domingo, 20 de junho de 2010

Pitaco de Loira: Ser feliz é correr riscos

Quem nunca ouviu a frase de alguém de que está com “borboletas no estômago”? Trata-se de uma expressão usada para definir um sentimento engraçado que algumas pessoas tem quando se descobrem  apaixonadas, ansiosas, ou com a adrenalina a mil . Expressão esta que se transformou em “patrimônio da humanidade”. Enfim, uma mola propulsora, que de repente, nos tira daquele estado de letargia, apatia e que nos criam asas, fazendo nos voar, sem sair do chão.
• Há várias definições para esse sentimento que turbinam nossas vidas:
Scudery pensava: “Amor é um não-sei-quê, que surge não sei de onde, acaba não sei como e dói não sei por quê".
Patricky Field então pitacou:"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado.”
Há um livro publicado recentemente pela editora Novo Século, que está causando frison entre as mulheres, “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens” de autoria de Cibele Fabichak - Médica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, mestre em fisiologia pela UNIFESP, que segundo ela, por meio de estudos científicos, alega, que a paixão funciona de maneira similar a uma verdadeira droga e que existem explicações cerebrais e hormonais para a paixão, e para as ilusões criadas pelos hormônios, que explicam cientificamente porque o amor é cego. Ainda, segundo o livro, vamos saber como e por que, mergulhando nas profundezas das reações químicas cerebrais desencadeadas pela paixão/amor, além de entender porque as endorfinas geradas pela paixão levam a bobagens - como casamentos precipitados que logo se desfazem e evitando as escolhas erradas, e mostra quais os caminhos que levam a paixão a se transformar no amor duradouro e fiel.
A médica Cibele Fabichak, autora do livro” explica as alterações físicas mais comuns que o apaixonado(a) tem quando está pela primeira vez na frente do amado(a), vejam:
•Toda a atenção é voltada para o parceiro;
• As pupilas dos olhos se dilatam (melhora a visualização do amado);
• Os batimentos cardíacos ficam acelerados;
• A temperatura corporal aumenta;
• O rosto pode ficar vermelho;
• A pressão sanguínea tende a aumentar;
• As mãos tornam-se frias, suadas e trêmulas;
• A boca fica seca;
• Há alterações no funcionamento do estômago e sente-se o clássico “frio na barriga”;
• A função intestinal aumenta e pode ocorrer até diarreia;
• Há uma maior “queima” de gordura (cuidado: não deseje se apaixonar somente para reduzir o peso);
• O nível de açúcar (glicose) no sangue aumenta;
• Há maior quantidade de adrenalina e cortisol no sangue;
• A imunidade tende a aumentar

O que mais se aproxima do que penso é a frase célebre de Roberto Freyre, em seu livro "Ame e dê vexame‎" - "Quem começa a entender o amor, a explicá-lo, a qualificá-lo e quantificá-lo, já não está amando". Ou como George Chapman previu:• "Ninguém ama se não ama à primeira vista".- e cada vez mais que aprofundamos, chego à realidade de Drumond: "Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la".
• De todas as formas de cautela, cautela no amor é talvez a mais fatal para a felicidade verdadeira".- Ponto para Bertrand Russell, afinal, buscar e desejar a felicidade no amor é correr riscos, e "quem não arrisca diz o ditado não petisca", amor não é ciência exata ou planejado, cronometrado, amor é um descontrole e sem tempo de validade para terminar, amor/paixão, se vive sem saber como começa e termina ou está ainda mal resolvido.
•"O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição" brilhantemente enfatizou, Aristóteles, e amor/paixão- "Não significa estar perto, mas estar dentro" ( Leonardo Da Vinci).  O poetinha Vinicius resume tudo: “Que seja infinito enquanto dure”.

"Para viver é preciso coragem".
Tanto a semente intacta, como aquela que está rompendo sua casca tem as mesmas propriedades.
Entretanto, só a que está rompendo sua casca é capaz de lançar-se na aventura da vida.
Esta aventura requer uma ousadia única: descobrir que não se pode viver através da experiência dos outros e estar disposto a entregar-se.
Não se pode pegar os olhos de um, os ouvidos de outro, para saber de antemão o que vai acontecer, cada existência é diferente da outra.
Seja o que for que me espera, eu desejo estar com o coração aberto para receber.
Que eu não tenha medo de colocar o meu braço no ombro de alguém, até que ele seja cortado.
Que eu não tema fazer algo que ninguém fez antes, até que seja ferido.
Deixe-me ser tolo hoje, porque a tolice é tudo que eu tenho para dar esta manhã; eu posso ser repreendido por isso, mas não tem importância.
Amanhã quem sabe, eu serei menos tolo. Kalil Gibran.

Pitaco Social: Cada um de nós faça a sua parte -Trabalho responsável

A dimensão individual do trabalho responsável Por Ricardo Voltolini*

Ao seu estilo polêmico, a revista Time sugeriu, em matéria de capa publicada no final de 2005, que os ídolos podem ser levados a apoiar causas sociais por culpa, fé, sofrimento pessoal, reputação, autopromoção ou mesmo interesse político.

