domingo, 22 de setembro de 2013

A VIOLA, O VIOLEIRO E A VIOLEIRA SE ENCONTRAM


O encontro "inesperado" da fã mirim  Maria Thereza e Almir Sater no camarim, em Piracicaba -  transborda em emoção e empatia e rola comoção!.
Confesso que esperei passar alguns meses, para postar sobre esse momento especial, vivido meses atrás, no show de Piracicaba, em Abril passado, no Teatro Unimep, realizado pela Mantovani Promoções, entre o Almir Sater e a Menina Maria Thereza.

Trata-se  dessa talentosa  menina de 9 anos, que faz aulas de coral e violino no Projeto GURI, em sua cidade,( uma parceria do governo do estado junto com a Prefeitura que visa ensinar musica para crianças de 6 a 18 anos, e  as aulas são gratuitas e concorridas). Segundo a mãe, Juliana,  ela ama estar no projeto, e aprender tocar os instrumentos, e se aperfeiçoa em aulas particulares, com o mesmo professor,  mais especificamente de viola, devido a afinidade que ela sente com o instrumento.

Desde 2010 depois de assistir o show do Almir no SESC, Maria ficou encantada pelo toque de viola de Almir Sater, e desde então, acalentava o sonho de um dia tocar junto e/ ou para ele, esperando a melhor oportunidade para que isso ocorresse.

Finalmente, o dia especial chegou com o show no Teatro Unimep, em Piracicaba, e, através de contato com os produtores e produção do artista, porém, o que ela não sabia, que seria recebida pelo artista, em seu camarim,( todos ficaram comovidos com um vídeo que ela havia enviado, cantando e tocando Chalana sozinha). Juliana, a mãe de Maria, é artesã, faz trabalhos diferenciados e originais, e como filha de peixe, peixinho é, a menina também herdou o dom criativo da mãe. E, preparou, com muito carinho, uma caixa, decorativa homenageando o artista, da qual, ele ficou muito sensibilizado, pela originalidade do presente, e que segundo suas palavras, o objeto teria grande utilidade para guardar suas paletas e cordas da viola.
 
Porém, quando ela soube, que entregaria tudo pessoalmente ao artista e estaria junto dele, nos camarins,  o tempo parou...e tornou-se uma "agonia", basta ver ela no corredor, enquanto aguardava, abaixo.


Mas, ao estar, perto do seu ídolo, a simplicidade e espontaneidade de Sater é tão natural, que ela se sentiu, como no quintal de casa, ou melhor, eles se sentiram.
Almir diante da violeira mirim, inverteu os papéis, deixou que a estrela fosse ela, sem nem perceber ...de forma sagaz, deixou a estrela dela "acender a luz e iluminar", e assim, não só realizou o seu sonho acalentado desde 2010, como ele também compartilhou junto.
E, tudo que uma estrela e fã de verdade, merece, Sater fez, não se furtou em tirar fotos, autografar, cantar, e trocar dedos de prosa com a talentosa menina.

Ela, então, entregou o presente, trocou ideias, recebeu o autógrafo na viola, cantarolou e tocou Chalana, tudo isso sendo acompanhado pelo violeiro, que fez a segunda voz.. 


Diga você me conhece....
Ela também foi vestida a caráter, fez uma bela camiseta estampada com o rosto do artista, e nas costas, a música preferida dela e de sua mãe, 'Peão" Juliana e que também recebeu o autógrafo, conforme pretendia.
E depois dizem que sonhos não se realizam, são só fantasias ou coisas de Cinderela...












Vídeo de Maria Thereza e Almir Sater dando uma "palhinha" antes do show no camarim.#emocionante.


O bom gosto vem de berço...
Quando perguntado de onde vem tamanha sensatez para desde cedo, estar antenada com música de alto nível como é a de Almir Sater, a resposta está...na mãe de Maria, Juliana, que desde, sempre, é fã e admiradora da obra do artista.
E, para sua alegria, a filha desenvolveu o mesmo gosto e é uma aluna aplicada em seu curso no Projeto Guri da cidade e das aulas particulares de viola, com o  Professor Pedro Samuel, que segundo a família, se destaca por ser incentivador e motivador para os alunos, permitindo, que eles escolham o repertório que desejam aprender a tocar e que aos longos desses anos, se dedica na profissão e mestria da arte.

