sexta-feira, 27 de março de 2015

Choque de Culturas: O beijo gay em novelas


Choque de Culturas: O beijo gay em novelas. É complicado quando me dão sugestão assim, para falar sobre algo polêmico, porque o assunto é extenso e textos longos são maçantes.. é sabido que pessoas no geral se ligam mais na imagem do que no conteúdo e eu também não sou a pessoa certa para opinar, sendo que sou reticente quanto a novelas. Nunca neguei minha preferência por literatura e cinema. Gosto de entretenimento menos maçante, e de preferência que seja em menor tempo para eu logo saber o final. Mas como cidadã eis uma reflexão e pautada na História antiga. Eu acho que estranho seria se todos aplaudissem e fizesse disso algo rotineiro, quando sabemos que na verdade ainda não é, para a maioria das pessoas. Ainda existe o choque cultural, ensinamentos e dogmas, o "preconceito" e não se elimina uma cultura equivocada ou não, de uma hora para outra, de forma agressiva também e muito menos sendo intolerantes e com agressões verbais e  físicas,  e pensamento sexista de modo fortuito. Acho mais demagogia, querer mudar de forma avassaladora, os preceitos morais e religiosos que regem o mundo desde que existimos. E muitos até o dizem publicamente parecer mais "moderninhos" do que realmente respeita a escolha do outro na sua forma de ser realmente.
Acredito que isso demanda tempo, revisão de valores morais na sociedade,  é inevitável o confronto e enfrentamento. Porque tudo que é diferente, a tendência é aumentar ainda mais a divergência. Quebra de paradigmas não se transformam da noite para o dia. É preciso rever conceitos, e pisar no terreno de forma delicada, como também respeitar os que não aceitam, é um direito, desde que não firam os sentimentos alheios e a dignidade das pessoas e sem tapar o sol com a peneira."Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios." (Nicolau Maquiavel).  porque na maioria das vezes ele é pautado no artifício de homens que visam mudar as regras para benefício próprio.
Se voltarmos na história, na Grécia e na Roma Antiga, o amor sempre foi considerado real, entre homens (entre um adulto e um jovem), como nas batalhas, os espartanos, por exemplo, acreditavam que o amor entre soldados fortalecia o exército, e a mulher sempre teve função na sociedade apenas de procriação, como também não excluíam a relação com mulheres. Com o advento e a expansão do cristianismo, como religião dominante é que as coisas mudaram, a partir daí, o modelo familiar foi instituído, "crescei e multiplicai" e só era considerado moral se gerassem descendentes. Com isso garantiam o direito à propriedade, patrimônio, já que o segundo filho varão, era destinado ao clero, e assim perpetuava o ciclo da influência e poder da Igreja.  Porém, é sabido que o homossexualismo no geral, nunca deixou de existir entre as classes dominantes até os dias atuais.
 
 Prova disso são os eunucos( homens castrados e privado de sua virilidade) e por diversos motivos aparentes: prisioneiros de guerra, escravos sexuais, para servir a nobreza, ( muitos até o faziam por livre vontade para garantir um emprego nos palácios), para garantir a linhagem pura do herdeiro, pois exerciam funções diretas com a nobreza, como camareiros, conselheiros de Rainhas, e assim não ter envolvimento sexual com as mulheres  palácio,  ou do harém, nas artes  para tornar- se mais afeminado na voz e para interpretar papéis femininos ou  cantar óperas, já que era restritos aos homens. Alguns já nasciam assim. Agora talvez,  o mundo está "povoado" demais, a pobreza é uma metralhadora giratória, a Igreja, sob a visão moderna do Papa Francisco,  compreende que é indispensável rever esses conceitos criados em outros tempos, para garantir a continuidade da prole e a legitimidade dos seus descendentes para o controle da Monarquia. É sabido que o Amor sempre foi considerado apenas entre os camponeses, uma epifania destinada aos poetas e bardos, nunca entre a realeza e nobreza. A estas eram designadas alianças políticas e de fortunas para garantir o poder. A prostituição e a barganha é uma das práticas mais antigas que existem, envolvendo poder e domínio.  A diferença é que a hipocrisia sempre prevaleceu no nosso meio social, porque os senhores de terra, condes, lordes, suseranos,  reis e o clero,  viam o casamento, apenas um meio e de aparências, para unir fortunas, garantir o poder ou formar alianças comerciais e fortes , bem como perpetuar sua descendência e a mulher cabia apenas o de cumprir com o seu papel social, de dar filhos legítimos, sem ser levados em conta seus sentimentos e vontades. E verdade seja dita, não nos tornamos pessoas melhores nem no caráter tendo em vista do jeito que está a sociedade e o mundo no geral.

                         Mais Amor menos preconceito!

Os homens continuavam com sua vida, em manter suas cortesãs, com elas frequentar o ciclo social, festas, presentear com as mais ricas joias e ornamentos, vestidos da última moda, casa e comida. Enquanto suas mulheres era relegadas a segundo plano, muitas vezes levadas para viver no campo, após gerar os filhos ou então pagar um dote para a Igreja e ir servir a Deus no convento. E tudo isso feito sob os olhos da Igreja. Enfim, posso até não concordar, não aprovar sobre essa mudança comportamental na sociedade atual, mas não podemos ser demagogos ou ingênuos. Eu estou aprendendo a respeitar as opções, vontades de cada pessoa, e sem partir para a vulgaridade de ambos os lados e manter a postura e respeito, mesmo porque...

A história nos mostra que opção sexual, religiosa, tradição, nunca foi cartão de prova de bom caráter para ninguém... muito pelo contrário, muitos se escondem atrás destes "padrões considerados aceitos" para violar, corromper, usurpar, sabotar e roubar.

Nota: A Autora deste Blog simpatiza com este pensamento, mas não quer dizer que o têm como verdade absoluta, de forma incisiva, sempre opina ao enfrentamento de ideias, pesquisar outros autores, aprofundar na experiência e só assim, formar sua própria opinião.