Loira do bem ∞ : 10/29/11

sábado, 29 de outubro de 2011

Carta aberta de Roger Waters sobre o muro do apartheid israelense -

Roger Waters adere ao boicote cultural a Israel
Publicado em 24/03/2011 por Ricardo

Em 1980, uma canção que escrevi, "Another Brick in the Wall Part 2", foi proibida pelo governo da África do Sul porque estava a ser usada por crianças negras sul-africanas para reivindicar o seu direito a uma educação igual. Esse governo de apartheid impôs um bloqueio cultural, por assim dizer, sobre algumas canções, incluindo a minha.

Vinte e cinco anos mais tarde, em 2005, crianças palestinas que participavam num festival na Cisjordânia usaram a canção para protestar contra o muro do apartheid israelita. Elas cantavam: "Não precisamos da ocupação! Não precisamos do muro racista!" Nessa altura, eu não tinha ainda visto com os meus olhos aquilo sobre o que elas estavam a cantar.

Um ano mais tarde, em 2006, fui contratado para actuar em Telavive.
Palestinos do movimento de boicote académico e cultural a Israel exortaram-me a reconsiderar. Eu já me tinha manifestado contra o muro, mas não tinha a certeza de que um boicote cultural fosse a via certa. Os defensores palestinos de um boicote pediram-me que visitasse o território palestino ocupado para ver o muro com os meus olhos antes de tomar uma decisão. Eu concordei.

Sob a protecção das Nações Unidas, visitei Jerusalém e Belém. Nada podia ter-me preparado para aquilo que vi nesse dia. O muro é um edifício revoltante. Ele é policiado por jovens soldados israelitas que me trataram, observador casual de um outro mundo, com uma agressão cheia de desprezo. Se foi assim comigo, um estrangeiro, imaginem o que deve ser com os palestinos, com os subproletários, com os portadores de autorizações. Soube então que a minha consciência não me permitiria afastar-me desse muro, do destino dos palestinos que conheci, pessoas cujas vidas são esmagadas diariamente de mil e uma maneiras pela ocupação de Israel. Em solidariedade, e de alguma forma por impotência, escrevi no muro, naquele dia: "Não precisamos do controle das ideias".

Realizando nesse momento que a minha presença num palco de Telavive iria legitimar involuntariamente a opressão que eu estava a testemunhar, cancelei o meu concerto no estádio de futebol de Telavive e mudei-o para Neve Shalom, uma comunidade agrícola dedicada a criar pintainhos e também, admiravelmente, à cooperação entre pessoas de crenças diferentes, onde muçulmanos, cristãos e judeus vivem e trabalham lado a lado em harmonia.

Contra todas as expectativas, ele tornou-se no maior evento musical da curta história de Israel. 60.000 fãs lutaram contra engarrafamentos de trânsito para assistir. Foi extraordinariamente comovente para mim e para a minha banda e, no fim do concerto, fui levado a exortar os jovens que ali estavam agrupados a exigirem ao seu governo que tentasse chegar à paz com os seus vizinhos e que respeitasse os direitos civis dos palestinos que vivem em Israel.

Infelizmente, nos anos que se seguiram, o governo israelita não fez nenhuma tentativa para implementar legislação que garanta aos árabes israelitas direitos civis iguais aos que têm os judeus israelitas, e o muro cresceu, inexoravelmente, anexando cada vez mais da faixa ocidental.

Aprendi nesse dia de 2006 em Belém alguma coisa do que significa viver sob ocupação, encarcerado por trás de um muro. Significa que um agricultor palestino tem de ver oliveiras centenárias serem arrancadas. Significa que um estudante palestino não pode ir para a escola porque o checkpoint está fechado. Significa que uma mulher pode dar à luz num carro, porque o soldado não a deixará passar até ao hospital que está a dez minutos de estrada. Significa que um artista palestino não pode viajar ao estrangeiro para exibir o seu trabalho ou para mostrar um filme num festival internacional.

Para a população de Gaza, fechada numa prisão virtual por trás do muro do bloqueio ilegal de Israel, significa outra série de injustiças. Significa que as crianças vão para a cama com fome, muitas delas malnutridas cronicamente. Significa que pais e mães, impedidos de trabalhar numa economia dizimada, não têm meios de sustentar as suas famílias. Significa que estudantes universitários com bolsas para estudar no estrangeiro têm de ver uma oportunidade escapar porque não são autorizados a viajar.

Na minha opinião, o controle repugnante e draconiano que Israel exerce sobre os palestinos de Gaza cercados e os palestinos da Cisjordânia ocupada (incluindo Jerusalém oriental), assim como a sua negação dos direitos dos refugiados de regressarem às suas casas em Israel, exige que as pessoas com sentido de justiça em todo o mundo apoiem os palestinos na sua resistência civil, não violenta.

Onde os governos se recusam a atuar, as pessoas devem fazê-lo, com os meios pacíficos que tiverem à sua disposição. Para alguns, isto significou juntar-se à Marcha da Liberdade de Gaza; para outros, isto significou juntar-se à flotilha humanitária que tentou levar até Gaza a muito necessitada ajuda humanitária.

Para mim, isso significa declarar a minha intenção de me manter solidário, não só com o povo da Palestina, mas também com os muitos milhares de israelitas que discordam das políticas racistas e coloniais dos seus governos, juntando-me à campanha de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel, até que este satisfaça três direitos humanos básicos exigidos na lei internacional.

