quinta-feira, 23 de abril de 2015

23 de ABRIL | DIA MUNDIAL DO LIVRO |

É sabido que, O dia 23 de abril,  foi proclamado, em 1995, pela organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), como Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, e tem por base as datas de nascimento e de morte do dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare (1564-1616) e de nascimento do escritor espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616). Cervantes está na base de uma das iniciativas do dia: a jornada conjunta da Fundação Calouste Gulbenkian e da editora D. Quixote, em Lisboa, que assinala os 410 anos da publicação da primeira parte de "O engenhoso fidalgo D. Quixote de la Mancha", e os 400 anos da segunda e última parte da obra, com leituras, conferências, oficinas e filmes.

Embora haja controvérsias quanto as datas, pois segundo fontes, curiosidades mesmo que tenha sido 23 de abril a data da morte  de Shakespeare, não teria sido no mesmo 23 de abril de Cervantes pelo simples  motivo de que, na época, a Espanha, onde Cervantes vivia, havia adotado, como  bom país católico, o calendário imposto pelo papa Gregório em 1582. E  Shakespeare vivia na Inglaterra protestante, frequentemente hostilizada pelo  reino espanhol a serviço do Vaticano, e que ainda marcava o tempo pelo  Calendário Juliano. A Inglaterra só adotaria o Calendário Gregoriano em 1751.  Shakespeare, portanto, teria morrido no dia 3 de maio – 10 dias após o  espanhol.

Controvérsias à parte,  trata-se de dois dos maiores escritores de todas as épocas, e a data mais que justa para celebrar tanto Cervantes, quanto ao bardo Shakespeare e o mundo todo neste dia, relembra e comemora.

E por falar em Dom Quixote, será que existe um dentro de nós?
"Mudar o mundo, meu amigo Sancho, não é loucura, não é utopia, é justiça".



Ele era um daqueles cavaleiros andantes que
usavam armadura, lança e escudo; percorria as
planícies da Espanha. Um dia Dom Quixote avistou ao longe uns moinhos de vento.
Pois o Dom Quixote viu, nesses moinhos, que eram dragões cuspindo fogo, desafiando-o para a luta. E mesmo seu fiel escudeiro, Sancho Pança,  afirmando "que aquilo não são gigantes, são moinhos de vento; e o que lhe parecem braços não são senão as velas, que tocadas
do vento fazem trabalhar as mós", de nada adiantou, ele partiu para o ataque— Não fujais, covardes e vis criaturas; é um só cavaleiro o que vos investe. e o desfecho? Baixe o livro grátis no Domínio Publico e navegue nesta universo de Cervantes.

Para finalizar, todos nós temos um pouco de Dom Quixote, dentro de nós, seja por sonhar, desejar, ou lutar por nossos ideais, despertamos então:
- Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade. Dom Quixote, vulgo Miguel Cervantes.