Opiniões controversas à parte, até mesmo a reportagem, quase sempre em tom crítico, reconheceu o que já se sabe há algum tempo sobre a força dos militantes famosos: dotados de carisma, credibilidade pública e uma aura muitas vezes mítica, eles têm o poder de turbinar as causas que abraçam, não apenas com a doação de recursos financeiros -- o que toda celebridade já fez um dia --, mas chamando a atenção para temas espinhosos em relação aos quais as pessoas tendem a ficar indiferentes. Goste-se ou não, aprove-se ou não a sua motivação, eles cumprem um papel social: são os arautos de uma nova ética, socialmente responsável, altruísta e engajada.

Entrevistado por Time, o cantor e compositor Peter Gabriel, co-fundador da ONG Witness, acha mais fácil ignorar o discurso compenetrado de Kofi Annan, ex-secretário geral da ONU, do que os apelos emocionais da bela atriz Angelina Jolie. E quem há de discordar disso? Dona de um belo e conhecido rosto, estrela maior de Hollywood, Jolie tem a exata consciência do poder de influência de suas atitudes. Sabe que, para o bem e para o mal, qualquer ato público seu desperta uma curiosidade planetária. Por isso, abusa dos gestos simbólicos e com forte significado humanitário.

Ao adotar um menino do Camboja e uma menina da Etiópia, ela não só fez o mundo inteiro prestar mais atenção à situação de miséria daqueles países, mas também provocou as pessoas a olhar as crianças sob risco social como se fossem seus próprios filhos. A atriz é embaixadora da boa vontade da ONU e, ao lado do marido, o também ator Brad Pitt, viaja o mundo a serviço de diferentes causas sociais.

O mesmo raciocínio vale para Bono Vox, da banda irlandesa U2, notável ícone pop da luta contra as injustiças sociais. Considerado um chato entre os que torcem o nariz para artistas engajados, Vox multiplica o prestígio de toda causa que apóia.

E elas são muitas. Quando não está nos palcos, ele pode ser visto em encontros importantes como o Fórum Econômico de Davos (Suíça), ou à frente de ações pela paz, meio ambiente e igualdade étnica. Sua marca pessoal, permanentemente em alta, é objeto de concorrência entre instituições e estadistas de todo mundo.

Pode-se acusar Jolie e Vox de autopromoção. E até há quem o faça pelo vício de julgar. Mas em um mundo de holofotes, no qual a informação circula na velocidade da luz, eles entenderam que a fama mundial impõe uma responsabilidade social do mesmo tamanho. E a exercem usando o melhor do seu patrimônio: uma imagem poderosa capaz de atrair as câmeras na direção de tudo o que apontem com o dedo.

Segundo a reportagem da Time, pouca coisa importa no mundo globalizado 'se não houver uma câmera apontada'. Para a revista, o ativismo de um pop star pode até soar como algo ridículo. Mas apenas porque ele nos lembra que nós o somos também na medida que perdemos tempo com assuntos menos importantes, ignorando questões que são de vida ou morte para outras pessoas.

A matéria alerta ainda para certa 'apatia' da população, que se contenta em criticar os ídolos engajados, em vez de assumir um comportamento socialmente mais responsável.
A despeito de um tanto genérico, o puxão de orelhas faz algum sentido.
E vale também não só a cobranças feitas aos ídolos mas também a empresas socialmente responsáveis. Com o crescimento do movimento de responsabilidade social empresarial no Brasil, as pessoas tendem a ficar mais exigentes e vigilantes em relação ao comportamento das corporações. Este é um movimento saudável, útil e necessário. Bom para todo mundo, pois gera um ciclo virtuoso.


Mas vale refletir: até que ponto cada pessoa faz a sua parte, na condição de profissional, consumidor e cidadão, para, por exemplo, reduzir impactos ambientais, doar tempo e conhecimento a projetos comunitários, punir empresas pouco éticas deixando de comprar seus produtos e estabelecer relações transparentes com todas as 'partes interessadas' de sua vida.

Antes de projetar no outro - o ídolo, a empresa, os governos - o desejo de que façam o que, a rigor, não estamos fazendo, por inércia ou comodismo, importa compreender que a responsabilidade social tem também um componente individual.

Só funcionários compromissados formam uma empresa socialmente responsável. Só consumidores conscientes, convictos do seu papel, retroalimentam, na ponta, o ciclo de responsabilidade social empresarial. Só cidadãos plenos ajudam construir uma sociedade melhor, com ídolos, governos e empresas melhores.

* Ricardo Voltolini é diretor de redação da revista IdéiaSocial e consultor da Oficio Social.














Angelina Jolie,que é embaixadora da Boa Vontade da ONU,durante visita ,nesta quinta-feira,17/06/10,a um centro de refugiados colombianos no Equador. A atriz esteve em Sucumbíos, fronteira do país com a Colômbia, e conversou com vítimas de violência doméstica e sexual.

fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2010/06/18/angelina-jolie-visita-refugiados-no-equador.jhtm

Reflexão:*
Podemos não ter autonomia para mudar tal comportamento,fato, coisas ou pessoas, mas temos a obrigação de não compactuar com elas " .Viva Angelina e todos os de boa vontade !!!

E como diz a própria canção de Almir Sater e Paulo Simões ....
"se um dia restar meu silêncio.....

Dentro de mim há uma voz que não se cala ...

"Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada. [ Maiakovski]

Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei . No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar... [Martin Niemöller, símbolo da resistência aos nazistas escreveu em 1.933]

"Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente." (frase atribuída a Henfil).

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."

[Jack Kerouac]