quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A importância da estratégia no mundo corporativo

Visão Holística e sistêmica no mundo corporativo --
"É hora de amadurecer, não podemos mais viver num mundo novo com ideias velhas"
Empresas são pagas pra gerar riqueza, não para controlar custos.”“A coisa mais importante para lembrar sobre qualquer empresa é que os resultados só existem do lado de fora. Do lado de dentro da empresa só existem custos. --Peter Drucker - "o Pai da administração moderna"-






A maneira mais simples de se enxergar estratégia é pensar que a empresa está em um ponto "A" e precisa atingir um ponto "B". Estratégia é o que deve ser feito para se chegar lá, o que nem sempre é uma linha reta. Aí entra a inteligência do estrategista em analisar as muitas variáveis envolvidas no processo e escolher aquela que melhor se aplica à situação. Quem costuma velejar sabe que para ir do ponto "A" ao "B" às vezes é preciso viajar em zigue-zague para aproveitar melhor os ventos. Porém, a ideia de pontos "A" e "B" é apenas uma ilustração simples, mas nem sempre reflete a realidade.

Há situações em que a melhor estratégia é não ir ao ponto "B" ou, talvez, até mesmo sair do segmento ou do mercado. Uma boa estratégia não pode partir de premissas imutáveis e deve levar em conta as possibilidades. Infelizmente muitas empresas procuram uma estratégia para negócios do tipo "Queremos vender areia no Saara" e até acabam encontrando um consultor que faça um bonito trabalho neste sentido. Sem resultado, porém.

O que está acontecendo com maior freqüência, tanto para profissionais como para empresas, é que hoje somos obrigados a dirigir com um para brisa convexo, como uma lente que permita enxergar em 360 graus. Um olho fica no destino, mas o outro fica atento a mudanças repentinas no mercado. Antigamente fazíamos planos para vinte anos, depois para dez, depois para cinco, para três... Hoje um terrorista qualquer assume o controle de um avião e muda o mundo em questão de minutos. A melhor estratégia hoje é a estratégia da mudança contínua, ou melhor, da prontidão para a mudança.

O relacionamento interpessoal é apenas uma das facetas do marketing pessoal. O marketing pessoal tem por objetivo criar uma marca positiva por onde quer que passemos, portanto é um trabalho de "marcar" pessoas com nossas qualidades para que elas multipliquem essa percepção. O bom marketing pessoal é como um perfume, que deixamos por onde quer que passemos, quer criemos um relacionamento mais estreito com as pessoas que encontramos, quer não.

Acho que o gesso é sempre um problema para qualquer negócio. Empresas engessadas demoram a perceber que estão no caminho errado ou que demoraram demais para adotar uma nova rota. Mesmo que uma empresa apele para um bom profissional, devemos nos lembrar de que esses profissionais também são seres humanos, sujeitos a erros, a teimosias e a uma visão equivocada do mercado. Como fazemos com a saúde, nunca é demais buscar uma segunda opinião.

O que às vezes é preciso é um planejamento mais enxuto, mais de guerrilha, de campo de batalha, sem muitas delongas em seguir o figurino e preencher todas as etapas.

Não existe prosperidade sem trabalho, sem planejamento, sem uma visão clara e inteligente dos objetivos da empresa ou do profissional. Em marketing, entendo que essa visão clara está em ter bem definido quem é nosso cliente e sua capacidade de compra. Nem sempre um bom produto ou serviço garante que minha empresa vá prosperar. Eu posso vender Ferraris, mas se quiser fazer isso para uma comunidade pobre em um país subdesenvolvido, não vou conseguir. Deve haver inteligência em qualquer negócio para avaliar todas as possibilidades.

Deixar claro para o empreendedor que marketing não é propaganda, mas todo um conjunto de ações que envolvem detectar, analisar e atender de forma lucrativa as necessidades e desejos de um mercado. O que muitas vezes acontece é um problema de comunicação. Se você perguntar, a maioria das empresas dirá que está investindo em marketing porque colocou um anúncio no jornal. Quando nada acontece, o empresário acaba concluindo que nem mesmo uma estratégia de marketing foi capaz de fazer algo por sua empresa.

Estamos vendo um mundo que muda o tempo todo e onde a prosperidade cresce mais pelo diálogo do que pela força, e o brasileiro é bom no diálogo, no relacionamento e na facilidade de se adaptar às mudanças.

Mario Persona é consultor, escritor e palestrante.