04 agosto, 2017

QUANDO O TIRO SAI PELA CULATRA

Muitos vivem a vida como se nunca fossem falecer e correm atrás de tudo aquilo que não levarão para o seu túmulo. 

Reza uma lenda que, no tempo das fadas, um moço achou em seu caminho uma pedra que emitia um brilho diferente de todas as que ele já conhecera.

Era a pedra da felicidade. Possuía o poder de transformar desejos em realidade que uma fada perdera por aqueles caminhos.

Reprodução/ Internet.
















Como a pessoa que a havia encontrado era um jovem pobre e sofredor, concluiu que a pedra poderia ficar em poder dele.

Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria e uma caridade.

Mas que esses benefícios somente poderiam ser utilizados em favor de outras pessoas.

O moço acordou desapontado. Não gostou de saber que os poderes da pedra somente poderiam ser revertidos em proveito dos outros.

Assim, resolveu guardá-la, sem interesse em utilizá-la. Os anos se passaram, rememorando seu passado com uma vida infeliz, muitas dificuldades, privações e dissabores. 

Revendo a pedra que guardara consigo, lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra. Decidiu utilizá-la, mesmo sendo em proveito dos outros.

Assim, realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando-lhe um bem material. 
Deu uma grande alegria a uma mãe, revelando o paradeiro de uma filha há anos desaparecida e, por último, diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe a cura.

Ao realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado, a fada apareceu e disse:
— Utilizaste a pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti, eu farei. Antes, devias fazer o bem aos outros, para mereceres o atendimento de teu desejo.

O homem ficou muito triste ao entender o que se passara. Tivera em suas mãos a oportunidade de construir uma vida plena de felicidade, jamais pensara que fazendo o bem aos outros colheria o bem para si mesmo. 

Lamentando o seu passado, pediu comovido e arrependido:
— Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer o meu passado egoísta.

Reflexão:

Ao fazer o bem aos outros, fazemos a nós mesmos, enquanto o egoísmo nos leva à derrocada moral e espiritual. A partilha, além de ser prazerosa, torna o fardo mais leve e a vida muito mais enriquecedora. O universo retribui. E desconfio que seja de gente assim que Ele, o divino Deus, tanto gosta. 

Que o mês de agosto comece assim: com mais partilha, menos egoísmo.

Texto: Autor Desconhecido
Fonte: Internet / Google
Fotos:pixabay/free.