Loira do bem ∞ : 10/04/12

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

" Eu também vou Reclamar" como diria Raulzito..



 Isso me faz pensar Isso me faz pensar.. by Led Zeppelin...
 E no caso, aqui, nem é para fazer sucesso, pois sempre tive como prioridade, a forma introspectiva, comedida e a discrição, mas como tentei escrever no próprio jornal vide link  http://www.campograndenews.com.br/lado-b/ingressos-para-show-de-almir-sater-vao-de-rs-50-a-rs-120 e não aceitaram meu comentário por duas vezes, resolvi explaná-lo no meu espaço, já que tenho recebido diversas mensagens, de admiradores e fãs, que sentem incomodados, ou até frustrados, a respeito, da nota vinculada, embora, o canal não seja responsável pelos comentários, mas de forma, subjetiva,  inconscientemente, até, faz com que alguns, tenham uma visão míope, distorcida e equivocada a respeito.


Foto Internet domínio público

Não se trata de gerar polêmica, e assim como Voltaire, "defendo até a morte o direito de opinião" de todos, mas assim, como eu defendo também me sinto no direito de expressar o meu sentimento a respeito da reportagem em si  e como diz Edmund Burke “basta que os bons não façam nada”, mas agir no bom senso e esclarecer algumas coisas, avaliar de forma justa,  que a meu ver,  a forma equivocada, tanto pela jornalista Kemper, quanto por alguns que não conhecem o mecanismo que envolve a construção de um evento.


Nada sai de graça, e as pessoas  que tem a visão distorcida acha que quando um artista faz um show  aberto ao público no geral, e em praça pública, é de "graça" de fato, esquecendo que na verdade, todo o custo operacional, cache, translado, hospedagem, alimentação, equipamento de som montado, seguranças, alvará, ECAD,  foram pagos, pela verba que as secretarias de cultura recebem  ou oriundo de patrocinadores parceiros, que destinaram verbas, em prol do  marketing cultural/societal,  que de alguma forma saiu de terceiros, impostos arrecadados, por exemplo.


E que quando, um produtor ou contratante, traz um artista, seja ele quem for, para um teatro, um local privado, tudo sai do bolso deles, senão tiver patrocínios e parceiros, os custos operacionais são relevantes, e  ficam a mercê do êxito, nas vendagens de ingressos para que todos os despesas, e aparatos criados ao divulgar o evento,  sejam cobertos e que possam extrair o lucro, que é esperado de qualquer empreendimento. 

De graça, só relógio trabalha e mesmo assim  se não estivermos trocando a bateria, chega uma hora, que ela expira também e não vai mais funcionar  até que  seja ser "alimentado e motivado". 

E não estou aqui falando de valores astronômicos como os midiáticos, costumam cobrar ou exigir, mas de valores justos, e até abaixo, do que alguns, que são verdadeiros artistas, a meu ver, cobram por apresentações, sendo estes de grande valia para o cenário da nossa musica, de fato. 


Lembro-me bem que em 2006 quando eu participei de um projeto para arrecadar fundos para uma entidade beneficente que leva o nome de um "global", e da qual, teria como show, Almir Sater,  que fora escolhido, por sua imagem de credibilidade e que agrada a todos as faixas etárias e camadas sociais, me surpreendeu que os custos operacionais, para trazê-lo  eram mais altos que o cache, a planilha incluía
ALIMENTAÇÃO-PASSAGEM AÉREA -TRANSPORTE VANSLOCAL -EXCESSO DE BAGAGEM SE FOR AEREO, (INSTRUMENTOS E AFINS)-DIVULGAÇÃO CARTAZ INSERÇÕES JORNAL RÁDIO TELEVISÃO -BUSSDOR -OUTDOOR-FLYERS, PANFLETOS E IMPRESSÃO DE INGRESSOS (GRÁFICAS)- ECAD- ALVARÁ DE LICENÇA, - ALUGUEL DO TEATRO- EQUIPAMENTOS DE SOM E ILUMINAÇÃO, CARREGADORES, COCHAR - enfim, todos querem e precisam receber pelos serviços prestados, se trata de trabalho e profissionalismo.

Não se trata de defender o artista, mas a Arte em si, quando atemporal, ou seja, sem validade de prazo e que perpetuará nas futuras gerações e que coincide neste momento com este.

Mas de termos consciência do peso e medida justa, ao diferenciar as coisas, e se chegamos a esse ponto, é porque de uma forma ou de outra, deixamos relegados em segundo plano a arte e sendo seduzidos pelo imediatismo.

E eu gostaria de perguntar a jornalista que foi responsável por este texto, no caso, Angela Kemper, o que entendemos por "novo"? As músicas fabricadas pelo complexo midiático, e, que, são lançadas e seguidas pelas massas e depois ninguém mais se lembra de quando e por quem foram feitas? Com todo o respeito a quem está nesta segunda categoria, mas, não podemos equiparar.


