segunda-feira, fevereiro 24, 2014

Para que serve os Direitos Humanos"..

Foto: Ò isso me faz pensar.....para que os Direitos Humanos existem! para que todas as pessoas tenham direito de defesa, independente de quem seja e o papel de justiceiro é da Justiça. Se existe falha no Estado, nas Leis, não cabe a nós cidadãos comuns, exigirem "olho por olho, dente por dente", afinal não foi essa a divergência entre os judeus e os cristãos?. Não foi um certo Jesus Cristo, que aboliu o velho e lançando o novo Testamento?. 
Não é questão de defender bandido seja qual crime for, todos são considerados hediondos, merecem repúdio, porém, como diz Nietzsche, ao lutar contra monstros, devemos tomar cuidado de não ficarmos como eles!
 E quando eu vejo falarem que a polícia não comparece a tal local, para impedir tal crime por causa dos DU, acreditem pessoas, ela está simplesmente transferindo para a sociedade civil, a omissão por parte deles, no tocante a responsabilidade de manter a Ordem e obrigatoriedade que é seu papel.
ESTUDO DE CASO: Façamos de conta que somos os donos da Escola Base, por causa  de uma acusação de violência sexual com a inquirição feita por uma mãe ao filho de 4 anos, depois que ele fez um movimento com suposta conotação sexual, e essa mãe não somente induziu o filho, mas outras mães de alunos e a própria imprensa a acreditar em um abuso sexual que não existiu gerando uma falsa memoria.
Descobriu-se depois que não houve qualquer abuso - mas quando isso aconteceu, a escola já havia falido, os acusados estavam com sua vida pessoal, afetiva e econômica destroçada. 
Pergunto a vocês,  e Se fosse conosco, um dos nossos entes queridos, onde uma pessoa cria um prejulgamento e equivocado os Direitos Humanos faz a diferença ou não?. Como ficaria a nossa consciência, sobre essas pessoas, se agirmos no calor da emoção?.
para ler na íntegra http://msmidia.profissional.ws/moretto/pdf/di_gesu_2.pdf— Ó isso me faz pensar.....para que os Direitos Humanos existem!
para que todas as pessoas tenham direito de defesa, independente de quem seja e o papel de justiceiro é da Justiça. Se existe falha no Estado, nas Leis, não cabe a nós cidadãos comuns, exigirem "olho por olho, dente por dente", afinal não foi essa a divergência entre os judeus e os cristãos?. Não foi um certo Jesus Cristo, que aboliu o velho e lançando o novo Testamento?.
— Não é questão de defender bandido seja qual crime for, todos são considerados hediondos, merecem repúdio e punição, porém, como diz — Nietzsche, ao lutar contra monstros, devemos tomar cuidado de não ficarmos como eles!
E quando eu leio sobre — que a polícia não comparece a tal local, para impedir tal crime por causa dos DH, — acreditem pessoas, é um pensamento equivocado, está simplesmente "transferindo" para a sociedade civil, a omissão por parte deles, no tocante a responsabilidade de manter a Ordem e Obrigatoriedade de desempenhar aquele que seria o seu papel.
ESTUDO DE CASO: — Façamos de conta que somos os donos da Escola Base, que sofreram acusação de violência sexual, com a inquirição feita por uma mãe ao filho de 4 anos, depois que ele fez um movimento com suposta conotação sexual, e essa mãe não somente induziu o filho, mas outras mães de alunos e a própria imprensa a acreditar em um abuso sexual que não existiu gerando uma falsa memoria.Descobriu-se depois que não houve qualquer abuso — mas quando isso aconteceu, a escola já havia falido, os acusados estavam com sua vida pessoal, afetiva e econômica destroçada.
Pergunto a vocês, — e Se fosse conosco, um dos nossos entes queridos, onde uma pessoa criasse um prejulgamento e equivocado, — os Direitos Humanos faz a diferença ou não?. — Como ficaria a nossa consciência, sobre essas pessoas, se agirmos no calor da emoção, baseando apenas no "achismo" e nos argumentos, sem coletar os fatos?. — é por aí que entra esse tão mal compreendido e equivocado de nossa parte, o tal de Direitos Humanos.

