sábado, 14 de fevereiro de 2015

Consciência Social: Músico Almir Sater é um dos padrinhos do projeto arara-azul

Sociedade Produtiva: Sob o comando da bióloga Neiva Guedes, responsável pelo projeto da preservação da arara-azul, ameaçada de extinção, tem muito o que comemorar. São 25 anos de estudo, para preservação da espécie. Em Novembro passado foram contabilizados, conforme reportagem abaixo, o êxito do nascimento de 50 novos filhotes. O instituto têm entre os apoiadores, o conservacionista e apaixonado pelo pantanal e a natureza, o músico Almir Sater. O homem e os animais no geral, estão tão ligados entre si, mais do que imaginam. Como diria Aristóteles, o que nos difere, é que somos um animal social. Entenda como funciona o apadrinhamento, e como fazer parte deste grandioso projeto e tão vital para o equilíbrio do ecossistema.            

Mesmo com o atraso de seis semanas no período reprodutivo, por conta das condições climáticas no Pantanal, o Projeto Arara Azul e a Fundação Toyota do Brasil comemoram os primeiros resultados de 2014 na reprodução da espécie. Além do aumento do número de cadastrados, de 455 para 599, de agosto a novembro de 2014, foram postos 55 ovos de arara-azul, em 94 ninhos monitorados. Em quatro meses, a equipe do projeto já contabilizou o nascimento de 30 filhotes, e espera mais 20 indivíduos até o fim deste ano.
Foto: Thiago Henrique 
A bióloga responsável pelo projeto e presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes, explica que o período reprodutivo costuma acontecer entre julho e janeiro e que, provavelmente, será prolongado até fevereiro ou março de 2015, devido ao atraso de julho. Os resultados considerados positivos são fruto de 25 anos de trabalho em estudos de biologia básica, reprodução, comportamento, habitat, manejo e educação ambiental para a conservação da espécie, que, no fim da década de 1980, estava ameaçada de extinção, e chegou a somar apenas 1.500 indivíduos no Pantanal. Hoje, com a contribuição do Projeto Arara Azul, especialistas estimam mais de 5.000 indivíduos no Pantanal, na área que inclui os estados brasileiros de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e a vizinha Bolívia.
A iniciativa monitora aproximadamente 3.000 aves, que vivem em 599 ninhos, cadastrados por 57 fazendas, situadas em Miranda, Aquidauana e Bonito (Mato Grosso do Sul) e na região de Barão de Melgaço (Mato Grosso).
                                                                 Adote um Ninho
plurale.com.br
Visando a reforçar a importância da conservação da biodiversidade pantaneira, o Instituto Arara Azul iniciou uma nova fase no trabalho de proteção da espécie. A entidade lançou a campanha "Adote um Ninho”, que consiste no apadrinhamento de ninhos, proporcionando a arrecadação de recursos e, consequentemente, o fortalecimento do projeto, que completa 25 anos de atividades, com o apoio da Toyota do Brasil e, mais recentemente, da Fundação Toyota do Brasil.

Antes mesmo do lançamento oficial, a campanha conquistou adeptos. Foram adotados 45 ninhos por pessoas físicas e jurídicas. Entre os padrinhos estão: o cartunista Ziraldo, o cineasta Carlos Saldanha, os cantores Chitãozinho e Xororó, Luan Santana, Michel Teló, Gabriel Sater, Almir Sater, entre outros artistas e empresários brasileiros e estadunidenses.

Acesse o site para conhecer mais sobre o Projeto Arara-Azul: http://www.projetoararaazul.org.br

Ao fazer o processo de adoção, os padrinhos passam por um curso preparatório, no qual aprendem sobre o monitoramento dos ninhos naturais e artificiais e sobre o relatório periódico do comportamento e desenvolvimento dos filhotes/afilhados. Além disso, ao nascer um filhote de arara-azul no ninho do adotante, o padrinho poderá batizá-lo. Assim como todas as aves da espécie, o filhote será acompanhado até o momento de seu voo e receberá uma anilha com numeração exclusiva, bem como um microchip. Todas as informações serão encaminhadas ao padrinho, por meio de um relatório final, junto com o Certificado de Adoção.

Curiosidades da arara-azul
  1. As araras pertencem à mesma família dos papagaios, periquitos e maracanãs, chamados Psitacídeos;
  2. A arara-azul é uma ave monogâmica. Ou seja, forma um par/casal constante até a morte de um dos indivíduos;
  3. A espécie não tem dimorfismo sexual externo. Só é possível diferir o gênero a partir da análise de uma amostra de sangue ou laparoscopia;
  4. No Pantanal, as araras-azuis alimentam-se da castanha de duas palmeiras, o Acuri e a Bocaiúva;
  5. 95% dos ninhos são encontrados em uma única espécie arbórea, o Manduvi;
  6. Após o nascimento, o filhote permanece sob os cuidados dos pais por mais de 100 dias, até que esteja pronto para voar;
  7. A arara-azul tem baixa taxa reprodutiva. Nasce um filhote a cada dois anos;
  8. As principais ameaças da espécie na década de 1990: descaracterização do habitat, tráfico ilegal e caça para uso em artesanatos e adornos indígenas. 
Fonte:  Novembro 2014 | Site  Adital