domingo, 29 de setembro de 2013

Ser espontânea é a nova estratégia das mulheres inteligentes


Você não precisa controlar cada palavra que sai da sua boca para impressionar os outros nem estar magérrima para usar um Dior. Prepare o brinde: a nova estratégia das mulheres inteligentes é se sentir confortável na própria pele.

Publicado em 07/05/2013
Reportagem: Tathiane Forato / Edição: MdeMulher
Foto: Getty Images

Bem dosada, a naturalidade permite que você se coloque com clareza diante dos colegas e do chefe
Quem não quer ser a número 1 no escritório, a namorada incrível, a amiga imprescindível? As mulheres que esbanjam uma autoconfiança de ferro. Não, você não leu errado. Pensa só: é preciso tomar uma dose caprichada de coragem para bancar que você não precisa - nem deseja - ser um modelo em todas as áreas da sua vida. E muita honestidade emocional para não superdimensionar a crítica dos outros. Não é que você pouco se lixe para a opinião alheia, só não deixa o blá-blá-blá falar mais alto do que quem você é. Então consegue lidar com suas falhas e com seus medos sem culpa e sabe rir de si mesma - competência que encabeça a lista de quem tem uma autoestima de aço.
Atraia gente autêntica
Bom, é claro que não dá para girar uma chavinha e dizer "Agora vou ser espontânea". Quem é autêntica acaba sendo assim em todos os campos da vida. E essa atitude é notada por quem está ao seu redor. Os homens, por exemplo, percebem uma mulher confiante de longe. Sabe aquela história de que eles curtem quando veem você de tênis e rabo de cavalo? Essa pegada mais descontraída, bem-humorada e, principalmente, leve não funciona só no look. Quando você imprime essa naturalidade no comportamento deixa a ala masculina surpresa (meio boba, vai). Eles adoram ver que você não faz tipo ou joguinho. Tá, vá lá... você pode até aturar o "morde e assopra" dele por um tempo, meio que por esporte, mas sabe que a enrolação tem prazo de validade ou você perde o interesse. E você pode até pensar "Ah, mas não é qualquer homem que segura a onda de estar com uma mulher de autoestima a mil". Muitos ainda se assustam e podem ficar intimidados, sim. Mas até isso é uma vantagem! "Agindo assim, a tendência é que você atraia pessoas com atitudes próximas às suas e estabeleça relações mais claras e seguras", diz a psicoterapeuta Mônica Genofre, de São Paulo.

Sucesso natural
Usada da forma certa, a combinação de espontaneidade, jogo de cintura e confiança é ainda capaz de impulsionar a sua carreira. Ninguém está dizendo para você se tornar a palhaça do escritório nem para apontar seus defeitos para todo mundo da equipe. Lembra-se da evolução do comportamento "modelo" das mulheres de que a gente falou anteriormente? Pois bem, ela aconteceu também no mundo corporativo. Vimos empresas mais duras, com uma hierarquia forte e cheia de podes e não podes serem colocadas em xeque pela chegada da geração Y. Mas o que era para ser flexibilidade acabou virando oba-oba. Nenhum dos extremos se mostrou bom, o que abriu espaço para um meio a meio. "O segredo do sucesso é saber mostrar a sua personalidade sem transgredir as regras éticas do mercado e os códigos de conduta da empresa", diz Rodrigo Fonseca, de São Paulo, fundador da Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional. Bem dosada, a naturalidade permite que você se coloque com clareza diante dos colegas e do chefe - você vai se tornar aquela que sabe como falar o que pensa e não tem medo de dar novas sugestões. Se for dona da própria empresa, o mix de carisma e assertividade é certeiro para atrair e conquistar clientes.

Você não precisa ser uma super-heroína
Isso tudo, claro, se você não perder a mão. Por isso, não confunda prepotência com autoconfiança. Olhar por cima do outro, querer ser o centro das atenções, não ouvir ou se interessar pelo diferente e se autoafirmar em qualquer brecha que apareça afasta pessoas e possíveis conquistas. E isso vale em todas as áreas. Risque do caderninho qualquer tentativa de ser a Mulher Maravilha - também não descambe para a rebelde sem causa. A graça vem de saber aproveitar o que você tem de melhor e fazer das imperfeições pequenos desafios pessoais, sem adicionar proporções cinematográficas.
fonte:  Conteúdo NOVA