Loira do bem ∞ : 11/25/12

domingo, 25 de novembro de 2012

CANCELADOS SHOWS DO MDA ONDE ALMIR SATER SE APRESENTA NO DOM 25

Foto Namour Photos - Campo Grande MS
 Os shows que estavam previstos para acontecer no domingo, 25 Novembro, onde o músico Almir Sater, faria o encerramento do evento, à noite, foram cancelados pelo MDA, devido ao triste desabamento de uma estrutura metálica,  hoje, sábado (24).
E, segundo eles, conforme NOTA OFICIAL abaixo, postando no site e twitter oficial, o momento é de solidarizar com as vítimas, e antecipando o fechamento do evento nesta noite.
Abaixo, na íntegra comunicado do MDA para a imprensa e sociedade:

 
















NOTA OFICIAL
O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) lamenta o acidente ocorrido na tarde deste sábado (24) na Feira Nacional da Agricultura Familiar, provocado pela queda de uma estrutura metálica, que resultou em três feridos e uma vítima fatal.
O MDA se solidariza com as famílias das vítimas e vem por meio desta dar conhecimento das providências adotadas.
As vítimas foram atendidas no local e, prontamente, encaminhadas ao Hospital Souza Aguiar.
Os visitantes e expositores foram orientados a deixar o local por medida de precaução. Neste momento a prioridade é prestar atendimento às vítimas e aos familiares.
Além disso, o registro policial foi feito e aguardamos as perícias para identificar as causas do acidente. A programação da Feira está suspensa e aguarda o laudo da Defesa Civil, que está no local verificando as condições das instalações.
O MDA aguarda e confia na apuração das causas do acidente. Outras informações sobre o procedimento serão divulgadas, em breve.
 
NOTA OFICIAL SOBRE O ENCERRAMENTO DA FEIRA
Por motivo de precaução, a Feira Nacional da Agricultura Familiar – Brasil Rural Contemporâneo –, que abriu na última quarta-feira (21), na Marina da Glória, Rio de Janeiro (RJ) teve o encerramento antecipado.
O evento terminaria neste domingo (25), mas não irá mais ocorrer. A decisão foi tomada em respeito às vítimas e os seus familiares. A medida, em comum acordo entre a Defesa Civil e Coordenação da feira, também levou em consideração a falta de tempo hábil para verificar com cautela todas as estruturas do local e garantir a segurança dos expositores e visitantes.
As pessoas que possuem os ingressos magnéticos para a Feira ou para o show podem procurar a bilheteria neste domingo das 10h às 22h, apresentar o cartão e solicitar o ressarcimento.
O dinheiro será devolvido na hora. O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) reforça que lamenta o acidente e permanece à disposição das vítimas e suas famílias.
 
EM NOTA À IMPRENSA, PRESIDENTA LAMENTA ACIDENTE NA FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA FAMILIAR
A Presidenta da República, Dilma Rousseff, recebeu com tristeza a notícia do acidente ocorrido neste sábado na Feira Nacional da Agricultura Familiar, no Rio, que provocou a morte de Adriana Ribeiro de Jesus Porto e ferimentos em mais três pessoas. Dilma Rousseff se solidariza com a família de Adriana e deseja aos demais acidentados o mais pronto restabelecimento.
A Presidenta foi informada pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, das providências que estão sendo tomadas para dar apoio às vítimas e a suas famílias. Ela determinou que seja feita rigorosa apuração das causas do acidente. Secretaria de Comunicação da Presidência da República
fonte: http://www.mda.gov.br/feira

Afinal, O que é ser honesto?


Hoje, ser verdadeiro custa um preço muito alto, que às vezes, por mais dispostos que a pagar, algumas experiências nos ensinam a recuar, a menos que sejamos autossustentáveis, quando vier à retaliação, a sabotagem, o fechamento de portas.
Quantas vezes, ao expressar nossos sentimentos, mediante uma conduta injusta,  e ao questioná-la, ficamos sem amizade, sem o emprego e sem futuros serviços. “As relações", “para se dar bem” pessoais e profissionais, baseia-se no” faz de conta”, ser dissimulado nas ações, fingir que o certo é errado e o errado é o certo, não "palpitar" tanto, abaixar a cabeça sempre, e fazer vista grossa para as injustiças e a falta de comprometimento. Um dos assuntos que  chamam atenção, frases feitas, como estas, aos montes:- "Você espera honestidade de todos? Então comece ser honesto com você mesmo”..
Ou seja, os outros, porque nós somos os “santos, cumpridores de obrigações, vivemos na retidão e jamais causamos danos, decepções e prejuízos aos outros, ou descartamos quando mais precisam de nós, de um apoio, de um voto de confiança, de uma oportunidade”... etc e tal.

