Loira do bem ∞ : 03/01/12

quinta-feira, 1 de março de 2012

Pitaco de Loira > Reflexão de Valores: A Raposa e o Lenhador.

Um Lenhador trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite.
Ele tinha um filho, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.
Os vizinhos do Lenhador alertavam que a Raposa era um bicho, um animal selvagem, e portando, não era confiável e que quando ela sentisse fome comeria a criança.
O Lenhador sempre retrucando com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem.A raposa era sua amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam:
- "Lenhador abra os olhos ! A Raposa vai comer seu filho."
- "Quando sentir fome, comerá seu filho !
Um dia o Lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários ao chegar em casa viu a Raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada...
O Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa...Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta...
O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos.
Moral da 
Reflexão:                                                                                                                                   Quase sempre, aquele que não é digno de confiança, ou sente inveja, a fim de interesse próprio, abre contenda, semeia a discórdia e as dúvidas  quanto a integridade moral de outro(a), que por um motivo ou outro, julgam estar ali atravacando o caminho, na dramaturgia de Shakespeare, seriam os " Iagos" da vida, pois, infelizmente sempre haverá um "Otelo", para entrar no jogo da manipulação e do poder, movido pela desconfiança e medo.◑︿◐,  cegos pela podridão e hipocrisia dos "Iagos" e " sem distinguir os verdadeiros e sentimentos de lealdade, das "Desdêmonas", "Cássios" que cruzam nossos caminhos,  talvez, por ser incapaz de diferenciar o joio do trigo ou por medo de situações passadas.
Antes de tomar decisões que julgamos corretas, embasadas na opinião de terceiros, mesmo, que sejam, pessoas de longa convivência, devemos seguir nosso próprio coração e friamente analisar quais são as verdadeiras intenções que levam o fulano, ciclano e beltrano, a  aconselharmos a desistir de tais feitos ou pessoas.
"Não acreditem em tudo que voce vê, em tudo que voce ouve,  nem que um mestre vos diga, seja voce próprio a tirar suas conclusões ( Sidarta Gautama).
"Se você confia em alguém, não importa o que os outros pensem a respeito, siga sempre o seu coração e não se deixe influenciar...E principalmente não tome decisões precipitadas", que podem ser tardias depois, nos causando profundo arrependimento, quando os coniventes e omissos, as "Emílias" da vida, abrirem o véu da ilusão e escancarar a verdade, pode ser que já não tenhamos mais tempo, para reparar nossos erros e injustiças."

Para quem nunca leu  sobre Otelo de Shakespeare ou assistiu o filme, Trata-se de um valente mouro, vencedor de grandes batalhas, das quais sempre gozou de prestígio, reconhecimento e fama entre os conceituados do Reino, e que além destas virtudes  conquistou o amor da bela Desdêmona. 
Cássio, um amigo fiel e leal, tanto nas batalhas quanto na vida pessoal, que promovido por Otelo,  despertou em Iago, toda  o sentimento de ira, inveja, ganância e desprezo, por ter sido preterido no cargo, que comunado com outro, arma um diabólico plano, atingindo Otelo,  em cheio, em  sua vulnerabilidade: - a insegurança e o ciume doentio que nutre por sua bela mulher, e  através de Emília, criada do casal e mulher de Iago, consegue, colocar seu plano em prática, culminando com uma verdadeira e triste tragédia, destruindo as pessoas, mas, no fim, a verdade sobrevive, porém tardia demais.