para ler na íntegra http://msmidia.profissional.ws/moretto/pdf/di_gesu_2.pdf




"Tornei-me, acaso, vosso inimigo, porque vos disse a Verdade?" (Gálatas 4,16).
29/04/2013 - Padre Marcelo Rossi disparou: " Estamos voltando à Idade Média, o período mais terrível e negro da igreja”, a que período ele se refere?.. vejamos, o da Santa Inquisição.. façamos de conta que estamos na era medieval, e por um azar do destino, nascemos com cabelos Vermelhos, verrugas ou sinais no corpo, que somos honestos, bonitos ou desobedientes, e não aceitamos a luxúria ou romper com nossos valores, temos conhecimento de ervas para a cura, somos canhotos, nascemos com alguma deficiência física, mental, visual ou auditiva, e não está em nossas mãos o poder da compaixão e nem da justiça, mas nas mãos daqueles que detém o poder, sobre a ignorância, a ganância e a superstição, e um julgamento injusto, como "filhos do demônio" e sem direito a vida, que por ironia, alguém nos deu lá do alto, e dar cabo de nós,..
O que você faria, nós faríamos, sem direito a chance ou defesa, sem escolha, mas...
— E se...tivesse os Direitos Humanos naquela época, alguém que estivesse acima do poder e da manipulação, vidas não seriam poupadas ?... — E tudo foi perdoado em nome de Deus.!
para saber mais leia fonte:  http://santainquisicaocatolica.blogspot.com.br/

 



 — E se ..tivesse os Direitos Humanos?..
Galileu foi condenado pela inquisição e teve que negar tudo no tribunal,
por ter afirmado que a Terra se move em torno do Sol. Morreu cego e condenado pela igreja, longe do convívio público. 341 anos após a sua morte, em 1983, a igreja, revendo o processo, decidiu pela sua absolvição, porque a teoria do cientista é a correta.
fotografia: Galileu Galilei frente ao tribunal da inquisição Romana (pintura de Cristiano Banti).


quinta-feira, fevereiro 20, 2014

IMPRENSA PUBLIQUEM, DEEM ESPAÇO AOS ARTISTAS!.


Foto: PITACO IMPRENSA PUBLIQUEM, DEEM ESPAÇO AOS ARTISTAS!.
ODEIO OS INDIFERENTES, Gramsci mas também os STATUS QUO.. na verdade "statu quo", Vem do latim...mas vamos lá...O que vem a ser isso?..o "estado atual das coisas seja em que momento for" ou seja, aqueles que só preocupam com as coisas e como elas estão no presente, e conservam, claro, as que causam sensacionalismos, polêmicas ou as "cartas marcadas" como figurinhas de baralho, como direi mesmo, ah, "Celebridades"  então lá vai um recado direto e um Pedido:
— "Querida IMPRENSA falada, escrita, mais conhecida como Jornal, Rádio, Televisão, Sites Virtuais...NÃO QUERENDO generalizar, porque existem SIM programas, rádios e jornais que ousam investir no novo, no talento e na cultura que agrega, sem ser essa cultura de massas ou  "massificadora"  etc e tal..
— Mas faço um PEDIDO...Não tenham medo de divulgar, investir e contribuir nem que seja com uma pequena nota em seus conceituados veículos de notícias, a fim de dar OPORTUNIDADE para que os novos e Talentosos Artistas que não fazem parte do contexto adotado pela maioria, possam mostrar seu trabalho, eventos e shows. 
— Ao invés de manipular as massas, com o que dá IBOPE, façam diferente, coloquem opções no mercado, e deixem as pessoas, o público ter a escolha final, de qual tipo de produto deseja adquirir!. 
Cultura é UNIVERSAL, ela não pode ser condicionada ou restrita. 
Não sejam indiferentes !
Como diria Bonaparte, "De não adianta o talento, sem oportunidade!.. Grande parte dos malefícios e equívocos que a sociedade vivencia, são gerados pelas informações e inversão de valores que tanto anunciam aos 4 cantos.  Pensem nisso!.. Coisas boas e frutíferas também dão IBOPE, se vocês usarem da mesma eficácia para transmitir a notícia!. sejamos PARCEIROS DO BEM!. 
FOTO: google.