Segundo fontes,  o Professor Pedro Samuel, mais conhecido como Pedrinho, é bem requisitado em seus ensinamentos na cidade, e desde os 11 anos,  começou a aprender viola e violão com o pai.
O músico se apaixonou  pelo som do instrumento, em parceria com o pai Pedro, abrilhanta shows em festas, barzinhos, desfiles de cavaleiros etc, dando assim origem a dupla Pedro e Pedrinho.
 Sua paixão pela música e também a de passar seu conhecimento aos demais, é tanta, que ele procura conciliar as aulas e os convites de apresentações junto do seu pai. 
Este ano, gravaram o primeiro CD com várias composições deles e de outros compositores locais. Para conhecer melhor o trabalho da dupla, o site oficial  www.pedroepedrinho.com.br e a pagina no face https://www.facebook.com/pages/Pedro-e-Pedrinho/512491232126401

Eu vejo uma nova era, de gente elegante, fina e sincera...


E, como felicidade pouca é bobagem, euzinha aqui não fico devendo nada em carinho e alegria, do que foi dedicado ao Almir Sater, porque após esse encontro eu também tive a grata "surpresa"que me levou aos prantos, ( não tenho vergonha de expor meus sentimentos, desde que sejam espontâneos e reais), quando eu também, recebi uma camiseta igual, e essas caixinhas abaixo de presente, feitas manualmente e artesanalmente pela Maria, ao dividir sua felicidade comigo também.. amei tudo que recebi, que emoção, acho que Nietzsche tem razão quando diz 
"Creio que aqueles que mais entendem de felicidade são as borboletas e as bolhas de sabão" ...
ah as pessoas de "alma boa" ah...
e as crianças também!... 

Equinócio da Primavera


DIA DA ÁRVORE - COMPRE ESSA IDEIA! 21 de Setembro.
"O mundo precisa de paz. As pessoas têm que cuidar melhor da natureza, para que as futuras gerações possam viver bem".by Almir Sater 



















   

"Aprendi com as Primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira". [Cecília Meireles].




















 EQUINÓCIO DA PRIMAVERA 
está intrinsecamente ligado as culturas celtas e aos druídas.
marca a entrada do outono no hemisfério norte e da primavera no hemisfério sul,
Na astronomia, equinócio é definido como o instante em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste).
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais“, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo.
Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra.
Comemore:
.Caminhe pelo campo para colher flores.
Enfeite toda a casa com elas.
.Celebre a Natureza fazendo uma oferenda aos Elementais, agradecendo pela beleza proporcionada pela Primavera.
.Plante uma árvore ou flores. Faça um jardim.
Leve um buquê de flores a uma nascente em homenagem ao Espírito da Primavera.
Louvado
Seja este tempo de flores ,
Que a deusa Mãe nos tráz
Que todas as cores possam colorir - todas as vidas de todos os seres ,
Alegria
Para que possamos renascer harmoniosamente
com saúde e beleza,
Espalhando amor e paz - para todos os solos-corações germinarem
em sintonia com o planeta terra-água-fogo-ar,
Louvado e honrado sejam todos os caminhos
que conduzam ao paraíso celeste e terrestre ,
Que nesta primavera
Possamos florescer
alegres e afetuosos com o coração liberto de pesos e ilusões ,
e assim restaurados pelas mãos Daquela que dá a Vida.
Assim seja, assim é, assim se faça!
Fontes: sites google.
“EU E A MÃE TERRA SOMOS UM”
Blessed Be !.

Comunicação: sincero sem causa

Profissionais sentem receio de dizer o que pensam no trabalho. Até que ponto é possível falar com franqueza sem prejudicar a carreira?
Revista Você S/A - por Camila Mendonça

Acertar a dose exata de sin­ceridade que deve ser usada nas relações profissionais é algo complicado. Se a men­tira é eticamente condená­vel, o excesso de franqueza também pode ser prejudicial à carreira. Segundo o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), "pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal". Em pesquisa com 200 profissionais brasileiros feita pela Michael Page, empresa de recrutamento de São Paulo, 40% deles acreditam que se forem verdadeiros no trabalho podem sofrer com as consequências. "É possível ser sincero na empresa tanto quanto é possível na sociedade", diz Marcelo Cuellar, responsável pela unidade da Michael Page no Rio de Janeiro. Qual a medida certa de sinceridade? A resposta está num meio termo composto por sensibilidade, prudência: e experiência. "Antes de sair dizendo o que pensa para todo mundo ouvir, a etiqueta corporativa diz que o melhor é estudar o ambiente e as relações", diz Marcelo.

