Loira Do Bem ∞ : Comportamento Social :Inveja desvendada

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Comportamento Social :Inveja desvendada


Almir Sater já avisou:
Se cuida meu filho
Meu velho falava
Se tem olho gordo ferrolho na casa.
eu hem ....não vou arriscar!!!cruz credo e Virgem Maria, que volte para o ponto de origem.
Reza uma lenda, que certa vez, um homem, extremamente invejoso de seu vizinho, recebeu a visita de uma fada, que lhe ofereceu a chance de realizar um desejo. "Você pode pedir o que quiser, desde que seu vizinho receba o mesmo e em dobro", sentenciou. O invejoso respondeu, então, que queria que ela lhe arrancasse um olho. Moral da história: o prazer de ver o outro se prejudicar prevaleceu sobre qualquer vontade.
Ao mesmo tempo que o ciúme é querer manter o que se tem e a cobiça é desejar aquilo que não lhe pertence, a inveja é não querer que o outro tenha. Mas por que há pessoas muito invejosas e outras que passam a vida quase sem sentir essa emoção?.
A psicóloga Sueli Damergian, professora da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o segredo está em não ultrapassar a linha da afeição. "A inveja é sempre fruto da admiração", diz. "Se ela ficar restrita a isso, pode funcionar como impulso para o desenvolvimento." O problema é quando essa barreira é rompida. "Se o impulso destrutivo for muito forte, o invejoso passa a viver a vida do outro e isso pode ser danoso tanto para ele quanto para o invejado." Em casos patológicos, que segundo especialistas são mais comuns do que se imagina, quem sofre do mal é capaz de caluniar, perseguir, e em casos mais extremos, desejar a morte do invejado.
Para o psicólogo Alexandre Bez :"não existe inveja positiva. "A admiração e a imitação são diferentes da inveja. Quando o invejoso admira alguém ele sente raiva de não possuir aquilo. Ele é uma pessoa fria, um vampiro emocional que suga as suas energias e deixa um clima pesado no ar". O psiquiatra Thomé acredita que salvo os casos patológicos, as pessoas têm livre-arbítrio para viver ou eliminar a inveja. "É um sentimento muito primitivo, que deve ser trabalhado."
A psicóloga Sueli, da USP, assina embaixo. "Se a pessoa não é boa em algo, certamente será em outra coisa." Autoria do texto: Claudia Jordão e Carina Rabelo.