PITACO: IMPRENSA PUBLIQUEM, DEEM ESPAÇO AOS ARTISTAS!.
 ODEIO OS INDIFERENTES, Gramsci mas também os STATUS QUO.. na verdade "statu quo", Vem do latim...mas vamos lá...O que vem a ser isso?..o "estado atual das coisas seja em que momento for" ou seja, aqueles que só preocupam com as coisas e como elas estão no presente, e conservam, claro, as que causam sensacionalismos, polêmicas ou as "cartas marcadas" como figurinhas de baralho, como direi mesmo, ah, "Celebridades" então lá vai um recado direto e um Pedido:
— "Querida IMPRENSA falada, escrita, mais conhecida como Jornal, Rádio, Televisão, Sites Virtuais...NÃO QUERENDO generalizar, porque existem SIM programas, rádios e jornais que ousam investir no novo, no talento e na cultura que agrega, sem ser essa cultura de massas ou "massificadora" etc e tal..
— Mas faço um PEDIDO...Não tenham medo de divulgar, investir e contribuir nem que seja com uma pequena nota em seus conceituados veículos de notícias, a fim de dar OPORTUNIDADE para que os novos e Talentosos Artistas que não fazem parte do contexto adotado pela maioria, possam mostrar seu trabalho, eventos e shows.
— Ao invés de manipular as massas, com o que dá IBOPE, façam diferente, coloquem opções no mercado, e deixem as pessoas, o público ter a escolha final, de qual tipo de produto deseja adquirir!.
Cultura é UNIVERSAL, ela não pode ser condicionada ou restrita.
Não sejam indiferentes !
Como diria Bonaparte, "De não adianta o talento, sem oportunidade!.. Grande parte dos malefícios e equívocos que a sociedade vivencia, são gerados pelas informações e inversão de valores que tanto anunciam aos 4 cantos. Pensem nisso!.. Coisas boas e frutíferas também dão IBOPE, se vocês usarem da mesma eficácia para transmitir a notícia!. sejamos PARCEIROS DO BEM!.
FOTO: google.

Pitaco “CAOS SOCIAL"

