quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Sociologia: Expressar é para todos que tem expressão

Adaptado por Loira Dobem.

Fico faceira, quando recebo pedidos para eu dar meus "pitacos", é sinal de que para alguns, eles tem efeito, seja com reforço positivo ou negativo. E Hoje, meu pitaco, será sobre Sociologia e quão é válido se expressar ( manifestar) sobre nossas expressões.

Acho equivocado, mas eu compreendo, os que se sentem "incomodados", com aqueles que como eu, opinam, se manifestam, sobre variados assuntos e corriqueiros. Afinal opinião só dá quem têm!. E quando estão embasadas em argumentos, e não em grosserias, não vejo o porquê ficar em silêncio. Só assim saberemos, o que os outros pensam, sentem, almejam, sonham ou desejam, a respeito de um determinado governo, partido, indústria do entretenimento, cultura e para a compreensão mútua do comportamento social e assim por diante.

Há aqueles que preferem adotar uma posição mais parcimoniosa, como diz o dito popular "cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém" e ficam indiferentes, ou preferem adotar o "statu quo" ou seja, o estado atual das coisas.
Não tomam partido e ficam neutros ou omissos, eu respeito, mas não entendo( Isso faz parte da cidadania, as cidades foram construídas, com o intuito de abrigar os cidadãos, e todos que estão inseridos dentro, fazem parte do processo social). Estes ainda merecem minha consideração, mais do que aqueles, que criticam, por serem leigos (por que querem), ou talvez por falta de buscar  conhecimento mesmo ou não estarem despertos para essa papel de consciência.

Você deve estar se perguntando e onde entra a Sociologia nisto?. Agora, eu explico e sem Freud. Justamente, por existir esse pensamento equivocado, de que "só" quem deve  manifestar ou dar opiniões, e não seria privilégio do homem comum. Muito pelo contrário, segundo Allyne Patricia Marques Souza Muniz, a Sociologia não é matéria de interesse apenas de sociólogos. Mas, cobrindo todas as áreas do convívio humano - desde as relações na família até a organização das grandes empresas, desde o papel da política na sociedade até o comportamento religioso -. A Sociologia interessa de modo acentuado a administradores, políticos, empresários, juristas, professores em geral, publicitários, jornalistas, planejadores, sacerdotes, mas também, ao homem comum.

E como ela exemplifica Muitos acontecimentos humanos escapam aos seus critérios. Ela toca, porém, em todos os domínios da existência humana em sociedade. Por esta razão, a abordagem sociológica, através dos seus conceitos, teorias e métodos, pode constituir para as pessoas um excelente instrumento de compreensão das situações com que se defrontam na vida cotidiana, das suas múltiplas relações social e, consequentemente, de si mesmas como seres inevitavelmente sociais.

Porque todos, de algum modo estão inseridos dentro do contexto social, assim como enfatiza Allyne, estão intrinsecamente ligadas às organizações humanas, instituições sociais e suas interações sociais, aplicando mormente o método comparativo. "Enquanto a filosofia é mais especulativa, a sociologia é mais empírica", ainda na explanação de Allyne, que afirma — a  Sociologia, busca através de seus métodos de investigação científica, compreender e explicar as estruturas da sociedade, analisando as relações históricas e culturais criando conceitos e teorias a fim de manter ou alterar as relações de poder nela existentes.

Diferentemente da ética, que visa discernir entre bem e mal, a ciência da Sociologia, se presta à explicação e à compreensão dos fenômenos, sejam estes naturais ou sociais. Ela possui objetivos de manter relações que estabelecem consciente ou inconscientemente, entre pessoas que vivem numa comunidade, num grupo social ou mesmo em grupos sociais diferentes que lutam pra viverem em harmonia uns com outros estabelecendo limites e procurando ampliar o espaço em que vivem para uma melhor organização.

Concluindo: As redes sociais, no geral, vêm contribuir para isso, mesmo que às vezes, torcemos o nariz, para comentário de um ou outro, que não nos agrada, se antes, esse papel estava correlacionado a uma minoria ou classe dominante, hoje, não mais, afinal, todos nós, somos cidadãos, inseridos dentro do meu contexto, e por consequência, o direito de se manifestar sobre ideias, ideais, opiniões e pitacos, a respeito de assuntos variados, que possam agregar e somar para que possamos viver em sociedade de forma mais homogênea possível.

Tenho certas reticências, com aqueles que defendem algo, apenas manipular as massas, como a indústria televisiva, por exemplo. A esses me cabe o benefício da dúvida, se vale a pena acompanhá-los.
No mais, penso como a escritora Evelyn Beatrice Hall "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo", frase atribuída equivocadamente ao francêsVoltaire, referente a citação da autora, na biografia, em seu livro de 1906, chamado “The friends of Voltaire”. ("Os amigos de Voltaire" - tradução livre), publicado em Londres pela Smith, Elder & Co.

Provavelmente sintetizando, o pensamento no geral, para compreender a obra do filósofo, já que ele defendia o papel da tolerância, especificamente a religiosa.
E, você o que está esperando para dar o seu "pitaco"?... Conserve a cautela, mas perca o medo, afinal expressões só dão quem tem expressão!. Muitas vezes  a opressão está mais ao que reprime!.
  
Autoria: Allyne Patricia Marques Souza Muniz
Fonte: coladaweb
Fotografia: Domínio público - google.