Loira do bem ∞ : 04/14/12

sábado, abril 14, 2012

ENTREVISTA ALMIR SATER SHOW HOJE 14 VIA FUNCHAL. SP


13/04/2012 - 02h25

Faço este mesmo show há 200 anos, diz Almir Sater, que toca em SP.

RAFAEL GREGORIO
DE SÃO PAULO.

O cantor e compositor campo-grandense Almir Sater se apresenta neste sábado (14) na Via Funchal (zona oeste de São Paulo).



Cantor e compositor Almir Sater (foto) revê sucessos da carreira neste sábado (14), na Via Funchal (zona oeste de São Paulo)

Ícone caipira com fluência no popular, o cantor revê a carreira, com ênfase no disco "Sete Sinais", de 2006, seu trabalho mais recente.

Famoso também pela atuação na novela "A História de Ana Raio e Zé Trovão", na qual interpretava o próprio Zé, o cantor não dispensa em seu repertório sucessos como "Tocando em Frente".

Guia Folha - Qual a expectativa para o show?
Almir Sater - Olha, a expectativa é sempre só a de fazer um show bonito.
Como tem sido os shows?
Meu último disco saiu seis anos atrás... O pessoal da Via Funchal comprou nosso show, então vamos tocar lá... Eu venho fazendo há 200 anos esse mesmo show. Entra uma canção, sai outra, tem um pouco de improviso, alguns instrumentais.
Que música não pode faltar de jeito nenhum?
Ah, "Tocando em Frente" tem que ter, né? Senão o pessoal fica bravo... É capaz de pedir o dinheiro de volta.
E qual música vocês têm sentido mais prazer em fazer?
Olha, tem uma brincadeira meio improvisada que a gente faz no começo do show que é muito interessante. Vai embalando a gente para a apresentação.
Já tem planos para gravar algo novo?
Eu estou na estrada esse ano. Não consigo fazer disco sem tirar um tempo e parar, e nos últimos anos isso não tem acontecido. Venho fazendo muitos shows, tocando no Brasil inteiro, que é muito grande, quase um continente. O que quero é ter muita saúde e muita força para continuar tocando viola por aí.
Tem algum lugar aqui em São Paulo onde você consegue se sentir no universo caipira?
Aqui na Serra da Cantareira. Parece que vou virar a esquina e dar na Amazônia, levanto o pescoço um pouquinho e vejo um monte de mato. E se ficar de pescoço baixo estou aqui na frente da lareira, tocando uma viola, recebendo os amigos. Todo mundo que vem pra cá quer sossego, não gosta de badalar muito, não. As coisas acontecem dentro de casa, mesmo. Eu não sou frequentador de nada não, viu? Prefiro fogão de lenha. Meu negócio é fazer música.
Você pensa em voltar a atuar?
Não consigo mais, rapaz. Até recebi um convite no ano passado para participar de uma novela, achei interessante o roteiro, engraçado, queria fazer. Mas teria que abrir mão de meus shows, ia sobrar para música. Aí percebi que não posso mais me dar esse luxo. Prefiro guardar energia para o que importa. Eu sou músico, tenho uma equipe que trabalha comigo, minha família que sustento assim. Ia ser bom para mim, mas ia ser ruim para a música.
Você acompanha a nova cena musical? Tem alguém que te chama a atenção?
Olha, não tem nada que me toque muito, não. Sempre gostei do compositor, daquela pessoa que pinça uma bela canção, do nada tira alguma coisa que nos emociona, uma letra, uma melodia. Eu sinto falta hoje em dia desse tipo de trabalho. Vejo bons letristas, bons cantores, mas aquela pessoa que do nada tira a emoção eu não vejo, não. E digo isso em um nível mundial.

http://guia.folha.com.br/shows/1075429-faco-este-mesmo-show-ha-200-anos-diz-almir-sater-que-toca-em-sp.shtml

Almir Sater concede entrevista ao RBV News


Durante show do 1%, Almir Sater concede entrevista ao RBV News

Por  RBVNews: 

Almir Sater emocionou a platéia durante show do Movimento 1% para a Cultura (Foto: Aurélio Vinícius) Almir Sater emocionou a platéia durante show do Movimento 1% para a Cultura (Foto: Aurélio Vinícius)
Ele é um dos nomes mais consagrados da Música Popular Brasileira (MPB) e através do seu trabalho vem levando há décadas o nome do Mato Grosso do Sul ao resto do país. Para ele, música boa não é só aquela que faz sucessos momentâneos e apenas o que é arte fica para sempre.

Com o mesmo show há 30 anos, Almir Eduardo Melke Sater não se importa em repetir canções, pois em cada apresentação sente uma emoção diferente. 