Foto: Pitaco “CAOS SOCIAL" 
Óh isso me faz pensar... como a Intolerância é capaz de nos transformar em pessoas estúpidas!. Abro o Bol para ler meus e-mails e lá está.. pai e filho se jogam do prédio e morre, pai espanca filho até a morte por este recusar a cortar o cabelo, fico a pensar o que vem a ser isso?... 
Nós estamos como "panela de pressão" prestes a explodir, se perdeu toda a delicadeza, respeito, empatia e amor INCONDICIONAL pelas outras pessoas.. a qualquer momento, voamos na jugular do outro e o devoramos até nas entranhas...
Como se isso fosse o suficiente para estancar, corrigir ou suprimir os fragmentos de nossa alma! E, nos perdemos no meio deste caos social, por medo ou egoísmo, não sei, de seguir em frente mesmo com esse turbilhão de sentimentos!.
Renato Russo, dizia, "O mal deste século é a Solidão", e concordo com ele, temos solidão de alma, um vazio que não se preenche, com status, dinheiro, estabilidade, presentes, talvez por colocar, no outro toda a expectativa por nossa alegria na alma. E quando somos preteridos, jogamos a responsabilidade de nossa  frustração, entraves  ou perdas no outro.
Se não somos felizes não rimos o outro é o culpado... Será mesmo¿.. Lembra-me Sartre, “O Inferno são os outros”.   ─ Será que a partir do outro, eu não enxergo eu mesma, e com isso, posse me conhecer melhor?  
   ─ Vixe está até parecendo início de aula do meu curso... sic.. "sejamos mais egoístas”, e vamos elevar nosso amor próprio! ─ sejamos mais desapegados, para que quando as frustrações, os desapontamentos e separações ocorram, mais maduros emocionalmente ficamos,  para perceber que tudo segue um curso, um tempo, nada é para sempre e definitivo! nem o tempo, ele é fugaz, nosso maior atroz !. a vida é fugaz, os pensamentos são fugazes!.
Prefiro a palavra dura e a verdade de    ─ Nietzsche, "O que não nos mata nos fortalece". 
⊙︿⊙  ─ Antes de colocarmos tanta expectativa de que somente o outro nos supre, vamos lembrar que quando morrermos, ninguém nos acompanhará, “viemos, só e regressamos, só”... ─ Por que então, essa necessidade pegajosa de coisas, pessoas e fatos?   ─ Deixem ir,  ─ a alma pede leveza! Tudo tem um tempo para aprender, corrigir, viver e sobreviver. Quando pararmos de olhar o outro como nosso inimigo, tudo fica mais fácil de compreender e o livro de nossa história cabe somente a nós escrever ou reescrever, o que não vale é deixar a vida passar e com as páginas em branco!.  
fotografia: Google. 
Óh isso me faz pensar... como a Intolerância é capaz de nos transformar em pessoas estúpidas!. Abro o Bol para ler meus e-mails e lá está.. pai e filho se jogam do prédio e morre, pai espanca filho até a morte por este recusar a cortar o cabelo, fico a pensar o que vem a ser isso?...
Nós estamos como "panela de pressão" prestes a explodir, se perdeu toda a delicadeza, respeito, empatia e amor INCONDICIONAL pelas outras pessoas.. a qualquer momento, voamos na jugular do outro e o devoramos até nas entranhas...
Como se isso fosse o suficiente para estancar, corrigir ou suprimir os fragmentos de nossa alma! E, nos perdemos no meio deste caos social, por medo ou egoísmo, não sei, de seguir em frente mesmo com esse turbilhão de sentimentos!.
Renato Russo, dizia, "O mal deste século é a Solidão", e concordo com ele, temos solidão de alma, um vazio que não se preenche, com status, dinheiro, estabilidade, presentes, talvez por colocar, no outro toda a expectativa por nossa alegria na alma. E quando somos preteridos, jogamos a responsabilidade de nossa frustração, entraves ou perdas no outro.
Se não somos felizes não rimos o outro é o culpado... Será mesmo¿.. Lembra-me Sartre, “O Inferno são os outros”. ─ Será que a partir do outro, eu não enxergo eu mesma, e com isso, posse me conhecer melhor?
─ Vixe está até parecendo início de aula do meu curso... sic.. "sejamos mais egoístas”, e vamos elevar nosso amor próprio! ─ sejamos mais desapegados, para que quando as frustrações, os desapontamentos e separações ocorram, mais maduros emocionalmente ficamos, para perceber que tudo segue um curso, um tempo, nada é para sempre e definitivo! nem o tempo, ele é fugaz, nosso maior atroz !. a vida é fugaz, os pensamentos são fugazes!.
Prefiro a palavra dura e a verdade de ─ Nietzsche, "O que não nos mata nos fortalece".
⊙︿⊙ ─ Antes de colocarmos tanta expectativa de que somente o outro nos supre, vamos lembrar que quando morrermos, ninguém nos acompanhará, “viemos, só e regressamos, só”... ─ Por que então, essa necessidade pegajosa de coisas, pessoas e fatos? ─ Deixem ir, ─ a alma pede leveza! Tudo tem um tempo para aprender, corrigir, viver e sobreviver. Quando pararmos de olhar o outro como nosso inimigo, tudo fica mais fácil de compreender e o livro de nossa história cabe somente a nós escrever ou reescrever, o que não vale é deixar a vida passar e com as páginas em branco!.
fotografia: Google.

