para um show que será realizado no Buffet Manoel Carlos.

Para o palco, ele leva toda a sua intimidade com a viola caipira, canções que falam da vida no campo, e é acompanhado por mais seis músicos. No repertório, clássicos como “Tocando em Frente”, “Chalana” e “Um Violeiro Toca”. A apresentação passeia pelos diversos álbuns do artista.

As músicas de Sater revelam desde influências do folk internacional a músicas paraguaia e boliviana. Mas Sater se abre também para outros gêneros. Atualmente, ele está “numa fase mais pop”, brinca. O motivo? Anda ouvindo os guitarristas que os dois filhos mais novos curtem enquanto acompanha o desenvolvimento deles no contato com a guitarra.

E será que isso permeia o trabalho do violeiro? “ Eu sou um compositor. Tudo o que eu ouço vai para uma caixa secreta, tudo contribui para a composição. A soma das coisas que a gente ouve vai para um liquidificador e no final sai música, ou, às vezes, não sai nada.”

Confira a entrevista de Sater concedida ao Diário.

Diário da Região - Você passa temporadas no Pantanal e na Serra da Cantareira. Qual a relação desses locais com a sua música?
Sater - Eu acho que na fazenda, no meio do mato, eu tenho mais tempo. Eu fico à disposição da música. É bom fazer música assim, com aquela sensação de que o tempo não vai acabar nunca. Quando você está em meio a show, hotel, na correria, é um pouco mais complicado. Eu não gosto muito de trabalhar assim. A sensação de que o tempo é eterno faz bem para a música.

Diário - Por que algumas de suas canções antigas continuam sendo admiradas ainda hoje? Elas se renovam cada vez que você as canta?
Sater - Cada vez que a gente canta uma música tem uma emoção diferente. É igual a show - um é completamente diferente do outro. A canção que se sobressai e se eterniza é por mérito dela. Ela vai se tornando uma música de raiz porque vai se entranhando no chão, como aquelas árvores imensas, que a raiz se aprofunda no solo e não tem nada que derrube.

Diário - Como é o seu processo de composição? O que te desperta?
Sater - É preciso estar em estado de composição, à disposição da música, perto do instrumento. Aí você tem chance de receber uma inspiração. Às vezes, a música vem pronta, como se você fosse só o emissário. Mas tem música em que se trabalha um pouco mais, parece que a gente dá uma contribução. É caso a caso, dia a dia, mas é preciso estar em estado de composição.

Diário - E como se dão as parcerias musicais?
Sater - Para trabalhar com algum parceiro tem de ter intimidade. Não se pode ter melindres. Eu tenho dois parceiros fixos, que são o Renato Teixeira e o Paulo Simões. Tenho trabalhado com eles e é sempre muito bom.

Diário - Na hora de fazer música, vocês estão sempre juntos?
Sater - Sempre juntos. A gente dá risada, inventa uma situação, cria uma ficção. A gente se diverte também.

Diário - Seu último disco “7 Sinais” é do final de 2006. Há previsão de um disco novo?
Sater - Ainda não. Eu tenho feito algumas canções e comecei a fazer um disco com Renato Teixeira. Já gravei algumas bases, mas falei para ele que vou dar oito anos para a gente. Nós não nos encontramos, às vezes passamos um ano sem nos encontrar, por conta dos shows. Assim que for possível, a gente vai acabar esse disco.

Diário - E esse prazo de oito anos começou a ser contado quando?
Sater - Há um ano e meio. Já gravei oito músicas, falta pouca coisa. O bom de gravar o disco é se divertir. É igual compor, você tem de estar curtindo o trabalho.

Diário - Que elementos você necessita ter para dizer: “agora vou gravar um disco”?
Sater - É preciso ter motivação. A motivação é que faz gravar um disco. É uma necessidade.

Diário - E para fechar o repertório?
Sater - Geralmente eu vou compondo e o disco vai se mostrando. Aí depois de um tempo vou compondo, puxando para um lado. Se vejo que falta algo no disco, componho para outro lado. Ou, às vezes, não tenho domínio nenhum, as músicas vão saindo, eu coloco tudo naquele pacote e embrulho.

Diário - Por que a vida no campo, a realidade regional chama a sua atenção?
Sater - Sou um produtor rural, um trabalhador do campo. Sempre gostei disso. Trabalho na fazenda, já morei na fazenda. Eu gosto, é uma coisa que me dá prazer.

Diário - E por que essa realidade regional tão específica acaba sendo universal na hora que você a canta?
Sater - É o jeito que a gente canta. É o mérito dos meus parceiros que escrevem muito bem, com muita poesia esse univeso. E o Brasil é um grande país do interior. Um país imenso, cada região tem sua cultura. Eu gosto de beber um pouco de cada cultura do interior do Brasil.