A sinceridade vai virando assunto de conversa na pausa para o almoço conforme uma geração mais jovem e desbocada, passa a participar mais ativamente do cotidiano da empresa. À medida que a organização rejuvenesce, alguns rituais corporativos estão sendo questionados e cerimônia com a hierarquia vem perdendo sentido. Profissionais mais jovens têm a tendência de agir e falar sem papas na língua, sem dar tanta importância para o efeito da próprias palavras. "O problema é que são poucos os ambientes que aceitam esse tipo de conduta", diz Marcus Soares, especialista em psicologia organizacional e professo do Insper, faculdade de economia administração de São Paulo.
Obviamente, nem todo jovem sincero demais e a questão sempre esteve presente no mundo corporativo. Mas as pessoas não lidam bem com isso e, toda vez que uma grande verdade é falada, pode-se prever confusão na área. A consequência para o sincero sem causa, antes da demissão, pode ser o rótulo de chato, sem noção ou excessivamente crítico - e isso pode prejudicar: carreira. "O profissional que regula mal a opinião vai começar a ser isolado e pode ser preterido, principalmente para vagas em cargos de liderança, que exigem um filtro mais rigoroso", diz Danilo Afonso, gerente de projetos e marketing do Instituto de Organização Racional do Trabalho (Idort).

• Vida pessoal
Dentro do assunto sinceridade, outro deslize bastante comum na empresa é falar mais do que o necessário so­bre a vida particular. Embora seja possível desenvolver laços de ami­zade com colegas de trabalho, isso não é a regra. A maioria das pessoas convive diariamente com colegas com quem tem uma intimidade ape­nas parcial, por isso abrir assuntos pessoais muito delicados pode ser bastante constrangedor. "O ambien­te de trabalho não é propício para falar sobre sua vida", diz José Augusto Figueiredo, da consultoria de recolocação LHHIDBM.
Falar muito de si também favore­ce a criação de rótulos e dá abertu­ra para comentários negativos, que podem prejudicar o crescimento. Isso não significa que o melhor ca­minho é isolar-se dos colegas, mas ficar atento para preservar a própria intimidade. "No ambiente de traba­lho existem pessoas que você não escolheu para conviver, mas os relacionamentos interpessoais são importantes e devem ser cultiva­dos", diz Sâmia Aguiar Brandão Simurro, vice-presidente de proje­tos e expansão da Associação Bra­sileira de Qualidade de Vida (ABQV). "Sei meus limites e não me exponho a ponto de me prejudicar", diz Luciana Rocha, de 35 anos, ge­rente administrativa e de suprimen­tos da OTZ Engenharia.

Por outro lado, ter consciência de qual dose de sinceridade cada situ­ação exige pode ser bastante bené­fico. A sinceridade saudável depende de três vetores, segundo José Augusto. "O que, quando e como", diz ele. O "o que" está ligado ao conteú­do do que vai ser dito. É possível dizer tudo o que pensa se esse tudo estiver relacionado ao seu trabalho ou ao da equipe, como algum pro­cesso que você considera equivoca­do. Fofocas e intrigas só prejudicam. O "quando" está relacionado ao mo­mento em que sua opinião será dita.
Interromper reuniões de minuto em minuto só para dizer o que pensa o fará se passar por inconveniente. Se o que for dizer for importante e está comprometendo seus resultados, agende hora e local. O "como" se re­fere à maneira como você passa a mensagem. Evite ironias, subjetivi­dades, tons agressivos e atenha-se a fatos. Deixe reclamações, intrigas e fofocas para os amigos. Fazendo isso, sua interlocução com pares e subordinados vai melhorar.