O PODER EMBURRECE

O poder, seja ele político, econômico ou burocrático – aumenta o potencial nocivo de uma pessoa burra. Um exemplo extremo é dado no filme Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. Nele, um grupo de estúpidos de grau máximo pensa em detonar uma carga explosiva nuclear que levará ao fim do mundo, por uma simples frivolidade.
Por seu lado, o rei Luís 16, no dia 14 de julho de 1789 (a data da Queda da Bastilha, evento que deu início à Revolução Francesa), escreveu em seu diário: “Hoje, nada de novo.”
O mesmo obtuso e burro senso de invencibilidade fez o general George Custer supervalorizar suas forças e atacar os índios em Montana (EUA), em 1876. Resultado: Centenas de soldados do Exército norte-americano foram massacrados pelos índios sioux e cheyennes no riacho Little Big Horn. Ou, ainda, levou Napoleão a atacar a Rússia em pleno inverno de 1812: o Exército francês foi dizimado pelo frio e pela exaustão. Sem contar as previsíveis tragédias das guerras do Vietnã e do Iraque de hoje.
Em cada um de nós há um fator de burrice que é sempre maior do que imaginamos. Isso não é necessariamente, um problema. Ao contrário, a estupidez tem uma função evolutiva: serve para nos fazer agir precipitadamente, sem pensar muito, o que em certos casos se revela mais útil do que não fazer nada. A burrice nos permite errar, e na experiência do erro há sempre um progresso do conhecimento. Assim, o ponto-chave para anular a burrice está em reconhecer os próprios erros e se corrigir. Como dizia o escritor francês Paul Valéry: “Há um estúpido dentro de mim. Devo tirar partido de seus erros.”

Como?Um estudo da Universidade de Exeter (Grã-Bretanha), publicado no Journal of Cognitive Neuroscience, identificou uma área do cérebro – no córtex temporal – que é ativada quando está para se repetir um erro já cometido: um sinal de alarme nos impede de recair na mesma situação. Se na base da burrice existisse uma anomalia localizada, talvez um dia pudéssemos corrigi-la com uma cirurgia. Desde que não caíssemos nas mãos de um cirurgião idiota.
Todos nós estamos prontos a admitir que somos um pouco loucos, mas burros, jamais. Fuçando na literatura científica, é possível descobrir que somos um pouco burros, cada qual de um jeito diferente; mas o cérebro funciona de forma a nos esconder essa realidade. E mais: podemos descobrir que, apesar de tudo, é melhor assim. As estatísticas indicam que 50% dos motoristas não sabem dirigir: um tem dificuldade para estacionar, outro circula a 20 km/h, um terceiro ocupa duas faixas como se a rua fosse dele. Mas quem não sabe dirigir não tem consciência disso, ou desistiria, preferindo o transporte público e aumentando, assim, as próprias (e as alheias) possibilidades de sobrevivência. O mesmo exemplo pode ser aplicado às pistas de esqui, ao universo de trabalho, ao campo de futebol e assim por diante.

Quem é suficientemente inteligente para reconhecer que não sabe guiar direito? Se formos a um hospital e entrevistarmos os recém retirados das ferragens de um carro, descobrimos que ninguém admite integrar a categoria dos incapazes. Pesquisas mostram que 80% das pessoas internadas por acidente de carro acreditam pertencer à elite dos motoristas com habilidades superiores à média. E a responsabilidade do acidente? A maioria atribui seus erros à falta de sorte ou a algum idiota que cruzou seu caminho.

Ações suicidas
Em 1876, o general George Custer, no comando da 7ª Cavalaria americana, decidiu atacar – apesar do pequeno contingente disponível – um grande acampamento sioux em Little Big Horn. Os soldados foram todos massacrados. Um exemplo da burrice no poder.