O que é ser honesto, afinal?
Ser honesto pra mim, não está intrínsecamente  ligado (somente) com a roubalheira, a dinheirama e negócios escusos,  a política, como a frase sobre corrupção insinua, e sim com as simples atitudes, do dia a dia, conduta e ações, que fazemos longe... dos outros, pelos e para os outros.
Vamos ao conceito de Honestidade:
Segundo o Google "Honestidade, é uma qualidade de ser verdadeiro; não mentir, não fraudar, não enganar. A honestidade é a honra, uma qualidade da pessoa, ou de uma instituição, significa falar a verdade, não omitir, não dissimular. O indivíduo que é honesto repudia a malandragem,  a esperteza de querer levar vantagem em tudo". Isso me faz pensar, -...
Ser honesto é complexo, talvez... Geralmente cobramos dos outros e achamos que nós somos. "Quanta hipocrisia". -honestidade (pra mim) não é tomar partido, visando favorecimento próprio ou porque é conveniente, a situação no momento, ou para que lado à corda seja mais forte. Mas a máxima de Jesus, o Cristo: “O que não desejo e não serve pra mim, não desejo e nem deve servir para o meu semelhante" e  manter a postura  ou conduta justa e reta, mesmo na adversidade.

Ser honesto, na minha visão, é dar uma palavra, e honrá-la até o fim e às vezes, é ficar no prejuízo, também, mas cumprir com o trato do mesmo jeito. Se assumir um compromisso, honre.

Final de semana, eu assisti um filmaço, "medo da verdade", onde a honestidade, ética e moralismo dos personagens, são colocados em xeque. Vibrei com a atitude do detetive, de não se deixar levar pela ética circunstancial, e sua recusa, significaria muitas perdas para ele, (relacionamento e dinheiro), mas não abriu mão dos seus princípios e valores, nem sobre pressão emocional, mas fez cumprir o compromisso assumido e o que na concepção dele, entendia como "fazer a coisa certa".

Ser honesto, não é levar vantagem sobre o outro e principalmente, quando este está vulnerável e fragilizado.
Ser honesto, não é lucrar em cima de uma situação miserável, como por exemplo, uma pessoa que está em dificuldades financeiras, e oferecermos por seu bem, uma quantia irrisória, tipo "é pegar ou largar".
Ser honesto, para mim, é não "passar a perna no outro" - é não  bajular (somente) por interesse e quando convém apenas.

Ser honesto, é ser justo na medida certa, independente para que lado à balança vá pender, não se deve considerar justo, o que se faz em cima (tomada de decisão) de uma injustiça, sem ouvir os lados de uma mesma moeda.
Ser honesto nas palavras e transparente nas ações, muitas vezes o risco é o hospício e a prisão, quando dissemos o que pensamos, sobre determinadas situações, e assumir o risco de sermos retaliados, negligenciados, taxados de "sensíveis" - (prefiro ser odiado pelo que sou do que amado pelo que não sou).

"Todos nós precisamos saber o que significa ser honesto”. Honestidade é muito mais do que não mentir. É falar a verdade, contar a verdade, viver a verdade e amar a verdade.por James E. Faust.
Eu acrescentaria: Mesmo que essa verdade venha depor contra nós.

Brasileiros são um bando de maria-vai-com-as-outras


A explicação para o excesso de reclamação e para a falta de reação já virou estudo aqui no Brasil. O resultado não apresentou nenhuma novidade: O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna.

“Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.”
Iglesias começou sua pesquisa com filas de espera. Ele observou as reações das pessoas em bancos, cinemas e restaurantes. Quando alguém fura a fila, a maioria finge que não vê. O comportamento-padrão é cordial e pacífico. Durante dois meses, ele analisou o pico do almoço num restaurante coletivo de Brasília. Houve 57 “furadas de fila”. “Entravam como quem não quer nada, falando ao celular ou cumprimentando alguém. A reação das pessoas era olhar para o teto, fugir do olhar dos outros”, afirma. O aeroviário carioca Sandro Leal, de 29 anos, admite que não reage quando vê alguém furar a fila no banco. “Fico esperando que alguém faça alguma coisa. Ninguém quer bancar o chato”, diz.

Iglesias dá outro exemplo comum de ignorância pluralística: “Quando, na sala de aula, o professor pergunta se todos entenderam, é raro alguém levantar a mão dizendo que está com dúvidas”, afirma. Ninguém quer se destacar, ocorrendo o que se chama “difusão da responsabilidade”, o que leva à inércia.

O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo.

Apesar das explicações diversas sobre o comportamento passivo dos brasileiros, os estudiosos concordam num ponto: nas filas de espera, nos direitos do consumidor ou na fiscalização da democracia, é preciso agir individualmente e de acordo com a própria consciência. “Isso evita a chamada espiral do silêncio”, diz o pesquisador Iglesias. O primeiro passo para a mudança é abrir a boca.

Fonte Blog Ahduvido.com.br
Artigo  Os 12 defeitos insuportáveis dos Brasileiros.

Sociedade: Comportamento Brasileiro

Oh Isso me faz pensar...Para ler e refletir.  conteste se for capaz.
O artigo é polêmico e questionador, porém, ele é de uma originalidade absoluta. E se a carapuça servir que a gente vista.  by Loira do bem.


Aqui começa o texto do autor -
Se você me perguntasse qual o melhor país do mundo, sem dúvida, responderia Brasil. A resposta seria a mesma se perguntasse sobre o povo. Os brasileiros são incríveis, além de únicos, pois entre os povos que habitam esse planeta, os brasileiros são os mais acolhedores. Entretanto, certos comportamentos, melhor dizendo, características do nosso povo são extremamente irritantes.

Talvez sejam resultados de fatos históricos, talvez seja resultado dessa cultura tão miscigenada…. não dá de saber ao certo de onde provém esses defeitos mas é certo que eles estão presentes do norte ao sul desse país. Não que tais sejam exclusividades brasileiras, apesar de que nas terras tupiniquins pareça muito mais acentuado que em outros lugares. Veja a lista e dê sua opinião:
Obs:. Lembrando que o post fala da maioria dos brasileiros e não está generalizando. Maioria = Número excedente a metade do todo; Grupo preponderante.

1. Brasileiro adora dar reconhecimento para quem não merece
Quantas vezes você viu uma homenagem para o Carlos Chagas no horário nobre da TV?
No Brasil, quanto mais você faz pela sociedade, menos reconhecimento você tem dela. Em contrapartida, quanto menos você faz, maior notoriedade tem o seu trabalho. Assim temos cientistas, pesquisadores, juízes, médicos, engenheiros, bombeiros, policiais, professores, entre outros, que dedicam a sua vida em prol de todos e tem reconhecimento zero pela sociedade. Muitos deles sequer recebem um salário justo. Já quem não faz nada pela sociedade, como atletas – principalmente jogadores de futebol – , artistas, atores, músicos, mulheres de bundas grandes e perfeitas, entre outros que exercem uma “profissão” que não presta qualquer serviço para o bem comum, somente beneficiando aos próprios, além de receber salários altíssimos, são ovacionados pelo público. Esse hábito não é exclusivamente brasileiro, boa parte dos países ocidentais, em especial aqueles que importam a cultura americana, se comportam dessa maneira. Esse culto as celebridades e o total descaso com quem realmente faz acaba gerando a insatisfação da maior parte das pessoas cultas seja aqui ou em qualquer parte do mundo. Como as pessoas com considerável grau intelectual são minorias, tal comportamento se espalha feito vírus, recebendo o apoio das mídias.

