sábado, novembro 17, 2012

Comportamento: "O FIM É O RECOMEÇO"

Fernando Sabino, tem um frase no mínimo instigante "No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim". Estou preparando as minhas aulas motivacionais para ano que vem... e me deparei com este texto, curioso e interessante. E opa, quando ele fala em forças e fraquezas, logo, já me senti em casa, afinal, são conceitos do Marketing e ligados com autoestima. Ou seja, ao invés de criticar e julgar nossos pontos fracos,( erros, defeitos) vamos usá-los ao nosso favor, para transformá-los em forças ( virtudes e qualidades).  

Muitas vezes, as pessoas têm um olhar muito apressado sobre nós, e não são capazes, de enxergar o potencial que existe,  e logo nos descartam, o que não se deve permitir é  que esse reforço negativo, ou olhar torto, nos façam encolher diante dos nossos sonhos, ou que coloquem em dúvida nossa capacidade e valor.
Em um texto interessante de Deepak Chopra, percebemos que as alterações representam o universo que está em nós. O jogo de seus opostos é o que faz a vida avançar. 

 

Você sabia que o Walt Disney foi demitido de seu primeiro emprego? Sabe o motivo? Ele não era criativo e não sabia lidar com novas ideias. Essa foi a causa que o chefe dele alegou, na época, para demiti-lo. 
Você já conhece o resultado da vida de Walt Disney. E sobre a vida do ex-chefe dele? Você sabe alguma coisa? Não? Nem pelo menos seu nome? Sabe quantos parques temáticos havia na época em que Disney foi demitido? E sobre a indústria do cinema? Você acha que ela acreditava nos desenhos animados? Será que era comum, na época, desenvolver um desenho animado através do trabalho em equipe? Como você já concluiu, Walt Disney foi um visionário que acreditou em suas próprias ideias. Dito assim, parece fácil, não é? Basta a pessoa ter boas ideias, acreditar nelas e... pronto. Na verdade, não foi assim que aconteceu com Disney. Ele foi à falência por diversas vezes porque não conseguia fazer seus empreendimentos decolarem? É isso mesmo. Ele ficou com o pires na mão, pedindo dinheiro para muita gente, para poder sair de suas dificuldades financeiras. Li isto em um texto escrito por Mário Marques e achei interessante. Ser desejável é estar confortável com a própria ambigüidade. O que nos torna atraentes é o reconhecimento dos pontos fracos.
Somos tão atraentes quanto achamos que merecemos. Espírito e ego são opostos totais.
No nível do espírito, as pessoas que se amam querem o mesmo. No nível do ego, não. Apaixonar-se é uma grande abertura para o espírito. Relacionamentos longos são o platô que vem em seguida, os compromissos.
A integridade da alma não é violada pela fusão com o outro. Quando estamos no espírito, não há necessidade de excluir, exigir, implorar, insistir, julgar, lisonjear, manipular, opor, rejeitar, resistir, seduzir. A unidade torna claro o ponto de vista do outro. Além disso, os sentimentos ficam acima dos resultados, colocamos os sentimentos do outro no patamar dos nossos e queremos ajudar.  É interessante como as coisas são: "O que é ser o melhor? Melhor em quê?"
Outro exemplo: Fred Astaire
Ele começou aprender a dançar com a idade de 5 anos. Aos 7 anos, ele era o par de sua irmã nos circuitos de vaudeville americanos. Pois bem, ele foi reprovado em seu primeiro teste nos estúdios MGM. O diretor que o testou afirmou: "Não pode ser ator. Aparência insignificante. Sabe dançar um pouco". Se você já viu algum filme de Fred Astaire, sabe como ele reagiu ao resultado desse teste. A vida dele no cinema mostra o quanto ele passou por cima dessa avaliação. Em 1949, ele recebeu um Oscar especial por sua significativa contribuição à dança no cinema. Veja o que ele disse sobre sua vida e a dança: "A procura pelo que você quer é como você seguir algo que não quer ser seguido. Leva muito tempo para se obter a dança certa, para criar algo memorável".


Mais um exemplo. Você já leu "Fernão Capelo Gaivota", de Richard Bach?
Está na lista dos livros mais vendidos no mundo. Antes da publicação, Richard teve seu livro recusado por nada menos que dezoito editoras. Isso mesmo: 18 editoras. Imagine você tentando convencer, cada um a seu tempo, 18 editores diferentes, sobre as qualidades de seu próprio livro. É razoável supor que qualquer pessoa estaria bastante desmotivada a partir da terceira ou quarta recusas. "Quanto mais eu quero realizar alguma coisa, menos ela se torna trabalho para mim", é o que afirma Richard Bach sobre sua forma de encarar desafios.


Um chefe, um diretor ou um editor, através de seus erros, poderiam ter prejudicado de forma irrecuperável as carreiras de pessoas que deles dependiam naquele momento. 

É bem provável que você já tenha passado por situações semelhantes em sua vida. A frustração é grande, o baixo astral impera, falta vontade para fazer as mínimas coisas. "Desaparecer por um tempo" parece ser a única ideia viável. Nos três casos citados, além de aprender com os erros cometidos pelos chefes, avaliadores ou editores, também aprendemos, e muito, com o comportamento das "vítimas". Os três nos mostraram a importância de se ter uma visão positiva a respeito do futuro. Sonharam de olhos abertos e acreditaram nas suas próprias possibilidades de realização.

Diante de tantas dificuldades, qualquer um dos três teria razões suficientes para desistir, pôr a culpa nos outros, fazer papel de vítima ou chorar pelos quatro cantos. Ao contrário, foram à luta e provaram que determinação e perseverança são temperos essenciais à realização pessoal.

Agora responda: quantos "Walt Disney", "Fred Astaire" ou "Richard Bach" já sufocaram em seu peito? Certamente muitos, por conta da intransigência e mediocridade dos censores que andam à solta por aí. Mas quantos não morreram em suas próprias mãos, por não acreditar em seu potencial? Galileu nos ensina que existem homens de bom senso que, por serem incapazes de decifrar as coisas que são "grego para eles", convencem-se de que a lógica e a filosofia estão acima deles. Pois bem, gostaria que vissem que, assim como a natureza os dotou de olhos com os quais podem enxergar as obras dela, também lhes concedeu cérebros para penetrar e compreendê-las.

Talvez estivesse aí a imposição da vida e do destino para que as nossas mudanças sempre fossem compreendidas e aproveitadas ao máximo. Sempre entendemos que se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... As mudanças sempre ocorrem como um todo, e não parcialmente. Talvez se revelem de forma parcial, mas sua essência é uniforme.

Tudo bem, mas o tempo dá tudo e tudo toma, tudo muda mas nada morre. Não importa quão obscura a noite possa ser: eu espero o nascer do dia.

Fonte:
Texto Tudo Muda - Por Jordan Augusto.

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