VÁRIAS ESCOLHAS absurdas são feitas de maneira burra, sem uma avaliação dos prós e contras, dados e estatísticas reais. Casar-se, por exemplo, é uma decisão que implica um vínculo para toda a vida. Quem, cruzando as portas da igreja ou do cartório, tem a perfeita consciência de que, segundo as estatísticas, o casamento tem 50% de chance de dar errado? No momento do “sim”, só sabem disso os pais dos noivos, os avós, os amigos, parentes e até mesmo o padre e o juiz. Os interessados diretos demonstram uma obstinação cega, perfeitamente convencidos de que sua união será uma exceção a todas as regras. Até porque, se não estivessem seguros, a continuidade da raça humana dependeria da péssima eficácia dos contraceptivos e o Homo sapiens poderia já estar extinto.

E a capacidade de admitir nossos erros de avaliação? Quase inexistente: estamos atados a nossas convicções como se elas fossem coletes salva-vidas. O que pedimos ao mundo não são novos desafios a nossas ideologias políticas e sociais. Preferimos amigos, livros e jornais que compartilham e confirmam nossos iluminados valores. Mas, cercando-nos de pessoas oportunistas, reduzimos a chance de que nossas opiniões sejam questionadas. Todas as vezes que nosso cérebro pensa no futuro, tende a produzir previsões otimistas. Por exemplo: estamos sempre certos de que nosso time do coração vai ganhar o jogo, embora haja outra possibilidade. As previsões “autocelebrativas” também acontecem nas bancas de apostas, nos cassinos e nas loterias, nas quais as pessoas desperdiçam dinheiro porque a capacidade de julgamento fica dominada pelo desejo de vencer. Qual é a razão desse estúpido otimismo do cérebro? Ele nos protege contra as verdades desconfortáveis.
HÁ PESSOAS QUE chegam incrivelmente perto da verdade sobre si mesmas e a respeito do mundo. Elas têm uma percepção equilibrada, são imparciais quando se trata de atribuir responsabilidades de sucessos e fracassos e fazem previsões realistas para o futuro. Testemunhas vivas do quanto é arriscado conhecer a si mesmas, elas são, para muitos psicólogos, pessoas clinicamente depressivas.

Martin Seligman, docente de psicologia na Universidade da Pensilvânia (EUA), demonstrou que o chamado “estilo explicativo” pessimista é comum entre os deprimidos: quando fracassam, assumem toda a culpa, consideram-se burros, péssimos em tudo e se convencem de que essa situação vai durar para sempre.E quais são os resultados de tanta (às vezes excessiva) honestidade intelectual?

Deborah Danner, pesquisadora da Universidade de Kentucky (EUA), examinou os efeitos da longevidade em 180 noviças norte-americanas, otimistas e pessimistas. Quanto mais otimistas se mostravam as religiosas, mais tempo viviam. As mais joviais viveram em média uma década além das pessimistas. É claro que ser realistas e ao mesmo tempo serenos e otimistas seria o ideal; mas não há dúvida de que às vezes um pouco de burrice faz bem.
Equipe Planeta

sexta-feira, fevereiro 14, 2014

Comportamento: O poder da BURRICE

 "Duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana.
















O que significa burrice? O conceito não tem uma definição teórica indiscutível. Não é o oposto de inteligência: há pessoas inteligentes que, vez por outra, fazem o papel de burras. Uma definição convincente foi dada pelo historiador e economista italiano Carlo Cipolla: “Uma pessoa burra é aquela que causa algum dano a outra pessoa ou a um grupo de pessoas sem obter nenhuma vantagem para si mesmo – ou até mesmo se prejudicando.”

Segundo Cipolla, que identificou cinco “leis fundamentais da burrice”, até mesmo os mais inteligentes tendem a desvalorizar os riscos inerentes à burrice. E ela é mais perigosa que a crueldade: esta, tendo uma lógica compreensível, pode pelo menos ser prevista e enfrentada. Para começar, pensemos naqueles que, em tempos de Aids, mantêm relações sexuais sem proteção ou nos que não usam um antivírus no próprio computador, expondo a si mesmos e aos outros ao contágio de vírus reais ou virtuais.