 Em todos os demais estados, há anos, os ingressos para ver Sater, variam de 60 a 150, 200 reais ou mais, quando se trata de mesas, e, no entanto, todos os anos ele têm publico cativo e shows lotados e fãs ansiosos por sua apresentação, sou sulista, e alguns anos, dissemino nas redes sociais e blog, a importância desta artista para nosso cenário musical. 


Também gostaria de aproveitar e fazer dois adendos: A foto de divulgação foi cortada e o nome do autor é a Namour photos, e da qual ele sempre pede para que sejam colocados os referidos créditos. O sanfoneiro da banda de Almir chama se Marcellus Anderson. 


Como disse acima,  aos valores cobrados, às pessoas esquecem-se dos custos operacionais e logística que envolvem um espetáculo, nada vem de graça e que somos responsáveis diretos ou indiretamente, porque, no geral, o espaço da arte é ocupado pelo "comercial" e de lucros imediatos, que foi "criado" para envolver as "massas", o "bola" da vez, mesmo que não tenha nenhum conteúdo, deixando os artistas que agregam relegados a sua sorte e sem muita opção.

 

E mais um motivo, que ao meu ver,  o governo deveria subsidiar ou reembolsar a 1/2 entrada, que é obrigatória nos eventos culturais. 
Não acho justo um benefício concedido por ele, governo,  ser extraído diretamente da Arte, do bolso do artista e do contratante é a mesma coisa que arrancar um tronco de uma Árvore e achar que ela não será danificada, como diria Beethoven, "Não se deve barganhar com artista". E, Almir Sater merece respeito e faz Música com Arte e não arte na música como vemos por aí, de forma piegas e banal. Vale cada centavo o seu show, sem paranafernálias, playback, ou truques, para esconder o óbvio, habilidade nata, que muitos não possuem, e  que seja o mesmo do Credicard Hall - é um investimento, e em cada apresentação,  que depende da sinergia da plateia, do tom intimista. 


O show do Almir, está animado, com ritmos que vão da pegada do rock, folk e blues, as polcas, guarânias e chamamés, além de músicas do 7 Sinais, o ultimo Cd lançado. mais solto, no palco, é música para fechar os olhos, ficar em silêncio e só deixar a emoção aflorar e seguir "Tocando em frente".

E, todos os grandes artistas, ( que eu estive recentemente nos shows, além de Almir, o de Roger Waters, Zeca Baleiro, Zé Ramalho) e Robert Plant, em breve, são artistas diferenciados, que, tem músicas consagradas, em seu repertório, e por mais que acrescentem ou gravem um novo disco, os fãs e admiradores, vãos sempre "exigir" que cantem as velhas e sempre novas canções, que são eternizadas em nossos corações. 
E, para aqueles, que reclamam, que tal, cada um fazer uma concessão, então, o aluguel do teatro como brinde, a divulgação na mídia como presente por estar agregando cultura, entretenimento e lazer e cada um oferecer, sem ônus, hospedagem, passagem e alimentação, o Ecad, abrir mão dos recebimentos e assim por diante e  o valor do ingresso seria menor, e o suficiente para bancar os caches dos artistas, o produtor ter o lucro pelo feito, e todos estariam praticando a cidadania, que tanto almejamos nos outros.
Mas, as coisas não funcionam assim não é mesmo? - a base do escambo e barganha,  mas da moeda corrente, todos precisam pagar suas contas, seus compromissos e etc. e tal... Para isso que foi feito a contabilidade.
Acredito que esse cenário, pode ser modificado, se, apoiarmos, e não tratar de forma equivocada, mas, com reforço positivo, os artistas que tanto faz pela arte, considerada a mais humana, dinâmica e sublime de todas que é a Música. Lastimável é deixá-la a mercê do poder midiático, do lucro fácil e meteoro. 

Oscar Wilde, brilhante como sempre, traduz o que devemos compreender, quando nos referimos a Arte, na verdadeira acepção da palavra:
 - Afirmei que a sociedade, por meio da organização da maquinaria, fornecerá o que é útil; o que é belo será criado pelo indivíduo. Isto não só é necessário como é o único meio possível de obtermos um ou outro.  .
Um indivíduo que tenha de produzir artigos destinados ao uso alheio e à satisfação de necessidades e expectativas alheias, não trabalha com interesse e, consequentemente, não pode pôr em seu trabalho o que tem de melhor. Por outro lado, sempre que uma sociedade, ou um poderoso segmento da sociedade, ou um governo de qualquer espécie, tenta impor ao artista o que ele deve fazer, a Arte desaparece por completo, torna-se estereotipada, ou degenera em uma forma inferior e desprezível de artesanato.
 Uma obra de arte é o resultado singular de um temperamento singular, sua beleza provém de ser o autor o que é, e nada tem a ver com as outras pessoas quererem o que querem. 
Com efeito, no momento em que um artista descobre o que estas pessoas querem e procura atender a demanda, ele deixa de ser um artista e torna-se um artesão maçante ou divertido, um negociante honesto ou desonesto. 
Perde o direito de ser considerado artista. A Arte é a manifestação mais intensa de individualismo que o mundo conhece. Sinto-me inclinado a dizer que é a única verdadeira manifestação sua que ele conhece. Em determinadas condições, pode parecer que o crime tenha dado origem ao individualismo. 
Para a execução do crime é preciso, no entanto, ir além da alçada própria e interferir na alheia. Pertence à esfera da ação. Por outro lado, sozinho, sem consultar ninguém e livre de qualquer interferência, o artista pode dar forma a algo de belo; e se não o faz unicamente para sua própria satisfação, ele não é um artista de maneira alguma.
 Cumpre observar que é o fato de ser a Arte essa forma intensa de individualismo que leva o público a procurar exercer sobre ela uma autoridade tão imoral quanto ridícula, e tão aviltante quanto desprezível. A culpa não é verdadeiramente do público. Este nunca recebeu, em época alguma, uma boa formação. Está constantemente pedindo à Arte que seja popular, que agrade sua falta de gosto, que adule sua vaidade absurda, que lhe diga o que já lhe disseram que lhe mostre o que já deve estar farto de ver, que o entretenha quando se sentir pesado após ter comido em demasia, e que lhe distraia os pensamentos quando estiver cansado de sua própria estupidez. A Arte nunca deveria aspirar à popularidade, mas o público deve aspirar a se tornar artístico.
Paz e Bem!