Entrevista Almir Sater • ‘Gosto que me ouçam com os olhos fechados’ •


Entrevista Almir Sater • ‘Gosto que me ouçam com os olhos fechados’ • Rodrigo Teixeira • 21.09.2013

Por Matula Cultural setembro 21, 2013
 
O violeiro Almir Sater retorna à terra natal neste domingo e diz que traz show velho, mas com emoção nova
Desde novembro de 2012 que o músico Almir Sater não faz um show em Campo Grande. O jejum de apresentações em sua terra natal, no entanto, termina neste domingo (22). O cantor e compositor campo-grandense vai tocar com sua trupe no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, a partir das 20h. Espirituoso, o próprio músico faz graça do fato de seu show já ser conhecido do público e não sofrer grandes alterações no repertório. “Convido a todos para ir ao concerto para ver meu velho show que sempre tem uma emoção nova”, ressalta.
Almir avisa que seu espetáculo está mais voltado para o clima da fronteira e que não está usando percussão na formação da banda. “O clima está mais em cima dos violões mesmo”, reconhece. Avesso a produzir DVDs ou se dedicar a produção de conteúdo para páginas na Internet ou redes sociais, o violeiro é prático nesta área. “Se eu fizer um site oficial vou ter a responsabilidade de colocar conteúdo nele sempre e não quero isso. Tenho a felicidade de contar com pessoas generosas que estão postando informações sobre os shows e agenda e está dando certo. Quanto ao DVD, prefiro que as pessoas escutem minha música de olhos fechados”, provoca.
O estilo, avesso a grande mídia, já virou uma marca do músico. “No começo era preguiça mesmo, mas depois o pessoal achou que era charme”, avalia. Segundo a entrevista exclusiva concedida ao O Estado de MS, os clássicos estarão todos no repertório, mas, a energia será, confome prometeu o violeiro, nova. Confira a entrevista!
Rodrigo Teixeira – O projeto Comitiva Esperança completa 30 anos em 2013. Como você analisa aquele Pantanal que você encontrou, junto com o parceiro Paulo Simões e o saudoso Zé Gomes, com a região atualmente?
Almir Sater - O Pantanal de hoje tem regiões que se desenvolveram mais e outras menos. Mas as pessoas que vivem no Pantanal estão mais conscientes atualmente. O ser humano, de um modo geral, está evoluindo na minha opinião. Eu me considero um conservacionista e o pantaneiro sempre foi. O pessoal que mora no Pantanal também sempre foi acostumado com fartura.
Você estava formatando um projeto em parceria com o Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, que envolvia a conservação do Pantanal. Como está este projeto?
Este projeto com o Maurício de Sousa não andou para frente. Infelizmente. Minha ideia é aproveitar a mão de obra do homem ribeirinho, da população que é acostumada com os rios e depende deles para viver. Então, na época da piracema, em que o ribeirinho não pode pescar porque é proibido por lei, ele iria ganhar uma quantia em dinheiro para transitar nos rios e retirar o que achasse de sujeira. Ele iria usar aquele período em que normalmente tem que ficar parado para ajudar a conservar os rios e proteger o meio ambiente. Com isso, teria um trabalho neste período da piracema e iria ganhar mais. Então queria reunir um pessoal para discutir isso, qual a maneira melhor de implantar este projeto e tudo mais.
Como você analisa o fato de um projeto como este, que é positivo, não conseguir obter parceiros com facilidade?
Eu confesso que ando meio descrente. Muitos parceiros poderiam participar deste projeto para ajudar a limpar rios, como o Aquidauana, o Coxim e o Taquari, mas é muito complicado para concretizar. A sociedade até tem vontade de ajudar, mas quem decide, na verdade, é que é devagar. O pessoal que é autoridade é muito bom de reunião, mas na hora de decidir mesmo, demora. Por isso, estou me afastando de projetos assim e focando mesmo nos shows.
A Maria Bethânia gravou e está cantando a música ‘Planície de Prata’, parceria sua com Paulo Simões. Como foi que a Bethânia conheceu esta música?
Na verdade, a Bethânia viu uma entrevista que dei para a repórter Cláudia Gaigher, da TV Morena, afiliada da Globo, em que eu toquei esta música. Depois ela me ligou perguntando da canção. Eu cantei e toquei pra ela pelo telefone mesmo, para ela ter uma noção melhor da melodia e da harmonia, e depois vi que a Bethânia tinha gravado. Eu não escutei ainda, mas deve ter ficado muito bom. A Bethânia tem muita sensibilidade e vai atrás dos autores. Ela é muito antenada com o que está acontecendo.