 
2. Brasileiro não sabe a própria Língua.
A Educação no Brasil é lastimável, isso não é segredo para ninguém. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que para 2.773 entrevistados (27,3% ), que avaliaram nosso sistema educacional, não houve mudanças na qualidade do ensino e quase um quarto (24,2%) acredita que o sistema piorou. Já o IBGE mostrou no seu estudo de 2011 que apenas 11% dos brasileiros conseguiram concluir o ensino superior ( percentual baixo se analisarmos outros países, tais como Russia (54%) , Cuba (92%), Chile (24%)).

Apesar dos pesares, com toda essa estrutura educacional precária, ainda é inexplicável o domínio débil do brasileiro sobre a sua língua. Não estou me referindo ao domínio completo – compreendendo todas aquelas regras exageradas e chatas -, estou dizendo do “basicão”.

Você leitor deve estar pensando que isso é resultado da falta de investimento do governo, ou não? Logicamente, essa é uma das possíveis causas, contudo, não é a única. Existem outras causas para explicar as anomalias do nosso sistema educacional, como a pesquisa feita por uma das principais empresas de contratos de estágio do país, que constatou no primeiro semestre de 2011 que nem mesmo os graduando de jornalismo dominam a língua. Através de um ditado de 30 palavras, a empresa verificou que o índice de erro ficou na média 1/3 das palavras.

Os grandes nomes da Língua Portuguesa do país, como o autor do livro “Preconceito Linguístico” Marcos Bagno, afirmam que a explicação para esses acontecimentos é mais simples do que parece:
  1. o completo desinteresse do povo por sua Língua devido a dificuldade que a mesma apresenta;
  2. a ausência do hábito da leitura.
Por esse e outros motivos, nesse país, a Língua virou arma de manipulação e fator gerador de preconceito.
  3. Brasileiro é o câncer da Internet
A raça mais odiada da Internet tem nome: Brasileiros. Não é questão de xenofobia, o repúdio dos brasileiros por outros povos na Internet é pela total falta de postura e ética nossa no meio virtual. O comportamento baderneiro incomoda muitos povos, por isso que os brasileiros tem seu acesso restrito em diversos MMORPG, fóruns, sites, redes sociais, entre outros. Somos o povo mais irritante e troll da Internet.
O Orkut e Facebook são exemplos disso. Quando o Orkut era febre nos outros países, tudo era muito organizado, até que os brasileiros colocaram os pés nas terras googleanas. Foi um deus nos acuda, tamanha a bagunça que a rede virou. As comunidades de idioma inglês foram invadidas pelos brasileiros que começavam a falar em português no meio de debates em inglês. Os gringos irritados com tanta bagunça mudaram para o Facebook. E assim foi até que os brasileiros migraram para o Facebook e o abrasileiraram ( leia-se Orkutizaram). O reflexo dessa mudança canarinho já foi demonstrado na ultima pesquisa de ingresso e saída da empresa que mostram a migração dos gringos para redes sociais alternativas. A invasão brasileira acabou se tornando ameaças para essas empresas da web por representarem grandes baixas nos países onde a empresa já possui determinado sucesso, levando a mesma proibir a nossa entrada com o intuito de manter o negócio.
Brasileiro enche essas redes de spam, de gifs que brilham, de páginas de humor, de páginas de putaria… compartilham qualquer coisa a qualquer tempo. Embora não exista nenhum Código de Ética para Internet, o bom senso deve estar sempre presente. Assim, compartilhar no Facebook, por exemplo, a foto de um gato esquartejado ou algo do gênero não é legal, todo mundo sabe disso, exceto a massa brasileira.
Talvez devido a nossa natureza corrupta, corrompemos tudo que tocamos. E daí surge os BOTS, hacks, cheats e tantos outros mecanismos para obter vantagens sobre os outros que nós inventamos e que fazem os jogos perderem toda a graça.
Espero que com o tempo nós percebamos o quanto somos inconvenientes e irritantes, adquirindo uma postura mais sensata antes que sejamos expulso de tudo que é canto da web.
 
