Loira do bem ∞ : 03/27/10

sábado, março 27, 2010

Pitaco de Loira: Barril de Pólvora.

Buda dizia "De todas as batalhas que temos que vencer, sem dúvida será vencer a si mesmo" Eu concordo plenamente  e como diria Pe Fábio, Eu não sou feito, estou sendo feito, eu estou sendo refeito!.
E a partir do momento que despojamos a vestimenta, do orgulho, soberba e discernimento, tudo fica mais fácil, pois nos perdoamos a nós mesmos e encontramos o caminho para o equilíbrio. Eu também aprendi e estou aprendendo muito.
Melhor ser assim do que passar pela vida, virando páginas em branco!
Eu estou com receio de dar meu pitaco e de pré julgar o Casal Nardoni, porém...mediante os fatos, e como diz o Promotor Cembranelli, não há argumentos, eu acredito que tenha sido feito justiça terrena, porque a mente humana, ela é capaz de tudo, quando se sente pressionada ou acha que um obstáculo está atravacando nosso caminho..

O Promotor disse várias frases "marcantes"e relevantes principalmente sobre o perfil psicológico da acusada:
Eu pularia da janela se fosse preciso salvar a minha filha. Eu desceria as escadas, não ficaria esperando um elevador”, batendo o pé como quem espera o elevador chegar. Não pedirei a condenação por crenças. Uma crença é pular 7 ondas no mar e achar que você vai ter sorte o ano inteiro. Não há nada científico que comprove isso. Aqui nós vamos discutir fatos”.

“A perícia não trabalhou para eleger culpados”, mas esta frase me fez refletir sobre: Cembranelli comparou a acusada a um 'barril de pólvora prestes a explodir'. E me fez lembrar de uma aluna ano passado, que sempre questionava, quando falávamos em equilíbrio, serenidade para resolver os assuntos e ela não compreendia a frase do Filósofo Aristóteles" Nem tanto ao mar nem tanto a terra, mas o meio, o equilíbrio". 

E vivia as turras com o ex marido,(brigando por valores extras, da pensão alimentícia da filha) e estimulava a menina a chutar, a agredir, verbalmente o pai, com humilhações.

(Ela provavelmente não compreendia que existe ex mulher, mas não ex filha, ex pai). E sempre de forma contestadora, achava que estava no rumo certo. E que, as coisas se não resolvem por bem, é na porrada. Eu repetia, que "O peixe morre bela boca", ou "quem fala demais dá bom dia a cavalo", como já diria minha avó. Foi quando outra aluna, veio a confirmar a experiência dela, que agindo pelo impulso, na raiva e pela emoção, causou danos dolorosos a si própria (o juiz concedeu a guarda da criança ao pai, alegando que a mãe não tinha equilíbrio emocional para ter o pátrio poder e educar de forma adequada a criança). E ela acabou pagando caro, pelo seu ato de insanidade momentanea, e ao mesmo tempo, engordando quase 100 kgs, devido a depressão e sem a guarda da filha.
 
E até, conhecer as filosofias budistas e indianas, eu também fui uma pessoa,que levava tudo a ferro e fogo, e aprendi que as consequências desta "falsa virtude" em querer, a todo custo, mostrar superioridade,"lavar a honra", é na verdade, a nossa criança interna e birrenta que se manifesta de forma imatura e querendo a todo custo se prevalecer. 

Mesmo dentro da filosofia, buscando o equilíbrio e meditando, fui capaz de cometer uma atrocidade assim, alguns anos atrás, com uma pessoa muito especial para mim, influenciada por informações contrárias, que me fizeram colocar em dúvida o caráter e a riqueza interior da qual eu mesma sabia, o quanto era íntegra e merecedora de todos os méritos de respeito.

Com o tempo e a maturidade, enxergamos que os gestos tomados sob o calor da emoção, só faz mal a nós mesmos e quando pessoas chegam aos seus limites ,como estes, podem fazer atos ou ações, não só com palavras, mas chegar ao ápice, culminando com o fim trágico de sua própria vida.
Por que que vida poderá ter uma pessoa, após cometer uma barbárie desta forma? 
É preciso impor limites a nós mesmos, e sobretudo aos outros. É preciso fazer um 
autoconhecimento e averiguar onde precisamos aprender e melhorar enquanto ser.
Almir Sater foi muito feliz, numa entrevista concedida em Bauru, ano passado, durante sua apresentação na Dolce Bauru, quando de forma inteligente e fazendo um trocadilho entre equilíbrio e o nome do programa jogo de cintura declarou: 

Eu acho que o jogo de cintura neste mundo moderno é tudo ! Poder sair bem de todas as situações, tem situações que às vezes fogem do controle. Tem que ter auto controle, presença de espírito e jogo de cintura. Eu acho que se você tem jogo de cintura, acho que voce é vai ser mais feliz.

