domingo, 9 de dezembro de 2012

Um café com o cantor e compositor Almir Sater

Postado em 2012-12-04 15:02:13

Almir Sater concedeu entrevista coletiva à imprensa durante a tarde desta segunda-feira (3/12), mesmo dia em que subiu ao palco do Uniluz. Sater vestia jeans e sandálias de dedo. Antes de começar a entrevista, ofereceu um café aos jornalistas. Depois, bateu todas as fotografias solicitadas sem deixar de sorrir.

Projetado nacionalmente depois de sua participação como ator na novela Pantanal, da Rede Manchete, ele ignora a postura de celebridade e gosta de ser chamado de caipira. “Na verdade, eu acho chique ser chamado de caipira”, comenta. E o estilo de vida do cantor, compositor, instrumentista e ator confirma. Ele passa os dias no campo. “Sou um produtor rural. Acordo às quatro da manhã e vou dormir às oito da noite”.

Mesmo sem planos para um próximo disco - o último, 7 Sinais, é de 2006 -, Sater conta que continua compondo. “Mas trabalho melhor sob pressão. Hoje se não está dando certo, paro e vou pescar”, diz. Ao falar da produção musical brasileira da atualidade, mostra-se decepcionado. “Não tenho ouvido nada novo que me emocione. Continuo escutando Pink Floyd”.

Para quem espera uma volta à televisão – Sater interpretou papeis de destaque em novelas como O Rei do Gado, da Rede Globo -, ele deixa claro que não pretende voltar. “Foi uma experiência positiva que me deu bastante visibilidade. Mas hoje não é mais possível, por conta dos meus outros compromissos”. A agenda de shows para o ano que vem já está cheia.

Autodidata, o violeiro gosta de dizer que faz música de raiz. “É o tipo de música que é como uma grande figueira: pode bater um vento forte, mas ele não a derruba”, define. Sucessos como “Tocando em frente” e “Um violeiro toca”, clássicos do cancioneiro brasileiro, não o deixam mentir.

Texto: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO Foto: Divulgação