terça-feira, agosto 27, 2013

Pitaco Administração " Livro Gestão de Incompetentes.

Pitaco Administração " Livro "Gestão de Incompetentes".
 O reconhecimento da incompetência, a sua própria e a dos outros, é o princípio da aprendizagem.
É o princípio socrático da sabedoria do “Só sei que nada sei”, e a cada dia verificamos o oposto em empresários, intelectuais e políticos que, cegados por suas realizações, recusam-se a admitir erros e a aprender. O atual ambiente de crise tem deixado muito exposto, mas muitos ainda têm de cair do cavalo.
Em um mundo de hipercompetentes, todos sabem tudo e ninguém precisa de ninguém, um mundo de deuses, mas solitários. E não estou me referindo às lendas gregas, mas a reinos e lendas que habitam as nossas instituições políticas, midiáticas e empresariais.
É preciso pensar em mudar as pessoas antes de pensar em mudar de pessoas.
Há uma cultura do medo, em que a simples chamada de atenção do chefe nos põe em guarda, como uma bola de neve de verdades maquiadas que se convertem em processos empresariais mentirosos. Na supervisão de segurança das usinas nucleares de Fukushima, foram falsificados 200 relatórios. Consideravam-se invulneráveis.
Falta paz. Falta tempo para pensar, para olhar os trabalhadores nos olhos, embora o site da empresa declare que as pessoas são o principal ativo.
Desenvolvo o conceito de “Líder Pacífico” – espero que este seja o meu próximo livro.
Um líder prudente, que busca as virtudes esquecidas do silêncio, sorriso, generosidade, ordem, perseverança, sinceridade… humildade. Que reconhece os próprios erros e tolera os defeitos dos outros. Que domina seu ofício e ama o seu trabalho.
by Gabriel Ginebra, Professor e Doutor em administração de empresas.


 
E o meu pitaco: De pleno acordo com o autor, ótima colocação. Essa cultura do medo, está arraigada em todos os lugares, a sinceridade não é bem vista aos olhos, criou-se um padrão uniforme, onde ser dissimulado nas ações, adular e bajular para não ferir o orgulho e a vaidade, traz consequências irremediáveis com o tempo, mais fácil sucumbir ao elogio "enrustido" que vai nos agradar - do que estar de frente com soluções e ideias que podem somar e agregar! uma pena!

Infelizmente é isso que a cultura do medo, faz com as pessoas - por elas serem "obrigadas" a serem "omissas", ao cometer um erro, e o patrão, chefe, líder, superior, dispensar, maculam resultados, feedbacks etc e tal...ou seja, eles são o último a saber - porque não chegam até eles, na maioria das vezes... e como o autor cita acima, o exemplo da usina nuclear, quanta coisa poderia ser evitado, se aprendêssemos a valorizar essa transparência nas relações, ao invés de encararmos como boicotes ou adversários, e com certamente a sabotagem até não intencional, mas por uma questão de sobrevivência, seria talvez reduzida. 

Oh isso me faz pensar em Rousseau - filósofo que ele falava exatamente disso, dessa "uniformidade" que foi criada para vivermos "coerentes" e dentro do mesmo contexto social - onde todos adotavam uma etiqueta social, e ele questionava- e quando saberemos da verdadeira honestidade, de sentimentos e ações? -