quarta-feira, novembro 28, 2012

A alma não tem cor -

Foto: By Loira do bem Pitaco II - lingua afiada de Oscar Wilde II .
Eu respeito e até compreendo a boa intenção quando me pedem para compartilhar coisas assim: Se voce não tem preconceito contra o negro, compartilhe... sinto mas não compartilho, mesmo que seja de amigos queridos, passa batido. sabem por que? - isso já é preconceito... Enquanto classificarmos pessoas por cor, raça, credo, nunca chegaremos ao um consenso e ao respeito mútuo. e não por isso ou aquilo...mas a questão é... não olhar muito a embalagem, mas o conteúdo - Adoro Pouca Vogal (Humberto Gessinger) e Robert Plant, ambos loiros, mas não curto Kurt Corbain, Axl Rose , gosto de Christian Bale, Orlando Bloom e não gosto de Brad Pitt muito menos Leonardo Di Caprio, Michel Teló bla bla ... oras bolas loiros também. Como eu gosto de Seu Jorge, Martinho da Vila e Jair de Oliveira, e não curto Alexandre Pires, muito menos Neymar por exemplo. Isso nada tem a ver com a cor deles e sim, com identidade e afinidade.  Uma amiga me perguntou domingo, voce namoraria um negro? ora, não.. se não tivesse quimica, afinidade e sentimento, por exemplo,  como não namoraria  da cor amarelo, mulato, branquelo, oxente...isso não é preconceito, questão de preferencia pessoal e de escolhas.. Como ja me disseram eu não gosto de loiras, prefiro morenas. tudo bem uai. ! . Eu acho que pessoas, devem ser valorizadas, amadas pelo seu caráter, por sua alma bendita e a forma com que nos cativa...minha melhor amiga na infancia, sim eu tive amiga de infancia e de verdade, que conheci aos 14 anos, é negra, linda como era a Diane Ross..o que me fez aproximar dela, o seu caráter, postura, retidão, inteligencia, (requisito básico) risos...o que me faz até hoje ter orgulho dela?  quem é, do que é, passe o tempo que passar  #simples assim.
By Loira do bem Pitaco II - lingua afiada de Oscar Wilde II .
Eu respeito e até compreendo a boa intenção quando me pedem para compartilhar coisas assim: Se voce não tem preconceito contra o negro, compartilhe... sinto mas não compartilho,
mesmo que seja de amigos queridos, passa batido. sabem por que? - isso já é preconceito... Enquanto classificarmos pessoas por cor, raça, credo, nunca chegaremos ao um consenso e ao respeito mútuo. E, não por isso ou aquilo...mas a questão é... não olhar muito a embalagem, mas o conteúdo -
Adoro Pouca Vogal (Humberto Gessinger) e Robert Plant, ambos loiros, mas não curto Kurt Corbain, Axl Rose, gosto de Christian Bale, Orlando Bloom e não gosto de Brad Pitt,muito menos de Leonardo Di Caprio, Michel Teló bláblá... oras bolas loiros também.
Como eu gosto de Seu Jorge, Martinho da Vila e Jair de Oliveira, e não curto Thiaguinho, muito menos Neymar por exemplo. Isso nada tem a ver com a cor deles e sim, com identidade e afinidade, identificar em que eu me espelho e acredito.
Uma amiga me perguntou domingo, voce namoraria um negro? ora, não... se não tivesse quimica, afinidade e sentimento, por exemplo, como não namoraria da cor amarelo, mulato, branquelo, oxente, pelo mesmo motivo. ... ..Isso não é preconceito, mas questão de preferencia pessoal, afinidades, e de escolhas, gosto talvez... como ja me disseram "eu não gosto de loiras, prefiro morenas". tudo bem uai. ! .
Amor é algo que não se controla, não é bula de remédio, que já vem pronta, se assim fosse, a gente, determinaria, quem amar, quando amar ..se existe controle não é amor, é negócio que convém.
Eu acho que pessoas, devem ser valorizadas e amadas pelo seu caráter, por sua alma bendita e a forma com que nos cativa...algumas mais, outras menos..
Minha melhor amiga na infancia, sim eu tive amiga de infancia e de verdade, e que conheci aos 14 anos, é negra, linda como era a Diane Ross..e o que me fez aproximar dela, foi o seu caráter, postura, retidão, inteligencia(requisito básico) risos...o que me faz até hoje ter orgulho dela? quem é, o que é, e passe o tempo que passar.
Como acredito mais na Letícia Sabatella com seus ideais do que nos da Xuxa. Uma questão de ideologia, afinidade, o que eu busco em mim, o "menos valia", como aquariana, esse lado mais humanista. .... #simples assim.
Tem haver com postura, empatia, assertividade e afinidade. não por cor e se for no campo do amor, química e atração à primeira vista.

Foto: By Loira Do Bem via By SUPER  Letícia Sabatella.
"Não dá para eu fazer propaganda de uma loja e depois descobrir que ela faz uso de trabalho escravo. Eu me preocupava tanto com isso que preferi abrir mão da publicidade. Não é questão de imagem  politizada ou engajada.- Acho que isso tem que ser mais ordinário na vida de todo mundo. Isso é o mínimo que todo mundo deveria ser. O artista pode muito bem viver naquele universo das revistas de celebridade. Mas também pode provocar uma transformação social com seu posicionamento. Frei Betto falou que a gente se envolve pelo interesse de fazer as coisas pelas quais se apaixona. 
#fato. fato. fato.
"Não dá para eu fazer propaganda de uma loja e depois descobrir que ela faz uso de trabalho escravo. Eu me preocupava tanto com isso que preferi abrir mão da publicidade. Não é questão de imagem politizada ou engajada.- Acho que isso tem que ser mais ordinário na vida de todo mundo. Isso é o mínimo que todo mundo deveria ser. O artista pode muito bem viver naquele universo das revistas de celebridade. Mas também pode provocar uma transformação social com seu posicionamento. Frei Betto falou que a gente se envolve pelo interesse de fazer as coisas pelas quais se apaixona".By Letícia Sabatella.



"O dia em que pararmos de nos preocupar com Consciência Negra, Amarela ou Branca e nos preocuparmos com Consciência Humana, o racismo desaparece." (Morgan Freeman)

GENTE MORNA

GENTE MORNA By Fernanda Mello.
Foto: Pitaco by Loira do bem via by Fernanda Mello-GENTE MORNA.
Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. 
O simples me faz rir, o complicado me aborrece. 
O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. 
Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). 
Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).
Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. 
Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. 
Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. 
Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. 
Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. 
Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. 
Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. 
E mesmo pequena, não deixo de crescer. 
Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. 
E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!
(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)

Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.

O simples me faz rir, o complicado me aborrece.

O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax.

Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim).

Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos.

Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim.

Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa.

Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou.

Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim.

Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo.

Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar.

E mesmo pequena, não deixo de crescer.

Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu… Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói.

E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa.

Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!

(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)