Márcio de Camillo em Lançamento de CD "Crianceiras" no Sesc Horto

Pitaco by Loira do Bem  "TODAS AS IDADES"
MÁRCIO DE CAMILLO FAZ RELEITURAS MUSICADAS DOS POEMAS DO POETA MANOEL DE BARROS - "EM IMPERDÍVEL ESPETÁCULO.

Espetáculo cênico musical Crianceiras (Foto: Vânia Jucá/ Divulgação) 
Espetáculo cênico musical Crianceiras (Foto: Vânia Jucá/ Divulgação)
 Um espétáculo para "todas as idades", na verdade, é o que fará Márcio de Camillo, em comemoração ao mês dedicado ao "Dia das Crianças" e "Dia Nacional da Leitura", nesta  quinta e sexta feira, no Teatro Prosa, do Sesc Horto, em Campo Grande, MS.
O artista fará dois espetáculos para o lançamento do CD "Crianceiras" e  imperdíveis: 04 e 05 de Outubro, às 18:30 e 20:30 respectivamente.
"Ao Vivo, Acústico e poético" assim define o cantor e compositor Márcio de Camillo,  seu mais novo trabalho, os poemas de Manoel de Barros musicados por ele.
 Os shows ainda  contam com a direção de Luiz André Cherubini, que engradece ainda mais a genialidade do projeto.
A repercussão do seu trabalho musical, foi tão grande, que  o CD concorreu na"Categoria Melhor Álbum Infantil" pelo Prêmio da Música Brasileira 2012 em sua 23ª edição e ficou entre os três finalistas.
Serviço:
Espetáculo Cênico Musical
Poesias Manoel de Barros
Musicadas por Márcio de Camillo
Direção: Luiz Adré Cherubini
Quando: 04 e 05 de Outubro de 2012 - quinta e sexta-feira
Cidade: Campo Grande -MS
Horas:  18:30 e 20:30 
Local: Teatro Prosa - Sesc Horto.
Investimento em Valores R$:
Antecipados Inteira:       R$ 20.00
                     1/2Entrada: R$ 10.00
 Ponto de Vendas Antecipado:
Le Parole. R. Euclides da Cunha, 1126, Campo Grande, MS Tel:- +55 (67) 3043-5100


Almir Sater em Campo Grande (MS) no Palácio Popular da Cultura - www.Campo-Grande-Noticias.com.br

Almir Sater em Campo Grande (MS) no Palácio Popular da Cultura - www.Campo-Grande-Noticias.com.br

Pitaco by Loira do Bem via by São Francisco de Assis


04 de Outubro ViVa a sabedoria de Francisco !
Bendito Seja
Benditas sejam as dificuldades que nos agridem e fazem pensar.
Benditas sejam as horas que gastamos em função do bem eterno.
Bendito seja quem nos maltrata à primeira vista e nos ajuda a melhorar.
Bendito seja que não nos conhece e não acredita em nós.
Bendito seja quem nos compara com vagabundos e indolentes.
Bendito seja quem nos expulsa, como párias ou fanáticos.
Bendito seja a mão que nos nega o cumprimento.
Bendito seja quem quer nos esquecer, impaciente.
Bendito seja quem nos nega o pão de cada dia.
Bendito seja quem nos ataca por ignorância e covardia.
Bendito seja quem nos experimenta no correr do tempo.
Bendito seja quem nos faz chorar nos caminhos.
Bendito seja quem não agrada no momento.
Bendito seja quem exige de nós a perfeição.
Benditos sejam os que nos maltratam o coração porque, verdadeiramente, são estes, meus filhos, os nosso vigilantes e os que nos ajudam a seguir o Cristo com maior segurança, pois Deus, através deles, nos ajuda na auto educação, de maneira que fiquem abertas todas as portas para o Amor Universal.
(Atribuída a Francisco de Assis à Frei Leão, após a negativa do papa Inocencio III de recebê-lo em audiência)