terça-feira, novembro 18, 2014

Administração e Marketing | "Ócio Criativo no mundo empresarial"

Dizem os grandes administradores atuais que a preguiça é a mãe da criatividade ( porque no princípio tudo eram palavras, agora ideias). Mário Quintana já sabia disso: "Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda". Touché...


Empresa que usa preguiça humana tem mais chance de vencer, diz americano.
Afonso Ferreira
Do UOL, em São Paulo. 05/11/2014

Joshua Slayton, cofundador da Angel List, durante palestra na Case 2014, em São Paulo

Joshua Slayton, cofundador da Angel List, durante palestra na Case 2014, em São Paulo.

Muitos já devem ter ouvido que a necessidade é a mãe das invenções. No entanto, Joshua Slayton, cofundador da Angel List, uma espécie de rede social para start-ups (empresas iniciantes) encontrarem investidores, tem uma versão diferente do ditado. Ele diz: "a preguiça é a mãe das invenções".
O empreendedor norte-americano esteve em São Paulo, para participar do Case 2014 (Conferência Anual de Start-ups e Empreendedorismo), que terminou na última terça-feira (4).

Segundo Slayton, todas as invenções já criadas têm o objetivo de tornar a vida das pessoas mais fácil, cômoda ou agradável. E é justamente isso o que as empresas iniciantes devem buscar. "Fazemos coisas para tornar a vida mais fácil, não para nos mantermos mais ocupados", afirma.

A Angel List tem a proposta de facilitar a vida de empreendedores que precisam de investimento e também dos investidores que têm dinheiro, mas não sabem em quais empresas aplicar. A plataforma ainda serve para as start-ups postarem vagas de emprego.
O próprio sistema criado pela empresa faz o cruzamento das informações concedidas pelos usuários e sugere conexões com objetivos em comum, semelhante ao que é feito pelo LinkedIn. Empreendedores e investidores também podem seguir uns aos outros e trocar mensagens.
"Foi necessário muito trabalho para desenvolvermos a ferramenta, mas agora não preciso de ninguém fazendo esse cruzamento de dados. Não adianta a empresa facilitar a vida do cliente se ela vai dificultar a do empresário", declara.

De acordo com Slayton, apenas no mês de outubro foram movimentados mais de US$ 9 milhões (R$ 22,5 milhões) em investimentos pela plataforma. A empresa sediada em San Francisco, nos Estados Unidos, reúne 35 mil investidores e 380 mil empresas de todo o planeta, sendo 127 mil ativas.

Não tenha medo de falhar

Para Slayton, falhar também faz parte do caminho de uma start-up. Muitos empreendedores já faliram diversas vezes antes de criarem uma empresa de sucesso. No entanto, segundo ele, o mais importante é reconhecer a derrota e aprender com o erro.
Na própria Angel List, o empreendedor cita uma tentativa de incluir a contratação de advogados para as start-ups na plataforma. Porém, o tiro saiu pela culatra e o projeto foi um grande desperdício de dinheiro. "O mercado não queria o serviço e os advogados também não o queriam", diz.
Como lição, a Angel List aprendeu que deveria focar seus esforços apenas nas empresas iniciantes e nos investidores. "Águas tranquilas não fazem marinheiros habilidosos. São situações como essas que fazem um negócio se desenvolver", declara Slayton.

Fonte: Uol.