Com certeza, o artista está correto na sua linha de pensamento, às vezes determinadas situações,  não são o que parecem ser, nas palavras de Buda, "Não Acredite em tudo que vê, não acredite em tudo o que ouve, nem que um mestre vos diga, mas busque você a sua própria opinião.

E,como, a gente aprende !!!...na dor, na decepção do olhar do outro sobre nós e como dói para quem ofende, por mais que o outro nos tenha perdoado, fica ali dentro, um sentimento de vergonha, por ter cometido tal atrocidade e por isso, em meus cursos dou meus próprios exemplos de vida, mencionando, o que já experimentei e não deu certo, para que outros saibam que as coisas não funcionam desta forma.

Assim como no Marketing, usamos as siglas SWOT, que vem das iniciais das palavras inglesas Strenghts (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), isto referente a ferramentas mercadológicas, a fim de ser mais competitivo no mercado de Trabalho, eu sempre as levo para o desenvolvimento inter pessoal, ou seja, conhecer quais as nossas forças, fraquezas, virtudes e defeitos, que podem serem refeitas ou melhoradas para melhor convívio social. 

Claro,que, como diz o Pe Fábio,
eu não sou depósito de lixo, para um ou outro vir aqui, e despejar o que pensa, sente ou ressente, mas, é nestas horas, que é importante, mostrar-se uma pessoa coerente com a fala e  sobretudo como diz Dalai lama:"Numa contenda, enfoque o assunto atual a ser discutido, não vai lá buscar e remexer coisas do passado", ou pior ainda, tem pessoas, que, quando estão numa contenda (discussão), despeja as trocas de informações, como ferramenta para destruir a integridade da outra pessoa, esquecendo-se que se recebeu o tratamento de cordialidade é porque um dia a achou digna de caráter e credibilidade.

Como diz as sagradas escrituras "uma pessoa sem palavra, é como um livro com páginas em branco", dele nada se aproveita ou aprende.

Eu tenho sim, muito medo de "maria vai com as outras",  pessoas instáveis emocionalmente e que nunca se sabe qual será o outro passo que vai percorrer, é como o velho ditado "bundinha de nenén e sentença de juiz" nunca sabemos o que virá...assim são pessoas, que agem , no auge da emoção, por impulso, por vingança, por egoísmo, e nem sempre o fazem por maldade, mas sim por ignorância e sentimento de baixa estima, deixam se levar pelo ego,vaidade e orgulho e soberba. 

E..o melhor de tudo, na vida, eu aprendi que ser o ofendido é melhor que ser o ofensor, porque quando levantamos o dedo, a voz, agredimos e gritamos, já demonstramos fraqueza de caráter e perdemos a razão.  O silêncio é ouro e o equilíbrio também... bem, querem saber o final da história sobre as duas alunas?
Pensei, pensei e refleti de que maneira poderia fazer com a primeira "sempre prestes a explodir", de pavio curto, pudesse compreender, que traria danos irreversíveis não somente a ela, mas, a sua filha(que confessou por sua vez, que agia assim, para agradar a mãe, mas de forma sempre constrangida, porque não pensava isso sobre o pai, ela o amava e reprimia os sentimentos, de receio de ferir a mãe). 

Aproveitando o módulo que fala de ética e moral, juízos e valores,  levei as novas regras de conduta após separações, ou seja, na época, tramitava o projeto de transformar em crime esse comportamento, conhecido como "síndrome da alienação parental". 

Não importa se premeditado ou inconsciente: a lei, que já começou a ser votada na Câmara, prevê punições para quem levar o filho a odiar o pai ou a mãe após a separação. O intento  foi atingido: não terminou o curso, porquê a moça refez o currículo, arranjou emprego e foi viver sua própria vida, entrou num regime e começou a perder peso e ficou elegante( recuperou sua autoestima), e compreendeu enfim, que a vida é compreender a marcha e seguir Tocando em Frente. Que tudo na vida tem um ciclo e um fim e se chegou ao fim, é porquê , aquilo não faz mais parte nem do presente e futuro mais.

Por isso, não sofro e nem choro por coisas que se foram, aprendi que, algo se vai, mas sempre o universo está ali, prontinho ,para nos dar coisas mais valiosas e melhores.
A vida é um continuar de perdas e ganhos, de vitórias e fracassos, mas sobretudo de aprendizado.

Quando atingimos um grau de evolução e espiritualidade, a vibração de energia é muito elevada, para se perder tempo com picuinhas, a vida é muito bela, curta e efemêra demais, para viver, como se tivessemos numa ringue, pronto a nocautear alguém o tempo todo.

Com o tempo aprendemos, que no fundo, nós somos os perdedores, pois ao invés de evoluir, regredimos! E por falar em evoluir, hasta la vista, porque já filosofei demais...por hoje...vou almoçar na casa de amigos e claro, ir para o reiki, a fim de reequilibrar os chacras, energias e afins.. Como diria o ditado: "Manjericão, arruda e alecrim afasta de mim qualquer energia ruim" e se tem olho gordo, ferrolho na casa(by Almir Sater]