Durante o Show “Movimento 1% para a Cultura” que ocorreu nesta quarta-feira (11) na Praça do Rádio em campo Grande, Almir Sater subiu ao palco sem cobrar cachê e emocionou uma plateia com mais de seis mil pessoas que de graça assistiram o famoso ídolo dividir espaço com outros grandes nomes como Tetê e Geraldo Espíndola.

Neste dia, em entrevista ao Portal RBV News, Almir contou um pouco de sua trajetória e opinou sobre as atitudes políticas e as novas articulações que vem surgindo a cada dia reforçando a cena cultural da Capital. Sobre as conquistas de verbas públicas destinadas a cultura, o cantor reforça: É só um começo, mas ainda não é o suficiente.
Confira a entrevista:
RBV NEWS - Almir, o que você pensa sobre o movimento chamado de sertanejo universitário, você considera esse estilo música sertaneja de verdade, vê qualidade nesses novos produtos lançados na mídia?
Almir Sater - Bom, eles chamam de sertanejo, mas pra mim é música popular mesmo, outro estilo, mais românticas, tanto faz se é sertanejo universitário, primário, isso não importa. Se tiver arte e conteúdo, tem vida longa, o que não tiver arte, cumpre seu momento ali, faz um barulho, até emociona um pouco, mas o que é arte fica para sempre.

RBV - Luan Santana e Michel Teló seriam alguns deles?
AS - Acho que esses meninos estão no momento deles, Luan Santana, o Teló, tem pessoas que se emocionam ouvindo o som deles, então quem somos nós pra julgar o que é bom ou o que é ruim? Acho que é o tempo que vai dizer isso.

(Foto: Debora Bah)

RBV - E os nossos bons compositores regionais, porque o resto do mundo, digamos assim, não chega a conhecê-los?
AS - O que sei é que Mato Grosso do Sul tem grandes compositores, o Geraldo Espíndola é um dos maiores compositores que eu conheci na minha vida, Paulo Simões, Geraldo Rocca, são pessoas diferenciadas, e se o mundo não conhece esses nomes, é porque o mundo é meio besta (risos).

RBV - Almir, é verdade que você faz o mesmo show desde o início de sua carreira? Não enjoa de cantar as mesmas músicas sempre?
AS - É verdade sim, o mesmo há 30 anos, se você escutar de novo vai ouvir o mesmo som de todos os jeitos. Eu não tenho talento pra poder mudar um show, tem canções que ficam e que as pessoas ainda pedem pra eu cantar. Mas a emoção é diferente, por isso não enjoa, eu posso fazer a mesma canção no mesmo local, mas a emoção do show de hoje será diferente da de amanhã.

RBV - Você continua compondo, tem algum trabalho novo surgindo?
AS - Continuo sim, são as minhas músicas, música e letra. Eu comecei a gravar um CD com o Renato Teixeira, mas nós temos nos encontrado muito pouco por causa dos compromissos dele mesmo, tem um prazo de oito anos pra gente acabar com isso, estamos só no primeiro, um ano e meio.

(Foto: Aurélio Vinícius)

RBV - E essa questão do 1% para a cultura, como encara isso?
AS - É um bom começo, mas acho muito pouco ainda pra um Estado que tem tantos artistas, que quer se tornar um pólo turístico. Você não vai se tornar um pólo turístico só com imagens, só com por do Sol, bichinhos, tem que ter a arte, tem que ter cultura.
Um cara vem pra conhecer o Mato Grosso do Sul, vai pra Bonito, desce em Campo Grande, o que ele faz em Campo Grande? Não temos nada a oferecer, então acho que a gente tem que ser um pouco mais ambicioso. Tem que copiar os baianos, usar e mostrar um pouco mais dos seus artistas.

No final do show, Almir chamou todos os artistas presentes para subir ao palco (Foto: Aurélio Vinícius)

Entrevista por Alexander Onça RBV News

Almir Sater faz show gratuito em Mogi Mirim 30 Abril


Evento nos dias 30 e abril e 1º de maio comemora o Dia do Trabalho. 

A festa em comemoração ao Dia do Trabalho em Mogi Mirim terá show gratuito do cantor e compositor Almir Sater. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira (12/04).
Sater toca no dia 30 de abril (segunda-feira), às 21h, em festa que começa a partir das 18h no Complexo Lavapés.
O evento continua no feriado da terça-feira, 1º de maio, com passeio ciclístico às 09h. As comemorações serão encerradas com show da banda Inimigos da HP, também agendado para 21h.
A programação envolve ainda outros grupos musicais da própria cidade, parque de diversos com brinquedos infláveis, e demonstração de cães adestrados, entre outras atrações. Todas as atividades são gratuitas.
Redação Megaphone / FP

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