 8. Brasileiro não sabe lidar com o politicamente correto e politicamente incorreto.
Quem tem boa memória e passa algumas horas do seu dia na frente do computador deve lembrar do caso do Stand Up do Rafinhas Bastos ano passado. Durante um dos seus shows, Rafinha resolveu utilizar do humor negro extreme nonsense, típico dele, fazendo uma piadinha um tanto sem graça sobre o estuprador fazer um favor à uma feia quando a estupra.
Quando essa notícia se espalhou foi o caos. Todo mundo condenou o humorista. Foi um tal de “esse cara tem que ser preso” para lá e um “que absurdo, é o fim do mundo” para cá.
Algum tempo depois, começou o novo BBB e aconteceu o  tal “estupro”. O que você pensa que o povo brasileiro fez? Criticou? Não, pelo contrário, ele brincou com a situação, fazendo piadinhas sobre o ocorrido. O politicamente correto foi esquecido, o que leva ao pensamento que aqui no Brasil parece que ele é de lua, ou vem por estação…. não dá para definir. Em certa hora o brasileiro desaprova, condena, critica tal ato incorreto, em outra, pratica e apoia.

11. Brasileiros são um bando de maria-vai-com-as-outras  
A explicação para o excesso de reclamação e para a falta de reação já virou estudo aqui no Brasil. O resultado não apresentou nenhuma novidade: O brasileiro não tem o hábito de protestar no cotidiano. A corrupção dos políticos, o aumento de impostos, o descaso nos hospitais, as filas imensas nos bancos e a violência diária só levam a população às ruas em circunstâncias excepcionais. Por que isso acontece? A resposta a tanta passividade pode estar em um estudo de Fábio Iglesias, doutor em Psicologia e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). Segundo ele, o brasileiro é protagonista do fenômeno “ignorância pluralística”, termo cunhado pela primeira vez em 1924 pelo americano Floyd Alport, pioneiro da psicologia social moderna.

“Esse comportamento ocorre quando um cidadão age de acordo com aquilo que os outros pensam, e não por aquilo que ele acha correto fazer. Essas pessoas pensam assim: se o outro não faz, por que eu vou fazer?”, diz Iglesias. O problema é que, se ninguém diz nada e conseqüentemente nada é feito, o desejo coletivo é sufocado. O brasileiro, de acordo com Iglesias, tem necessidade de pertencer a um grupo. “Ele não fala sobre si mesmo sem falar do grupo a que pertence.”

Iglesias começou sua pesquisa com filas de espera. Ele observou as reações das pessoas em bancos, cinemas e restaurantes. Quando alguém fura a fila, a maioria finge que não vê. O comportamento-padrão é cordial e pacífico. Durante dois meses, ele analisou o pico do almoço num restaurante coletivo de Brasília. Houve 57 “furadas de fila”. “Entravam como quem não quer nada, falando ao celular ou cumprimentando alguém. A reação das pessoas era olhar para o teto, fugir do olhar dos outros”, afirma. O aeroviário carioca Sandro Leal, de 29 anos, admite que não reage quando vê alguém furar a fila no banco. “Fico esperando que alguém faça alguma coisa. Ninguém quer bancar o chato”, diz.

Iglesias dá outro exemplo comum de ignorância pluralística: “Quando, na sala de aula, o professor pergunta se todos entenderam, é raro alguém levantar a mão dizendo que está com dúvidas”, afirma. Ninguém quer se destacar, ocorrendo o que se chama “difusão da responsabilidade”, o que leva à inércia.

Mesmo quem sofre uma série de prejuízos não abre a boca. É o caso da professora carioca Maria Luzia Boulier, de 58 anos. Ela já comprou uma enciclopédia em que faltava um volume; pagou compras no cartão de crédito que jamais fez; e adquiriu, pela internet, uma esteira ergométrica defeituosa. Maria Luzia reclamou apenas neste último caso. Durante alguns dias, ligou para a empresa. Não obteve resposta. Foi ao Procon, mas, depois de uma espera de 40 minutos, desistiu de dar queixa. “Sou preguiçosa. Sei que na maioria das vezes reclamar não adianta nada”, afirma.

O “não-vai-dar-em-na-da” é um discurso comum entre os “não-reclamantes”. O estudante de Artes Plásticas Solano Guedes, de 25 anos, diz que evita se envolver em qualquer situação pública. “Sou omisso, sim, como todo brasileiro. Já vi brigas na rua, gente tentando arrombar carro. Mas nunca denuncio. É uma mistura de medo e falta de credibilidade nas autoridades”, afirma.

