Loira Do Bem ∞ : Pitaco Filosofia: < Mundo desgovernado>

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Pitaco Filosofia: < Mundo desgovernado>



Imagem: Reprodução Internet. 

Sei que é humanamente e quase impossível compreender o porquê certos indivíduos agem com tamanha crueldade, e ficamos de cabelos literalmente em pé, quando deparamos com essas notícias com esse teor, seja a violência, guerras, conflitos, mortes.
Eu sempre me coloco a pensar o porquê também.  Se for pelo pensamento de Hobbes, o filósofo diria que o egoísmo faz parte de nosso comportamento, e que o homem é mau por natureza. Sendo imprevisível em seus atos, age por instinto e até mesmo por autopreservação.  
Somente a educação e cultura, os freios para conter esses impulsos naturais.  Um estado de paz é possível com uma sociedade civilizada. E isso funciona com o controle absoluto do Estado, que obriga os homens a respeitar as regras sociais para o bom convívio.
Um lugar sem governo está sujeito à baderna e a selvageria e o sobrepujo (de um sobre o outro, mais forte sobre mais fraco).
Enquanto Rousseau acredita que  o homem nasce bom e a sociedade o vicia, o corrompe. Dois pesos, duas medidas.  “Ou melhor, três, Locke “defende “ que no estado de natureza todos são iguais, apenas se diferencia pelas suas experiências”.
Enquanto para Hobbes,  o Estado é a garantia para nossa segurança, para Locke, é a garantia de coibir os excessos oriundos da liberdade individual de casa indivíduo.
É evidente que Hobbes era um ferrenho defensor da Monarquia, do estado absoluto. E que viver em sociedade, não estamos isentos de conflitos, mas que o Estado tem por obrigatoriedade garantir os três direitos fundamentais do indivíduo: a vida, a defesa da própria vida e a propriedade. Assim como temos Direito também deveres.
Neste ponto converge com Hobbes, “dever do cidadão não abrir mão de seus direitos”.  E Rousseau e Locke, defendem a liberdade e igualdade entre os homens.
O certo é que independente do que cada filosofia define a sociedade, costumes e comportamento humano, alarmante  é o aumento da convulsão social, um clamor “Salve-se quem puder”, como se o caminho que nos resta, é uma guerra civil.  E cada um ao seu modo equivocado, a torto e a direito, usa das “próprias mãos”, analogicamente falando, para fazer aquilo que considera como justo, sem discernimento ou até mesmo deixando a imparcialidade do lado. Uma verdadeira combustão, explosão de emoções não compreendidas. Eu prefiro acreditar que o ser humano, embora seja incompleto como pessoa, ainda busque por igualdade, discernimento e respeito para com sua vida e as dos outros. Se me perguntarem se eu tenho algum medo, respondo de forma direta: "de morrer e descobrir que em vida, nada fui mais que um déspota". 
Pesquisa: Internet.