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| Reprodução: Internet |
Segundo a mitologia em Odisseia de Homero, Ulisses (Odisseu) ficou perdido no mar após derrotar Troia. Contudo, foi castigado pelos deuses pela perda de Aquiles e, sendo assim, não encontrava o caminho para casa. Dentre 20 anos, vários obstáculos o deixaram à mercê da sorte, das intempéries que foram surgindo ao longo do caminho, tentando desviá-lo do objetivo principal.
Penélope, sua esposa, se viu forçada a casar novamente. Sem saída, aceitou o cortejo dos pretendentes, porém, confiante no retorno do poder de Ulisses, guerreiro destemido, justo e inteligente, usou de artimanha, que o faria após tecer um sudário para seu sogro. De noite, ela desmanchava o que fazia de dia e assim seguia, tecendo novamente… até finalmente, o retorno de Ulisses… o que tem isso a ver?
Que é necessário utilizar da astúcia e paciência de Penélope em certas ocasiões, porém nem sempre o vencedor será o bom e o justo.
Como diria Oscar Wilde: “O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror. Os bons terminam felizes; os maus, desgraçados. Isso é a ficção.”
Na ficção, isso faz sentido e tem justiça poética, mas na vida real, as coisas nem sempre acabam bem para quem é bom e resiliente, infelizmente.
