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| Imagem: Reprodução/ Internet. |
Enfim, é primaveraaaaa!🌼🌸
Reza a lenda que é a época do acasalamento e do nascimento da maioria das espécies na natureza. A vida tem seu esplendor.
Dentro de nós, começa a surgir uma agradável sensação de que a vida, após o vento gelado e meses de inverno e escuridão recupera o seu esplendor.
Para algumas culturas essa estação tem um significado milenar e os seus rituais de passagem, muitos especiais para eles.
No caso do xamanismo, é a mais antiga técnica de entrarmos em contato com as energias sagradas da natureza.
Representa o nascimento dos humanos começando a viver.
O tempo do verão é o período de frutificar, de rápido crescimento. E, quando chegamos no outono, vem o tempo da introspecção, quando colhemos resultados, obtemos o conhecimento necessário, para centrarmos em nós mesmos.
Assim, o ciclo se repete em círculo, no movimento de rotação da terra.
Ao receber inspiração das estações entramos em sintonia com a ecologia dentro e fora de nós, trabalhando o ambiente espiritual/ planetário acessando o "Livro da Natureza".
Onde quer que estejamos no mundo seremos afetados pelo balanço das estações. A disciplina mental gerada numa cerimônia permite que o corpo, a personalidade e a psique se harmonizem para que as manifestações possam ocorrer em sintonia com cada estação.
(*) Por milhares de anos nossos ancestrais tiveram consciência da vida e da morte como um fluxo contínuo.
Compreendiam que era importante marcar os ciclos de renovação como, por exemplo, solstícios e equinócios.
Acreditavam que assim, ajudavam o cosmos a crescer e a mudar.
Ao resgatar essas celebrações nos tornaremos, novamente, unidos com a terra e com o cosmos.
Recuperaremos a sensação de equilíbrio dentro de nós e de nosso mundo.
Os rituais de passagem mostram que somos parte de algo maior, que podemos chamar de Deus ou Universo.
Essa ligação com o sagrado traz um sentimento de unidade com o todo, nos dá uma sensação de pertencimento.
Quando percebemos a conexão universal entre nós, compreendemos que todas as coisas fazem parte da nossa história.
A consciência da conexão é vital ao aprendizado da convivência mútua. Ninguém triunfa sozinho.
Todos temos a necessidade de nos conectar com algo fora de nós – com companheiros de caminhada e com algo maior que nós todos.
No xamanismo, procuramos aprender com as vozes dos ancestrais, dos velhos, das tradições, das crenças.
Esse aprendizado é básico para podermos traçar o mapa de nosso caminho, de acordo com o livre arbítrio.
Nunca teremos paz enquanto irmãos estiverem em guerra, não evoluiremos se não fizermos a parte que nos cabe.
Quantas pessoas não confundem felicidade com sucesso?
Buscam oportunidades de riquezas e outros falsos valores para esconder a depressão, a falta de um sentido para a vida.
Na reconexão com o sagrado, aprendemos a apreciar o mistério e a beleza das coisas simples, que geralmente passam despercebidas.
Por Léo Artése (*) Profissional de comunicação formado em locução e radialismo, professor de comunicação verbal, especialista em marketing, consultor empresarial, terapeuta holístico, acupunturista e estudioso do xamanismo.
Blessed Be!