1. Pondo fim à ocupação e à colonização de todas as terras árabes [ocupadas desde 1967] e desmantelando o muro;
2. Reconhecendo os direitos fundamentais dos cidadãos árabe-palestinos de Israel em plena igualdade; e
3. Respeitando, protegendo e promovendo os direitos dos refugiados palestinos de regressar às suas casas e propriedades como estipulado na resolução 194 das NU.

A minha convicção nasceu da ideia de que todas as pessoas merecem direitos humanos básicos. A minha posição não é antisemita. Isto não é um ataque ao povo de Israel. Isto é, no entanto, um apelo aos meus colegas da indústria da música e também a artistas de outras áreas para que se juntem ao boicote cultural.

Os artistas tiveram razão de recusar-se a atuar na estação de Sun City, na África do Sul, até que o apartheid caísse e que brancos e negros gozassem dos mesmos direitos. E nós temos razão de recusar atuar em Israel até que venha o dia – e esse dia virá seguramente – em que o muro da ocupação caia e os palestinos vivam ao lado dos israelitas em paz, liberdade, justiça e dignidade, que todos eles merecem.

"A razão para haver muros é sempre o medo, sejam os muros pessoais que construímos ao redor de nós mesmos, sejam muros como este, que governos amedrontados constróem ao redor deles mesmos", diz Waters.
"Me enche de horror, o pensamento de viver em uma prisão gigante", declara Waters, enquanto picha o muro com os dizeres "We don't need no thought control" ("Não precisamos que controlem nossos pensamentos", numa tradução livre), verso da célebre canção "Another brick in the wall".

LER É PRECISO - 29 OUTUBRO DIA NACIONAL DO LIVRO



Pitaco de Loira DIA NACIONAL DO LIVRO -29 de Outubro
LER É PRECISO ---

Você sabe por que comemoramos o dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o DIA NACIONAL DO LIVRO. 
O Brasil passou a editar livros a partir de 1808 quando D.João VI fundou a Imprensa Régia e o primeiro livro editado foi "MARÍLIA DE DIRCEU", de Tomás Antônio Gonzaga.
Comemore também!
Comemore o dia do livro: lendo; presenteando com livro, ou, escrevendo uma frase.
Fonte: http://www.prolivro.org.br/ipl/publier4.0/texto.asp?id=557

"Um público comprometido com a leitura é crítico rebelde, inquieto, pouco manipulável e não crê em lemas que alguns fazem passar por idéias."(Mário Vargas Llosa)-

"Um publico que vem a uma Feira de Livros é um público especial.Uma CIDADE que prestigia o Livro é uma cidade especial[Almir Sater]

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio.
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
[Berthold Brecht]

HOJE 29/10- ALMIR SATER EM CAMPINAS -

CULTURA

HOMENOTÍCIAS ONLINECULTURAALMIR SATER EM CAMPINAS

Almir Sater em Campinas

Publicada em : 20/10/2011

O show mescla as canções conhecidas com o ultimo álbum


Artista Almir Sater comemora 30 anos de carreira e sobe ao palco para celebrar canções como Trem do Pantanal, Cavaleiro da Lua e as clássicas Tocando em Frente, Um Violeiro Toca e Chalana.

O show mescla as canções conhecidas com o ultimo álbum "7 Sinais", sem deixar de lado o toque magistral e ímpar de viola, que o tornou consagrado.

Com dez álbuns solos e centena de shows lotados por todas as regiões do país, Sater tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas.

O músico acrescentou um toque mais sofisticado ao instrumento, estilos como blues e rock, embalados pela pegada do folk, uma mistura de música folclórica, linha erudita e popular, considerada atemporal.

O cantor é um dos poucos que não deixou a emoção de lado e a música flui de dentro do coração e do interior da alma.

Almir Sater estará acompanhado pelos músicos renomados de sua banda.

SERVIÇO:
DATA:29/10/11 Sábado
Onde:Campinas-SP
Horas:21:00
Local: LBN HALL- Av. Dr. Antônio Carlos Couto de Barros,2156 - Jd. Conceição- Tel:(19) 3258-2500
Ingressos:
Mesa VIP: R$ 400,00 ( para 4 pessoas )
Mesa Golden: R$ 360,00 ( para 4 pessoas )
Cadeiras : Setores 1 / 2 e 3 :
Inteira : R$ 80,00
Meia: 40,00
Promocional 50,00
Camarote :
Inteira : R$100,00
Meia: 50,00
*Têm direito a meia entrada: estudantes, professores da rede pública de ensino , pessoas da terceira idade , clientes Porto Seguro e professores cadastrados no SINPRO Campinas.

Pontos de Vendas: Aceita-se apenas dinheiro para a compra de ingressos.
LBN HALL
Av. Dr. Antonio Carlos Couto de Barros,2156-Sousas
Tel:(19) 3268-7722
ACADEMIA HAMMER
Av. Princesa D´Oeste,978-Jd Proença
Tel:(19) 3251-1952
LOJA VLCS-
Shopping Parque D Pedro(entrada das Colinas-em frente ao Antony Cabelereiros)
Tel:(19)3208-0044
Oficina do Estudante-
Av.Brasil,601-Guanabara
Tel:(19) 3241-6688
· Vendas On-line / call-center
http://teatrogt.com.br/cartaz/?p=1890
Tel:(11) 3030-9544 (segunda à sexta-feira 9h às 18h)

    Fonte:Assessoria de Imprensa

    Almir Sater em Campinas - Revista IN

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