Ela está cantando ‘Planície de Prata’ nos shows inclusive. Na década de 90, a Bethânia já tinha gravado ‘Tocando em Frente’ e ganhou inclusive um Prêmio Sharp com a canção.
Sim, ela gravou ‘Tocando em Frente’ e contribuiu muito para que esta música se tornasse bastante conhecida do público. Eu só tenho a agradecer a Bethânia.
Esta música que a Maria Bethânia está cantando, você lançou em seu último disco, o Sete Sinais, no ano de 2006. Deste mesmo disco tem Cubanita, também em parceria com o Paulo Simões, que foi gravada por duplas sertanejas. Como você decide a hora certa de gravar um novo disco?
Eu preciso de motivação para gravar um disco novo. Eu realmente prefiro pescar. Geralmente, preciso estar sob pressão para fazer um novo álbum. Eu acredito que este mundo do disco está bastante confuso. Porque, na verdade, eu banco os meus discos e gravar tem um custo. Na verdade, atualmente, investir em disco é quase filantropia. Sou um artista independente e, por isso, vendo meus discos depois dos shows e não posso reclamar, porque o público prestigia e compra. Mas fazer disco novo ainda não sei quando.
‘Eu e o Renato Teixeira estamos fazendo um disco juntos. Mas este ano não conseguimos ainda parar uma única vez devido aos shows. Nós demos um prazo de oito anos para concluir este disco’
Você começou a fazer um disco em parceria com o Renato Teixeira, que é seu vizinho na Serra da Cantareira, em São Paulo. Este disco vai sair?
Sim. Eu e o Renato começamos a fazer este disco realmente. Mas este ano não conseguimos sentar uma única vez para dar prosseguimento. Eu e ele temos muitos shows e fica bem difícil gravar, mesmo ele sendo meu vizinho. Eu e o Renato demos um prazo para concluir este disco que é de oito anos (risos).
E o terceiro disco instrumental, tem chance de sair um dia?
Tenho muita vontade de fazer. Na verdade, já tenho material pronto deste novo disco instrumental. Ele vai ser voltado para este som nosso da fronteira, que é um lado que ainda não explorei realmente.
Mesmo com um estúdio no quintal de sua casa você não consegue gravar?
Meu estúdio é em casa, mas está meio mofado (risos). O que sustenta a minha família são os shows, então eles têm prioridade. Não sobra tempo.
‘DVD é muita plástica e pouco conteúdo. Eu realmente não quero ficar fazendo caras e bocas parar produzir um DVD. Prefiro que só foquem na minha música. Mas nos shows é liberado filmar’
Você não tem página oficial na Internet. Também não possui uma página no Facebook. Também jamais produziu um DVD em tantos anos de carreira. Até que ponto este é um estilo ou está mais para estratégia de condução de carreira?
No começo era preguiça mesmo (risos). Depois parece que o pessoal começou a encarar como um charme legal. O problema é que se eu tiver um site oficial vou ter a responsabilidade de alimentar a página com conteúdo e não quero esta responsabilidade. Mas tenho pessoas legais e muito generosas que acabam postando informações sobre a agenda de shows e tudo mais no Facebook. Está funcionando. Quanto ao DVD eu sou mesmo resistente. Eu gosto mesmo é que as pessoas me ouçam com os olhos fechados. DVD é muita plástica e pouco conteúdo. Eu realmente não quero ficar fazendo caras e bocas para produzir um DVD. Prefiro que só foquem na minha música mesmo. Mas nos meus shows eu libero para o público filmar como quiser. Em todos os shows é assim. Pode filmar à vontade!
Já é famosa a história de que você não modifica os seus shows. Eles geralmente têm o mesmo repertório e você canta basicamente os clássicos da carreira. Como você faria um convite então para que o público de Campo Grande prestigie o show deste domingo?
Olha, eu sempre fui muito bem recebido pelo público de Campo Grande. Faço o mesmo show e nunca ninguém brigou comigo (risos). Mas eu convido a todos os campo-grandenses a ver meu velho show, mas que sempre tem uma emoção nova. Diferente. Eu sempre vou cantar músicas como ‘Trem do Pantanal’, que geralmente encerro o show. Vou cantar e tocar esta música para o resto da minha vida. O nosso show agora está bem voltado para os ritmos e o clima da fronteira. Não estou usando percussão na banda. Estamos com uma formação com violões, vocais, baixo e sanfona.