A burrice sempre ofereceu cenas e personagens cômicos, como no conto de Andersen A roupa nova do imperador, no qual dois alfaiates mal-intencionados convencem o rei a vestir uma roupa maravilhosa, invisível para as pessoas burras. Era uma armadilha: ninguém queria admitir a própria burrice nem contradizer o soberano afirmando não ver a roupa (que de fato não existia). Só um menino teve a coragem de dizer que o rei estava nu, revelando a trapaça. Mas, atenção: rir da burrice pode deixá-la “simpática” e, portanto, desvalorizada. Se na ficção o estúpido é facilmente reconhecido, na vida real as coisas são diferentes.

A burrice tem três características fundamentais:
1) Ela é inconsciente e recidiva: o burro não sabe que é burro e tende a repetir várias vezes o mesmo erro. Tais características contribuem para dar mais força e eficácia à ação devastadora da burrice. A pessoa estúpida não reconhece os próprios limites, fica fossilizada em suas convicções particulares e não sabe mudar. Por isso, como diz o psicólogo italiano Luigi Anolli, “no âmbito clínico, a burrice é a pior doença, por ser incurável”. O estúpido é levado a repetir os mesmos comportamentos porque não é capaz de entender o estrago que faz e, portanto, não consegue se corrigir.

2) A burrice é contagiosa. As multidões são muito mais estúpidas que as pessoas que as compõem. Isso explica por que populações inteiras (como aconteceu na Alemanha nazista ou na Itália fascista) podem ser facilmente condicionadas a perseguir objetivos insanos, um fenômeno bastante conhecido na psicologia. “O contágio emotivo próprio do grupo diminui a capacidade crítica”, explica Anolli. “Percebe-se a polarização da tomada de decisão: escolhe-se a solução mais simples, que na maioria das vezes é a menos inteligente.”

3) Além da coletividade, há um outro fator que amplifica a burrice: estar numa posição de comando. “O poder emburrece”, afirmava o filósofo alemão Friedrich Nietzsche. Por quê? Quando estão no poder, as pessoas muitas vezes são induzidas a pensar que, justamente por ocuparem aquele posto, são melhores, mais capazes, mais inteligentes e mais sábias que o resto da humanidade. Além disso, estão cercadas de aduladores, seguidores e aproveitadores que reforçam o tempo todo essa ilusão. Dessa forma, quem está no governo chega a cometer as mais graves faltas com a aprovação geral.

Todos temos um fator de burrice maior do que imaginamos. Ele leva cientistas a só considerar um estudo sério quando coincide com seu ponto de vista. Mas o otimismo, mesmo sem base sólida, prolonga a vida, como demonstraram freiras norte-americanas.
Fonte: Equipe Planeta.

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

CONTO: A Barda e o Reino do Rei.

                                            Foi assim que ouvi dizer...por uma contadora de histórias...
Havia um Reino que tinha sido muito próspero, que vivia um período de marasmo, mas ainda assim possuía um imponente Rei, com toque de Midas, e era cercado por súditos, que o amavam, e a idolatrá-lo mais ainda, quando uma Barda, contadora de histórias, encantado por sua ideologia, aonde ia contava os feitos dele, humanizando ainda mais a sua imagem. O Reino que já era próspero, mas escondido, começou a se expandir ainda mais....


De longe vinham, outros reis, príncipes, condes, duques, ladys, damas, aldeões, montanhesas e até cortesãs, visitarem o castelo e travar negócios com as mercadorias do Rei. Era sabido, que a riqueza do reino transbordava, mas o Rei permaneceu ainda mais simples e bom, alegre pelos êxitos, os recebia, como se fossem dos seus, até mesmo em agradecimento aos poemas da Barda.
Que os influenciavam e por sua vez, crescia aos olhos do Rei, dos seus conselheiros, amigos, parentes e de muitos súditos, que segundo eles próprios, eram descritos com Magnitude e que causavam admiração, pelas novas artes e criativas.