Diário - E os shows te ajudam nisso?
Sater - Eu viajo o Brasl inteiro, vou conhecendo a gente, a cultura, a comida, o lugar, a paisagem. Tudo isso contribui para a minha música e, no final, vira um grande interior.

Diário - É uma contradição a gente viver em um mundo tão urbano e tecnológico e nos sentirmos tocados com o que você canta, com sua música, que mostra uma realidade tão diferente?
Sater - Acho que não. Você vai a grandes cidades, São Paulo, por exemplo. Acho que 40% das pessoas que moram em São Paulo são do Interior, com saudade. E, às vezes, a música mata um pouco a saudade.

Show, lounge e ‘open food’

“Uma Noite com Almir Sater” é o nome do evento que apresentará o show do violeiro sul-mato-grossense amanhã no Buffet Manoel Carlos, em Rio Preto. Organizado pelo empresário Marcos Zanovelo e pelo banqueteiro Manoel Carlos, o espaço do show terá área VIP de mesas e lounge, além de sistema open bar e open food.

Os convites podem ser adquiridos no estande oficial do evento, no Riopreto Shopping, até as 18 horas de amanhã. A compra também poderá ser efetuada diretamente no buffet, na hora do evento.

Serviço - Uma Noite com Almir Sater. Amanhã, a partir das 22h. Informações: (17) 3013-8344 / (17) 3304-2057 / (17) 9785-8869 / (17) 3808-2090. Valores: lounge (R$ 150). Mesa para seis pessoas (R$ 1,5 mil). Valores sujeitos à alteração.

PROMOÇÃO

Diarioweb leva você ao show

Quer ir ao show de Almir Sater aqui em Rio Preto? Então corra e cadastre-se aqui mesmo no portal Diarioweb. Vamos sortear ingressos para a apresentação que acontece nesta sexta-feira, às 22 horas, no Buffet Manoel Carlos. Os convites dão direito ao espaço "Lounge", que terá dois ambientes. Além disso, será open bar e open food. Clique aqui e cadastre-se agora!

Comportamento: "A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER"

Pitaco de Loira "A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER"

Tava aqui pensando eu... Foi assim que me perguntaram e foi assim que refleti...! “Depende de nós praticarmos atos nobres ou vis; e se é isso que se entende por ser bom ou mal, então depende de nós sermos virtuosos ou viciosos.” Dizia Aristóteles, o filósofo. No quão as pessoas mudam de lado e atitudes rapidamente, quanto as suas expectativas não preenchidas ou correspondidas... ao romper e ter laços estremecidos, por qualquer agravo ou desagravo, enfim. A primeira coisa que fazem para atingir (na mente delas), o "suposto" inimigo (a), agressor ou ofensor é ir logo atrás dos desafetos dele e que até então também era motivo de indiferença e olhar torto e a bajulação rola solta.

Não sei o que é mais motivo de compaixão, o que aceita ou o que foi buscar pela aliança. como se isso fosse de alguma forma atingir o ego do outro (a), feri-lo, e não a ele próprio. É como aquele filme “eu sei o que vocês já fizeram já se duelaram antes", e unem forças, para minar, derrubar ou desestruturar o "cruel e terrível inimigo" de ambos, agora.

O "suposto novo amigo" faz a intriga de forma dissimulada, ou seja, conta para o “suposto velho inimigo” as fraquezas do inimigo algoz de ambos agora, omitindo que compactuava com as mesmas opiniões ou até mais vis, e este por sua vez, só virou inimigo do outro, porque antes teve um amigo da onça, que por algum motivo torpe ou de comoção própria, lançou faíscas de desconfianças e falha de caráter sobre a integridade moral do outro (a).

Verdade seja dita, toda a ação tem uma reação, e para julgar com precisão e de forma imparcial, devemos prover dos nossos sentimentos mesquinhos e individuais, deixando de lado o orgulho, a inveja, soberba e a vaidade. É como se estivéssemos tão desacreditados de si próprios, com dúvidas a respeito sobre nossa lisura, autoestima, que qualquer intempérie ou palavra mal atravessada, recorremos a esses artifícios enganosos, de buscar em outros, a aceitação da reprovação que agora o nosso ex-amigo (a), não foi capaz de outorgar.

"Os outros são realmente terríveis. A única sociedade possível é a de nós mesmos”, dizia Oscar Wilde, com sua língua afiada, ele está certo, porque nem sempre aceitamos aqueles que falam de forma honesta sobre opiniões, que no entendimento do outro, depõem contra nós. um exemplo? Era uma vez, ano atrás, uma senhora, se sentiu magoada com o parecer da esposa de um amigo dela, que ela comentara sobre velhice, de estar com a idade passando, a outra lhe respondeu, que” a jovialidade estava em nossa mente", e da qual ela interpretou de forma errônea, e quando veio comentar o que ela entendeu como um rechaço, mesmo sem conhecer a pessoa, eu achei que ela foi simplesmente gentil e generosa na sua resposta, querendo elevar a autoestima desta mulher. Eu fui taxada de ingênua e claro, a "amizade" , pelo contrário, passei a perder méritos.