A apatia diante de um escândalo público também é freqüente no Brasil. Nas décadas de 80 e 90, o contador brasiliense Honório Bispo saiu às ruas para lutar pelas Diretas Já e pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor. Caso que apenas se concretizou pelo massivo uso da imprensa. Estudiosos acreditam que o Impeachment nunca aconteceria se a mídia não colocasse no ar o ataque massivo ao presidente: 10 das 24 horas de programação das emissoras nas semanas anteriores ao ato divulgavam a ideia das Diretas Já e Impeachment.

O estudo da UnB constatou que a “cultura do silêncio” também acontece em outros países. “Portugal, Espanha e parte da Itália são coletivistas como o Brasil”, afirma o psicólogo. Em nações mais individualistas, como em certos países europeus e a vizinha Argentina, o que conta é o que cada um pensa. “As ações são baseadas na auto-referência”, diz o estudo. Nos centros de Buenos Aires e Paris, é comum ver marchas e protestos diários dos moradores. A mídia pode agir como um desencadeador de reclamações, principalmente nas situações de política pública. “Se o cidadão vê na mídia o que ele tem vontade de falar, conclui que não está isolado”, afirma o pesquisador.

O antropólogo Roberto DaMatta diz que não se pode dissociar o comportamento omisso dos brasileiros da prática do “jeitinho”. Para ele, o fato de o povo não lutar por seus direitos, em maior ou menor grau, também pode ser explicado pelas pequenas infrações que a maioria comete no dia-a-dia. “Molhar a mão” do guarda para fugir da multa, estacionar nas vagas para deficientes ou driblar o engarrafamento ao usar o acostamento das estradas são práticas comuns e fazem o brasileiro achar que não tem moral para reclamar do político corrupto. “Existe um elo entre todos esses comportamentos. Uma sociedade de rabo preso não pode ser uma sociedade de protesto”, diz o antropólogo.

O sociólogo Pedro Demo, autor do livro Cidadania Pequena s (ed. Autores Associados), diz que há baixíssimos índices de organização da sociedade civil – decorrentes, em boa parte, dos também baixos índices educacionais. Em seu livro, que tem base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o sociólogo conclui que o brasileiro até se mobiliza em algumas questões, mas não dá continuidade a elas e não vê a importância de se aprofundar. Um exemplo é o racionamento de energia ocorrido há doze anos: rapidamente as pessoas compreenderam a necessidade de economizar. Passada a urgência, não se importaram com as razões que levaram à crise. Para o sociólogo, além de toda a conjuntura atual, há o fator histórico: a colonização portuguesa voltada para a exploração e a independência declarada de cima para baixo, por dom Pedro I, príncipe regente da metrópole. “Historicamente aprendemos a esperar que a decisão venha de fora. Ainda nos falta a noção do bem comum. Acredito que, ao longo do tempo, não tivemos lutas suficientes para formá-la”, diz Demo.

A historiadora e cientista política Isabel Lustosa, autora da biografia Dom Pedro I, um Herói sem Nenhum Caráter (ed. Companhia das Letras), acredita que os brasileiros reclamam mas têm dificuldades de levar adiante esses protestos sob a forma de organizações civis. “Nas filas ou mesas de bar, as pessoas estão falando mal dos políticos. As seções de leitores de jornais e revistas estão repletas de cartas de protesto. Mas existe uma espécie de fadiga em relação aos resultados das reclamações, especialmente no que diz respeito à política.” Segundo Isabel, quem mais sofre com a falta de condições para reclamar é a população de baixa renda. Diante da deterioração dos serviços de educação e saúde, o povo fica sem voz. “Esses serviços estão pulverizados. Seus usuários não moram em suas cercanias. A possibilidade de mobilização também se pulveriza”, diz.

Apesar das explicações diversas sobre o comportamento passivo dos brasileiros, os estudiosos concordam num ponto: nas filas de espera, nos direitos do consumidor ou na fiscalização da democracia, é preciso agir individualmente e de acordo com a própria consciência. “Isso evita a chamada espiral do silêncio”, diz o pesquisador Iglesias. O primeiro passo para a mudança é abrir a boca.
Extraído do Blog http://ahduvido.com.br/os-11-defeitos-insuportaveis-dos-brasileiros
Artigo  Os 12 defeitos insuportáveis dos Brasileiros.