Porém, a paz estava ameaçada, por meia dúzia de supostas montanhesas, que enciumadas, começaram a achar que a Barda, gozava de mais influência, até como a favorita do rei. E a elas não interessavam, o que a Barda fazia para enaltecer o Reino e o Rei, tampouco que isso o tornava mais próspero, mas sim em ganhar a atenção total do Rei. A elas, já não bastava serem colocadas perto da poltrona do rei, desfrutar do mesmo ambiente e por sua companhia. 

Então, se uniram e traçaram um plano, de sabotar a barda e suas histórias a respeito do rei, e começaram elas mesmas a criar as histórias sobre ele e assim seriam, as novas favoritas do Rei.

Só não contavam que o rei era astuto e inteligente. Não era de seu princípio, ser adulado e bajulado, isso já havia de sobra nos palácios e por parte dos bufões que viviam na Corte,
Muito menos dos favores oferecidos, pois não era do interesse, cortesãs no palácio, vistas como uma fealdade, por parte do rei, que até então nutria respeito e gratidão por todas as montanhesas e aldeãs.




E assim, pouco a pouco a teia conspiratória foi dissolvida, porque todas tinham a mesma pretensão e óbvio, brigaram entre elas mesmas. Algumas delas demonstraram bom senso depois e arrependidas, pelo sim e pelo não, se desculparam com a Barda, que aceitou a trégua e as perdoou, mas não para reatar laços, a confiança e admiração foram por ralo abaixo. Nesse novo tempo de reinado, desde então, neutras e indiferentes permaneceram e ignoravam tudo e qualquer espetáculo, que a Barda contava sobre o rei e o seu palácio.


Tudo parecia caminhar para um bom desfecho, até que a barda teve que enfrentar outro tipo de boicote, dos conselheiros do rei, inseguros com as histórias da Barda, que cada vez mais alegravam o Rei, seus amigos, parceiros e atraiam ainda mais negociadores e visitantes ao palácio..
A barda embora parecesse ingênua para os conselheiros, que em muitas reuniões a tripudiavam, e eram os favoritos do rei, compreendeu que não conseguiria vencer ardis armadilhas,  tinha como armas sua inteligência, complacência e paciência, “com o tempo, entenderiam” que não era ameaça para nenhum cargo, ao contrário, agregava valor ao reino e a eles próprios.

 

Afinal, aprendeu durante suas vivências espirituais, que a compreensão e empatia, podem mudar o comportamento destrutivo das pessoas, através da lealdade e do altruísmo, uma pessoa amarga e desconfiada, poderia se sentir segura. Mas, de nada adiantou, a barda era ignorada e muitos vezes rechaçada, por prestar favores como obrigação e sem moedas.
Finalmente, num rompante, a barda caiu em si, e com ela toda a doçura e a humildade caíram por terra, e se rebelou em alto e bom tom, o quanto achava infame as atitudes dos conselheiros, que se beneficiavam com suas histórias, poemas, obtinham lucros, e, no entanto, não demonstram o menor respeito e consideração a tratavam como uma bastarda.



A Barda, cansada da "rede de intrigas", ciúme e disputas vã e em respeito ao Rei, fechou seu livro de contos, levando consigo a admiração que sentia e foi em busca de outro reino, menos afetado, menos adornado, sem parvoíces, para criar novas  lendas e construir uma nova história, com sua dignidade intacta.

Não demorou, para aguçar a curiosidade das montanhesas, e uma delas, até então indiferente à barda, numa suposta inocência, sob o véu da hipocrisia, pedir explicações pela ausência das histórias e espetáculos, contadas, para enaltecer a corte e o Rei. Histórias estas, da qual durante anos atrás, elas mesmas tentaram a todo custo, da forma mais vil, infame e mesquinha destruir, sem motivo de causa. Isso é ou não é uma falácia¿...
E quem quiser que conte outra história para vocês.