Eu sempre digo, que quando, perguntamos a opinião do outro sobre determinado assunto, devemos estar preparados para as respostas, pois corremos os dois riscos: do outro ser absolutamente sincero e falar o que não estamos preparados para ouvir ou vamos ouvir aquilo que gostaríamos de ouvir, somente  para alimentar nosso ego e vaidade. Sinceramente, não sei qual seria melhor ou pior, sendo que lá no fundo de nossa essência, não podemos enganar a nós mesmos.

Tem pessoas, que preferem se omitir sobre o que pensa ou sente, para não ferir o outro ou simplesmente por ser conveniente, já que a lisonja fará bem a ambas, para continuarem a usufruir dos interesses em comum. Eu não sei se esse é o melhor caminho.  Não nego que é ultrajante, quando os nossos defeitos e fraquezas ou até falha no caráter ficam expostos, de maneira nua e crua, mas despidos dela, e a coragem de assumir nossos erros e ser eticamente corretos, devemos averiguar todos os lados de uma mesma história ou estória! - o nosso, o da pessoa, e ambas juntas.

Aí sim, podemos estufar o peito e dizer que somos éticos, bons, justos, verdadeiros e sinceros, conosco e com os outros e com os julgamentos alheios. Agora, passar de lado, unirem-se a quem nos tem como inimigos, muitas vezes só por despeito, inveja ou fraqueza, onde está a grandeza de nosso caráter? Acho uma falta de maturidade emocional e de caráter duvidoso, porque a vantagem passa a ser desigual e desonesta, já que o desertor (a) conhecem os dois lados e movido por um desejo de vingança, rejeição ou descontentamento, passa a manipular a situação.
Na dúvida, é melhor recolher, aquietar o coração e chamar pelo discernimento, antes que nossas atitudes ou gestos determinem o quão não passamos de uma pessoa estúpida, mesquinha, malfeitora, sem personalidade e amor próprio.É normal romper laços, mudar de opinião, caminho ou direção. Desde que o façamos com respeito e equidade,

Atualmente tenho refletido assim “é melhor pecar pelo excesso do que pela falta”. Excesso então, de prudência... Eu tenho dificuldade para confiar e respeitar uma pessoa assim. A impressão que fica, é que, quando ocorrer situação semelhante e se sentirem decepcionados ou magoados, farão a mesma coisa sempre. Um círculo vicioso, melhor não arriscar.

Quando um "suposto" inimigo está no meu convívio, trato com cordialidade e respeito, mas não passa disto. Cordialidade e respeito. Como também, jamais vou me unir e trocar figurinhas com o inimigo (a) do atual inimigo (a) daquele que antes fora meu amigo (a). O troco de que? Para que? - Se antes havia fidelidade, cumplicidade e troca de confidências e eu passo para o lado de lá, isso vai demonstrar o quão meu caráter é falho, e eu só entendo a lisura e honestidade, quando se respeita o outro, mesmo seguindo por caminhos adversos e contrários.
Como também nunca rompi nada, simplesmente virando às costas, mas, dizendo o que penso e o porquê do rompimento, mesmo que minha interpretação a respeito do outro, tenha sido equivocada ou redundante demais.

Se errei, peço desculpas, se não sigo em paz e se tenho meus princípios e valores nos quais acredito, eu luto por eles sim. Mas não vou bajular ou  elogiar, fazer concessões para pessoas, só para detonar um ex-amigo.

Mas guardar no meu coração o respeito e a virtude dos laços que nos uniram, e se assim foi, porque houve empatia, afinidades e qualidades tão sutis e grandiosas, que não me permitem e nem me dão o direito, mesmo que eu esteja dolorido (a), estremecido (a) ou desapontado (a) com o outro (a), de romper com esse trato de lealdade da qual usamos, para ganhar o afeto e estima do outro (a).

O que não vale é partir para o caminho dos dissimulados ou da hipocrisia, dos injustos, dos traídos e traidores, Se não for possível o diálogo, usamos a política do bom senso e do respeito. Mesmo porque nesta ciranda do jeito que está virando, nunca se sabe no amanhã em que parte a gangorra vai parar.

Às vezes a gente cresce
Às vezes a gente diminui
Às vezes a gente flui (Bibi via Eduardo Tornaghi - “Matéria de Rascunho”).
O que importa é que a gente flua para melhor. 

Então que sigamos em Paz.